No Movimento Estudantil Geral a Mudança sempre esteve à frente defendendo esta bandeira e destacando pontos que considera relevantes para acelerar a democratização da comunicação. Discutir, por exemplo, as concessões públicas de Rádio & TV, uma das problemáticas mais debatidas no meio pela DemoCom, além de democratizar a comunicação, auxilia naturalmente no processo da reforma política, pelo fato de que muitos políticos, em especial parlamentares federais, detém concessões que são públicas, educativas e portanto, de uso e compartilhamento coletivo. Qualquer concessão de canal de TV ou de frequência de rádio é aprovada pelo Congresso Nacional, por esse detalhe explica-se o motivo pelo qual tantos parlamentares possuem rádios e canais de TV espalhados pelas cinco regiões do Brasil. Assim como essa discussão, várias outras também se apresentam como anseio da democracia e da militância pela democratização da comunicação. O combate à repressão para com a radiodifusão comunitária, a luta pelo fim da criminalização dos Movimentos Socias na mídia por parte dos grandes conglomerados de comunicação do nosso país, são algumas discussões pela DemoCom que nos cenram. Por isso mesmo, cada segmento deve compreender a relevância da comunicação não só enquanto troca de informação, mas também como um direito inerente à existência humana, sendo assim um direito humano.
No interior de todo esse debate, encontram-se os futuros comunicadores de nosso país, ou seja, os estudantes de comunicação social. Jornalismo, Publicidade & Propaganda, Rádio & TV, Cinema e Fotografia são algumas das habilitações do campo da comunicação social que detém futuros profissionais que obrigatoriamente devem estar compromissados não só com o ofício de comunicador, mas também com seu papel de agente social, de cidadão. Para tal, existe a Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social, a ENECOS, uma entidade de âmbito nacional e bastante reconhecida no meio estudantil. Diversos cursos de graduação superior possuem entidades representativas de atuação nacional e no caso da comunicação, essa entidade é a ENECOS. O curso de Direito, por exemplo, se organiza na FENED (Federativa Nacional dos Estudantes de Direito). Há essa pequena diferença, quando alguns cursos possuem Federativa ao invés de Executiva, mas que não implica diferença na prática militante.
O grande espaço nacional dos estudantes que discutem e militam pela DemoCom é o Encontro Nacional dos Estudantes de Comunicação Social, o ENECOM, que este ano terá a sua 31ª edição realizada no estado da Paraíba, campus da UFPB de João Pessoa. A cada ano um novo tema é alvo de discussão e reflexão por parte dos estudantes que se debruçam sobre ele e outros subtemos relacionados, dando substância e fundamentalizando a pauta principal. Agora em 2010, por exemplo, o grande debate se dará em torno do “Processo de consciência através da Comunicação Popular para a libertação do povo”. É com essa perspectiva Universidade & Sociedade que mais uma vez o ENECOM se afirmará como espaço de efetiva e relevante discussão das bandeiras da comunicação social, para além da discussão, se construir as alternativas práticas que contemplem cada vez mais a rede dos movimentos sociais, o conjunto da sociedade e a democracia, de fato, em todos os espaços em que ela deve se fazer presente.
Por tamanha importância para a comunicação, pro povo e pra democracia, esta é também uma bandeira do Movimento Mudança, que convoca todos os seus militantes a se colocarem em mais uma construção coletiva indiscutivelmente necessária à afirmação da nossa identidade enquanto estudantes e agentes ativos dispostos a influenciar os espaços dos quais nos dispusemos a compor e/ou disputar para contribuir na real tranformação a favor dos princípios democráticos, de esquerda socialista e de caráter popular.


Não sabia que a Mudança atuava na ENECOS e no ENECOM. Concordo com a importância do espaço, mas porque a ENECOS é a entidade que fala ladainhas reivindicando ser a voz dos estudantes de comunicação e não podemos deixar que isso aconteça. Não pela importância da Executiva em si, já que não reconheço-a como entidade representativa, entidade essa que faz eleições em 40 e poucos C.As e acredita estar representando os estudantes de comunicação. E que demonstrou todo seu tamanho (quantos delegados?) e imaturidade no espaço que deveria ter sido prioritário para esse campo: a CONFECOM.