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		<title>ENCONTRO NACIONAL DO MOVIMENTO MUDANÇA</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Feb 2012 21:46:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>decko</dc:creator>
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		<description><![CDATA[﻿Nos dias 27, 28 e 29 de janeiro de 2012, durante o Fórum Social Temático, em Porto Alegre, aconteceu o Encontro Nacional o Movimento Mudança, um semestre após termos assumido o desafio de estar na diretoria da União Nacional dos Estudantes (UNE).
Há seis meses acontecia o Congresso da UNE, no qual, além de influenciar na política do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_2198" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://mudanca.org.br/files/encontro-1.jpg"><img class="size-medium wp-image-2198" title="Encontro Nacional do Movimento Mudança" src="http://mudanca.org.br/files/encontro-1-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Encontro Nacional do Movimento Mudança no FST2012</p></div>
<p>﻿Nos dias 27, 28 e 29 de janeiro de 2012, durante o Fórum Social Temático, em Porto Alegre, aconteceu o Encontro Nacional o Movimento Mudança, um semestre após termos assumido o desafio de estar na diretoria da União Nacional dos Estudantes (UNE).</p>
<p>Há seis meses acontecia o Congresso da UNE, no qual, além de influenciar na política do movimento estudantil, pautando a democratização, a transparência, a importância do movimento transformador e presente cotidianamente na universidade, objetivamos voltar para a diretoria executiva da UNE.</p>
<p>A Mudança protagonizou importantes momentos durante a gestão de 2009 a 2011.Realizamos o II Seminário de Assistência Estudantil da UNE, protagonizamos o Fora Bolsonaro, conseguimos mobilizar um grande número de Centros Acadêmicos para o CONEB, demonstrando que a nossa defesa do movimento estudantil de base perpassa pelas nossas teses e formulações, mas também está presente nas nossas práticas, além de termos construído e participado dos grandes espaços da gestão da UNE, como as Jornadas de Luta, as ocupações, os CONEG&#8217;s e as agendas institucionais. Embora fosse visível o nosso crescimento, não conseguimos, voltar para a direção executiva da UNE.<br />
Entendemos que para uma organização que quer de fato influenciar na disputa de hegemonia da sociedade, é necessário disputar a consciência dos estudantes das grandes universidades brasileiras, influenciando cada vez mais estudantes com pautas da esquerda, a consciência de classe, a solidariedade e a construção de um projeto democrático e socialista, participando de grupos de pesquisa, de extensão, dirigindo Centros Acadêmicos e DCE&#8217;s.<br />
Um grande marco dessa nossa prioridade política foi a nossa volta para a disputa de grandes e históricos DCE&#8217;s de todo o Brasil. Ganhamos os DCE&#8217;s da UFRRJ no Rio de Janeiro, da Torriccelli em São Paulo, da UFLA em Minas Gerais, da UFES no Espírito Santo, da UEL e UEPG no Paraná, da FAPA no Rio Grande do Sul, IFPB na Paraíba, IFRN e UNP no Rio Grande do Norte e FIS em Pernambuco e nos organizamos em estados onde não existíamos, como Alagoas e Santa Catarina, onde já disputamos os DCE&#8217;s da UFAL em Alagoas e organizamos um grande ato e uma ocupação na Audiência Pública pela federalização da FURB em Santa Catarina.</p>
<p><a href="http://mudanca.org.br/files/encontro-2.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-2199" title="Encontro Nacional do Movimento Mudança" src="http://mudanca.org.br/files/encontro-2-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p>A realização deste Encontro da Mudança foi um grande passo com o pé esquerdo (e isto é ótimo!) para  o início dos desafios deste ano que começa. Aprovamos um regimento interno para que não tenhamos dúvidas de quais são os nossos papéis, responsabilidades e instâncias de decisão, ficando a Direção Nacional (DN) constituída pelos diretores da UNE e da executiva da UBES e mais um militante que não será diretor das entidades nacionais, que será o responsável pela comunicação. Além da DN teremos uma outra instância deliberativa mais ampla, que se reunirá periodicamente que é o Conselho  da Mudança que será composto pela DN e por um representante de cada estado. Esse conselho será o responsável pelas decisões táticas e estratégicas. Cada estado que realizar o Encontro Estadual da Mudança em 2012 pode indicar o membro do Conselho da Mudança. É uma ferramenta que buscamos para, mesmo com a direção mais enxuta, continuar tomando nossas decisões táticas e estratégicas coletiva e democraticamente, além de incentivar os estados em que estamos organizados a se reunirem, organizarem um Encontro, planejar e mobilizar ações.<br />
Ainda sobre o Encontro construímos boas resoluções, baseadas em qualificados debates sobre movimento estudantil, conjuntura nacional e teoria revolucionária, que devem nortear as nossas ações em todo o Brasil. Por fim, acreditamos que são desafios para 2012 criar organicidade em todos os estados onde temos militância, disputar consciência de cada vez mais estudantes brasileiros para o nosso projeto de sociedade. Que venham cada vez mais desafios, acompanhados de muita luta, muitas conquistas e vitórias!</p>
<div id="attachment_2200" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://mudanca.org.br/files/encontro-3.jpg"><img class="size-medium wp-image-2200" title="Encontro Nacional do Movimento Mudança" src="http://mudanca.org.br/files/encontro-3-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Ato durante o FST2012</p></div>
<p>As resoluções aprovadas no Encontro podem ser acessadas <a title="Encontro Nacional do Movimento Mudança 2012" href="http://mudanca.org.br/resolucoes/encontro-nacional-do-movimento-mudanca-2012/">aqui!</a><br />
Direção Nacional do Movimento Mudança:</p>
<p>Camila Moreno &#8211; Diretora de Assistência Estudantil da UNE<br />
Camilo Vanni &#8211; Diretor de Movimentos Sociais da UNE<br />
Laura Sito &#8211; Diretora de Direitos Humanos da UNE<br />
Luara Ramos &#8211; Diretora de Comunicação<br />
Thaís Carneiro &#8211; 2° Vice-presidente da UBES</p>
<p>Colaboradores nos textos:</p>
<p>Pedro Teixeira – ES<br />
Pedro Perfeito &#8211; RS</p>
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		<title>Ainda acham que a gente não sabe se comunicar  [ou Qual a cor da minha pele? É roxo. Roxo hematoma.]</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Jan 2012 15:22:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bozoh</dc:creator>
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		<description><![CDATA[por Bárbara Vasconcelos¹  e  João Jales².

Mais uma vez vemos estudantes sofrendo agressões daqueles que deveriam zelar pela nossa segurança.  Entender essa dinâmica não é fácil. Não para quem nasceu e se criou no berço da democracia. Ainda que com uma cultura política que precisa ser transformada, convenhamos: vivemos hoje os frutos colhidos de gerações que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right"><em>por Bárbara Vasconcelos¹  e  João Jales².</em></p>
<p style="text-align: right">
<p>Mais uma vez vemos estudantes sofrendo agressões daqueles que deveriam zelar pela nossa segurança.  Entender essa dinâmica não é fácil. Não para quem nasceu e se criou no berço da democracia. Ainda que com uma cultura política que precisa ser transformada, convenhamos: vivemos hoje os frutos colhidos de gerações que se desgastaram física e psicologicamente para que nossa geração usufruísse de nossos direitos. Entretanto há algo além da cultura política que precisa se transformar. E esses resquícios de ditadura nos cercam como se esperassem por um vacilo nosso para abocanharem novamente o poder e nos mostrar a que vieram.</p>
<p>A cultura de violência que os aparelhos repressores do Estado perpetuam no Brasil é o sinal que as mudanças ainda precisam ser feitas. Nossa geração, considerada mais libertina do que libertária, tem essa rotulação justamente para que se desqualifiquem nossos argumentos. Somos taxados de vândalos, baderneiros, maconheiros, marginais, não por acaso. Criminalizar a juventude sempre foi via de regra para a atuação dos aparelhos de repressão do Estado, e aplicação da violência para coerção faz parte dos mais antigos manuais militaristas.</p>
<p>Nosso momento de ascensão à uma “maturidade democrática” não combina mais com essa cultura de violência. Chegamos a um patamar de discussões em que a própria sociedade precisa intervir na formação e preparação daquele que quer te fazer sentir seguro, mas constrange e agride tanto quanto aquele de quem ele diz te proteger.</p>
<p>Quando isso passa por um Estado disposto a manter esse status quo de repressão, criminalização e marginalização da juventude encontram em São Paulo um prato cheio para se perpetuar. Encontra numa falsa idéia de segurança no campus da USP o suspiro que precisava pra se manter vivo. Encontra no governo estadual que executa suas ações o álibi que precisa para justificar sua truculência e acefalia. Onde não se consegue se resguardar, não importa: agride cegamente tal qual um cão acuado e raivoso, ciente que seu tempo está por se encerrar, mas “não antes da última mordida”.</p>
<p>O que pensar de um policial racista? Aliás&#8230; Racista, violento e abusivo?</p>
<p>Um estudante negro em meio a vários outros é alvo de questionamentos não feitos a qualquer outro presente no recinto &#8211; Diretório Central Estudantil &#8211; Algumas perguntas me tem sido recorrentes desde que vi as chamadas, a matéria, os comentários a cerca do ocorrido: esse policial nunca ouviu na vida dele que preconceito racial é crime? Ele não faz ideia da velocidade dos veículos de comunicação, incluindo redes sociais? Tem ele noção do abuso escancarado e transbordante que suas ações exibem? Ou ele confia demais na farda que usa? (essa última eu queria nem ter imaginado)<br />
O fato é que muita coisa gira em torno de um acontecimento desse nível, ainda por cima quando é dentro de um espaço que serve (ou serviria) para preparar melhores cidadãos e partindo de um orgão público de segurança. Que segurança é essa que nos protege? Qual o entendimento que um indivíduo desses tem sobre cidadania?<br />
Mais perguntas: que preparo esse &#8216;profissional&#8217; tem pra lidar com situações de conflito? Quem prepara, prepara?<br />
Claro que nenhum dos questionamentos justifica as atitudes preconceituosas dele, mas ainda assim, eles precisam ser lançados. Os estudantes que fizeram a gravação e que a publicaram tem a consciência de que algo precisa ser feito.<br />
Mas é necessário que para além dos estudantes da Universidade de São Paulo, para além d@s militantes do movimento estudantil, a sociedade em sua amplitude, esteja consciente do que é preconceito e principalmente de como combatê-lo.<br />
Comunicação legítima, sem as máscaras da mídia capitalista desse país, já me parece um grande avanço.</p>
<p>Enquanto não transformarmos essa cultura de violência sustentada na mentalidade retrógrada oriunda da Ditadura numa cultura de diálogo, onde o policial não seja reconhecido como um agente de propagação de violência e sim como um agente de dissuasão dela, viveremos estes tristes momentos. Mas não cessaremos, assim como os que vieram antes de nós não cessaram. Como Thiago de Mello diria, “os que virão serão povo, e saber serão lutando”.</p>
<p>Enquanto isso, se um policial militar em São Paulo te perguntar qual a cor da bota dele, responda vermelho: Vermelho do seu sangue. Se ele perguntar a cor de sua pele, responda roxo: Roxo hematoma. Só por comodidade&#8230; E não por conformidade, certo?!</p>
<p>¹ Bárbara Vasconcelos é estudante de Comunicação Social da FMNassau e Coordenadora Administrativa do DACOM da FMNassau em Recife / PE;</p>
<p>² João Jales é Diretor de Direitos Humanos da UNE e  Direção da Juventude do PT em João Pessoa / PB.</p>
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		<title>Muito Além da USP</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Nov 2011 01:41:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>babi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Tenho  lido e ouvido muita coisa sobre os acontecimentos na USP nos últimos  dias. Muitas besteiras, posições reacionárias e algumas poucas opiniões  progressistas. Penso que o que aconteceu na USP pode gerar ainda muito  mais debate que aquilo que vem sendo discutido, por isso resolvi  escrever sobre o  assunto.
Sobre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>Tenho  lido e ouvido muita coisa sobre os acontecimentos na USP nos últimos  dias. Muitas besteiras, posições reacionárias e algumas poucas opiniões  progressistas. Penso que o que aconteceu na USP pode gerar ainda muito  mais debate que aquilo que vem sendo discutido, por isso resolvi  escrever sobre o  assunto.</div>
<div><strong>Sobre a ocupação da reitoria</strong></div>
<div><strong> </strong>Como  todo mundo já cansou de ouvir, a detenção de 3 estudantes da USP no dia  27 de outubro acabou gerando a revolta de muitos estudantes que se  confrontaram com a PM para impedir que as prisões se concretizassem. A  partir disso, estudantes realizaram uma assembléia onde se discutiu a  ocupação da reitoria. A maioria presente na assembléia decidiu por não  ocupar a reitoria. Um grupo minoritário seguiu para a reitoria e decidiu  ocupá-la independente da decisão da assembléia</div>
<div>A  atitude desse grupo foi um desrespeito à democracia no movimento  estudantil. Pois uma coisa é não reconhecer um fórum e agir independente  dele, outra é participar de um fórum, defender suas posições, ser  derrotado e depois agir contra a posição da maioria. A atitude dos que  ocuparam a reitoria, independente do mérito da questão, foi equivocada.  Porém, a quem compete julgar este equívoco?</div>
<div>Certamente, não à PM, nem ao governador, o reitor ou a mídia que nos  últimos dias atacaram a legitimidade da ocupação apoiando-se neste fato.  Ora, os problemas internos do movimento estudantil dizem respeito  apenas aos estudantes.</div>
<div>E justamente, o reitor que é investigado por corrupção pelo ministério  público e que ocupa o cargo como biônico, já que perdeu a  eleição vem questionar a legitimidade da ocupação? Não lembro da mídia  que hoje ataca os estudantes por desrespeitarem a vontade da maioria da  assembléia, fazer estes mesmos ataques quando pela primeira vez depois  da ditadura militar o reitor da USP foi indicado sem ter sido eleito  pela comunidade universitária. Nem lembro do atual governador Geraldo  Alckmin dizer ao então governador José Serra que ele precisava de uma  lição democracia. Mas a hipocrisia não pára por aí.</div>
<div><strong>Os motivos da  ocupação</strong></div>
<div><strong> </strong>A  grande mídia vem veiculando insistentemente, de forma aberta ou velada,  que a ocupação se deu por que um grupo de estudantes da USP querem “o  privilégio de fumar maconha em paz na universidade”. Esqueceu ela de  contar que a presença da PM na USP é motivo de constrangimento não  apenas para quem se confronta com a lei, mas  para diversos estudantes e funcionários que são abordados todos os dias  pela PM, principalmente negros. Estudantes abordados para entrar no  prédio de aulas ou na biblioteca, centros acadêmicos invadidos pela PM,  sem qualquer mandado judicial. Este é o cotidiano da USP desde que o  convênio entre a universidade e a PM foi assinado.</div>
<div>O caso dos 3 estudantes foi apenas o estopim de um longo período de  revolta de parte da comunidade universitária contra a presença ostensiva  da PM no campus.</div>
<div>Contra esta presença  intimidatória que aquele grupo de estudantes, certos ou errados, ocupou a reitoria.</div>
<div>Obviamente não se defende que a polícia não possa entrar de forma  alguma na universidade. A questão é se ela deve ou não ser a responsável  pela segurança ostensiva no campus. Voltarei a este assunto mais à  frente.</div>
<div><strong>A invasão da reitoria pela PM</strong></div>
<div>Como era de se esperar a justiça que leva meses e até anos para agir a  favor dos oprimidos, agiu rápido mais uma vez para “restabelecer a  ordem”. Veio o mandado de reintegração de posse no dia 7 de novembro. A  ordem era para que o prédio fosse desocupado até às 23 horas daquele  dia. A polícia militar esperou até próximo das 5 horas da manhã do dia  seguinte para fazer cumprir a ordem. Faltava pouco para que o dia  amanhecesse, mas a opção da PM foi de invadir a reitoria ainda de  madrugada, em mais uma atitude de desrespeito aos direitos das pessoas  que ali estavam. Pois reintegração de posse se deve fazer à luz do dia,  onde se pode fiscalizar melhor a ação das autoridades e se coibir  eventuais abusos.</div>
<div>Além do que, estava marcada para aquela manhã uma audiência dos  estudantes com o reitor para discutir a situação. Mas a mídia, a opinião  pública conservadora, o reitor e o governo tinham sede de sangue e não  podiam esperar para negociar, era necessário montar uma operação  espetacular para arrancar os estudantes da reitoria.</div>
<div>Vale ressaltar também a opção do  reitor Rodas pela truculência, que ao invés de tentar esgotar os meios  de negociação com os estudantes, preferiu, em primeiro lugar recorrer à  justiça.</div>
<div>A operação de guerra montada para despejar cerca de cem estudantes  mobilizou cavalaria, helicópteros e vários ônibus do Batalhão de Choque,  além de mais três grupos de elite da polícia  militar.</div>
<div>Conforme relato de uma estudante que foi à reitoria cobrir o  acontecimento pelo Jornal do Campus, após a PM invadir a reitoria, os  estudantes que lá estavam foram mantidos em cárcere dentro do prédio por  mais de 1 hora, mesmo sem ter havido qualquer resistência à ação, como a  própria comandante da operação Maria Yamamoto relatou: “não houve resistência; eles foram pegos de surpresa”.  Mesmo assim, alguns estudantes relataram ter sido agredidos pelos  policiais. Sem falar dos estudantes que conseguiram sair da reitoria  quando o Batalhão de Choque chegou e que foram levados de volta para lá  pela polícia.</div>
<div>Finalmente, os  estudantes detidos foram encaminhados à delegacia de onde só saíram mediante pagamento de fiança.</div>
<div><strong>Por que retirar a PM do campus?</strong></div>
<div>Retomando  o debate iniciado acima, é óbvio que a polícia pode entrar em qualquer  lugar onde aconteça um crime, seja na USP, seja numa universidade  privada, ou qualquer outro lugar.</div>
<div>Ninguém  defende a universidade como um lugar à margem da lei. Portanto, não  está em questão o direito da PM entrar ou não na USP quando sua presença  se fizer necessária. A  questão é: a PM é necessária para fazer a segurança ostensiva do  campus? Mais que isso: ela está preparada para cumprir esta tarefa? Sua  presença no campus respeita a autonomia universitária?</div>
<div>Minha  resposta para estas questões é não. Não, a PM não é necessária para  fazer a segurança do cotidiano do campus, este papel pode e deve ser  cumprido por uma guarda universitária, com servidores concursados,  subordinados diretamente à administração da universidade e submetidos ao  estatuto e aos órgãos  de controle próprios da instituição.</div>
<div>A  PM também não está preparada para cumprir esta tarefa, como aliás não  está preparada para garantir a segurança da sociedade em geral, o que  comentarei mais à frente.</div>
<div>E  não, a presença da PM no campus não respeita a autonomia universitária.  A universidade é por excelência o espaço destinado a produzir  conhecimento para a sociedade. Este conhecimento deve ser livre da  tutela de governos, para servir à sociedade. Por isso a autonomia  universitária é fundamental. A presença da PM no campus é a presença do  braço armado do governo na universidade. É bom lembrar que em última  instância, os policiais militares são comandados pelo próprio  governador. A presença da polícia militar no campus universitário  constrange as manifestações políticas dentro da universidade.</div>
<div>A  pergunta, portanto, pode ser invertida: por que colocar a PM no campus?  Por que a USP não pode fazer como outras universidades e inclusive,  outros órgãos públicos, que possuem uma guarda própria?</div>
<div>O  histórico que envolve a relação entre a PM e a USP  demonstra claramente qual o propósito do governo de São Paulo e do  reitor de manter a polícia militar lá dentro: fiscalizar, monitorar e  reprimir os movimentos estudantil e sindical. Esta é a sua real função  dentro da USP e é contra isso que hoje estudantes e trabalhadores  daquela universidade estão lutando.</div>
<div><strong>Para além da USP, pelo fim da polícia militar!</strong></div>
<div>Os fatos ocorridos na USP levantam um outro debate: para que serve a polícia militar?</div>
<div>O  Brasil é uma das poucas, senão a única,  democracia no mundo que encarrega militares na função de policiamento  das cidades. Esta é uma característica típica de ditaduras, de estados  policiais, totalitários.</div>
<div>A existência das polícias militares no Brasil é mais um dos muitos resquícios de nosso passado anti-democrático.</div>
<div>Os  militares encarregados pela segurança dos civis são regidos por leis  militares, submetidos à tribunais próprios e a prisões próprias. Na  prática, isto dá a eles liberdade para cometerem todo tipo de abuso,  especialmente nas comunidades pobres, pois sabem que serão julgados e  punidos como militares. Se tiverem que cumprir pena, o farão num quartel  protegidos por seus “companheiros de farda” contando com todas as  regalias que o corporativismo da PM possa garantir, como demonstrou o  recente caso da festa em que PM’s “presos” num quartel do Rio de Janeiro  fizeram.</div>
<div>Quem  já sofreu agressão policial, sabe o quanto é difícil processar o  responsável, pois o processo esbarra nas mãos de um corregedor  (coincidentemente mais um PM) que no caso de muita sorte da vítima, vai  encaminhar o processo à justiça militar, depois de anos.</div>
<div>O  que deve ser questionado a partir do caso da USP é como o monopólio  estatal da violência é utilizado pela polícia militar para impor uma  política de repressão contínua e de extermínio de vozes dissonantes da  ordem estabelecida ou de setores marginalizados na sociedade.</div>
<div>É  fato comum em qualquer comunidade pobre do Brasil, os moradores  relatarem casos de abuso de autoridade policial: invasões de domicílios  sem mandado judicial, prisões arbitrárias,  agressões, torturas e até assassinatos.</div>
<div>Comum também, os casos de repressão violenta por parte da PM contra os movimentos sociais, o caso da USP é apenas mais um.</div>
<div>Devemos   questionar com isso, a existência de uma instituição que existe não  para garantir a segurança da sociedade, mas o seu controle por parte do  Estado.</div>
<div></div>
<div></div>
<div><strong>Anderson Rodrigo</strong></div>
<div><strong>Estudante de História da UFPE e ex-diretor da União dos Estudantes de  Pernambuco</strong></div>
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		<title>Tão distantes e tão próximos: O Eixo das ditaduras na UNIR e na USP</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Nov 2011 21:24:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bozoh</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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		<category><![CDATA[Movimento Estudantil]]></category>
		<category><![CDATA[direitos humanos]]></category>

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		<description><![CDATA[João Jales*
Tão distantes e tão próximos.
Acreditar que estamos vivendo num momento em que cada vez mais se tem direitos humanos e civis sendo garantidos, observar duas situações tão distantes geograficamente (Tratemos de Rondônia e São Paulo) e tão próximas da vergonha pela qual foi o cenário repressivo que vivemos em anos de chumbo é algo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>João Jales*</p>
<p>Tão distantes e tão próximos.<br />
Acreditar que estamos vivendo num momento em que cada vez mais se tem direitos humanos e civis sendo garantidos, observar duas situações tão distantes geograficamente (Tratemos de Rondônia e São Paulo) e tão próximas da vergonha pela qual foi o cenário repressivo que vivemos em anos de chumbo é algo um tanto quanto preocupante.<br />
Os episódios que ocorrem na USP e na UNIR, soam como uma afronta a toda a história de lutas para que fossem garantidos direitos como a livre manifestação de pensamento e o direito de ir e vir.<br />
A greve na UNIR dura há dois meses e, de acordo com as redes sociais, não há perspectiva para que acabe este ano, visto que existe uma serie de denúncias envolvendo o Reitor e as negociações por decisões drásticas, que vem influenciar diretamente nas estruturas administrativas da Reitoria, derrubando o Reitor e o suposto esquema em que se envolvem ele, professores de departamentos e cursos favorecidos politicamente por ele e aliados dele.<br />
A Ocupação na USP mostra hoje um reflexo de anos de governos tucanos, sendo administrada por uma política de intervenção direta do Governador: O Reitor da USP não tem sequer vencido a eleição que disputou para o cargo já mostra o descontentamento da comunidade uspiana e a incapacidade de gerência que se mostra na figura de Rodas e por conseguinte, do governo de SP.<br />
Ambas as instituições têm sofrido graves violações de direitos humanos por parte das polícias (Federal em Rondônia e a PM em São Paulo) e ainda [pasmem!] por capangas e jagunços contratados com a finalidade de ameaçar e praticar a pistolagem. Pistoleiros em Rondônia e um convênio com a PM em São Paulo mostram a falta de tato para o debate com ambientes importantes à produção e diálogo com os conhecimentos na sociedade: as universidades.<br />
Vir a público denunciar, apoiar e construir essas lutas é fundamental ao movimento estudantil. Encontrar momentos em que vemos um retrocesso. Caímos em um túnel do tempo, e que nos vemos vislumbrando ditaduras, com policiais e pistoleiros à procura de professores, estudantes e funcionários de universidades. Isso é um absurdo! Pelo fato de não aguentarem as condições em que trabalham e estudam, denunciar injustiças e exigir transparência do uso do dinheiro público e compromisso com a educação e com a sociedade? Digam onde está o crime!<br />
O movimento estudantil brasileiro deve repudiar essas atitudes na UNIR e na USP e relembrar noss@s estudantes, mort@s para que alcançássemos a democracia em que vivemos. Relembrar para que não se esqueça, e para que jamais volte a acontecer. Todo apoio às manifestações da USP e da UNIR!</p>
<p>*João Jales é Diretor de Direitos Humanos da UNE e militante do Movimento Mudança.</p>
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		<title>Cadê a acessibilidade?! Maria Siqueira, UniRio.</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Nov 2011 02:38:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>decko</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Movimento Estudantil]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="500" height="375"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/75QnqgY5HwM?version=3&#038;feature=oembed"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/75QnqgY5HwM?version=3&#038;feature=oembed" type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="375" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>Não vamos esperar, Assistência Estudantil para Prounistas já!</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Oct 2011 18:25:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>camilamoreno</dc:creator>
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		<description><![CDATA[“Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer”
(Belchior)
Por Camila Moreno* e Camilo Vanni*

O Programa Universidade para Todos (ProUni) foi criado em 2004, pela Lei nº 11.096/2005, e tem como finalidade a concessão de bolsas de estudos integrais e parciais a estudantes de cursos de graduação em instituições privadas de educação superior.  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right"><em>“Vem, vamos embora<br />
Que esperar não é saber<br />
Quem sabe faz a hora<br />
Não espera acontecer”</em></p>
<p style="text-align: right"><em>(Belchior)</em></p>
<p><em>Por Camila Moreno* e Camilo Vanni*<br />
</em></p>
<p>O Programa Universidade para Todos (ProUni) foi criado em 2004, pela Lei nº 11.096/2005, e tem como finalidade a concessão de bolsas de estudos integrais e parciais a estudantes de cursos de graduação em instituições privadas de educação superior.   A luta dos estudantes brasileiros sempre foi e continuará sendo,  a  luta por uma educação pública gratuita e de qualidade, para todos os  todas, mas em um contexto de  sucateamento do ensino superior e  desregulamentação do ensino privado, a criação Prouni, como medida  paliativa a falta de vagas nas universidades públicas, que desde então  vem se expandindo, foi um grande passo no que diz respeito à  democratização do acesso ao ensino superior, garantindo o direito à universidade para uma parcela da  sociedade que foi excluída do ensino superior historicamente. Porém, quando nos  deparamos com a vida universitária percebemos que tão difícil quanto ter acesso à universidade é ter às condições para permanecer estudando.</p>
<p>O  material didático custa caro, o transporte público aumenta a cada ano, as cantinas e  restaurantes das faculdades particulares são caríssimas e geralmente, a única opção  de alimentação e muitos estudantes têm que se mudar de suas cidades para  cursar a faculdade. Com tantas dificuldades, o sonho do ensino superior, muitas  vezes, tem que ser interrompido. O índice de evasão dos Prounistas, que em  alguns estados do país, chega a 30% dos bolsistas, é um indicador dessa perspectiva.</p>
<p>Nós, estudantes, que sempre estivemos a frente das grandes conquistas do povo brasileiro, não poderíamos nos conformar com os sonhos interrompidos, com as bolsas abandonadas, com os estudantes frustrados! Por isso, reivindicamos! Queremos Assistência Estudantil para os Prounistas!</p>
<p>As políticas de Assistência Estudantil são aquelas que garantem as condições para que todos possam permanecer na universidade! A demanda passa pela construção de restaurantes universitários a preço popular, construção de moradia universitária, políticas de transporte que garantam o acesso a universidade, mas também a cultura, aos espaços públicos da cidade e  bolsa permanência, para que nenhum estudante tenha que deixar a universidade, porque não nos basta apenas garantir apenas o acesso, o direito a vaga na universidade, é preciso criar condições para a permanência e conclusão do curso!</p>
<p>Por uma universidade realmente para todos e todas, defendemos:</p>
<p>- Meio passe para tod@s @s prounistas</p>
<p>- Garantia de bolsa permanência</p>
<p>- Acesso de prounistas aos RU’s de universidades federais</p>
<p>- Políticas de moradia para prounistas</p>
<p><strong>*Camila Moreno é Diretora de Assistência Estudantil da União Nacional dos Estudantes</strong></p>
<p><strong> *Camilo Vanni é 1º Diretor de Movimentos Sociais da União Nacional dos Estudantes</strong></p>
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		<title>DCE SENAI/Cetiqt mobiliza contra o aumento do preço do Restaurante Universitário!</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Oct 2011 13:09:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>camilamoreno</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A direção do SENAI/Cetiqt sem qualquer aviso aos estudantes decidiu aumentar em 400% o preço do Restaurante Universitário, passando de R$ 2, 07 para R$ 7, 00. Já na segunda-feira, os estudantes se organizaram em frente ao refeitório, às 11h da manhã num boicote contra o aumento dos preço, com cartazes colados, e palavras de ordem. Onde [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A direção do SENAI/Cetiqt sem qualquer aviso aos estudantes decidiu aumentar em 400% o preço do Restaurante Universitário, passando de R$ 2, 07 para R$ 7, 00. Já na segunda-feira, os estudantes se organizaram em frente ao refeitório, às 11h da manhã num boicote contra o aumento dos preço, com cartazes colados, e palavras de ordem. Onde diariamente almoçam 400 alunos, não almoçaram nem 20. Roberta Barcellos, presidente do DCE SENAI/Cetiqt declarou que os estudantes não permitirão que a educação seja tratada como mercadoria e que continuarão na luta pelo reajuste dos preços na cartela de refeições!<br />
O reajuste de 169% para cursos técnicos e alunos alojados, e principalmente o de 338% para alunos de graduação não alojados nos surpreenderam do dia para a noite. Além de contabilizar um valor muito alto se comparado ao que pagávamos até sexta-feira, não permitiu que nenhum de nós ajustasse o próprio orçamento a essa realidade. Comunicaram-nos que pagaríamos um valor absurdo, num espaço tão curto de tempo (menos de 24h), que beirou o desrespeito da instituição com os alunos que a constroem.<br />
Sabendo disso, nos mobilizamos pra contestar esse reajuste desproporcional e garantir uma saída justa em contraposição ao que a SENAI/Cetiqt nos oferece.</p>
<p>Estudadas as propostas oferecidas a nós, avaliamos que reivindicar e ceder faz parte das relações humanas. O denominador comum que chegamos foi:</p>
<p>- Os preços para alunos de cursos de graduação não alojados cairão de R$7 para R$5,50; Para alunos de técnico, alunos de curso superior/bolsistas (alojados ou não) e alunos alojados em geral, o preço será de R$3,50; E alunos de técnico/bolsistas R$2,68. Consideramos que o ideal seria um valor equiparado para todos os estudantes, mas não sendo possível dessa maneira equilibrar a balança de custos, optamos pelo sensibilidade em garantir as refeições ao menor custo a quem mais precisa delas.</p>
<p>- Alunos englobados pela categoria de graduação/não alojados que comprovarem estágio/trabalho e/ou residência em áreas mais distantes (grande Rio, Niterói, etc) terão seus casos estudados pelo NAE para verificação da possibilidade de agregarem a categoria de alunos alojados quanto ao preço da cartela.</p>
<p>- Um micro-ondas, geladeira e mesas/cadeiras ficarão à disposição dos alunos nas dependências do DCE, para os que optarem em trazer suas próprias refeições possam utilizar desses eletrodomésticos e espaço para almoçar/jantar.</p>
<p>- Pedimos que todas essas medidas sejam tomadas apenas no próximo semestre, quando tivermos ajustado nossos gastos pessoais aos novos valores.</p>
<p>Sem mais propostas, agradecemos pela disposição ao diálogo, e reconhecimento das nossas mobilizações. Nós, estudantes do SENAI/Cetiqt vamos continuar alertas. Entendemos que educação é muito mais que livro, papel e caneta. E acertamos em escolher a batalha por um presente e futuro melhor, por acreditarmos que “só a luta muda a vida”.</p>
<p>Atenciosamente,<br />
Diretório Central de Estudantes.</p>
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		<title>I Encontro de Prounistas da UNP – Por Assistência Estudantil para os Prounistas!</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Oct 2011 22:10:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>camilamoreno</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Aconteceu, no dia 6 de outubro de 2011 na Universidade Potiguar – UNP, o I Encontro de Estudantes Prounistas. O debate contou com a participação do Nelson do Setor de Assistência da Universidade e com Camila Moreno, Diretora de Assistência Estudantil da União Nacional dos Estudantes. A UNP é hoje a maior universidade do estado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aconteceu, no dia 6 de outubro de 2011 na Universidade Potiguar – UNP, o I Encontro de Estudantes Prounistas. O debate contou com a participação do Nelson do Setor de Assistência da Universidade e com Camila Moreno, Diretora de Assistência Estudantil da União Nacional dos Estudantes. A UNP é hoje a maior universidade do estado do Rio Grande do Norte e conta com mais 12 mil bolsas do Prouni, que apesar de uma parcela significativa, os estudantes tem grandes impedimentos na universidade, que não permite que esses estudantes possam ter bolsas extensão, de pesquisa e de monitoria.</p>
<p>O Encontro visou mapear a realidade desses estudantes e foi constatado que muitos deles sofrem com as dificuldades para pagar as passagens para chegar a universidade, o alto custo dos restaurantes e cantinas, além do aumento das mensalidades, para aqueles que pagam metade das suas mensalidades.</p>
<p>Bradando que EDUCAÇÃO NÃO É MERCADORIA, os estudantes organizaram um núcleo de Assistência Estudantil na universidade, que irá mapear as demandas, organizar as lutas e garantir as vitórias que os estudantes precisam, afinal de contas, não basta só entrar na universidade, é preciso permanecer!</p>
<p>Por Assistência Estudantil para os Prounistas da UNP!</p>
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		<title>UNE manifesta solidariedade às greves dos trabalhadores!</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Oct 2011 18:54:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>camilamoreno</dc:creator>
				<category><![CDATA[Movimento Estudantil]]></category>

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		<description><![CDATA[A União Nacional dos Estudantes (UNE) manifesta oficialmente, por meio desta nota, seu apoio irrestrito aos movimentos de greve que tem recentemente mobilizado trabalhadores de diferentes áreas no país. Apoia, em especial aos funcionários dos Correios, bancários e professores de alguns estados que, exercendo seus direitos, demonstram também seu grande e louvável comprometimento com o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A União Nacional dos Estudantes (UNE) manifesta oficialmente, por meio desta nota, seu apoio irrestrito aos movimentos de greve que tem recentemente mobilizado trabalhadores de diferentes áreas no país. Apoia, em especial aos funcionários dos Correios, bancários e professores de alguns estados que, exercendo seus direitos, demonstram também seu grande e louvável comprometimento com o futuro do Brasil.</p>
<p>As paralisações da classe trabalhadora revelam uma sociedade cada vez mais consciente e organizada, disposta a construir, nas ruas de hoje, o Brasil de amanhã. Os movimentos de greve, garantidos por lei e merecedores do respeito e apoio de toda a população, tem reivindicado melhorias e investimentos em áreas sensíveis e estratégicas para o país, como o serviço postal, a educação pública e o sistema bancário de uma nação continental que precisa e deseja desenvolver-se. Representam, portanto, muito mais do que a luta por benefícios específicos a essas categorias, e sim o compromisso com a luta por um Brasil mais justo e soberano.</p>
<p>A UNE solidariza-se com os grevistas em suas bandeiras e acredita na mobilização da sociedade civil, em todos os seus setores, como o verdadeiro estopim para as mudanças que, historicamente, tanto queremos. Recebam, portanto, toda a simpatia do movimento estudantil brasileiro.</p>
<p>União Nacional dos Estudantes, 06 de outubro de 2011</p>
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		<title>Movimento Mudança debate Pronatec no IFPB</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Oct 2011 18:41:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>camilamoreno</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A tarde dessa quarta-feira foi um momento de debate no Campus João Pessoa do IFPB. O foco era o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). A iniciativa partiu da reivindicação do Sindicato dos Trabalhadores Federais da Educação Básica e Tecnológica da Paraíba  e da UBES (União Brasileira de Estudantes Secundaristas).
Inicialmente, os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A tarde dessa quarta-feira foi um momento de debate no Campus João Pessoa do IFPB. O foco era o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). A iniciativa partiu da reivindicação do Sindicato dos Trabalhadores Federais da Educação Básica e Tecnológica da Paraíba  e da UBES (União Brasileira de Estudantes Secundaristas).</p>
<p>Inicialmente, os dirigentes do IFPB apresentaram um panorama do programa federal que é responsável pela expansão para mais seis municípios nos próximos anos. Porém, a principal polêmica que motivou o debate são os cursos que o IFPB planeja ofertar para as escolas estaduais através do Programa. Apesar do projeto do Pronatec ainda não ter sido aprovado pelo Congresso Nacional, os gestores do IFPB já se reuniram com equipes da Secretaria de Educação do Estado da Paraíba para discutir a implantação e obter sugestões sobre que cursos podem ser oferecidos.</p>
<p>O pró-reitor fez um panorama da rede federal que atualmente gira em torno de 400 mil vagas em cursos técnicos. O IFPB pode ofertar cursos de qualificação profissional, no turno oposto ao que os estudantes do Ensino Médio assistem aulas, com carga horária entre 160 e 800 horas. Há ainda a possibilidade dos alunos fazerem um curso técnico no IFPB, enquanto continuam a fazer o ensino médio em suas escolas, é o curso técnico concomitante ao ensino médio, que pode ter três anos de duração, em média.</p>
<p>O diretor Joabson Nogueira frisou a contribuição que a instituição pode dar ao fornecer qualificação profissional em momento de crescimento econômico do país, em que há carência de mão-de-obra especializada. Esse foi o apelo de muitos estudantes que fizeram intervenções durante o debate. Representantes de entidades estudantis como a UBES e Une defenderam o Pronatec pela chance de melhorar a formação escolar e profissional dos jovens da rede pública estadual e interiorizar o ensino.</p>
<p>O professor Adolfo criticou o investimento de verba federal em cursos ofertados pelo Sistema S, ligado ao meio empresarial brasileiro. A fala do professor foi no sentido de que os professores que se engajarem no Pronatec vão ter um aumento de carga horária e não terão tempo para a pesquisa ou para reflexão.</p>
<p>O diretor Joabson frisou que o Campus João Pessoa não irá priorizar o Pronatec sobre outras ações em desenvolvimento, como foi o temor de alguns. A adesão ao Pronatec é voluntária e o professor ou técnico do IFPB que se engajar será pago através de bolsa do governo federal, tendo que atuar em horário distinto do que trabalha no IFPB. Alguns professores pontuaram o medo de precarização nas relações de trabalho, já que a bolsa do Pronatec não será incorporada a seus vencimentos.</p>
<p>Amanda Dias, estudante do IFPB e militante do Moviento Estudantil defendeu o Pronatec pelo projeto de incluir formação profissional ao aluno de escola estadual, assim como a maioria dos estudantes presentes.</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.ifpb.edu.br/reitoria/noticias/debate-sobre-pronatec-mostra-diversidade-de-opinioes">http://www.ifpb.edu.br/reitoria/noticias/debate-sobre-pronatec-mostra-diversidade-de-opinioes</a></p>
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