ENCONTRO NACIONAL DO MOVIMENTO MUDANÇA

Posted fevereiro 5th, 2012 in Destaque, Movimento Estudantil by decko

Encontro Nacional do Movimento Mudança no FST2012

Nos dias 27, 28 e 29 de janeiro de 2012, durante o Fórum Social Temático, em Porto Alegre, aconteceu o Encontro Nacional o Movimento Mudança, um semestre após termos assumido o desafio de estar na diretoria da União Nacional dos Estudantes (UNE).

Há seis meses acontecia o Congresso da UNE, no qual, além de influenciar na política do movimento estudantil, pautando a democratização, a transparência, a importância do movimento transformador e presente cotidianamente na universidade, objetivamos voltar para a diretoria executiva da UNE.

A Mudança protagonizou importantes momentos durante a gestão de 2009 a 2011.Realizamos o II Seminário de Assistência Estudantil da UNE, protagonizamos o Fora Bolsonaro, conseguimos mobilizar um grande número de Centros Acadêmicos para o CONEB, demonstrando que a nossa defesa do movimento estudantil de base perpassa pelas nossas teses e formulações, mas também está presente nas nossas práticas, além de termos construído e participado dos grandes espaços da gestão da UNE, como as Jornadas de Luta, as ocupações, os CONEG’s e as agendas institucionais. Embora fosse visível o nosso crescimento, não conseguimos, voltar para a direção executiva da UNE.
Entendemos que para uma organização que quer de fato influenciar na disputa de hegemonia da sociedade, é necessário disputar a consciência dos estudantes das grandes universidades brasileiras, influenciando cada vez mais estudantes com pautas da esquerda, a consciência de classe, a solidariedade e a construção de um projeto democrático e socialista, participando de grupos de pesquisa, de extensão, dirigindo Centros Acadêmicos e DCE’s.
Um grande marco dessa nossa prioridade política foi a nossa volta para a disputa de grandes e históricos DCE’s de todo o Brasil. Ganhamos os DCE’s da UFRRJ no Rio de Janeiro, da Torriccelli em São Paulo, da UFLA em Minas Gerais, da UFES no Espírito Santo, da UEL e UEPG no Paraná, da FAPA no Rio Grande do Sul, IFPB na Paraíba, IFRN e UNP no Rio Grande do Norte e FIS em Pernambuco e nos organizamos em estados onde não existíamos, como Alagoas e Santa Catarina, onde já disputamos os DCE’s da UFAL em Alagoas e organizamos um grande ato e uma ocupação na Audiência Pública pela federalização da FURB em Santa Catarina.

A realização deste Encontro da Mudança foi um grande passo com o pé esquerdo (e isto é ótimo!) para  o início dos desafios deste ano que começa. Aprovamos um regimento interno para que não tenhamos dúvidas de quais são os nossos papéis, responsabilidades e instâncias de decisão, ficando a Direção Nacional (DN) constituída pelos diretores da UNE e da executiva da UBES e mais um militante que não será diretor das entidades nacionais, que será o responsável pela comunicação. Além da DN teremos uma outra instância deliberativa mais ampla, que se reunirá periodicamente que é o Conselho  da Mudança que será composto pela DN e por um representante de cada estado. Esse conselho será o responsável pelas decisões táticas e estratégicas. Cada estado que realizar o Encontro Estadual da Mudança em 2012 pode indicar o membro do Conselho da Mudança. É uma ferramenta que buscamos para, mesmo com a direção mais enxuta, continuar tomando nossas decisões táticas e estratégicas coletiva e democraticamente, além de incentivar os estados em que estamos organizados a se reunirem, organizarem um Encontro, planejar e mobilizar ações.
Ainda sobre o Encontro construímos boas resoluções, baseadas em qualificados debates sobre movimento estudantil, conjuntura nacional e teoria revolucionária, que devem nortear as nossas ações em todo o Brasil. Por fim, acreditamos que são desafios para 2012 criar organicidade em todos os estados onde temos militância, disputar consciência de cada vez mais estudantes brasileiros para o nosso projeto de sociedade. Que venham cada vez mais desafios, acompanhados de muita luta, muitas conquistas e vitórias!

Ato durante o FST2012

As resoluções aprovadas no Encontro podem ser acessadas aqui!
Direção Nacional do Movimento Mudança:

Camila Moreno – Diretora de Assistência Estudantil da UNE
Camilo Vanni – Diretor de Movimentos Sociais da UNE
Laura Sito – Diretora de Direitos Humanos da UNE
Luara Ramos – Diretora de Comunicação
Thaís Carneiro – 2° Vice-presidente da UBES

Colaboradores nos textos:

Pedro Teixeira – ES
Pedro Perfeito – RS

Ainda acham que a gente não sabe se comunicar [ou Qual a cor da minha pele? É roxo. Roxo hematoma.]

Posted janeiro 11th, 2012 in Artigos, Comunicação, Manifestos, Movimento Estudantil, Movimentos Sociais by bozoh

por Bárbara Vasconcelos¹  e  João Jales².

Mais uma vez vemos estudantes sofrendo agressões daqueles que deveriam zelar pela nossa segurança.  Entender essa dinâmica não é fácil. Não para quem nasceu e se criou no berço da democracia. Ainda que com uma cultura política que precisa ser transformada, convenhamos: vivemos hoje os frutos colhidos de gerações que se desgastaram física e psicologicamente para que nossa geração usufruísse de nossos direitos. Entretanto há algo além da cultura política que precisa se transformar. E esses resquícios de ditadura nos cercam como se esperassem por um vacilo nosso para abocanharem novamente o poder e nos mostrar a que vieram.

A cultura de violência que os aparelhos repressores do Estado perpetuam no Brasil é o sinal que as mudanças ainda precisam ser feitas. Nossa geração, considerada mais libertina do que libertária, tem essa rotulação justamente para que se desqualifiquem nossos argumentos. Somos taxados de vândalos, baderneiros, maconheiros, marginais, não por acaso. Criminalizar a juventude sempre foi via de regra para a atuação dos aparelhos de repressão do Estado, e aplicação da violência para coerção faz parte dos mais antigos manuais militaristas.

Nosso momento de ascensão à uma “maturidade democrática” não combina mais com essa cultura de violência. Chegamos a um patamar de discussões em que a própria sociedade precisa intervir na formação e preparação daquele que quer te fazer sentir seguro, mas constrange e agride tanto quanto aquele de quem ele diz te proteger.

Quando isso passa por um Estado disposto a manter esse status quo de repressão, criminalização e marginalização da juventude encontram em São Paulo um prato cheio para se perpetuar. Encontra numa falsa idéia de segurança no campus da USP o suspiro que precisava pra se manter vivo. Encontra no governo estadual que executa suas ações o álibi que precisa para justificar sua truculência e acefalia. Onde não se consegue se resguardar, não importa: agride cegamente tal qual um cão acuado e raivoso, ciente que seu tempo está por se encerrar, mas “não antes da última mordida”.

O que pensar de um policial racista? Aliás… Racista, violento e abusivo?

Um estudante negro em meio a vários outros é alvo de questionamentos não feitos a qualquer outro presente no recinto – Diretório Central Estudantil – Algumas perguntas me tem sido recorrentes desde que vi as chamadas, a matéria, os comentários a cerca do ocorrido: esse policial nunca ouviu na vida dele que preconceito racial é crime? Ele não faz ideia da velocidade dos veículos de comunicação, incluindo redes sociais? Tem ele noção do abuso escancarado e transbordante que suas ações exibem? Ou ele confia demais na farda que usa? (essa última eu queria nem ter imaginado)
O fato é que muita coisa gira em torno de um acontecimento desse nível, ainda por cima quando é dentro de um espaço que serve (ou serviria) para preparar melhores cidadãos e partindo de um orgão público de segurança. Que segurança é essa que nos protege? Qual o entendimento que um indivíduo desses tem sobre cidadania?
Mais perguntas: que preparo esse ‘profissional’ tem pra lidar com situações de conflito? Quem prepara, prepara?
Claro que nenhum dos questionamentos justifica as atitudes preconceituosas dele, mas ainda assim, eles precisam ser lançados. Os estudantes que fizeram a gravação e que a publicaram tem a consciência de que algo precisa ser feito.
Mas é necessário que para além dos estudantes da Universidade de São Paulo, para além d@s militantes do movimento estudantil, a sociedade em sua amplitude, esteja consciente do que é preconceito e principalmente de como combatê-lo.
Comunicação legítima, sem as máscaras da mídia capitalista desse país, já me parece um grande avanço.

Enquanto não transformarmos essa cultura de violência sustentada na mentalidade retrógrada oriunda da Ditadura numa cultura de diálogo, onde o policial não seja reconhecido como um agente de propagação de violência e sim como um agente de dissuasão dela, viveremos estes tristes momentos. Mas não cessaremos, assim como os que vieram antes de nós não cessaram. Como Thiago de Mello diria, “os que virão serão povo, e saber serão lutando”.

Enquanto isso, se um policial militar em São Paulo te perguntar qual a cor da bota dele, responda vermelho: Vermelho do seu sangue. Se ele perguntar a cor de sua pele, responda roxo: Roxo hematoma. Só por comodidade… E não por conformidade, certo?!

¹ Bárbara Vasconcelos é estudante de Comunicação Social da FMNassau e Coordenadora Administrativa do DACOM da FMNassau em Recife / PE;

² João Jales é Diretor de Direitos Humanos da UNE e  Direção da Juventude do PT em João Pessoa / PB.

Tão distantes e tão próximos: O Eixo das ditaduras na UNIR e na USP

Posted novembro 7th, 2011 in Artigos, Manifestos, Movimento Estudantil by bozoh

João Jales*

Tão distantes e tão próximos.
Acreditar que estamos vivendo num momento em que cada vez mais se tem direitos humanos e civis sendo garantidos, observar duas situações tão distantes geograficamente (Tratemos de Rondônia e São Paulo) e tão próximas da vergonha pela qual foi o cenário repressivo que vivemos em anos de chumbo é algo um tanto quanto preocupante.
Os episódios que ocorrem na USP e na UNIR, soam como uma afronta a toda a história de lutas para que fossem garantidos direitos como a livre manifestação de pensamento e o direito de ir e vir.
A greve na UNIR dura há dois meses e, de acordo com as redes sociais, não há perspectiva para que acabe este ano, visto que existe uma serie de denúncias envolvendo o Reitor e as negociações por decisões drásticas, que vem influenciar diretamente nas estruturas administrativas da Reitoria, derrubando o Reitor e o suposto esquema em que se envolvem ele, professores de departamentos e cursos favorecidos politicamente por ele e aliados dele.
A Ocupação na USP mostra hoje um reflexo de anos de governos tucanos, sendo administrada por uma política de intervenção direta do Governador: O Reitor da USP não tem sequer vencido a eleição que disputou para o cargo já mostra o descontentamento da comunidade uspiana e a incapacidade de gerência que se mostra na figura de Rodas e por conseguinte, do governo de SP.
Ambas as instituições têm sofrido graves violações de direitos humanos por parte das polícias (Federal em Rondônia e a PM em São Paulo) e ainda [pasmem!] por capangas e jagunços contratados com a finalidade de ameaçar e praticar a pistolagem. Pistoleiros em Rondônia e um convênio com a PM em São Paulo mostram a falta de tato para o debate com ambientes importantes à produção e diálogo com os conhecimentos na sociedade: as universidades.
Vir a público denunciar, apoiar e construir essas lutas é fundamental ao movimento estudantil. Encontrar momentos em que vemos um retrocesso. Caímos em um túnel do tempo, e que nos vemos vislumbrando ditaduras, com policiais e pistoleiros à procura de professores, estudantes e funcionários de universidades. Isso é um absurdo! Pelo fato de não aguentarem as condições em que trabalham e estudam, denunciar injustiças e exigir transparência do uso do dinheiro público e compromisso com a educação e com a sociedade? Digam onde está o crime!
O movimento estudantil brasileiro deve repudiar essas atitudes na UNIR e na USP e relembrar noss@s estudantes, mort@s para que alcançássemos a democracia em que vivemos. Relembrar para que não se esqueça, e para que jamais volte a acontecer. Todo apoio às manifestações da USP e da UNIR!

*João Jales é Diretor de Direitos Humanos da UNE e militante do Movimento Mudança.

Não vamos esperar, Assistência Estudantil para Prounistas já!

Posted outubro 18th, 2011 in Movimento Estudantil by camilamoreno

“Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer”

(Belchior)

Por Camila Moreno* e Camilo Vanni*

O Programa Universidade para Todos (ProUni) foi criado em 2004, pela Lei nº 11.096/2005, e tem como finalidade a concessão de bolsas de estudos integrais e parciais a estudantes de cursos de graduação em instituições privadas de educação superior.  A luta dos estudantes brasileiros sempre foi e continuará sendo,  a luta por uma educação pública gratuita e de qualidade, para todos os todas, mas em um contexto de  sucateamento do ensino superior e desregulamentação do ensino privado, a criação Prouni, como medida paliativa a falta de vagas nas universidades públicas, que desde então vem se expandindo, foi um grande passo no que diz respeito à democratização do acesso ao ensino superior, garantindo o direito à universidade para uma parcela da sociedade que foi excluída do ensino superior historicamente. Porém, quando nos deparamos com a vida universitária percebemos que tão difícil quanto ter acesso à universidade é ter às condições para permanecer estudando.

O material didático custa caro, o transporte público aumenta a cada ano, as cantinas e restaurantes das faculdades particulares são caríssimas e geralmente, a única opção de alimentação e muitos estudantes têm que se mudar de suas cidades para cursar a faculdade. Com tantas dificuldades, o sonho do ensino superior, muitas vezes, tem que ser interrompido. O índice de evasão dos Prounistas, que em alguns estados do país, chega a 30% dos bolsistas, é um indicador dessa perspectiva.

Nós, estudantes, que sempre estivemos a frente das grandes conquistas do povo brasileiro, não poderíamos nos conformar com os sonhos interrompidos, com as bolsas abandonadas, com os estudantes frustrados! Por isso, reivindicamos! Queremos Assistência Estudantil para os Prounistas!

As políticas de Assistência Estudantil são aquelas que garantem as condições para que todos possam permanecer na universidade! A demanda passa pela construção de restaurantes universitários a preço popular, construção de moradia universitária, políticas de transporte que garantam o acesso a universidade, mas também a cultura, aos espaços públicos da cidade e  bolsa permanência, para que nenhum estudante tenha que deixar a universidade, porque não nos basta apenas garantir apenas o acesso, o direito a vaga na universidade, é preciso criar condições para a permanência e conclusão do curso!

Por uma universidade realmente para todos e todas, defendemos:

- Meio passe para tod@s @s prounistas

- Garantia de bolsa permanência

- Acesso de prounistas aos RU’s de universidades federais

- Políticas de moradia para prounistas

*Camila Moreno é Diretora de Assistência Estudantil da União Nacional dos Estudantes

*Camilo Vanni é 1º Diretor de Movimentos Sociais da União Nacional dos Estudantes

DCE SENAI/Cetiqt mobiliza contra o aumento do preço do Restaurante Universitário!

Posted outubro 11th, 2011 in Movimento Estudantil by camilamoreno

A direção do SENAI/Cetiqt sem qualquer aviso aos estudantes decidiu aumentar em 400% o preço do Restaurante Universitário, passando de R$ 2, 07 para R$ 7, 00. Já na segunda-feira, os estudantes se organizaram em frente ao refeitório, às 11h da manhã num boicote contra o aumento dos preço, com cartazes colados, e palavras de ordem. Onde diariamente almoçam 400 alunos, não almoçaram nem 20. Roberta Barcellos, presidente do DCE SENAI/Cetiqt declarou que os estudantes não permitirão que a educação seja tratada como mercadoria e que continuarão na luta pelo reajuste dos preços na cartela de refeições!
O reajuste de 169% para cursos técnicos e alunos alojados, e principalmente o de 338% para alunos de graduação não alojados nos surpreenderam do dia para a noite. Além de contabilizar um valor muito alto se comparado ao que pagávamos até sexta-feira, não permitiu que nenhum de nós ajustasse o próprio orçamento a essa realidade. Comunicaram-nos que pagaríamos um valor absurdo, num espaço tão curto de tempo (menos de 24h), que beirou o desrespeito da instituição com os alunos que a constroem.
Sabendo disso, nos mobilizamos pra contestar esse reajuste desproporcional e garantir uma saída justa em contraposição ao que a SENAI/Cetiqt nos oferece.

Estudadas as propostas oferecidas a nós, avaliamos que reivindicar e ceder faz parte das relações humanas. O denominador comum que chegamos foi:

- Os preços para alunos de cursos de graduação não alojados cairão de R$7 para R$5,50; Para alunos de técnico, alunos de curso superior/bolsistas (alojados ou não) e alunos alojados em geral, o preço será de R$3,50; E alunos de técnico/bolsistas R$2,68. Consideramos que o ideal seria um valor equiparado para todos os estudantes, mas não sendo possível dessa maneira equilibrar a balança de custos, optamos pelo sensibilidade em garantir as refeições ao menor custo a quem mais precisa delas.

- Alunos englobados pela categoria de graduação/não alojados que comprovarem estágio/trabalho e/ou residência em áreas mais distantes (grande Rio, Niterói, etc) terão seus casos estudados pelo NAE para verificação da possibilidade de agregarem a categoria de alunos alojados quanto ao preço da cartela.

- Um micro-ondas, geladeira e mesas/cadeiras ficarão à disposição dos alunos nas dependências do DCE, para os que optarem em trazer suas próprias refeições possam utilizar desses eletrodomésticos e espaço para almoçar/jantar.

- Pedimos que todas essas medidas sejam tomadas apenas no próximo semestre, quando tivermos ajustado nossos gastos pessoais aos novos valores.

Sem mais propostas, agradecemos pela disposição ao diálogo, e reconhecimento das nossas mobilizações. Nós, estudantes do SENAI/Cetiqt vamos continuar alertas. Entendemos que educação é muito mais que livro, papel e caneta. E acertamos em escolher a batalha por um presente e futuro melhor, por acreditarmos que “só a luta muda a vida”.

Atenciosamente,
Diretório Central de Estudantes.

I Encontro de Prounistas da UNP – Por Assistência Estudantil para os Prounistas!

Posted outubro 6th, 2011 in Movimento Estudantil by camilamoreno

Aconteceu, no dia 6 de outubro de 2011 na Universidade Potiguar – UNP, o I Encontro de Estudantes Prounistas. O debate contou com a participação do Nelson do Setor de Assistência da Universidade e com Camila Moreno, Diretora de Assistência Estudantil da União Nacional dos Estudantes. A UNP é hoje a maior universidade do estado do Rio Grande do Norte e conta com mais 12 mil bolsas do Prouni, que apesar de uma parcela significativa, os estudantes tem grandes impedimentos na universidade, que não permite que esses estudantes possam ter bolsas extensão, de pesquisa e de monitoria.

O Encontro visou mapear a realidade desses estudantes e foi constatado que muitos deles sofrem com as dificuldades para pagar as passagens para chegar a universidade, o alto custo dos restaurantes e cantinas, além do aumento das mensalidades, para aqueles que pagam metade das suas mensalidades.

Bradando que EDUCAÇÃO NÃO É MERCADORIA, os estudantes organizaram um núcleo de Assistência Estudantil na universidade, que irá mapear as demandas, organizar as lutas e garantir as vitórias que os estudantes precisam, afinal de contas, não basta só entrar na universidade, é preciso permanecer!

Por Assistência Estudantil para os Prounistas da UNP!

UNE manifesta solidariedade às greves dos trabalhadores!

Posted outubro 6th, 2011 in Movimento Estudantil by camilamoreno

A União Nacional dos Estudantes (UNE) manifesta oficialmente, por meio desta nota, seu apoio irrestrito aos movimentos de greve que tem recentemente mobilizado trabalhadores de diferentes áreas no país. Apoia, em especial aos funcionários dos Correios, bancários e professores de alguns estados que, exercendo seus direitos, demonstram também seu grande e louvável comprometimento com o futuro do Brasil.

As paralisações da classe trabalhadora revelam uma sociedade cada vez mais consciente e organizada, disposta a construir, nas ruas de hoje, o Brasil de amanhã. Os movimentos de greve, garantidos por lei e merecedores do respeito e apoio de toda a população, tem reivindicado melhorias e investimentos em áreas sensíveis e estratégicas para o país, como o serviço postal, a educação pública e o sistema bancário de uma nação continental que precisa e deseja desenvolver-se. Representam, portanto, muito mais do que a luta por benefícios específicos a essas categorias, e sim o compromisso com a luta por um Brasil mais justo e soberano.

A UNE solidariza-se com os grevistas em suas bandeiras e acredita na mobilização da sociedade civil, em todos os seus setores, como o verdadeiro estopim para as mudanças que, historicamente, tanto queremos. Recebam, portanto, toda a simpatia do movimento estudantil brasileiro.

União Nacional dos Estudantes, 06 de outubro de 2011

Movimento Mudança debate Pronatec no IFPB

Posted outubro 6th, 2011 in Movimento Estudantil by camilamoreno

A tarde dessa quarta-feira foi um momento de debate no Campus João Pessoa do IFPB. O foco era o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). A iniciativa partiu da reivindicação do Sindicato dos Trabalhadores Federais da Educação Básica e Tecnológica da Paraíba  e da UBES (União Brasileira de Estudantes Secundaristas).

Inicialmente, os dirigentes do IFPB apresentaram um panorama do programa federal que é responsável pela expansão para mais seis municípios nos próximos anos. Porém, a principal polêmica que motivou o debate são os cursos que o IFPB planeja ofertar para as escolas estaduais através do Programa. Apesar do projeto do Pronatec ainda não ter sido aprovado pelo Congresso Nacional, os gestores do IFPB já se reuniram com equipes da Secretaria de Educação do Estado da Paraíba para discutir a implantação e obter sugestões sobre que cursos podem ser oferecidos.

O pró-reitor fez um panorama da rede federal que atualmente gira em torno de 400 mil vagas em cursos técnicos. O IFPB pode ofertar cursos de qualificação profissional, no turno oposto ao que os estudantes do Ensino Médio assistem aulas, com carga horária entre 160 e 800 horas. Há ainda a possibilidade dos alunos fazerem um curso técnico no IFPB, enquanto continuam a fazer o ensino médio em suas escolas, é o curso técnico concomitante ao ensino médio, que pode ter três anos de duração, em média.

O diretor Joabson Nogueira frisou a contribuição que a instituição pode dar ao fornecer qualificação profissional em momento de crescimento econômico do país, em que há carência de mão-de-obra especializada. Esse foi o apelo de muitos estudantes que fizeram intervenções durante o debate. Representantes de entidades estudantis como a UBES e Une defenderam o Pronatec pela chance de melhorar a formação escolar e profissional dos jovens da rede pública estadual e interiorizar o ensino.

O professor Adolfo criticou o investimento de verba federal em cursos ofertados pelo Sistema S, ligado ao meio empresarial brasileiro. A fala do professor foi no sentido de que os professores que se engajarem no Pronatec vão ter um aumento de carga horária e não terão tempo para a pesquisa ou para reflexão.

O diretor Joabson frisou que o Campus João Pessoa não irá priorizar o Pronatec sobre outras ações em desenvolvimento, como foi o temor de alguns. A adesão ao Pronatec é voluntária e o professor ou técnico do IFPB que se engajar será pago através de bolsa do governo federal, tendo que atuar em horário distinto do que trabalha no IFPB. Alguns professores pontuaram o medo de precarização nas relações de trabalho, já que a bolsa do Pronatec não será incorporada a seus vencimentos.

Amanda Dias, estudante do IFPB e militante do Moviento Estudantil defendeu o Pronatec pelo projeto de incluir formação profissional ao aluno de escola estadual, assim como a maioria dos estudantes presentes.

Fonte: http://www.ifpb.edu.br/reitoria/noticias/debate-sobre-pronatec-mostra-diversidade-de-opinioes

Carta do Movimento Mudança a respeito do Congresso da UGES

Posted outubro 5th, 2011 in Movimento Estudantil by camilamoreno

O Movimento Mudança vem por meio desta carta se posicionar quanto a discussão em torno do Congresso da União Guarulhense dos Estudantes Secundaristas de Guarulhos. Nós, nos últimos anos priorizamos a construção do movimento estudantil secundarista de base, em conjunto com os grêmios estudantis, em cada escola e estivemos presentes nas grandes lutas nacionais e do estado de São Paulo, acreditamos que a UGES, como uma entidade histórica em defesa dos estudantes deve cada vez mais, ser representativa e reconhecida por cada estudante de Guarulhos.
Acreditamos que a principal unidade política do Congresso deva se dar com os estudantes, com as bandeiras de uma educação de qualidade, tornando a UGES um instrumento de luta dos estudantes Guarulhenses e não, uma unidade pragmática em torno de nomes e pessoas, o que só afasta a entidade da luta real dos estudantes, tornando-a apenas palco de projetos políticos pessoais.
Por fim, defendemos que o Congresso da UGES seja realizado no primeiro semestre no ano que vem, visto que o calendário deste semestre não permitirá que seja dado a UGES, por todas as correntes de opinião do movimento estudantil, a prioridade para a construção de uma Congresso legítimo, representativo e de massas, como a UGES deve ser.

Movimento Mudança