Ainda acham que a gente não sabe se comunicar [ou Qual a cor da minha pele? É roxo. Roxo hematoma.]

Posted janeiro 11th, 2012 in Artigos, Comunicação, Manifestos, Movimento Estudantil, Movimentos Sociais by bozoh

por Bárbara Vasconcelos¹  e  João Jales².

Mais uma vez vemos estudantes sofrendo agressões daqueles que deveriam zelar pela nossa segurança.  Entender essa dinâmica não é fácil. Não para quem nasceu e se criou no berço da democracia. Ainda que com uma cultura política que precisa ser transformada, convenhamos: vivemos hoje os frutos colhidos de gerações que se desgastaram física e psicologicamente para que nossa geração usufruísse de nossos direitos. Entretanto há algo além da cultura política que precisa se transformar. E esses resquícios de ditadura nos cercam como se esperassem por um vacilo nosso para abocanharem novamente o poder e nos mostrar a que vieram.

A cultura de violência que os aparelhos repressores do Estado perpetuam no Brasil é o sinal que as mudanças ainda precisam ser feitas. Nossa geração, considerada mais libertina do que libertária, tem essa rotulação justamente para que se desqualifiquem nossos argumentos. Somos taxados de vândalos, baderneiros, maconheiros, marginais, não por acaso. Criminalizar a juventude sempre foi via de regra para a atuação dos aparelhos de repressão do Estado, e aplicação da violência para coerção faz parte dos mais antigos manuais militaristas.

Nosso momento de ascensão à uma “maturidade democrática” não combina mais com essa cultura de violência. Chegamos a um patamar de discussões em que a própria sociedade precisa intervir na formação e preparação daquele que quer te fazer sentir seguro, mas constrange e agride tanto quanto aquele de quem ele diz te proteger.

Quando isso passa por um Estado disposto a manter esse status quo de repressão, criminalização e marginalização da juventude encontram em São Paulo um prato cheio para se perpetuar. Encontra numa falsa idéia de segurança no campus da USP o suspiro que precisava pra se manter vivo. Encontra no governo estadual que executa suas ações o álibi que precisa para justificar sua truculência e acefalia. Onde não se consegue se resguardar, não importa: agride cegamente tal qual um cão acuado e raivoso, ciente que seu tempo está por se encerrar, mas “não antes da última mordida”.

O que pensar de um policial racista? Aliás… Racista, violento e abusivo?

Um estudante negro em meio a vários outros é alvo de questionamentos não feitos a qualquer outro presente no recinto – Diretório Central Estudantil – Algumas perguntas me tem sido recorrentes desde que vi as chamadas, a matéria, os comentários a cerca do ocorrido: esse policial nunca ouviu na vida dele que preconceito racial é crime? Ele não faz ideia da velocidade dos veículos de comunicação, incluindo redes sociais? Tem ele noção do abuso escancarado e transbordante que suas ações exibem? Ou ele confia demais na farda que usa? (essa última eu queria nem ter imaginado)
O fato é que muita coisa gira em torno de um acontecimento desse nível, ainda por cima quando é dentro de um espaço que serve (ou serviria) para preparar melhores cidadãos e partindo de um orgão público de segurança. Que segurança é essa que nos protege? Qual o entendimento que um indivíduo desses tem sobre cidadania?
Mais perguntas: que preparo esse ‘profissional’ tem pra lidar com situações de conflito? Quem prepara, prepara?
Claro que nenhum dos questionamentos justifica as atitudes preconceituosas dele, mas ainda assim, eles precisam ser lançados. Os estudantes que fizeram a gravação e que a publicaram tem a consciência de que algo precisa ser feito.
Mas é necessário que para além dos estudantes da Universidade de São Paulo, para além d@s militantes do movimento estudantil, a sociedade em sua amplitude, esteja consciente do que é preconceito e principalmente de como combatê-lo.
Comunicação legítima, sem as máscaras da mídia capitalista desse país, já me parece um grande avanço.

Enquanto não transformarmos essa cultura de violência sustentada na mentalidade retrógrada oriunda da Ditadura numa cultura de diálogo, onde o policial não seja reconhecido como um agente de propagação de violência e sim como um agente de dissuasão dela, viveremos estes tristes momentos. Mas não cessaremos, assim como os que vieram antes de nós não cessaram. Como Thiago de Mello diria, “os que virão serão povo, e saber serão lutando”.

Enquanto isso, se um policial militar em São Paulo te perguntar qual a cor da bota dele, responda vermelho: Vermelho do seu sangue. Se ele perguntar a cor de sua pele, responda roxo: Roxo hematoma. Só por comodidade… E não por conformidade, certo?!

¹ Bárbara Vasconcelos é estudante de Comunicação Social da FMNassau e Coordenadora Administrativa do DACOM da FMNassau em Recife / PE;

² João Jales é Diretor de Direitos Humanos da UNE e  Direção da Juventude do PT em João Pessoa / PB.

FURB Federal. Prioridade Nacional!

Posted outubro 4th, 2011 in Educação, Manifestos, Movimento Estudantil, Movimentos Sociais by babi

No dia 03 de outubro, no plenário da Câmara de Vereadores de Blumenau, aconteceu a Audiência Pública da Universidade Federal do Vale do Itajaí (PL 7287\2010).

Mais uma vez os estudantes Blumenauenses fecharam as ruas, cerca de 200 pessoas, saindo da FURB e se dirigindo a Câmara de Vereadores para acompanhar a Audiência Pública, que lotou o plenário da casa. Além disso a Audiência foi transmitida ao vivo pela TVL e por um telão montado em frente a Prefeitura.

Diversas autoridades e organizações estiveram presentes, entre eles o Dep. Federal Pedro Uczai, a Dep. Estadual Ana Paula Lima e o Dep. Estadual Sgt. Soares, vereadores da Cidade de Blumenau e Gaspar, o Sindicato dos Servidores Públicos do Ensino Superior de Blumenau (Sinsepes), OAB, Comitê Pró-Federalização da FURB, DCE Univille, além da União Blumenauense dos Estudantes (UBE), a União Catarinense dos estudantes (UCE) e a União Nacional dos Estudantes (UNE).

O tema central da Audiência foi a defesa e a constituição de uma universidade federal no vale do Itajaí, tendo a FURB como um embrião para esse projeto através da federalização dessa instituição, incorporando sua estrutura física, seus estudantes e a cedência de seus servidores.

A UNE esteve presente na Audiência representada pelo seu Diretor Camilo Vanni, que além de manifestar total apoio da UNE a federalizacão da FURB, também falou sobre a democratização do acesso ao ensino público, o equilíbrio do tri-pé ensino, pesquisa e extensão,  a importância das políticas de assistência estudantil e do caráter emancipador da educação!

Segundo Clóvis Reis, coordenador do Comitê Pró-Federalização da Furb, esse é um passo importantíssimo que garantirá a terceira universidade federal em Santa Catarina

A audiência conto com 5 encaminhamentos centrais:

1 – Aprovar na Comissão de educação e cultura e no legislativo federal o PL 7287/2010 que autoriza o poder executivo a criar a Universidade Federal do Vale do Itajaí a partir da FURB
2 – Paralelamente fazer a articulação com o MEC para que essa instituição seja implementada o mais rápido possível
3 – transferência dos estudantes, cedência servidores e cessão de uso do patrimônio da FURB para essa universidade federal
4 – UFSC é bem vinda a Blumenau, não como um Capus, mas que a UFSC seja a tutora desta nova Universidade. Juntas FURB e UFSC devem construir esse projeto.
5 – A FURB atual será a sede desta nova Universidade Federal que poderá se tornar multicampi

A UNE que em sua jornada de lutas apresentou essa reivindicação a Presideta Dilma continuará na luta em defesa da FURB federal!

Camilo Vanni –  Diretor de Movimentos Sociais da UNE.

Realize a sua conferência livre!

Posted julho 25th, 2011 in Educação, Movimento Estudantil, Movimentos Sociais, Notícias by lucasmolinari

Este ano é o ano da  II Conferência Nacional de Juventude, todos os jovens do Brasil podem ajudar a construir conferências livres nos espaços em que participam.

Para fazer uma é fácil: organize um debate temático da forma mais democrática e plural possível, junto no mínimo 10 pessoas, tire fotos, preencha um formulário disponível no http://www.juventude.gov.br/ e mande para conferencia.livre@presidencia.gov.br . Com isso tudo que você debater será discutido no segundo encontro nacional de juventude, em Brasilia no final do ano!

Estas conferências são de extrema importância para o desenvolvimento da nossa juventude, como sociedade civil organizada para contribuir com os rumos de nosso país.

Nota do Movimento Mudança/ES contra a Repressão e Criminalização do Governo do Estado em Detrimento de Manifestações Pacíficas dos Estudantes.

Posted junho 4th, 2011 in Movimento Estudantil, Movimentos Sociais, notas by admin

O Movimento Mudança exige retratação pública do Governo do Espírito Santo contra todos os atos abusivos, ilegais, violentos e repressores cometidos por ordem do Governador do Estado, Casagrande, para reprimir uma manifestação pacífica que começou na quinta-feira e terminou na Sexta-feira com mais de 4 mil estudantes, e que prendeu 27 pessoas através da perseguição, da entrada em prédios públicos e privados, da autuação em ônibus do Transcol e perseguição no meio da rua. Duas das quais fazem parte da Mudança.

O Movimento Mudança tem participado desde o início de janeiro das manifestações e sempre garantiu a pacificidade e o direito de ir e vir da população.

Estes dois últimos dias não foi diferente. Quem agiu com baderna, despreparo e desorganização foi o Governo do Estado, o BME e a Polícia Militar que incitou o ódio, a violência e e a agressão, provando que “Violência gera Violência …”

Não é possível culpabilizar os estudantes que no início só queriam se reunir e dizer que o descaso com o transporte público, a alta tarifa, o exorbitante ganho dos empresários do transporte e a direção da CETURB-ES estar na mão de uma aliada dos empresários é algo completamente errado e que exige mudanças.

O governo foi inábil com uma manifestação que poderia ter acabado na quinta-feira a tempo de todos irmos almoçar com nossas famílias e amigos.

Ao optar pela repressão, Casagrande e a turma do PSB preferiu dar proporções descomunais para um movimento e ajudar a dar o tom de guerra civil Schimittiana de Amigo X Inimigo.

Além de condenar a violência e repressão que o governo vem adotando desde a posse dessa nova gestão, o Movimento Mudança entende que é preciso uma medida mais enérgica, queremos:

  • A imediata alteração do Comandante Geral da PM que só ajuda a incitar o ódio;
  • A imediata exoneração do Secretário de Segurança Pública – Henrique Herkenhoff;
  • Que o Governo tire a prerrogativa de organizar a Conferência Estadual de Juventude da Secretaria dos Esportes (que nada tem a ver com PPJ’s) e coloque ou no Secretaria de Governo, ou na de Direitos Humanos.

Por fim, queríamos reafirmar que a UNE e a UBES jamais foram contra o movimento de ontem, quinta-feira e nem de todos os outros feitos durante o ano.

A UNE e a UBES são entidades colegiadas em que várias forças estudantis participam e contribuem com ela. A UNE e a UBES não tem donos. Mesmo a corrente majoritária da entidade, não se negou em apoiar os estudantes.

Pelo contrário, foi feito uma nota e veiculada nos jornais impressos locais, sendo da UNE e da UBES. Entretanto sequer a corrente majoritária nacional da UNE autorizou ou confeccionou esta nota.

A UNE e a UBES estavam presentes em todos os atos desde o início do ano através de seus militantes e dirigentes de forças estudantis, inclusive da própria corrente majoritária da UNE.

Seja quem for que tenha inscrito tal nota ou dado qualquer declaração pra deslegitimar um movimento organizado, pacífico e que tinha instituições sim (a UESES, a UEE, o DCE da UFES e inúmeros grupos do movimento estudantil através de seus militantes – Movimento Mudança, Contraponto, Levante, CST, MTL, Barricadas e a própria UJS), agiu de má-fé ou com o interesse de prejudicar a União Nacional dos Estudantes no seio de sua base.

Não aceitaremos que uma ou outra pessoa, ainda que seja de qualquer organização do movimento estudantil, macule a imagem da UNE que a mais de 80 anos defende os estudantes brasileiros e o BRASIL contra o estado de opressão, a violência e as elites que oprimem os cidadãos brasileiros.

Vimos aqui também para que a UNE e a UBES se manifestem imediatamente afirmando que não autorizou a confecção ou veiculação de nenhuma nota em seu nome nem que seus representantes olvidassem o movimento e deslegitimassem a atuação de mais de 4 mil estudantes que só foram a rua por que o governo decidiu declarar guerra contra quem só quis demonstrar sua insatisfação frente ao modelo de transporte público.

O Movimento Mudança continuará no movimento até que as reivindicações para a melhoria do transporte público e em defesa da JUVENTUDE CAPIXABA sejam atendidas.

Movimento Mudança – ES

Vitória, 04 de Junho 2011

NOTA DO MOVIMENTO MUDANÇA CONTRA A REPRESSÃO E CRIMINALIZAÇÃO DO GOVERNO DO ESTADO EM DETRIMENTO DE MANIFESTAÇÕES PACÍFICAS DOS ESTUDANTES.

O Movimento Mudança exige retratação pública do Governo do Espírito Santo contra todos os atos abusivos, ilegais, violentos e repressores cometidos por ordem do Governador do Estado, Casagrande, para reprimir uma manifestação pacífica que começou na quinta-feira e terminou na Sexta-feira com mais de 4 mil estudantes, e que prendeu 27 pessoas através da perseguição, da entrada em prédios públicos e privados, da autuação em ônibus do Transcol e perseguição no meio da rua. Duas das quais fazem parte da Mudança.

O MOVIMENTO MUDANÇA tem participado desde o início de janeiro das manifestações e sempre garantiu a pacificidade e o direito de ir e vir da população.

Estes dois últimos dias não foi diferente. Quem agiu com baderna, despreparo e desorganização foi o Governo do Estado, o BME e a Polícia Militar que incitou o ódio, a violência e e a agressão, provando que “Violência gera Violência …”

Não é possível culpabilizar os estudantes que no início só queriam se reunir e dizer que o descaso com o transporte público, a alta tarifa, o exorbitante ganho dos empresários do transporte e a direção da CETURB-ES estar na mão de uma aliada dos empresários é algo completamente errado e que exige mudanças.

O governo foi inábil com uma manifestação que poderia ter acabado na quinta-feira a tempo de todos irmos almoçar com nossas famílias e amigos.

Ao optar pela repressão, Casagrande e a turma do PSB preferiu dar proporções descomunais para um movimento e ajudar a dar o tom de guerra civil Schimittiana de AmigoXInimigo.

Além de condenar a violência e repressão que o governo vem adotando desde a posse dessa nova gestão, o Movimento Mudança entende que é preciso uma medida mais enérgica queremos:

  • A imediata alteração do Comandante Geral da PM que só ajuda a incitar o ódio;

  • A imediata exoneração do Secretário de Segurança Pública – Henrique Herkenhoff;

  • Que o Governo tire a prerrogativa de organizar a Conferência Estadual de Juventude da Secretaria dos Esportes (que nada tem a ver com PPJ’s) e coloque ou no Secretaria de Governo, ou na de Direitos Humanos.

Por fim, queríamos reafirmar que a UNE e a UBES jamais foram contra o movimento de ontem, quinta-feira e nem de todos os outros feitos durante o ano.

A UNE e a UBES são entidades colegiadas em que várias forças estudantis participam e contribuem com ela. A UNE e a UBES não tem donos. Mesmo a corrente majoritária da entidade, não se negou em apoiar os estudantes.

Pelo contrário, foi feito uma nota e veiculada nos jornais impressos locais, sendo da UNE e da UBES Entretanto sequer a corrente majoritária nacional da UNE autorizou ou confeccionou esta nota.

A UNE e a UBES estavam presentes em todos os atos desde o início do ano através de seus militantes e dirigentes de forças estudantis, inclusive da própria corrente majoritária da UNE.

Seja quem for que tenha inscrito tal nota ou dado qualquer declaração pra deslegitimar um movimento organizado, pacífico e que tinha instituições sim (a UESES, a UEE, o DCE da UFES e inúmeros grupos do movimento estudantil através de seus militantes – Movimento Mudança, Contraponto, Levante, CST, MTL, Barricadas e a própria UJS), agiu de má-fé ou com o interesse de prejudicar a União Nacional dos Estudantes no seio de sua base.

Não aceitaremos que uma ou outra pessoa, ainda que seja de qualquer organização do movimento estudantil, macule a imagem da UNE que a mais de 80 anos defende os estudantes brasileiros e o BRASIL contra o estado de opressão, a violência e as elites que oprimem os cidadãos brasileiros.

Vimos aqui também para que a UNE e a UBES se manifestem imediatamente afirmando que não autorizou a confecção ou veiculação de nenhuma nota em seu nome nem que seus representantes olvidassem o movimento e deslegitimassem a atuação de mais de 4 mil estudantes que só foram a rua por que o governo decidiu declarar guerra contra quem só quis demonstrar sua insatisfação frente ao modelo de transporte público.

O Movimento Mudança continuará no movimento até que as reivindicações para a melhoria do transporte público e em defesa da JUVENTUDE CAPIXABA sejam atendidas.

Movimento Mudança – ES

Vitória, 04 de Junho 2011

Marcha LGBT em São João Del Rei, faz prefeito prometer políticas de Direitos Humanos

Posted maio 22nd, 2011 in Movimentos Sociais, Notícias by lucasmolinari

Dia contra a homofobia é marcado por protestos e denúncias de violação de direitos humanos em São João del-Rei. Prefeito e Câmara de vereadores prometem ações
O Movimento Gay da Região das Vertentes (MGRV) realizou no dia 17 de maio em São João del-Rei, Minas Gerais, a 1ª Marcha Municipal Contra a Homofobia. A data é comemorada como o dia Municipal contra a homofobia. Com o movimento nas ruas, prefeito e câmara de vereadores prometeram atender as reivindicações do movimento LGBT, entre elas, a criação de uma secretaria municipal de direitos humanos.

A 1ª marcha Municipal contra a Homofobia foi convocada pelo MGRV para lembrar a existência da Lei N˚ 4.442 aprovada em 2010 pela Câmara Municipal e sancionada pelo atual Prefeito que institui o dia municipal contra a homofobia. A data é comemorada mundialmente por ser o dia em que a Organização Mundial da Saúde retirou a homossexualidade do código internacional de doenças.

Em São João del-Rei a marcha ficou concentrada na Avenida Tancredo Neves, no centro da cidade e partiu em caminhada até a porta da prefeitura e câmara onde o movimento protestou contra a omissão do poder público diante do aumento da violação de direitos humanos. Durante a manifestação o Prefeito compareceu para receber os manifestantes. “Veja Prefeito a quantidade de violação de direitos humanos em nossa cidade. A violência contra a mulher aumentou 70%. A juventude está abandonada, o aumento da infecção pelo HIV está nos jovens das comunidades de São João del-Rei. Nos últimos três anos pelo menos um gay foi assassinado aqui com requintes de crueldade. Chega de discurso político. Queremos ações concretas” protestava Carlos Bem, coordenador da marcha e do movimento LGBT.

O Prefeito não quis discursar para os manifestantes, mas se comprometeu em atender as reivindicações do movimento. “Ele disse que vai atender nossas reivindicações e que vamos agendar uma reunião direto com ele” relata Carlos Bem sobre a conversa rápida que teve com o Prefeito Nivaldo(PMDB) durante a manifestação.

Ocupação da Câmara

Os ativistas do movimento LGBT também ocuparam o plenário da Câmara Municipal de Vereadores. Uma bandeira de 30metros com as cores do arco-íris foi colocada no prédio histórico da casa legislativa. O movimento reivindica que os vereadores abracem a luta pelos direitos humanos na cidade. “Queremos apoio da câmara, mas um apoio de fato, concreto. Há quatro anos lutamos pela instituição de políticas de direitos humanos na cidade, mas até hoje nada saiu do papel” critica Carlos Bem no uso da Tribuna Livre.

O representante do grupo de pais de homossexuais(GPH) de São João del-Rei também fez uso da tribuna livre. Em discurso Dagoberto Arnaut relatou sua experiência como pai de uma mulher lésbica e pediu respeito e compreensão às pessoas LGBT. O discurso do GPH emocionou os presentes.

O presidente da Câmara, vereador Mauro Duarte(PSDB), propôs uma reunião entre o movimento LGBT e a comissão de direitos humanos da casa legislativa “quando retornarem de Brasília, agendem uma reunião com a comissão de direitos humanos. Vamos tirar as reivindicações do movimento do papel. A própria comissão de direitos humanos dessa casa é uma conquista do movimento gay. Estamos a disposição para ajudar no que for preciso” afirmou o presidente da Câmara.

A marcha contra a homofobia contou com apoio do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos da Região, do Grupo de Mulheres da Universidade Federal de São João del-Rei e do Grupo de Pais de Homossexuais.

Por Assessoria de Comunicação MGRV

Conheça alguns vídeos do kit contra homofobia

Posted abril 12th, 2011 in Destaque, Movimentos Sociais, Notícias by lucasmolinari

O MEC lançou um kit contra a homofobia para ser distribuido nas escolas. A proposta surgiu através da constatação de grande preconceito aos adolescentes homossexuais nas redes ensino. O material didático possui: cartilha, cartazes, folders e vídeos educativos relacionado com o assunto.

A proposta gerou grande impacto nos setores mais conservadores, que contrariam o material dizendo que servirá de estimulo para que os adolescentes se tornem homossexuais.

O Presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transexuais (ABGLT) e um dos idealizadores do kit, Toni Reis, explica sobre os argumentos falsos em torno da polêmica.

” O que está sendo dito é totalmente distorcido. Não queremos incentivar a homossexualidade. Ela não precisa de incentivo algum. Queremos incentivar o respeito à cidadania, à não violência, à dignidade humana. Quem está falando isso são pessoas homofóbicas, fundamentalistas religiosos. Estes são os grandes incentivadores da violência e do desrespeito” afirma.

Comentou também sobre o conteúdo dos materiais:

“Os vídeos são extremamente didáticos. Explicam a questão do travesti, do bissexual, da lésbica. São muito bacanas porque vão ajudar o adolescente a entender a situação. Muitas vezes, o preconceito vem da desinformação. Estamos super tranquilos com esse trabalho. Ele não vai ser censurado por pessoas homofóbicas”

Veja alguns vídeos que estão no kit:

http://www.youtube.com/watch?v=A_0g9BEPVEA

http://www.youtube.com/watch?v=tKFzCaD7L1U&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=hKJjOJlEw_U&feature=related

Estréia hoje programa sobre o feminismo: Mulheres de Segunda

Posted abril 4th, 2011 in Movimentos Sociais, Notícias by lucasmolinari

Estréia hoje o primeiro programa de webtv Mulheres de Segunda. Toda segunda-feira terá postagens no programa e durante a semana será alimentado o blog com textos sobre o tema da semana.

Para deixar claro quais são as  lutas das militantes do movimento feminista e tirar dúvidas iniciais quanto ao movimento, o primeiro assunto a ser tratado é: O que é feminismo?

Acompanhe o programa: http://mulheresdesegunda.wordpress.com/

Nota da CMS sobre a vinda de Obama

Posted março 19th, 2011 in Artigos, Movimentos Sociais by decko

É muita guerra para quem diz promover a paz

Os Movimentos Sociais do Brasil, por ocasião da visita do presidente Obama ao Brasil, manifestam as seguintes preocupações:

Considerando que: A eleição de Barack Obama, em 2008, despertou muitas ilusões. Baseado em seu carisma pessoal, na eleição do primeiro negro presidente dos EUA, na rejeição aos republicanos que durante os dois mandatos de George W. Bush levaram os Estados Unidos à bancarrota e o mundo ao militarismo e às guerras de agressão.

Consideramos que: Obama foi eleito fazendo promessas de paz e respeito ao direito internacional, criando a ilusão de que a humanidade viveria em paz e harmonia.

A evolução dos acontecimentos, porém, encarregou-se de desfazer essas ilusões. Mudou a retórica, aperfeiçoou-se a propaganda, mudaram alguns atores, mas sob a direção de Barack Obama a política externa do imperialismo norte-americano continua em essência a mesma.

O atual mandatário dos Estados Unidos mantém a orientação belicista de ocupar países e agredir povos em nome da “luta ao terrorismo”.

Sob a presidência de Barack Obama, os Estados Unidos mantiveram a presença das tropas de ocupação no Iraque e no Afeganistão. Sua frota de aviões teleguiados “Drone” bombardeia diariamente a fronteira deste país com o Paquistão, acarretando a morte de civis.

O imperialismo estadunidense, sob a presidência de Barack Obama reafirmou o apoio à política genocida do Estado sionista israelense contra o povo palestino. Significativamente, a única vez em que o governo Obama utilizou até agora seu direito de veto no Conselho de segurança da ONU, foi para impedir a aprovação de uma resolução que interditaria o prosseguimento da instalação de colônias israelenses em território palestino.

Foi sob a liderança de Barack Obama que a principal organização agressiva do imperialismo, a Otan – Organização do Tratado do Atlântico Norte – realizou uma reunião de cúpula que consagrou o “novo conceito estratégico”, a partir do qual se arroga o direito de intervir militarmente em qualquer região do planeta. É também Obama que estimula a instalação de bases militares em todo o mundo, inclusive na América Latina, onde a 4ª Frota constitui grave ameaça de agressão aos países e povos soberanos da região.

Durante a gestão de Barack Obama que, reafirmando a primazia norte-americana quanto à posse e uso de armas nucleares, exerce chantagens, pressões, ameaças e sanções contra os países que não aceitam os ditames dos EUA sobre a não-proliferação. Em dois anos de gestão, a maior parte do tempo dos operadores de política externa do presidente foi empregada na reparação de agressões contra o Irã e a Coreia do Norte.

Reiteramos nossa total divergência com a dubiedade da política externa dos EUA que mantém símbolos da guerra-fria como a manutenção do bloqueio a Cuba, as provocações contra a Venezuela e a Bolívia, a manutenção da prisão de Guantanamo e a presença de bases militares estadunidenses em nosso continente, que em nada contribui para o desenvolvimento de uma nova relação externa entre os povos. Os Estados Unidos nunca abriram mão de dominar nossos países e continuam considerando nosso continente como sua área de influência.

Obama chega ao Brasil num momento em que os Estados Unidos e seus aliados, principalmente os europeus, preparam-se, sob falsos pretextos, para perpetrar novas intervenções militares. Agora, no norte da África, onde, com vistas a assegurar o domínio sobre o petróleo, adota a opção militar como a estratégia principal. Os Estados Unidos querem arrastar as Nações Unidas para sua aventura, numa jogada em que pretende na verdade instrumentalizar a organização mundial e dar ares de multilateralismo à sua ação militarista e imperial.

No mesmo 20 de março, dia em que Obama estará visitando o Brasil, acontecerão manifestações em todo o mundo convocadas pela Assembléia Mundial dos Movimentos Sociais realizada durante o Fórum Social Mundial de Dacar, Senegal. O dia de mobilização global foi convocado para afirmar a “defesa da democracia, o apoio e a solidariedade ativa aos povos da Tunísia e do Egito e do mundo árabe que estão iluminando o caminho para outro mundo, livre da opressão e exploração”. O 20 de março será um Dia Mundial de Luta contra a multiplicação das bases militares dos Estados Unidos, de solidariedade com o povo árabe e africano, e também de apoio à resistência palestina e saharauí.

É nesse contexto que a Coordenação dos Movimentos Sociais convoca os movimentos sociais de todo o Brasil a manifestar nossa divergência com a política dos EUA e nossa total solidariedade aos povos do mundo, nas lutas de resistência e construção de outro mundo possível.

Convocamos os movimentos sociais brasileiros a tomarem as ruas na ação que será organizada no Rio de Janeiro no dia 20 de março.

O Brasil e a América latina vivem um novo momento, de democracia, soberania, interação e unidade.

Queremos um mundo de paz e solidariedade!

Abaixo o imperialismo estadunidense!

Coordenação dos Movimentos Sociais

Militantes chamam paranaenses para um ato pela defensoria pública

Posted março 16th, 2011 in Movimento Estudantil, Movimentos Sociais, Notícias by lucasmolinari
*Lucas Molinari
Militantes dos movimentos sociais realizarão na próxima sexta feira em Curitiba, dia 18, um ato exigindo a institucionalização da defensoria pública no Paraná.
A defensoria pública é um orgão estadual que presta assistência jurídica a toda a população, quando estes não possuem recursos para pagar um advogado, atuando em todos os ramos do direito.
O Paraná há mais de 22 anos não cumpriu a constituição federal, que exige a regulamentação da defensoria, deixando os que mais precisam abondonados injustamente.  Todos devem ter direito a uma assistência jurídica.
O ato será dia 18 de março,  a concentração será 12:00 na praça Santos Andrade até o palácio das Araucárias.

Marcha reúne mulheres por igualdade e autonomia

Posted março 14th, 2011 in Destaque, Movimentos Sociais, Notícias by lucasmolinari

Marcha das Mulheres

São Paulo – “Respeito a gente não consegue abaixando a cabeça, mas falando alto”, diz Viviane Souza, que aprendeu esse princípio com a mãe e agora repassa para as duas filhas. Ao lado da mais velha delas, a presidenta do Sindicato dos Metalúrgicos de Itaquaquecetuba participou da marcha pelo Dia Internacional das Mulheres, que tomou a região central da capital paulista na manhã deste sábado (12).

Primeira mulher a ocupar a presidência de um sindicato de metalúrgicos no Estado de São Paulo, ela acredita que o passo inicial para mudar a sociedade machista é modificar a estrutura familiar.  “Temos que começar tirando o machismo de dentro de nossos lares, não só da cabeça dos homens, mas também de nossas companheiras que ainda aceitam a situação de desigualdade e violência imposta desde a colonização. A luta é enorme, mas tivemos guerreiras que foram abrindo caminho e agora devemos continuar tomando o espaço que está aí para ser ocupado nas comunidades”, define.

Cerca de cinco mil manifestantes enfrentaram a chuva para defender a luta contra a violência sexista, por igualdade, dignidade, autonomia e direitos das mulheres em uma passeata organizada por mais de uma centena de entidades dos movimentos sociais.

Dilma será cobrada

A secretária estadual da Mulher Trabalhadora da CUT-SP, Sônia Auxiliadora, destacou ainda a relação de duas das principais reivindicações da Central Única dos Trabalhadores, a redução da jornada de trabalho sem redução de salário e o direito à creche, com a igualdade na vida privada. “O movimento sindical tem o desafio e a responsabilidade de debater o compartilhamento das tarefas entre homens e mulheres, porque queremos a redução da jornada para 40 horas semanais, mas não é para fazer mais trabalho doméstico, ampliar ainda mais a dupla jornada que já fazemos, e sim para podermos estudar, nos aperfeiçoarmos, termos tempo para o lazer e para descansar com a família”, apontou.

Nesse sentido, ela comentou também a vitória do Brasil ao eleger a presidenta Dilma Rousseff e lembrou o compromisso assumido por ela durante a campanha de construir seis mil creches. “Precisamos estar juntas para cobrar da nossa presidenta avanços como a ampliação de creches públicas para que não sejamos privadas de entrar no mercado de trabalho ou ingressarmos na vida pública porque não temos ninguém para cuidar de nossos filhos.”

Acostumar com o poder

Para a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Juvândia Moreira Leite, os dois pontos principais que unificam a luta feminista neste momento são o combate à violência doméstica e a diferença salarial entre trabalhadores e trabalhadoras. “A cada dois minutos, cinco mulheres sofrem violência no Brasil. Apesar de o número ter diminuído nos últimos 10 anos, após a criação da Lei Maria da Penha, em 2006, o dado ainda é alarmante. Além disso, sabemos que a mulher brasileira, mesmo com maior escolaridade do que o homem, recebe 30% a menos para desempenhar a mesma tarefa.”

A dirigente acredita que, mesmo o movimento sindical ainda refletindo o mercado de trabalho, com um número pequeno de mulheres nas direções de centrais, confederações, federações e sindicatos, já há uma melhora sensível. “Desde 1993, quando a CUT instituiu a política de cotas para gênero, que estabelece o mínimo de 30% de representantes de mulheres na direção, passamos pela construção de um novo conceito. Isso inclui trazê-las para o movimento e fazer com que se acostumem a ocupar o poder”, disse.

Políticas pela igualdade

Para a psicóloga e coordenadora do Observatório da Mulher, Rachel Moreno, a única forma de avançar na luta por igualdade é tomar as ruas e cobrar políticas públicas. “Apesar de a legislação garantir igualdade, e mesmo com a propaganda federal dizendo que agora podemos ser engenheiras, arquitetas e operárias, precisamos de oportunidades que nos permitam fazer isso acontecer”, comentou.

“Não haverá mais mulheres no poder se não houver uma reforma política que garanta a distribuição de recursos equitativos entre homens e mulheres e o mesmo espaço na campanha. Não haverá o fim da diferença em termos de cargos, empregos e salários se não houver estímulo à empresa que efetivamente promove a paridade ou sem que exista algum nível de fiscalização e sanção para quem não pratica a igualdade”, acrescentou.

A mobilização é ainda mais necessária para discutir um outro tema polêmico que esteve presente no período eleitoral: a legalização do aborto. “Vamos ter que nos unir como fizemos hoje para mostrar que o direito à vida é um direito das mulheres. É uma questão de saúde pública e não de religião, o Estado deve fornecer o atendimento médico adequado e eu acredito que vamos conseguir ter esse movimento da nossa presidenta indo às ruas e mostrando que estamos mobilizadas”, falou Raquel.

Democratizar e liderar

Também presente na manifestação, a cientista social Tatau Godinho indica que a percepção sobre a desigualdade cresceu, mas ainda não é muito claro onde ela se faz presente.

Para modificar esse quadro, afirmou, é necessário ampliar a atuação militante a partir dos próprios bairros e também democratizar os meios de comunicação. “Os grandes veículos passam uma imagem desqualificada da mulher, fútil, de alguém que só se preocupa com estética e vende para ela um único ideal legítimo, a família e os filhos. Devemos questionar essa imagem e indagar: se a imprensa diz falar em nome da sociedade, afinal, de qual sociedade está falando?”, pergunta.

Por fim, Tatau acredita que a eleição de Dilma representa a quebra de um paradigma. “Muitas mulheres estão nos movimentos sociais, mas não estão no cargo de direção. Estão na militância, mas o funil não permite chegar aos espaços de maior expressão política. Uma mulher na presidência mostra que as mulheres precisam e devem ajudar a conduzir o país, o sindicato, o movimento social.”

Fonte: Rede Brasil Atual