Carta do Movimento Mudança a respeito do Congresso da UGES

Posted outubro 5th, 2011 in Movimento Estudantil by camilamoreno

O Movimento Mudança vem por meio desta carta se posicionar quanto a discussão em torno do Congresso da União Guarulhense dos Estudantes Secundaristas de Guarulhos. Nós, nos últimos anos priorizamos a construção do movimento estudantil secundarista de base, em conjunto com os grêmios estudantis, em cada escola e estivemos presentes nas grandes lutas nacionais e do estado de São Paulo, acreditamos que a UGES, como uma entidade histórica em defesa dos estudantes deve cada vez mais, ser representativa e reconhecida por cada estudante de Guarulhos.
Acreditamos que a principal unidade política do Congresso deva se dar com os estudantes, com as bandeiras de uma educação de qualidade, tornando a UGES um instrumento de luta dos estudantes Guarulhenses e não, uma unidade pragmática em torno de nomes e pessoas, o que só afasta a entidade da luta real dos estudantes, tornando-a apenas palco de projetos políticos pessoais.
Por fim, defendemos que o Congresso da UGES seja realizado no primeiro semestre no ano que vem, visto que o calendário deste semestre não permitirá que seja dado a UGES, por todas as correntes de opinião do movimento estudantil, a prioridade para a construção de uma Congresso legítimo, representativo e de massas, como a UGES deve ser.

Movimento Mudança

FURB Federal. Prioridade Nacional!

Posted outubro 4th, 2011 in Educação, Manifestos, Movimento Estudantil, Movimentos Sociais by babi

No dia 03 de outubro, no plenário da Câmara de Vereadores de Blumenau, aconteceu a Audiência Pública da Universidade Federal do Vale do Itajaí (PL 7287\2010).

Mais uma vez os estudantes Blumenauenses fecharam as ruas, cerca de 200 pessoas, saindo da FURB e se dirigindo a Câmara de Vereadores para acompanhar a Audiência Pública, que lotou o plenário da casa. Além disso a Audiência foi transmitida ao vivo pela TVL e por um telão montado em frente a Prefeitura.

Diversas autoridades e organizações estiveram presentes, entre eles o Dep. Federal Pedro Uczai, a Dep. Estadual Ana Paula Lima e o Dep. Estadual Sgt. Soares, vereadores da Cidade de Blumenau e Gaspar, o Sindicato dos Servidores Públicos do Ensino Superior de Blumenau (Sinsepes), OAB, Comitê Pró-Federalização da FURB, DCE Univille, além da União Blumenauense dos Estudantes (UBE), a União Catarinense dos estudantes (UCE) e a União Nacional dos Estudantes (UNE).

O tema central da Audiência foi a defesa e a constituição de uma universidade federal no vale do Itajaí, tendo a FURB como um embrião para esse projeto através da federalização dessa instituição, incorporando sua estrutura física, seus estudantes e a cedência de seus servidores.

A UNE esteve presente na Audiência representada pelo seu Diretor Camilo Vanni, que além de manifestar total apoio da UNE a federalizacão da FURB, também falou sobre a democratização do acesso ao ensino público, o equilíbrio do tri-pé ensino, pesquisa e extensão,  a importância das políticas de assistência estudantil e do caráter emancipador da educação!

Segundo Clóvis Reis, coordenador do Comitê Pró-Federalização da Furb, esse é um passo importantíssimo que garantirá a terceira universidade federal em Santa Catarina

A audiência conto com 5 encaminhamentos centrais:

1 – Aprovar na Comissão de educação e cultura e no legislativo federal o PL 7287/2010 que autoriza o poder executivo a criar a Universidade Federal do Vale do Itajaí a partir da FURB
2 – Paralelamente fazer a articulação com o MEC para que essa instituição seja implementada o mais rápido possível
3 – transferência dos estudantes, cedência servidores e cessão de uso do patrimônio da FURB para essa universidade federal
4 – UFSC é bem vinda a Blumenau, não como um Capus, mas que a UFSC seja a tutora desta nova Universidade. Juntas FURB e UFSC devem construir esse projeto.
5 – A FURB atual será a sede desta nova Universidade Federal que poderá se tornar multicampi

A UNE que em sua jornada de lutas apresentou essa reivindicação a Presideta Dilma continuará na luta em defesa da FURB federal!

Camilo Vanni –  Diretor de Movimentos Sociais da UNE.

Carta-Aberta dos Estudantes à Câmara de Vereadores de Floresta-PE

Posted outubro 1st, 2011 in Movimento Estudantil by zecidao

Neste 29 de Setembro de 2011, os estudantes de Floresta experimentaram sentimentos variados em relação à sua condição de cidadãos, pois ao mesmo tempo que acreditavam observar o fenômeno democrático da efetivação do direito político de organização social, de movimento de estudantes, movimento este legitimado pela legislação brasileira, contraditoriamente estes mesmos estudantes – jovens mulheres em sua maioria – amargaram a decepção e a frustração de assistirem à uma cena típica dos porões das épocas mais retrógradas e mais obscuras da história deste país.

Ainda estamos atônitos e perplexos diante da amplitude da estupidez com a qual estudantes de diversas escolas foram tratados nas dependências da Escola Estadual Deputado Afonso Ferraz, num gesto de nitidez marcadamente conservadora, arbitrária e violenta contra a livre organização estudantil que havia programado e comunicado à referida escola sobre o evento de posse ao Grêmio Estudantil recém eleito e empossado pelos estudantes da Escola Afonso Ferraz.

A solenidade de posse dada ao grupo de estudantes ocorreu de forma harmoniosa e democrática. Após esta cerimônia, todos foram convidados a assistir à apresentação cultural em um dos pátios da escola. Ao instalar os equipamentos para iniciar a apresentação musical, os músicos foram surpreendidos pela gestora da escola que, subitamente, surgiu ao centro do pátio e, enfurecidamente, decidiu expulsar a todos os presentes, sendo estudantes, artistas e funcionários públicos enxotados do espaço acadêmico e, publicamente, humilhados perante outros funcionários, professores e demais alunos da referida escola pública.

Nestes tempos de “aparente saudosismo dos regimes de exceção”, os estudantes de Floresta afirmam sua postura militante contra as práticas conservadoras e violentas das velhas elites locais que, agonizando do fundo de seus sórdidos porões, ainda insistem em violar os direitos dos estudantes e dos jovens trabalhadores que são excluídos e silenciados há décadas nesta cidade. Nestes tempos de “Casas-Grandes e Senzalas”, os estudantes recusam essa prática de opressão e levantam suas bandeiras libertárias da democracia, afirmando que o grêmio da Escola Afonso Ferraz é apenas o primeiro de muitos outros que estão sendo edificados e que oligarquia nenhuma será capaz de cessá-los.

UNIÃO DOS ESTUDANTES SECUNDARISTAS DE FLORESTA – UESF

Carta do Movimento Mudança sobre a UEP – Cândido Pinto

Posted setembro 24th, 2011 in Movimento Estudantil by zecidao

A União dos Estudantes de Pernambuco foi refundada em 2005 e apesar de grande reconhecimento institucional, a UEP não conseguiu exprimir o protagonismo de entidade representativa dos estudantes pernambucanos como deveria acontecer, fruto dessa desmobilização, realizou um Congresso esvaziado e desmobilizado em Caruaru. O Movimento Mudança sempre priorizou a construção UEP, levado seu nome e sua bandeira onde construímos nossa luta, embora não sentíssemos que o mesmo era feito pela maioria das forças políticas que compõe a entidade. A partir desse momento que bianualmente marca um novo ciclo, é chegada a hora de chacoalhar o marasmo e transformar a inércia em MOVIMENTO! Avaliamos que a UEP precisa voltar para as suas bases, reorganizar-se internamente e democratizar-se, para que todos e todas possam voltar a externar o orgulho de ser e construir a UEP e volte a agregar o que há de mais importante: ESTUDANTES! O Movimento Mudança pretende sempre fazer com que o movimento estudantil cresça, com críticas propositivas, vem através desta carta externalizar propostas para a UEP, já que discordamos das posturas divisionistas que defendem a construção de uma nova entidade e é por acreditar que a UEP ainda pode se transformar, que hoje, construímos essa entidade. A UEP deve se debruçar em construir as pautas nacionais e estaduais como 50% do Fundo Social do pré-sal e 10% do PIB para a educação brasileira, o PNE, a Reforma Política, expansão da UPE, Assistência Estudantil para Prounistas dentro das universidades, nas salas de aula.

A União dos Estudantes de Pernambuco, histórica, combativa e representativa, tem se mostrado aquém do anseio estudantil pernambucano. A UEP deve retomar a característica que este estado tem no seu gene quando ousou à revelia da nação gritar independência. Pioneiro nas lutas populares, temos certeza da colaboração que Pernambuco deu a este país não só no passado, mas no presente com vistas ao futuro.  Queremos uma UEP representativa dos anseios dos estudantes pernambucanos, queremos portanto, propor ao conjunto do Movimento Estudantil pernambucano pontos que são de extrema valia para o resgate do estudante, fortalecimento do ME, para a democracia interna da entidade e conseguintemente novo fôlego para a UEP – Cândido Pinto.

-  Seminário ou Reunião Plena para planejamento da gestão 2011-2013;

-  Reuniões bimestrais da Diretoria Executiva e semestrais do Pleno;

-  Carteira de Estudante organizada, transparente e regulamentada;

-  Comunicação constante, atualizada e colaborativa com jornal e blog;

-  Articulação maior com a rede dos Movimentos Sociais;

-  Liberação dos/das diretores/as, compromisso e responsabilidade com a rede estadual do ME;

-  Conselho Financeiro da UEP

-  Mais fóruns específicos:

  • Estudantes PROUNIstas e de origem popular;
  • Assistência Estudantil;
  • Estudantes Mulheres;
  • Estudantes Negros;
  • Estudantes LGBT;
  • Democratização da Comunicação;
  • Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável;
  • Atividade Cultural com o CUCA da UNE
  • Jornada de Lutas e Caravana da UEP

Nota de repúdio ao ocorrido durante as eleição ao DCE da UFPB: O DCE Que a Gente Quer Não Bate em Mulher!

Posted setembro 23rd, 2011 in Movimento Estudantil by camilamoreno
O Movimento Mudança – PR repudia a ação do mesário Rick Alexandre, candidato a tesoureiro pela a chapa 2 – “Juntos por mais”, que disputa as eleições para o DCE da UFPB.
Ontem, durante o processo eleitoral, ele agrediu nossa companheira Camila Moreno, diretora de Assistência Estudantil da União Nacional dos Estudantes, quando essa tentava impedir que o mesário Rick levasse a documentação da urna sem a devida contagem da lista de votantes e de cédulas restantes. Rick já vinha cometendo uma série de irregularidades, como orientar a campanha e distribuir camisetas, atitudes proibidas para um mesário. Por fim não deixou que Camila Moreno, fiscal da chapa 4: “Cantamos, gritar só não basta”, nem o fiscal da chapa 1 contabilizar as cédulas. O episódio acabou de forma violenta com Camila Moreno no chão. A companheira já prestou queixa na delegacia, e passa bem. Esse atitude deve ser repudiada por todos que pregam respeito ao próximo e principalmente a mulher, não devemos deixar de mostrar nossa revolta contra atitudes como essas que revelam o machismo que continua latente em nossa sociedade, e que deve ser combatido dia a dia. Por isso, devemos travar a luta contra a violência à mulher em nossas universidades, promover debates, e políticas de assistência às mulheres estudantes, devemos bradar que o DCE que a gente quer não bate em mulher!

Democratizar a comunicação é preciso

Posted setembro 23rd, 2011 in Movimento Estudantil by camilamoreno

O projeto de lei complementar 116 é um projeto que tramitou no Congresso Nacional pelo período de 5 anos com aprovação polêmica e sancionado recentemente pela presidenta Dilma Roussef, cujo objetivo é garantir a produção cultural brasileira nos conteúdos de canais de TV por assinatura. As operadoras de telefonia também podem administrar serviços disponíveis. A função do PLC 116 é garantir mais democratização dos meios de comunicação e concede à Agência Nacional de Cinema – ANCINE – a responsabilidade de regulamentação e fiscalização do cumprimento da nova lei.  Com isso o PLC 116 define que cabe à ANCINE definir os horários nobres e as cotas que serão distribuídas aos canais. Cabe à ANATEL a fiscalização da atividade de distribuição. O projeto também coloca limites sobre o uso de capital estrangeiro nesses canais de comunicação.

Um dos pontos positivos da nova lei está no que convencionou chamar de “cota canal”. Trata-se de garantir 3h30 semanais de produções nacionais na grade de programação desses canais, observando que metade desse período deve ser preenchida com produção independente garantindo a produção nacional e a promoção/valorização da identidade nacional.  Outro avanço importante está no fato de que a cada três canais estrangeiros de filmes, documentários, animações; um deles deve ser de responsabilidade brasileira, ou seja, programado por empresa brasileira. Esse procedimento garante uma concorrência que beneficia o mercado audiovisual nacional já que as produções nacionais competem de forma desigual com o conteúdo internacional.  Com a aprovação da lei outro benefício que se espera é a maior diversidade de produção audiovisual no país, com mais oferta de canais o que diminuirá o custo da assinatura oferecida ao consumidor.

Apesar dos avanços o PLC 116 apresenta pontos polêmicos encarados como negativos por uma parcela da população. O estabelecimento de cotas é um dos pontos mais criticados pelos grupos de mídias e políticos aliados. Questiona-se o fato de o Estado impor a todo custo o conteúdo nacional na programação e o fato de os consumidores não terem a liberdade de escolher o que irão consumir.  É exatamente essa intromissão do Estado na regulação das cotas que incomodou a bancada do PSDB e oposição ao governo Dilma no Congresso Nacional. Emenda apresentada pelo líder do PSDB, Senador Álvaro Dias, propunha o veto de diversos artigos do PLC 116 por entender que os mesmos contrariavam outros artigos da constituição. No seu entendimento a comunicação é uma mercadoria e, portanto, o estado – leia-se ANCINE, não teria autonomia para regular a matéria e nem definir o que é o horário nobre. Nessa linha de pensamento setores da sociedade entendem que a intromissão do Estado na regulação e o estabelecimento de cotas para obrigar a veiculação de conteúdo nacional nos canais são um retrocesso no debate da democratização das comunicações no país.

Diante do debate colocado meu entendimento é de que a comunicação precisa ser debatida de forma isenta de tendências político-partidárias e que, os parlamentares, precisam ouvir o clamor da população brasileira a respeito do tema. O PLC116 é importante vitória dos movimentos sociais organizados que buscam uma comunicação mais democrática entendendo-a como bem coletivo e, portanto, direito de todos os brasileiros e brasileiras. Ainda que represente um importante avanço, o debate da democratização e regulação da comunicação deve continuar e a aprovação do PLC116 deve ser entendida com impulsionadora para que os movimentos sociais continuem exigindo a comunicação como direito de todos.

A despeito do inegável avanço que o PLC 116 apresenta ao estabelecer as cotas e incentivar a produção cultural brasileira, garantindo mais autonomia nacional, mais respeito à identidade nacional, possibilidade de uma concorrência mais justa e, a previsão de queda nos preços das assinaturas dos canais fechados, torna-se indispensável ampliar o debate sobre a comunicação na ótica do bem coletivo e direito de todos. Assim como a saúde, educação, segurança pública, cultura, a comunicação deve ser “gratuita” e de boa qualidade e de direito à todas brasileiras e brasileiros; a comunicação deve ser pensada desta forma também.  Não podemos enfraquecer o debate da necessidade de regulação da comunicação na TV aberta. Devemos considerar que nem 18% da população tem acesso a TV por assinatura.

É preciso pensar na população pobre, nos trabalhadores e trabalhadoras que não possuem condições de comprar a comunicação sendo obrigados a se contentar com canais abertos que definem sua linha editorial e conteúdo veiculado de acordo com seus interesses. A população de massa, pobre e trabalhadora não tem a oportunidade de escolher um conteúdo para assistir na TV aberta.

Sendo assim, há que se pensar e lutar pela garantia da comunicação gratuita, de qualidade, com cotas de produção cultural e democrática para todas brasileiras e brasileiros.  Enquanto houver cidadãos desse Brasil que por questões socioeconômicas e culturais estão privados de utilizar o controle remoto para decidir e escolher o que assistir, não há de se bradar a conquista que supostamente temos uma comunicação verdadeiramente democrática.

Nessa linha de pensamento acredito que o PLC 116 veio tímido. Avançou, mas não chegou ao patamar que gostaria. Com uma bancada de políticos conservadores ligados aos grandes conglomerados de mídias que dominam nossas comunicações, através da propriedade cruzada, avançou pouco. É preciso lutar pela garantia de uma TV 100% nacional, gratuita e de qualidade para todos os brasileiros e brasileiras. Comunicação não deve ser entendida como mercadoria. Não pode estar restrita aos que possuem condições socioeconômicas de acesso. Ao contrário. Deve ser entendida como direito de todo pai e mãe de família. Direito de todos e todas trabalhadores, pobres, assalariados, moradores de zonas periféricas. Sem isso, não podemos dizer que estamos vivendo um avanço na democratização da comunicação no país.

Carlos Bem é estudante de Comunicação da UFSJ, Diretor de Direitos Humanos da UEE-MG e militante do Movimento Mudança.

“A gente não quer só entrar, a gente quer entrar e quer permanecer”! Assistência Estudantil para os Prounistas

Posted setembro 13th, 2011 in Movimento Estudantil by camilamoreno

A União Nacional dos Estudantes sempre entendeu a educação como um direito de todos e todas e um dever do Estado. Para nós, a democratização do ensino no seu acesso e na sua permanência sempre foram eixos importantes para fazer da educação um fator de desenvolvimento e emancipação social. Somos da opinião de que a Universidade é estratégica para o desenvolvimento do país e de que o fortalecimento do seu caráter público é fundamental para que a educação superior brasileira possa produzir conhecimento e fazer pesquisa e extensão favoráveis a soberania da nação.

Nos últimos anos o número de estudantes do ensino superior privado cresceu e o Prouni foi responsável por incluir nessas instituições milhares de estudantes de baixa renda e consequentemente a demanda por políticas de permanência aumentou muito nas Instituições de Ensino Superior Privadas, que salvo algumas raras exceções, não há qualquer política de Assistência Estudantil. Assim, a evasão acaba sendo o caminho mais provável para um estudante de baixa renda. As dificuldades socioeconômicas, em especial a pressão para entrar no mercado de trabalho, são as principais causas da evasão dos estudantes universitários, que chega à taxa de 40% ao ano.

No auge do debate do Plano Nacional de Educação, com muita coragem e ousadia, a UNE lança a campanha: “A gente não quer só entrar, a gente quer permanecer” – Assistência Estudantil para os Estudantes do Prouni, que visa incluir essa importante emenda ao PNE, para garantir que esses estudantes, historicamente excluídos das salas de aula, tenham que deixar a universidade.

É importante assinalar que em um contexto de extrema desregulamentação do ensino superior privado, como é o brasileiro, faz-se necessário a criação de um sistema de assistência estudantil para os estudantes do Prouni com a garantia de restaurantes, transporte e moradias universitárias, com recursos orçamentários próprios. Também é fundamental instituir programa de bolsas permanência, pois apenas o pagamento das mensalidades não garante a permanência e o sucesso acadêmico.

Partimos do princípio de que as políticas de assistência estudantil devem ser vistas como um direito social e como a garantia política de cidadania e dignidade humana. Para tanto, deve estar inserida na práxis acadêmica, com ações articuladas com o ensino, a pesquisa e a extensão.

Temos o entendimento que a democrático e popular, a presença de política de permanência é fundamental para acabar com a evasão e as desigualdades sociais, acabando também com as concessões, favores, assistencialismo e clientelismo que ainda permeiam a educação brasileira.

Camila Moreno – Diretora de Assistência Estudantil da UNE.

Posted setembro 12th, 2011 in Movimento Estudantil by camilamoreno

É com grande satisfação que comunicamos: estamos de volta. O espaço de tempo da nossa ausência midiática foi curto, mas muitas coisas aconteceram de importante tanto para o Movimento Estudantil quanto para o país (e além dele) e nós não podemos deixar você mal informado.

Sabemos que comunicação precisa é aquela que chega na hora, por isso,pedimos desculpas, mas vamos lotar essa página de notícias atrasadas porque acreditamos que pior que informação tardia, é não ter informação.

II ConUESF intensifica mobilização do Movimento Mudança Secundarista

Posted agosto 11th, 2011 in Movimento Estudantil by zecidao

A União d@s Estudantes Secundaristas de Floresta (UESF) realizará seu congresso na sexta-feira, 12/08, no presente município pernambucano. Da mesa de abertura até o encerramento na plenária final, muita luta e convicção de que o meio que compomos pode sim ser modificado. A estudantada de uma escola é capaz de fazer valer suas necessidades e com as inquietudes da nossa geração ajudar a transformar a sala de aula e até mesmo a escola. Na escola do lado pode haver um(a) estudante com o mesmo desejo e daí cresce o sentimento de Mudança. Quando esse sentimento contagia mais estudantes ainda, para além das salas de aula, das escolas e das cidades, há força suficiente para romper as fronteiras do estado e nacionalizar as demandas estudantis. É por isso que possuímos outro grande instrumento de luta para o Movimento Estudantil e conseguintemente pra educação brasileira: a gloriosa UBES.

Resgatar os ideais d@s estudantes e da juventude para intensificar a luta junto das pautas da educação que serão atualizadas, é um dos objetivos centrais de um congresso com esta importância. O ME secundarista está em um momento de grades mobilizações, afinal, uma etapa importante de consolidação do período 2009-2011 está por vir, CONEG (Conselho Nacional de Entidades Gerais) da UBES, que aprovará a data, o local e o regimento do ConUBES (Congresso da UBES). O Plano Nacional de Educação (PNE) tem delineado a maioria das construções do ME atualmente, portanto, este assunto não passará em brancas nuvens e @s estudantes de Floresta, de Pernambuco, do Brasil devem acumular o máximo possível informações sobre tal assunto e diante das informações refletir, questionar e formular pra influenciar naquilo que tem relação na vida cotidiano d@s estudantes de Floresta, de Pernambuco e do Brasil.

Então, para você estudante do município de Floresta, vai essa convocação: participe! Cada estudante é uma célula revolucionária nessa luta que é de tod@s nós: Movimento Estudantil!

Abaixo a programação do II ConUESF a se realizar no auditório da GRE [Gerência Regional de Educação]

PROGRAMAÇÃO

08h00min: Abertura Oficial
09h00min: Os desafios do PNE. Uma análise crítica necessária.
09h30min: O Movimento Estudantil e o processo de Gestão Democrática nas escolas.
10h00min: Lanche
10h30min: Grupos de Trabalho
•       Educação, Esporte e Lazer
•       Cultura e Igualdade de Direitos
•       Assistência Estudantil
•       Grêmios Estudantis
•       Juventude e Meio Ambiente
12h30min: Almoço
14h30min: “Meia-Entrada Estudantil – Um direito que é nosso”.
15h30min: O Movimento Estudantil e a política local.
16h00min: Plenária Final (Votação das Propostas Consensuais e Divergentes)
17h00min: Eleição da Nova Diretoria da UESF
Noite: Encerramento com Atividade Cultural na Avenida Dep. Audomar Ferraz

Boa luta a quem é de luta, vitória aqueles/as que não desistem e lembrem-se, “nós devemos ser a mudança que queremos ver no mundo”!

Realize a sua conferência livre!

Posted julho 25th, 2011 in Educação, Movimento Estudantil, Movimentos Sociais, Notícias by lucasmolinari

Este ano é o ano da  II Conferência Nacional de Juventude, todos os jovens do Brasil podem ajudar a construir conferências livres nos espaços em que participam.

Para fazer uma é fácil: organize um debate temático da forma mais democrática e plural possível, junto no mínimo 10 pessoas, tire fotos, preencha um formulário disponível no http://www.juventude.gov.br/ e mande para conferencia.livre@presidencia.gov.br . Com isso tudo que você debater será discutido no segundo encontro nacional de juventude, em Brasilia no final do ano!

Estas conferências são de extrema importância para o desenvolvimento da nossa juventude, como sociedade civil organizada para contribuir com os rumos de nosso país.