FURB Federal. Prioridade Nacional!

Posted outubro 4th, 2011 in Educação, Manifestos, Movimento Estudantil, Movimentos Sociais by babi

No dia 03 de outubro, no plenário da Câmara de Vereadores de Blumenau, aconteceu a Audiência Pública da Universidade Federal do Vale do Itajaí (PL 7287\2010).

Mais uma vez os estudantes Blumenauenses fecharam as ruas, cerca de 200 pessoas, saindo da FURB e se dirigindo a Câmara de Vereadores para acompanhar a Audiência Pública, que lotou o plenário da casa. Além disso a Audiência foi transmitida ao vivo pela TVL e por um telão montado em frente a Prefeitura.

Diversas autoridades e organizações estiveram presentes, entre eles o Dep. Federal Pedro Uczai, a Dep. Estadual Ana Paula Lima e o Dep. Estadual Sgt. Soares, vereadores da Cidade de Blumenau e Gaspar, o Sindicato dos Servidores Públicos do Ensino Superior de Blumenau (Sinsepes), OAB, Comitê Pró-Federalização da FURB, DCE Univille, além da União Blumenauense dos Estudantes (UBE), a União Catarinense dos estudantes (UCE) e a União Nacional dos Estudantes (UNE).

O tema central da Audiência foi a defesa e a constituição de uma universidade federal no vale do Itajaí, tendo a FURB como um embrião para esse projeto através da federalização dessa instituição, incorporando sua estrutura física, seus estudantes e a cedência de seus servidores.

A UNE esteve presente na Audiência representada pelo seu Diretor Camilo Vanni, que além de manifestar total apoio da UNE a federalizacão da FURB, também falou sobre a democratização do acesso ao ensino público, o equilíbrio do tri-pé ensino, pesquisa e extensão,  a importância das políticas de assistência estudantil e do caráter emancipador da educação!

Segundo Clóvis Reis, coordenador do Comitê Pró-Federalização da Furb, esse é um passo importantíssimo que garantirá a terceira universidade federal em Santa Catarina

A audiência conto com 5 encaminhamentos centrais:

1 – Aprovar na Comissão de educação e cultura e no legislativo federal o PL 7287/2010 que autoriza o poder executivo a criar a Universidade Federal do Vale do Itajaí a partir da FURB
2 – Paralelamente fazer a articulação com o MEC para que essa instituição seja implementada o mais rápido possível
3 – transferência dos estudantes, cedência servidores e cessão de uso do patrimônio da FURB para essa universidade federal
4 – UFSC é bem vinda a Blumenau, não como um Capus, mas que a UFSC seja a tutora desta nova Universidade. Juntas FURB e UFSC devem construir esse projeto.
5 – A FURB atual será a sede desta nova Universidade Federal que poderá se tornar multicampi

A UNE que em sua jornada de lutas apresentou essa reivindicação a Presideta Dilma continuará na luta em defesa da FURB federal!

Camilo Vanni –  Diretor de Movimentos Sociais da UNE.

Realize a sua conferência livre!

Posted julho 25th, 2011 in Educação, Movimento Estudantil, Movimentos Sociais, Notícias by lucasmolinari

Este ano é o ano da  II Conferência Nacional de Juventude, todos os jovens do Brasil podem ajudar a construir conferências livres nos espaços em que participam.

Para fazer uma é fácil: organize um debate temático da forma mais democrática e plural possível, junto no mínimo 10 pessoas, tire fotos, preencha um formulário disponível no http://www.juventude.gov.br/ e mande para conferencia.livre@presidencia.gov.br . Com isso tudo que você debater será discutido no segundo encontro nacional de juventude, em Brasilia no final do ano!

Estas conferências são de extrema importância para o desenvolvimento da nossa juventude, como sociedade civil organizada para contribuir com os rumos de nosso país.

Nota de Esclarecimento do Movimento Mudança sobre o KIT Contra a Homofobia do Governo Federal.

Posted junho 2nd, 2011 in Educação, Manifestos, Movimento Estudantil by debora

O Movimento Mudança, como participante da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, defende a utilização de todo e qualquer meio de política pública que combata o preconceito e a descriminação. Sendo assim, defendemos o Kit homofobia feito pelo Ministério da Educação juntamente com uma ampla parcela da sociedade civil e acadêmicos da educação.

Não aceitaremos que o Governo recue em detrimento de posições conservadoras e que contribua ainda mais para o aumento da homofobia, o ódio e o preconceito para com o diferente.

A União Brasileira dos Estudantes, desde a sua fundação, sempre foi a favor da dignidade da pessoa humana e sempre defendeu posições avançadas frente ao combate a qualquer tipo de preconceito. Entretanto, nos últimos dias, foi emitida uma nota como sendo da UBES, se posicionando contra a distribuição dos Kit’s nas escolas de todo o País.

A UBES nunca emitiu nota contra o Kit Homofobia. Pelo contrário, somos a favor do combate a homofobia dentro das nossas escolas, pois acreditamos em uma educação pautada na formação de atores sociais e jamais norteada pelo ódio.

Acreditamos que esse é um momento onde os nossos grêmios estudantis, entidades que compõe a base da UBES, devem construir um amplo debate em todo o país, apontando por uma escola cada vez mais igualitária e livre de preconceitos. Afirmamos que esta foi mais uma tentativa frustrada de ‘’uma mídia’’ golpista, que a cada dia tenta desmobilizar os movimentos sociais.

Não aceitaremos que um Governo que foi eleito pela soberania popular, e para avançar nas políticas sociais de desenvolvimento, cometa um retrocesso frente à política de combate a homofobia como foi este que proibiu a distribuição dos Kit’s.

Entendemos que a Bancada Evangélica e da Família, não pode jamais impor para a Nação Brasileira, suas opiniões como sendo as únicas em todo o Brasil. É preciso que o Estado garanta espaço para o diferente. Só assim é possível vivermos em um país plural e que respeita o ser humano.

Venha com a gente aprofundar este movimento, Participe com o Movimento Mudança na União Brasileira dos Estudantes secundarista, para defendermos um país mais igual, plural e democrático.

Brasília, 01 de Junho de 2011

Um breve relato sobre a história, o Brasil, os Movimentos Sociais e alguns desafios do Movimento Estudantil.

Posted maio 11th, 2011 in Artigos, Educação, Movimento Estudantil by decko

A história dos Movimentos Sociais no Brasil, inclusive o Movimento Estudantil, é marcada pelos grandes embates feitos aos governos autoritários, sobretudo na luta pela liberdade e democracia. A década de 70 e boa parte da década de 80 servem para todos nós como inspiração no que diz respeito à ideologia que movia mentes e corações. Entender o significado dos movimentos sociais na história do Brasil, na consolidação da democracia e na garantia de várias das liberdades que gozamos hoje é preceito fundamental para compreender os efeitos e sintomas que vive o movimento nos dias de hoje.

Essa movimentação pró-liberdades individuais e coletivas que teve uma característica de resistência fez com que fossemos todos forjados nas lutas antissistemas que se organizavam a partir dos imperativos negativos aos governos que se sucediam.

O Brasil dos anos 90, auge do Neoliberalismo, influenciado diretamente pela dupla dinâmica Ronald Reagan e Margareth Thatcher foi berço das lutas contra os governos FHC, os desmandos do senhor Paulo Renato na educação brasileira, do sucateamento de todos os aparelhos estatais, das privatarias, do desrespeito aos trabalhadores e as trabalhadoras do Brasil e de todos os traços básicos de um governo que não dialogava com os movimentos sociais, pois estava ao lado das elites brasileiras e internacionais em nome do capital privado, sem levar em consideração o povo que vivia a margem da “democracia” então vivida.

O Movimento Social começa a viver um paradoxo de difícil compreensão: A luta de algumas décadas em nome da democracia e quando ela chega, os governos “democraticamente” eleitos não são governos que tem em seu DNA a classe trabalhadora, a integração latino americana e as minorias organizadas ou não. Ora, passamos tanto tempo lutando contra a ditadura e quando alcançamos a democracia o povo não está na pauta do dia!  Não precisaria nenhum exercício de numerologia para saber que necessariamente o movimento se organizaria mais para que não houvesse nenhum tipo de retrocesso, pois apesar dos pesares, todas as analises eram consensuais sobre os avanços de se lutar num regime democrático e os avanços que o movimento conquistara.

A luta dos(as) trabalhadores(as) no grande período de massas que houve no Brasil, fez com que os movimentos avançassem e se organizassem no acúmulo de suas pautas e nas vitorias que a luta ia impondo ao capitalismo.

Em 2002 o produto de toda essa equação da luta dos trabalhadores durante tantos anos é a vitória do primeiro trabalhador operário a Presidência da República. Luiz Inácio LULA da Silva, após décadas nos movimentos sociais organizados, chega ao mais alto posto do executivo brasileiro em um processo eleitoral sangrento, disputado até o último voto.

Com todas as suas limitações, o Governo LULA foi comparativamente o melhor governo que os movimentos sociais presenciaram em toda história do Brasil, sobretudo na negociação com os e no encaminhamento de suas pautas.

Talvez a característica que defina melhor o Governo Lula do ponto de vista dos movimentos sociais seja a constante disputa que ele viveu durante os oito anos de seu mandato. Essa disputa foi nítida, com um fator agravante que era a coalisão que compunha o Governo Lula, diversos partidos de orientações ideológicas diferentes disputando um rumo para o Brasil. De um lado o Governo era disputado pelo poder econômico, pelo poder político no judiciário, no executivo e legislativo, pelo PIG (Partido da Imprensa Golpista) e todas as ferramentas que o centro clandestino que transita entre o poder no Brasil possui. Do outro lado os movimentos sociais, que disputaram o governo a partir das ruas reivindicando suas pautas e suas reformas democráticas e populares.

É preciso afirmar que o movimento social sofre uma drástica queda a partir do Governo Lula, mas é preciso analisar o processo todo para não correr o risco de elencar culpados sem antes saber das causas e reflexos deste processo.  O Governo Lula é resultado da enorme onda da luta de massas organizada pelos movimentos sociais no Brasil, enquanto a onda avançou, o movimento social se organizou, pautou política e conseguiu fazer grandes mobilizações no Brasil. Com a vitória de Lula, os movimentos sociais no Brasil passam se organizar a partir de pautas afirmativas, pois era um novo momento na democracia brasileira.

A partir desse giro na movimentação política dos movimentos sociais e do giro de vários companheiros que assumem pautas estratégicas no Governo, ocorre um novo momento para os movimentos sociais organizados. Antes, mesmo com grandes mobilizações em que milhares de trabalhadores iam às ruas, o Governo não recebia o movimento, não estava no mesmo patamar de diálogo e tratava as mobilizações com o aparelho repressor do Estado. A partir do Governo Lula, os movimentos não só estabelecem um novo nível de diálogo, como também veem suas pautas sendo encaminhadas pelo Governo Federal.

Um movimento revolucionário normalmente vem de condições adversas, pois dos piores períodos é que nasce as grandes mobilizações, fruto da angústia e da falta de condições básicas para o povo sobreviver. Em Cuba, Fidel organizou-se contra o ditador Fulgêncio Batista, na URSS Lênin se organiza contra o Czarismo, o Vietnã há uma organização contra o Governo que deixava o povo à fome, os Sandinistas contra a ditadura na Nicarágua e vários outros processos reafirmam que os movimentos revolucionários de ruptura com o unilateral com o Estado Capitalista, a priori, vêm de períodos de extrema dificuldade do povo. Dizer isso não é o mesmo que dizer que o povo apenas se organiza quando lhe é imposto um momento de duras necessidades, mas compreender que o movimento tem dinâmicas cíclicas que são orientadas pela conjuntura política de seu país. Vivemos longe de uma Sociedade Socialista que não traga em seu âmago disparidades econômicas e que respeite a democracia, o meio ambiente, os negros, as negras, as mulheres, as LGBTT, o movimento estudantil e que cumpra todos os outros critérios da sociedade que acreditamos ser ideal, mas ao mesmo tempo, entendemos a transição do modelo neoliberal imperialista para o modelo da Democracia Popular Participativa e de integração latino-americana como um período de grande avanço na história do Brasil e isso sem dúvida é condição melhor do que as vividas no Brasil que ficou para trás.

Num período de transição positiva, onde o Brasil consegue aliar crescimento, democracia, participação popular e conseguir destaque mundial na política e na economia, o movimento social passa a agir de outra forma, qual seja de pautar o Governo a partir de mobilizações pontuais e da apresentação de propostas agora recebidas. Os grandes embates vêm dos momentos em que o diálogo é esvaziado, onde há diálogo, o embate não é a principal ferramenta.

Praticamente a mesma coalisão que elege e reelege Lula, coloca pela primeira vez na história do Brasil uma mulher trabalhadora na Presidência da República. Os desafios desse novo Governo do ponto de vista administrativos são diferentes, pois Dilma assume a herança de oito anos de governo Lula, que sem dúvida foram muito melhores do que os oito anos de governo FHC, mas para os Movimentos Sociais, as tarefas são as mesmas: Disputar o Governo através das ruas com toda autonomia que o movimento social precisa para pautar suas lutas, avançar nas pautas e nas reformas democráticas e populares, garantir que não haja nenhum retrocesso e estabelecer uma plataforma máxima de avanços para o Brasil.

No movimento estudantil não é diferente, avançamos muito nas conquistas no último período, mas não chegamos nem perto dos nossos objetivos de universalizar o acesso à educação pública, gratuita e de qualidade, além de garantir condições de permanências à tod@s  @s estudantes nas Instituições de Ensino Superior do Brasil.

Para isso é necessário que o Movimento Estudantil se fortaleça. Precisamos que nossas entidades Estaduais de Representação (UEE’s) e principalmente a UNE (União Nacional dos Estudantes) se consolidem cada vez mais como o grande palco do debate sobre educação no Brasil. São essas entidades que irão dar capilaridade para todas as lutas dos Estados e do país, por isso é preciso entender o caráter estratégico de fortalecê-las. Qualquer tentativa de rompimento com a UNE significa fortalecer os setores divisionistas e/ou conservadores da sociedade.

Fortalecer a UNE é uma tarefa de todo movimento estudantil brasileiro, por isso ela precisa ter legitimidade perante toda comunidade estudantil, isso nós só vamos conseguir quando a UNE estiver presente em todas as universidades. Mas em todas as universidades? Sim. Ter a UNE presente na sua instituição de ensino significa ter o CA/DA do seu curso organizado, um DCE verdadeiramente representativo e compromissado com os estudantes.

Enquanto as entidades da base não fizerem de fato parte do dia-a-dia dos(as) estudantes não teremos nem as UEE’s muito menos as UNE com propriedade para falar em nome dos estudantes de todo Brasil. Construir Centros Acadêmicos e Diretórios Acadêmicos é fundamental para o fortalecimento da UNE.

O modelo organizacional da UNE ainda apresenta algumas arestas que precisamos sanar. Uma delas é fortalecer cada vez mais os Congressos Nacionais de Entidades de Base (CONEB’s) e os Congressos Nacionais de Entidades Gerais (CONEG’s). São esses fóruns que trazem o acúmulo das lutas travadas em cada Instituição de Ensino Superior. Ademais, esses fóruns deliberam toda a política da entidade e por isso as decisões que são deliberadas nestes congressos, precisam ser respeitadas e implementadas na vida real da entidade. Os fóruns precisam ser respeitados em sua gênese, pois o movimento estudantil é feito em cada CA e em todos os DCE’s, se a luta não é organizada a partir do embrião organizacional, provavelmente ela não será respeitada nos demais espaços.  Garantir espaços com debates mais qualificados e comprometidos com o movimento estudantil, sobretudo respeitando cada deliberação e cada encaminhamento é uma das tarefas fundamentais do movimento estudantil.

Precisamos rever o modelo das plenárias finais e dos grupos de discussão. Discutir nos grupos e não ter uma sistematização de cada discussão é um desrespeito com os estudantes, a discussão é importante, mas a síntese das idéias é mais ainda. Parafraseando Marx: “De que valem as boas ideias sem boas pessoas que as coloquem em prática?”.

Cada vez mais é importante fortalecer nossas entidades. Práticas como organizar debates, passar em sala de aula, organizar eventos são fundamentais para que os estudantes identifiquem essas organizações como seus verdadeiros representantes!

Entre as dificuldades organizacionais a serem sanadas está o modelo do Congresso da UNE, este deve ter como papel central formular a política da gestão. Fazer o congresso para eleger a diretoria é esvaziar o debate político e priorizar os acordos entre as direções. Acreditamos que a partir do momento que os estudantes elegerem com voto direto em cada universidade eles se sentirão cada vez mais parte da UNE.  Inclusive a dinâmica das eleições diretas é muito mais simples: quando o estudante for eleger o delegado ele já vota na chapa da diretoria da UNE. Ora, se o delegado já é convencido por uma tese no processo de tiragem de delegados, necessariamente ele é convencido a caminhar politicamente com uma chapa e se essas afirmações estão corretas, submeter o voto do delegado para outro processo eleitoral é subverter o caráter democrático do processo, pois remete a outro momento o debate que está sendo feito na base do movimento estudantil, no berço de toda discussão, na sala de aula e no dia a dia da luta real.

Entender a história do Brasil, onde nos encaixamos individualmente e onde estamos coletivamente é um exercício complexo, como também é complexo o movimento de caminhar sempre em frente.

Permanecemos Mudança em Movimento, da história, das mentes e dos corações.

*Camilo Vanni é da Direção Nacional do Movimento Mudança e Secretário Geral da União Paranaense dos Estudantes (UPE)

**Vinícius Lima é do Movimento de Ação e Identidade Socialista – Partido dos Trabalhadores

Articulações pelas emendas ao PNE

Posted maio 5th, 2011 in Educação, Movimento Estudantil by decko
Dep. Arthur Bruno PT/CE e Relações Institucionais do Mov. Mudança, Pedro Teixeira

Dep. Arthur Bruno do PT-CE e Direção de Relações Institucionais do Mov. Mudança, Pedro Teixeira

No último dia 05 de Maio de 2011, A UNE e a UBES foram ao Congresso Nacional cobrar dos parlamentares que as 59 emendas ao Plano Nacional de Educação feitas pelos estudantes, sejam incorporadas ao PNE e construídas no congresso.

Num dado momento, nossa Direção de Relações Institucionais, fez a entrega do cartaz da Campanha de 50% do fundo social do pré-sal e de 10% do PIB pra educação aos Deputados Artur Bruno – PT/CE, Dep. Newton Lima – PT/SP.

De imediato os dois parlamentares se comprometeram a estar junto com os estudantes e o Movimento Mudança nesta luta.

Convocação do 52º Congresso da União Nacional dos Estudantes

Posted abril 14th, 2011 in Educação, Movimento Estudantil by decko

Reunidos na “cidade dos mil povos”, lideranças estudantis de todo o país honram a tradição democrática e combativa da UNE neste 59º Conselho Nacional de Entidades Gerais, ao aprofundar o debate sobre as políticas e estratégias de ação que vão orientar a luta do movimento estudantil brasileiro por uma Educação de qualidade e por um Brasil mais justo e desenvolvido. Nesta ocasião mais de 500 Diretórios Centrais, Uniões Estaduais de Estudantes e Federações ou Executivas de Curso convocam os mais de 6,5 milhões de universitários que estudam no território nacional a construir em todos os cantos de nosso imenso país o 52º Congresso da história de quase 74 anos de luta da União Nacional dos Estudantes, que será realizado na bela cidade de Goiânia.

Este congresso acontece em um momento de efervescência dos povos do mundo em enfrentamento aos impactos da crise em todo planeta. A crise econômica eclodida em 2008 é elemento decisivo para a compreensão dos caminhos que o Brasil e o mundo trilharão nesta década recém aberta e aponta para o esgotamento do projeto neoliberal baseado na supervalorização da especulação financeira e para a afirmação do desenvolvimento sustentável e soberano das nações como melhor receita para garantir os interesses da maioria de suas populações. Ainda, as guerras que a política belicista que os EUA e as principais potências européias patrocinam no Afeganistão, no Iraque, no Paquistão, na Costa do Marfim, e recentemente na Líbia expressam a face mais cruel de um capitalismo decadente que depende de agressões militares e banhos de sangue para conquistar novas fontes de energia e novos mercados.

A América Latina, ao contrário, segue uma proposta mais determinada, altiva e soberana. O Brasil caminha nessa tendência. Nos últimos oito anos o país viu voltou a valorizar o Estado num esforço de articular diversas políticas com o objetivo de democratizar a renda e o acesso à educação, saúde e cidadania. Mas isso ainda é pouco e a juventude brasileira não se intimida com o tamanho do desafio que vê pela frente afirmando em alto e bom som: Queremos MAIS!

Se é verdade que nos últimos oito anos o país melhorou muito as condições de vida de seu povo, devemos ter a lucidez de perceber que o Brasil em que vivemos está muito distante do Brasil com o qual sonhamos. O país ainda convive com uma massa de milhões de analfabetos. Persiste um sistema de ensino básico e médio excludente que a cada ano desperdiça milhares do jovens em seus altos índices de evasão. O déficit estrutural se torna mais claro no Ensino Superior. Apenas 13,9% dos jovens entre 18 a 24 anos frequentam um curso superior no Brasil. Não obstante, apesar do expressivo aumento de vagas públicas criadas no último período, proporcionalmente, a participação pública no total de matrículas no ensino superior não vem melhorando, reduzindo de 30,2% em 2002 para apenas 25,1% em 2008, um sintoma claro do avanço no contexto de desregulamentação do Ensino Superior Privado. Todavia, cabe registrar, que no último período observa-se uma inversão gradual dessa lógica. Isso pode ser observado em iniciativas como a construção de 141 novas escolas técnicas e 11 novas IFES já mencionadas. Observam-se também em outras ações como o piso nacional do magistério, a ampliação nos recursos do FUNDEB e a instituição do Ensino Básico de nove anos. Ainda, iniciativas como ampliação de vagas nas universidades já existentes , bem como a adoção de políticas afirmativas de reparação racial, têm contribuído para a diminuição dos muros que cercam as universidades no país.

Não obstante, esta em curso no Congresso Nacional o novo Plano Nacional de Educação. Fruto do debate da Conferência Nacional de Educação este documento indicará parâmetros e perspectivas para os próximos dez anos de políticas educacionais no país. Portanto consiste em uma oportunidade para construir um projeto estruturante que supere as limitações históricas da Educação brasileira, firmado em uma plataforma de um Sistema Nacional Articulado de Educação. Plataforma esta que tenha a Universidade PÚBLICA no centro da transformação da Educação no Brasil. Nesse processo, a UNE lançou em 2009 o seu Projeto de Reforma Universitária – PL 5175/09, fruto de debate e mobilização de centenas de milhares de estudantes e entidades estudantis. Derivado deste documento, apresentou no inicio deste ano 59 emendas ao projeto de plano em tramitação e foi as ruas em mais de vinte capitais na Jornada de Lutas 2011.

O fez por entender que está na ordem do dia de radicalizar a democratização da Universidade Brasileira. Isso compreende elevar os investimentos a outro patamar com a aplicação dos 10 bilhões adicionados ao orçamento do MEC com o fim da DRU, da destinação de 50% do Fundo Social do Pré-Sal e 10% do PIB ao financiamento da Educação no país. Passa também pela consolidação da participação da comunidade acadêmica nas decisões na Universidade através de eleição direta pra reitor, co-gestão com participação paritária dos segmentos (estudantes, professores e servidores) nas diversas esferas e garantia de livre organização estudantil e sindical. Compreende radicalizar o acesso e à universidade e permanência nesta através do alcance da meta de 50% de oferta de vagas públicas no ensino superior até 2020 e do fim do vestibular com a instituição de um novo método de seleção nacional mais democrático superando a lógica da falsa meritocracia. Compreende na reestruturação acadêmica que rompa com o regime de departamentos da reforma MEC/USAID e possibilite maior interação e interdisciplinaridade, possibilite uma universidade mais científica e critica, com o aperfeiçoamento do sistema de pesquisa na graduação e pós-graduação associado ao desenvolvimento produtivo e tecnológico de cada região, enfrentando a fuga de cérebros. Passou o tempo em que os jovens brasileiros eram enviados a se formar no estrangeiro, o Brasil tem potencial para produzir conhecimento soberano vinculado aos interesses de seu desenvolvimento. Uma reestruturação acadêmica que engaje a universidade no processo de superação das profundas contradições de nossa sociedade e resgate o caráter de espaço de promoção da cultura e das artes. Compreende o controle público sobre o ensino privado, materializado na regulamentação desse setor, no acompanhamento dos reajustes de mensalidades, no combate a mercantilização e desnacionalização, com o veto de participação do capital estrangeiro nas IES, a fiscalização da qualidade do ensino nas instituições privadas e na garantia da sua democracia interna.

É nesse contexto que se insere o 52º Congresso da UNE. O movimento estudantil brasileiro tem a tarefa de mobilizar milhões de estudantes no país para a disputa do novo Plano Nacional de Educação. Ou seja, levar a cada sala de aula o debate de uma universidade antenada com os desafios do nosso tempo. É hora de arregaçar as mangas, construir grandes debates mobilizações por todo o país, iniciando a década com os pés firmes na luta e os olhos vislumbrando o grandioso futuro que nos aguarda.

Fórum Nacional de Educação publica nota a sociedade brasileira

Posted abril 5th, 2011 in Educação, Notícias by lucasmolinari

O Fórum Nacional de Educação, espaço inédito de interlocução entre a sociedade civil e o Estado brasileiro, reivindicação histórica da comunidade educacional e fruto de deliberação da Conferência Nacional de Educação (Conae), aprovou – em sua primeira reunião ordinária ocorrida no dia 29 de março- pela ratificação dos princípios acordados entre a Campanha Nacional pelo Direito à Educação e o Ministério da Educação acerca da tramitação do Plano Nacional de Educação (PNE 2011-2020) no Congresso Nacional.

Respeitando a soberania e a independência do Poder Legislativo, o Fórum Nacional de Educação defende que a tramitação do PL 8035/2010, que trata do PNE 2011-2020, deve ocorrer com base nos seguintes princípios:
1) A Comissão Especial, na qual irá tramitar o PL 8035/2010, deve ter a participação majoritária de parlamentares dedicados e comprometidos com a causa da educação, privilegiando membros da Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados;
2) A tramitação do PL 8035/2010 deve ser célere, sem ser aligeirada, com a preocupação essencial de que haja qualidade nos debates em torno da matéria, tão importante ao País;
3) A tramitação do PL 8035/2010 deve ser democrática e participativa, compreendendo um amplo cronograma de audiências públicas capazes de garantir a necessária capilaridade e legitimidade ao futuro mecanismo legal de planejamento da educação brasileira.  Adicionalmente ao acordo entre a Campanha Nacional pelo Direito à Educação e o Ministério da Educação, responsável por estabelecer os princípios acima dispostos, o Fórum Nacional de Educação delibera que os debates em torno do PL 8035/2010 devem tomar como referência primordial as deliberações da Conae. Inclusive, o Fórum Nacional de Educação solicita, desde já, à futura Comissão Especial e à Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados a realização de audiências públicas para se debater a proposta do PNE à luz do Documento-Final da Conae.
O Fórum Nacional de Educação também deliberou que contribuirá para a organização de fóruns estaduais, distrital e municipais para que o PL 8035/2010 seja debatido com a maior capilaridade possível, fortalecendo a legitimidade do futuro Plano Nacional de Educação.
Por último, o Fórum Nacional de Educação entende ser essencial o estabelecimento de uma interlocução intensa entre a dimensão nacional e as dimensões estadual, distrital e municipal para o fortalecimento do PNE 2011-2020. O objetivo é garantir a devida abrangência federativa a um Plano de ampla envergadura e escopo. O FNE também crê ser fundamental garantir compromissos dos parlamentares, por meio da incidência junto a eles e elas a partir de suas bases, acerca dos princípios expressos nesta Nota.
Assinam:
Órgãos e entidades presentes na primeira reunião ordinária do Fórum Nacional de
Educação

Associação Brasileira das Universidades Comunitárias – Abruc

Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais – Abruem

Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação – Anped

Campanha Nacional pelo Direito à Educação

Central Única dos Trabalhadores – CUT

Comissão Técnica Nacional de Diversidade para Assuntos relacionados à Educação dos Afro-brasileiros – Cadara

Confederação Nacional das Associações de Pais e Alunos – Confenapa

Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino – Confenen

Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTE

Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino – Contee

Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura – Contag

Confederação Nacional do Comércio – CNC

Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica – Conif

Conselho Nacional de Educação – CNE

Conselho Nacional de Secretários de Educação – Consed

Federação de Sindicatos de Trabalhadores de Universidades Brasileiras – Fasubra

Fórum de Professores das Instituições Federais de Ensino – Proifes

Fórum Nacional dos Conselhos Estaduais de Educação – FNCEE

Ministério da Educação – MEC

Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica - Sinasefe
Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC

União Brasileira dos Estudantes Secundaristas – Ubes

União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação – Uncme

União acional dos Dirigentes Municipais de Educação – Undime

União acional dos Estudantes - Une

Etapa Estadual do Seminário de Assistência Estudantil abre jornada de Lutas da UNE e UBES na PB

Posted abril 1st, 2011 in Educação, Movimento Estudantil, Notícias by bozoh

No ultimo dia 22 de março, estudantes paraiban@s se reuniram em João Pessoa para o lançamento da jornada de Lutas da UNE e UBES de 2011 na PB. Tratava-se da etapa estadual do I Seminário de Assistência Estudantil da UNE, que reunia entre seus participantes mais de uma dúzia de cursos; cinco instituições de Ensino Superior (três públicas e duas privadas); AESP Coordenações da Casa do Estudante, da Residência Universitária Masculina e Feminina da UFPB, da Residência Feminina do Centro de João Pessoa, da UFPB; DCEs da UFPB, UEPB, IFPB e CAs/ DAs da FCM e FMNassau, além da UNE e da UBES.

Toda essa turma se reuniu com o intuito de discutir uma proposta de intervenção unificada no estado para a pauta de lutas que envolve a Assistência Estudantil na Paraíba. Antes de um acordo, foi uma troca de experiências entre as realidades existentes no estado. Desde o problemas com a Pró-reitoria de Assistência Estudantil da UFPB, que só existe no decreto e na pessoa desse pró-reitor, passando pelas experiências positivas que a UEPB conseguiu com seu seminário interno sobre a pauta, fruto esse de deliberação de seu congresso interno, até os avanços na política do PNAES no que diz respeito aos/às estudantes prounistas, agora também beneficiados pela assistência no universo das privadas.

Para além das etapas estaduais e nacional, fica uma vontade de lutar. Por isso é consenso a necessidade de um Comitê de Lutas pela Assistência Estudantil na Paraíba, encarregado de se articular através de um documento para ser enviado à etapa nacional do Seminário de Assistência Estudantil da UNE, e traçar um plano de ações para as intervenções nas IES paraibanas.

Essa vontade se traduz naquilo que o comitê tem a falar pelo estado: A gente não quer só entrar, a gente quer entrar e ter como ficar! Queremos garantias de permanência, para além dos avanços que já temos com o acesso a universidade!

*João  Jales é estudante Ciências Sociais, membro do DCE-UFPB e militante do Movimento Mudança na PB.