Entrevista: jornalista fala sobre meio ambiente, paz mundial e consumo

Posted abril 14th, 2011 in Notícias by lucasmolinari

capa.jpg
“A suposta riqueza que geramos acaba por empobrecer nossas vidas” / Foto: Divulgação

Nascida na Argentina, descendente de búlgaros e russos e radicada no Brasil desde 1971, a jornalista Lia Diskin se tornou um dos maiores nomes quando o assunto é estudos pela cultura de paz. Especialista em técnicas de meditação e em filosofia budista na Índia, teve o Dalai Lama como um de seus professores e hoje se dedica àAssociação Palas Athena, um centro de estudos filosóficos sem fins lucrativos dedicado à educação e à assistência social, do qual é co-fundadora.

Lia é conselheira para assuntos latino-americanos do Comitê Internacional Pró-Tibet, e responsável pelas visitas do Dalai Lama ao Brasil, além de ser membro do Fundo Mundial para a Natureza (World Wildlife Fund), coordenadora do Comitê Paulista para a Década da Cultura de Paz (um programa da Unesco) e vencedora do Prêmio Internacional da Jamnalal Bajaj Foundation na Índia, pela difusão de valores gandhianos fora do país em 2010, e do Prêmio Transformadores da revista TRIP em 2010.

Em conversa com o Portal EcoDesenvolvimento.org, Lia falou sobre a atual situação do homem e sua relação com planeta, e compartilhou suas visões sobre consciência, cidadania e busca pela paz.

Portal EcoDesenvolvimento.org: A senhora uma vez afirmou que estamos “caindo na real” sobre a nossa situação atual com o planeta e que essa desilusão será saudável para a humanidade. Como a senhora vê esse momento de turbulências e buscas (talvez um pouco tardia) por soluções, e como esse processo pode ser benéfico para a sociedade?

Lia Diskin: Hoje dispomos de informações suficientes para saber que os quase sete bilhões de habitantes da Terra consomem por ano o equivalente a 1,4 vezes os recursos existentes e oferecidos pelo planeta. Sabemos também que 23% da energia global é consumida pelos Estados Unidos, cujo número de habitantes representa apenas 5% da população mundial, e que se todos consumíssemos nos níveis dos americanos, precisaríamos de 5,4 planetas Terra para nos sustentar. Portanto, a equação não fecha – temos de reduzir o consumo, deixar de desperdiçar recursos que são vitais para países e comunidades que sequer têm acesso a água potável ou alimento suficiente para atender suas necessidades mais básicas. Mais uma vez, nos Estados Unidos 27% dos alimentos oferecidos para consumo acabam na lata do lixo, e se um quarto desses alimentos pudesse ser aproveitado teríamos saciado a fome de 20 milhões de pessoas por dia! A consciência é um primeiro passo essencial para nos levar à ação transformadora.

Ainda vivemos em uma sociedade onde se busca acumular bens, ostentar riquezas, ressaltar individualismos, tudo de forma imediata. Qual o impacto disso?

O impacto é suicida. A suposta riqueza que geramos acaba por empobrecer nossas vidas. Um exemplo interessante para se analisar é a presença dos carros nas grandes cidades – a quantidade exagerada de veículos simplesmente inviabiliza o deslocamento das pessoas, polui o ar a níveis considerados perigosos à saúde, é fonte de ruído constante, dia e noite, prejudicando a qualidade do sono das pessoas e, em longo prazo, sua audição. Conclusão: o estresse é de longe a queixa mais frequente dos cidadãos, que acabam por ser consumidores dependentes de ansiolíticos, analgésicos e medicamentos para problemas estomacais.

A cada ação corresponde uma reação de igual intensidade, como nos ensinou a física clássica. Todo excesso provoca desequilíbrio. Quando o repertório de valores que uma sociedade cultiva está em descompasso com a rede de Vida à qual pertencemos, as consequências sempre são dolorosas. Temos nos esquecido de que integramos um único sistema Vivo, com suas infinitas ligações, variáveis e potencialidades. Fora dessa rede, nada se sustenta.

img03.jpg
Para Lia, a nova geração está mais preparada para gerir um mundo sustentável / Foto: Gavin Stewart

O mercado, a mídia e outras instituições sociais reforçam diariamente essas questões e confundem nas mentes a diferença entre necessidade e desejo. É possível vencer isso e criar uma consciência coletiva capaz de modificar o comportamento das pessoas em nível global? Como?

Não acredito que em curto prazo tenhamos essa possibilidade de conscientizar o planeta inteiro. Isso requer uma mudança de modelo civilizatório: deixar de privilegiar o poder, o domínio e o controle para dar lugar à parceria, ao compartilhamento, à solidariedade. Alguns sinais significativos já estão em curso: nossas crianças já recebem conhecimentos sobre ecologia, sustentabilidade e valor nutricional dos alimentos desde as creches. Os que hoje são adultos não receberam tais informações nos bancos escolares. Nossos jovens já começam a questionar seriamente o uso do carro, muitos estão aderindo à bicicleta para se locomover nas cidades e, quando isso não é possível, optam por transporte público ou carona solidária. O movimento mundial de ações humanitárias desloca jovens da classe média e alta para regiões e comunidades em estado de penúria ou calamidade natural. Muitos abrem mão de suas férias para oferecer ajuda aos necessitados. O mesmo podemos observar em empresários bem-sucedidos ou famílias abastadas que criam fundações de amparo, projetos de empreendedorismo ou assistência direta, e se envolvem pessoalmente nas ações, antes delegadas a entidades religiosas ou do terceiro setor.

A resposta para nossos dilemas está no desprendimento, na simplicidade, na liberdade (material, espiritual, de valores e sentimentos)?

Talvez as respostas passem também pela ampliação de nossos conhecimentos. As visões sistêmicas que hoje estão permeando a biologia, a antropologia, a medicina e mesmo a educação são unânimes em apontar a necessidade de integrarmos natureza e cultura, corpo e mente, matéria e espírito. Sabemos que essa separação ou fragmentação da realidade foi uma armadilha montada pela nossa arrogância, cujas consequências estamos procurando reparar.

O ser humano se distanciou do essencial, da sua natureza, do contato com o meio ambiente, e acabou se perdendo em meio a isso. Existe um movimento de retorno? Quais as consequências disso?

Sim, existe um movimento visível de retorno. Você pode vê-lo refletido no lugar menos esperado: na publicidade. A oferta de produtos hoje está associada a uma mensagem, nem sempre autêntica, mas que afirma a responsabilidade com o meio ambiente, o benefício social que promove, o respeito com o consumidor, destaca os valores familiares, o cuidado, a dimensão afetiva, condena o desperdício e busca um vínculo de fidelidade. Esse é um repertório novo, muito menos impositivo, mais humilde e consciente do poder que o consumidor detém.

Algumas pessoas defendem que, com algumas adaptações, é possível tornar nosso estilo de vida mais sustentável, mas ainda mantendo princípios como o consumismo e a busca pela riqueza e conforto. Isso parece um pouco contraditório. É possível?

As mudanças duradouras nunca são radicais – ao menos é isso que nos mostra a história. E as mudanças acontecem, de fato, quando a realidade impõe dinâmicas que não conseguem se sustentar através dos processos ou ações vigentes. Portanto, a criatividade, a capacidade de inovar e confiar na experiência adaptativa de nossa espécie e de qualquer ser vivo podem contribuir para minimizar as resistências a tais mudanças, que possam a ser vistas não como ameaça, mas como adaptação necessária ao crescimento e ampliação de conhecimentos.

img02.jpg
Segundo Lia, a violência do século 20 devastou as populações material e espiritualmente. Nesse cenário surgiram os primeiros estudos sobre a paz

Apesar desse cenário, também vivemos um momento em que diversas manifestações mundiais apontam para uma vontade coletiva pela cultura da paz. Algumas coisas parecem estar mudando. Existe algum dilema existencial nisso? De um lado, a ânsia pelo consumismo e prazer imediato, do outro, aspirações coletivas em busca da paz e equilíbrio com o planeta…

O século 20 foi, sem dúvida, o mais violento da história humana. Em grande medida pela sofisticação e eficiência que os equipamentos de guerra ganharam, mas igualmente pela presença de três totalitarismos devastadores: nazismo, fascismo e stalinismo. Os três conseguiram a “proeza” de 111 milhões de mortos em combate direto. Cada soldado tem uma rede de relações: ele é filho de alguém, talvez marido, pai de família, possivelmente tem irmãos, amigos e colegas de profissão. Isso significa que muitos milhões mais foram atingidos pelas guerras que se sucederam na primeira metade do século passado.

A Europa inteira ficou devastada, material e espiritualmente. É nesse cenário que começaram a emergir os estudos sobre a paz. Criou-se a Organização das Nações Unidas (ONU) e, poucos anos depois, a UNESCO, cuja missão precípua é educar para a paz, a diversidade cultural, o diálogo entre as religiões e tradições espirituais. É a UNESCO que, na década de 1990, convocou as nações do mundo a refletirem sobre as múltiplas violências diárias que praticamos sem sequer nos apercebermos delas, nem as considerarmos propriamente violências. Humilhar alguém com palavras rudes e ironias, ignorar a presença de pessoas cujas profissões consideramos menores, tais como as que executam serviços domésticos, de limpeza, garis, lixeiros, engraxates, etc. Dar ordens a funcionários de forma autoritária ou chamar a atenção dos mesmos em público. Puxar a orelha ou dar palmada com propósitos “pedagógicos” que resultam em deseducação e expressão de abuso de poder.

Estas reflexões que se organizam em estudos sistematizados estão revelando a invisibilidade de certas violências, que se perpetuam simplesmente porque ninguém as denuncia como tais. Isto, o reconhecimento de comportamentos, atitudes e interações como sendo um obstáculo à convivência saudável e desejável, já é um avanço significativo que temos de celebrar e, mais, promover sua disseminação.

A senhora também já comentou que “a violência é a ausência do direito”, e está presente especialmente entre os mais vulneráveis. Existem muitos interesses em manter essa estrutura, e muitos poderes capazes de fazer isso. Como fazer com que os que não conseguem impor seus direitos possam vencer essa situação e acabar com a violência?

Penso que a violência beneficia a vários setores da sociedade: desde logo a indústria bélica, a indústria farmacêutica que lucra cada vez mais com os antidepressivos e correlatos, os produtores de bebidas alcoólicas cuja ingestão abusiva provoca alterações comportamentais que dão a sensação de força, coragem, expansão e perda de medos ou escrúpulos (e, portanto, preparam para a violência). E, nas grandes cidades, a indústria da segurança, cujo crescimento nas duas últimas décadas quase que centuplicou. No Brasil de hoje a segurança privada conta com mais efetivos do que os integrantes das corporações policiais. Aliás, a indústria em geral ganha, pois, como sabemos, um indivíduo fragilizado tende a comprar para compensar suas carências – de segurança, de afeto, de tranqüilidade, etc.

Contudo, ninguém está seguro ou em paz. Todos nós perdemos. Os filhos dos empresários da indústria armamentista também têm de ir à escola, frequentar um clube, ir ao cinema. Esses lugares, por mais exclusivos que sejam, também se tornaram vulneráveis e potencialmente perigosos.

Perceber em profundidade leva a superar “verdades” que se enraizaram através do preconceito através da reiteração pelos meios de comunicação, que distorcem os fatos e caricaturam situações e personagens a serviço de interesses escusos.

O que é “sustentabilidade” para a senhora?

É participar das limitações e oportunidades que nos oferece a teia da Vida e, fazendo eco a Confúcio, quando nos disse: “Nada é o bastante para quem considera pouco o que é suficiente”. É valorizar e agradecer aquilo que se nos oferece com a chegada de cada dia.

Fonte: Portal EcoD – www.ecod.org.br

Conheça alguns vídeos do kit contra homofobia

Posted abril 12th, 2011 in Destaque, Movimentos Sociais, Notícias by lucasmolinari

O MEC lançou um kit contra a homofobia para ser distribuido nas escolas. A proposta surgiu através da constatação de grande preconceito aos adolescentes homossexuais nas redes ensino. O material didático possui: cartilha, cartazes, folders e vídeos educativos relacionado com o assunto.

A proposta gerou grande impacto nos setores mais conservadores, que contrariam o material dizendo que servirá de estimulo para que os adolescentes se tornem homossexuais.

O Presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transexuais (ABGLT) e um dos idealizadores do kit, Toni Reis, explica sobre os argumentos falsos em torno da polêmica.

” O que está sendo dito é totalmente distorcido. Não queremos incentivar a homossexualidade. Ela não precisa de incentivo algum. Queremos incentivar o respeito à cidadania, à não violência, à dignidade humana. Quem está falando isso são pessoas homofóbicas, fundamentalistas religiosos. Estes são os grandes incentivadores da violência e do desrespeito” afirma.

Comentou também sobre o conteúdo dos materiais:

“Os vídeos são extremamente didáticos. Explicam a questão do travesti, do bissexual, da lésbica. São muito bacanas porque vão ajudar o adolescente a entender a situação. Muitas vezes, o preconceito vem da desinformação. Estamos super tranquilos com esse trabalho. Ele não vai ser censurado por pessoas homofóbicas”

Veja alguns vídeos que estão no kit:

http://www.youtube.com/watch?v=A_0g9BEPVEA

http://www.youtube.com/watch?v=tKFzCaD7L1U&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=hKJjOJlEw_U&feature=related

Publicidade nas escolas pode ser proibida

Posted abril 5th, 2011 in Notícias by lucasmolinari

Tramita na Câmara o Projeto de Lei 87/11, do deputado Weliton Prado (PT-MG), que proíbe toda forma de publicidade de produtos e serviços nas escolas de educação básica. A proposta acrescenta a regra ao Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/90).

Segundo o deputado, é necessário coibir os abusos na publicidade voltada ao público infanto-juvenil, “que não satisfeita em alcançar as crianças dentro de casa, por meio da televisão, agora resolveu invadir as escolas”.

A proposta retoma o PL 7480/10, do ex-deputado Eliene Lima (PP-MT), de idêntico teor, que foi arquivado ao final da legislaturapassada.

Vira Pateta
Weliton Prado cita o exemplo de uma promoção de viagem internacional divulgada em escolas de São Paulo, com o slogan “se eu não for para a Disney vou ser um Pateta”. Para o deputado, o caso ilustra bem o abuso na publicidade infanto-juvenil.

Ele afirma que a criança e o adolescente deveriam estar protegidos dessas práticas comerciais. O Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/90), lembra o deputado, já garante o direito à dignidade humana no processo de desenvolvimento, o que abrange a preservação da imagem, da identidade, dos valores e das crenças.

Weliton Prado diz que a forma genérica dessa disposição legal não vem sendo suficiente para “livrar nossas crianças da voracidade comercial de algumas empresas, alimentada por uma competição mercadológica que se acirra dia a dia”.

Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Defesa do Consumidor; de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

FOnte: Agência Câmara de Notícias

Fórum Nacional de Educação publica nota a sociedade brasileira

Posted abril 5th, 2011 in Educação, Notícias by lucasmolinari

O Fórum Nacional de Educação, espaço inédito de interlocução entre a sociedade civil e o Estado brasileiro, reivindicação histórica da comunidade educacional e fruto de deliberação da Conferência Nacional de Educação (Conae), aprovou – em sua primeira reunião ordinária ocorrida no dia 29 de março- pela ratificação dos princípios acordados entre a Campanha Nacional pelo Direito à Educação e o Ministério da Educação acerca da tramitação do Plano Nacional de Educação (PNE 2011-2020) no Congresso Nacional.

Respeitando a soberania e a independência do Poder Legislativo, o Fórum Nacional de Educação defende que a tramitação do PL 8035/2010, que trata do PNE 2011-2020, deve ocorrer com base nos seguintes princípios:
1) A Comissão Especial, na qual irá tramitar o PL 8035/2010, deve ter a participação majoritária de parlamentares dedicados e comprometidos com a causa da educação, privilegiando membros da Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados;
2) A tramitação do PL 8035/2010 deve ser célere, sem ser aligeirada, com a preocupação essencial de que haja qualidade nos debates em torno da matéria, tão importante ao País;
3) A tramitação do PL 8035/2010 deve ser democrática e participativa, compreendendo um amplo cronograma de audiências públicas capazes de garantir a necessária capilaridade e legitimidade ao futuro mecanismo legal de planejamento da educação brasileira.  Adicionalmente ao acordo entre a Campanha Nacional pelo Direito à Educação e o Ministério da Educação, responsável por estabelecer os princípios acima dispostos, o Fórum Nacional de Educação delibera que os debates em torno do PL 8035/2010 devem tomar como referência primordial as deliberações da Conae. Inclusive, o Fórum Nacional de Educação solicita, desde já, à futura Comissão Especial e à Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados a realização de audiências públicas para se debater a proposta do PNE à luz do Documento-Final da Conae.
O Fórum Nacional de Educação também deliberou que contribuirá para a organização de fóruns estaduais, distrital e municipais para que o PL 8035/2010 seja debatido com a maior capilaridade possível, fortalecendo a legitimidade do futuro Plano Nacional de Educação.
Por último, o Fórum Nacional de Educação entende ser essencial o estabelecimento de uma interlocução intensa entre a dimensão nacional e as dimensões estadual, distrital e municipal para o fortalecimento do PNE 2011-2020. O objetivo é garantir a devida abrangência federativa a um Plano de ampla envergadura e escopo. O FNE também crê ser fundamental garantir compromissos dos parlamentares, por meio da incidência junto a eles e elas a partir de suas bases, acerca dos princípios expressos nesta Nota.
Assinam:
Órgãos e entidades presentes na primeira reunião ordinária do Fórum Nacional de
Educação

Associação Brasileira das Universidades Comunitárias – Abruc

Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais – Abruem

Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação – Anped

Campanha Nacional pelo Direito à Educação

Central Única dos Trabalhadores – CUT

Comissão Técnica Nacional de Diversidade para Assuntos relacionados à Educação dos Afro-brasileiros – Cadara

Confederação Nacional das Associações de Pais e Alunos – Confenapa

Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino – Confenen

Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTE

Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino – Contee

Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura – Contag

Confederação Nacional do Comércio – CNC

Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica – Conif

Conselho Nacional de Educação – CNE

Conselho Nacional de Secretários de Educação – Consed

Federação de Sindicatos de Trabalhadores de Universidades Brasileiras – Fasubra

Fórum de Professores das Instituições Federais de Ensino – Proifes

Fórum Nacional dos Conselhos Estaduais de Educação – FNCEE

Ministério da Educação – MEC

Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica - Sinasefe
Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC

União Brasileira dos Estudantes Secundaristas – Ubes

União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação – Uncme

União acional dos Dirigentes Municipais de Educação – Undime

União acional dos Estudantes - Une

Todos a Brasília no dia 19 de abril!

Posted abril 5th, 2011 in Comunicação, Notícias by lucasmolinari

Fruto da nossa mobilização e articulação junto aos mais amplos setores da sociedade brasileira, do Legislativo, do Executivo e do Judiciário, será lançada oficialmente no dia 19 de abril (terça-feira), às 14 horas, no auditório Nereu Ramos, em Brasília, a Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito à Comunicação com Participação Popular.

Nossa compreensão é de que devemos aproveitar este momento estratégico para ampliar a pressão junto a deputados e senadores, ao mesmo tempo em que aprofundamos o debate com as nossas bases sobre a importância da democratização da comunicação.

Sem a construção de um novo marco regulatório e a ampliação dos espaços públicos e comunitários, nossa população continuará sendo vítima da manipulação de empresários que transformaram concessões públicas em latifúndio midiático.

Diante da necessidade de convertermos este lançamento numa manifestação expressiva pela democracia, convidamos todas as entidades que compõem a Coordenação dos Movimentos Sociais a prepararem e a investirem no sucesso desta atividade, lotando os 400 lugares do auditório.

PLENÁRIA À TARDE – Aproveitando a concentração de lideranças e militantes de todo o país, realizaremos logo após o evento uma plenária nacional dos movimentos sociais pela democratização da comunicação, o que vai potencializar ainda mais a nossa unidade de ação.

Rosane Bertotti, da comissão operativa nacional da Coordenação dos Movimentos Sociais e secretária Nacional de Comunicação da CUT

Programação 4º EME da UNE!

Posted abril 5th, 2011 in Movimento Estudantil, Notícias by lucasmolinari

1º dia / 21 de abril

18h00 – Mesa de Abertura, com a presença das seguintes entidades: ANPG, UNE, UEB, DCE UFBA, SPM, UFBA, Governo do Estado da Bahia, MMM, UBM, Juventude CUT, Conjuve, MST, Círculo Palmarino.

19h00 – Atividade Cultural

2º dia / 22 de abril

09h00 – Mesa Eixo 1: Ô abre alas que as mulheres vão passar! Igualdade é poder.

Composição: Iriny Lopes, Ministra da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres; Ticiana Studart, da Marcha Mundial das Mulheres; Deputada Federal Alice Portugal; Fabya Reis, do MST; Louise Caroline, Secretária Especial da Mulher em Caruaru – PE; Zilmar Alberita, do Círculo Palmarino.

12h30 – Almoço

14h00 – Mesa Eixo 2: Mulher e o mundo do trabalho.

Composição: Rosana Sousa de Deus da CUT; Raimunda Gomes, Secretária Nacional da Mulher Trabalhadora da CTB; Creusa Maria, Presidente da FENATRAD; Carmem Foro, Secretária de Mulheres Trabalhadoras Rurais da CONTAG; Fernanda Melchionna, Vereadora em Porto Alegre;

17h00 – Grupos de Discussão

· Movimento Estudantil – sendo convidadas as diretoras de mulheres da UNE: Fabiola Paulino e Roberta Costa.

· Saúde – sendo convidada a compor o grupo uma integrante da ENEENF;

· LGBT – sendo convidada a compor o grupo Ridina Mota, Diretora de LGBTT da UNE;

· Assistência estudantil – sendo convidada a compor o grupo Thalita Martins, Diretora de Assistência Estudantil da UNE;

· Economia solidária e feminista – sendo convidado a compor a mesa representantes do Grupo de Economia Solidária e Feminista da Bahia;

· Mulher negra – sendo convidada a compor o grupo Angela Guimarães, membro do CONJUVE e da UNEGRO, e Leni Claudino do SINDSPREV-RJ e MNU-RJ;

· Mídia e mercantilização – sendo convidada a compor o grupo a escritora do Coletivo Intervozes, Bia Barbosa e a Blogueira Feminista, Bruna Provazi;

· Violência contra a Mulher – sendo convidada a compor o grupo uma integrante do Grupo Rebele-se.

19h00 – Jantar

20h30min – Atividade Cultural

3º dia / 23 de abril

09h00 – Mesa Eixo 3: As mulheres transformando a Universidade.

Composição: Luiza Bairros, Ministra da Secretaria Especial de Políticas para Promoção da Igualdade Racial; Lucia Stumpf, ex-presidente da UNE, que comandou a entidade na gestão anterior, e membro da UBM; Alessandra Terribili Marcha Mundial das Mulheres; Daniele Jardim, historiadora e pesquisadora; Luciana Mandelli, Diretora de Programas da SEPM.

12h30 – Almoço

14h00 – Dinâmica sobre a Legalização do Aborto

Desenvolvida no formato World Café, integrará todas as participantes e convidadas presentes ao evento. Serão postas em debate questões quanto à autonomia feminina; saúde da mulher; e, aspectos legais do aborto;

17h00 – Atividades Autogestionadas; Trocas de experiências entre coletivos feministas;

19h00 – Jantar

20h30 – Atividade Cultural

4º dia / 24 de abril

09h00 – Plenária final

13h00 – Almoço

Conjuve define pautas estratégicas para a 2ª Conferência Nacional da Juventude

Posted abril 4th, 2011 in Notícias by lucasmolinari

O Conselho Nacional de Juventude (Conjuve), em reunião no final de março, definiu pautas estratégicas para levar à 2ª Conferência Nacional da Juventude, além de temas para exercer pressão sobre o poder Executivo durante este ano.

O Estatuto da Juventude, o Plano Nacional de Juventude e um sistema nacional para pacto federativo compõem a pauta prioritária. “Existe uma necessidade de avanço dos marcos legais e nós queremos também tirar as políticas públicas do papel. Então, durante a conferência, propomos discutir quais são os novos direitos, políticas públicas e programas prioritários para a juventude, além do dever institucional que responde a isso”, explicou o presidente do Conjuve, Gabriel Medina.

O conselho vai indicar 15 representantes à Conferência. Há expectativas de que o regimento da Conferência seja publicado pelo governo entre os dias 14 e 15 de abril, na reunião extraordinária do Conselho. Tão logo isso aconteça, os trabalhos para a constituição de comissões estaduais e municipais devem ter início. “A gente espera em abril estar com a Conferência na ‘rua’, digamos assim”, afirmou Medina.

Ele adiantou ainda que a 2ª Conferência se manterá nos moldes da 1ª, ocorrida em abril de 2008. Porém, haverá mudanças para permitir maior participação dos jovens. No âmbito rural, uma parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário incluirá a juventude do campo, por meio dos territórios da cidadania. A ideia é engajar os jovens em comissões mais flexíveis do que as comissões estaduais. Há ainda a proposta de conferências virtuais, a partir das quais mais pessoas poderiam fortalecer o processo.

Além da participação na Conferência, o Conjuve pretende atuar mais fortemente junto ao poder Executivo. A partir de uma análise da conjuntura brasileira, o Conselho optou por cinco pautas de pressão para este ano. “É uma agenda poderosa e significativa de relação com o Executivo. O temário é tranversal, pois o Conselho tem as juntas que discutem etnia, raça e juventude do campo, por exemplo”, afirmou Medina.

Dentre as pautas, estão o Plano Nacional de Educação, que vai planejar a educação do país pelos próximos dez anos; e o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), pois as novas tecnologias estão bastante ligadas à juventude e, na avaliação do Conselho, é preciso lutar por um acesso à banda larga que seja amplo, democrático, de qualidade e acessível financeiramente.

Com relação às drogas, o Conjuve pretende promover o debate com uma posição de não criminalizar os dependentes químicos e nem estigmatizar os jovens como faixa etária problemática.

Já o tema Trabalho Decente para a Juventude é uma ação integrada, que visa à promoção de mais oportunidades para os jovens. É transversal, pois se articula com a educação, uma vez que o índice de evasão escolar se torna alto quando os jovens têm de trabalhar desde cedo e com extensa jornada.

A temática da violência também foi eleita como prioridade. Medina cita a publicação Mapa da Violência 2011 – Os jovens do Brasil como subsídio, pois o estudo aponta o Brasil como o 6º país em taxas de homicídios de jovens, principalmente negros. “Nesse tema, a gente tem a intenção visível de promover políticas públicas para diminuir esses números”, comenta.

Fonte: Adital

Instituto apresenta experiência de software livre para rádios comunitárias

Posted abril 4th, 2011 in Notícias by lucasmolinari

No próximo dia 9, a sessão de La Plata (Argentina) do Festival Latino-Americano de Instalação de Software Livre, que será realizado em mais de dez países da região, apresentará a experiência do Instituto Nacional de Tecnologia Industrial na utilização dos softwares livres para o desenvolvimento de rádios comunitárias.

Um vídeo, no qual os integrantes da cooperativa contam como o trabalho com software livre e rádio comunitária desenvolveu a ferramenta Libre Radio, foi preparado e será mostrado em uma fala sobre essa temática destinada a professores e estudantes interessados em fazer rádio na escola.

De acordo com os membros do Instituto, os recursos para criar a rádio na escola estão disponíveis em todas as instituições de ensino: um computador, um microfone e conexão com a internet. Com isso, a programação pode ser apresentada ao vivo a toda a comunidade pela Internet.

O Instituto dá, aos interessados, assistência tecnológica nas áreas de Eletrônica e de Software Livre. Em uma cooperativa de Posadas, no departamento de Misiones, por exemplo, o Instituto está desenvolvendo uma ferramenta de automatização para rádios sob Licença Pública Geral (GPL). A GPL é uma licença livre e a mais usada por projetos de software livre.

Fonte: Adital

Estréia hoje programa sobre o feminismo: Mulheres de Segunda

Posted abril 4th, 2011 in Movimentos Sociais, Notícias by lucasmolinari

Estréia hoje o primeiro programa de webtv Mulheres de Segunda. Toda segunda-feira terá postagens no programa e durante a semana será alimentado o blog com textos sobre o tema da semana.

Para deixar claro quais são as  lutas das militantes do movimento feminista e tirar dúvidas iniciais quanto ao movimento, o primeiro assunto a ser tratado é: O que é feminismo?

Acompanhe o programa: http://mulheresdesegunda.wordpress.com/

Etapa Estadual do Seminário de Assistência Estudantil abre jornada de Lutas da UNE e UBES na PB

Posted abril 1st, 2011 in Educação, Movimento Estudantil, Notícias by bozoh

No ultimo dia 22 de março, estudantes paraiban@s se reuniram em João Pessoa para o lançamento da jornada de Lutas da UNE e UBES de 2011 na PB. Tratava-se da etapa estadual do I Seminário de Assistência Estudantil da UNE, que reunia entre seus participantes mais de uma dúzia de cursos; cinco instituições de Ensino Superior (três públicas e duas privadas); AESP Coordenações da Casa do Estudante, da Residência Universitária Masculina e Feminina da UFPB, da Residência Feminina do Centro de João Pessoa, da UFPB; DCEs da UFPB, UEPB, IFPB e CAs/ DAs da FCM e FMNassau, além da UNE e da UBES.

Toda essa turma se reuniu com o intuito de discutir uma proposta de intervenção unificada no estado para a pauta de lutas que envolve a Assistência Estudantil na Paraíba. Antes de um acordo, foi uma troca de experiências entre as realidades existentes no estado. Desde o problemas com a Pró-reitoria de Assistência Estudantil da UFPB, que só existe no decreto e na pessoa desse pró-reitor, passando pelas experiências positivas que a UEPB conseguiu com seu seminário interno sobre a pauta, fruto esse de deliberação de seu congresso interno, até os avanços na política do PNAES no que diz respeito aos/às estudantes prounistas, agora também beneficiados pela assistência no universo das privadas.

Para além das etapas estaduais e nacional, fica uma vontade de lutar. Por isso é consenso a necessidade de um Comitê de Lutas pela Assistência Estudantil na Paraíba, encarregado de se articular através de um documento para ser enviado à etapa nacional do Seminário de Assistência Estudantil da UNE, e traçar um plano de ações para as intervenções nas IES paraibanas.

Essa vontade se traduz naquilo que o comitê tem a falar pelo estado: A gente não quer só entrar, a gente quer entrar e ter como ficar! Queremos garantias de permanência, para além dos avanços que já temos com o acesso a universidade!

*João  Jales é estudante Ciências Sociais, membro do DCE-UFPB e militante do Movimento Mudança na PB.