Deputado do Paraná faz projeto de lei “fica limpa” nos grêmios

Posted julho 22nd, 2011 in Notícias by lucasmolinari

Parece piada, a política no Estado do Paraná vai de mal a pior e o Deputado Marcelo Rangel (PPS) cria um projeto de lei para impedir que o aluno que tenha tido alguma advertência, mal comportamento dentro do colégio seja impedido de concorrer as chapas dos grêmios.

Projeto de Lei nº 387/2011

Súmula: Institui o Programa “Ficha Limpa nas Escolas” no âmbito do Estado do Paraná.

Art. 1º Institui o Programa “Ficha Limpa nas Escolas” no Âmbito do Estado do Paraná.
Art. 2º O Programa consiste no impedimento, para compor as chapas a concorrerem aos Grêmios Estudantis, de alunos que tenham contra si qualquer tipo de advertência por ato de indisciplina ou desordem da Instituição de Ensino, nos últimos 2 (dois) anos anteriores a data do registro na chapa.

Parágrafo Único – Entende-se como registro do ato de indisciplina ou desordem, para efetividade desta Lei, qualquer advertência, suspensão, repreensão ou documento expedido por um colegiado de professores e/ou de autoridades escolares, visando a reprimenda ao aluno que provocou desordem ou agiu com indisciplina.

Art. 3º Serão atingidas pelo referido programa todas as Instituições de Ensino do Estado do Paraná em que exista a organização do Grêmio Estudantil, conforme a Lei Estadual 11.057 de 17 de janeiro de 1995.

Art. 4º Nas Instituições de Ensino em que não existam Grêmios Estudantis, a direção deverá incentivar a prática de representação estudantil, visto que a Secretaria de Educação apóia e determina este ato.

Art. 5º O impedimento para concorrer a eleição do Grêmio Escolar, de que trata o Artigo 1º deste Lei, estende-se a todos os cargos da chapa a ser estruturada, e não só ao cargo de Presidente do Grêmio.

Art. 6º Como o Programa visa incentivar a boa conduta na liderança entre os jovens, nos casos em que o aluno infrator receber punição sem registro, ou redimir-se da punição registrada através de qualquer ato, negociado com autoridade escolar, este restará isento do impedimento desta Lei.

Art. 7º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

DCE da PUC RS Ocupado!!!

Posted junho 10th, 2011 in Movimento Estudantil, Notícias, Política by decko
Estudantes de oposição ao DCE da PUC RS, a maior universidade privada do RS, estão agora acampados na universidade exigindo democracia e a revisão do processo de credenciamento de chapas para o Congresso da UNE. O edital exigia 52 nomes entre delegados e suplentes, e dentre a documentação necessária, um determinado comprovante de matricula ao custo de R$7,00 inviabilizando a homologação de outras chapas.
O Movimento Mudança repudia qualquer tentativa de inviabilizar os processos democráticos de participação politica dos estudantes nos seus fóruns.
Estudantes, uni-vos. A UNE somos nós!
Boa tarde galera
Não tenho conseguido parar em frente ao computador para poder relatar, mas a importancia do tema me faz vir aqui.
No dia 31 foi aberto o processo de eleições para o Conune na maior universidade privada do RS a PUC, este mesmo que tem em seu DCE uma máfia a mais de 20 anos. Máfia esta que tem um sofisticado sistema de manutenção, inciando (antes da existencia do PROUNI) com a distribução bolsas, ultilização da maquina na eleição de vereadores até suspeita de assassinato. Faz um bom tempo que eles nao faziam nenhum movimento “pró-eleição”, ainda assim sempre foram “reconhecidos pela UJS” tendo sempre suas atas passadas na mesa de credenciamento e a o reconhecimento da “UNE” (pois a UEE livre não reconhece o DCE da PUC).
Depois de muita pressão no dia 2/06 liberaram o edital, neste solicitavam a chapa completa para poder ser inscrita, com 52 pessoas (delegados e suplentes), exigirem um comprovante de matricula  e Identidade. Entregamos 71 comprovantes, mas eles alegaram que nossos compronates estavam errados eles queriam um que custa R$7 (pois a puc tem 7 tipos de comprovante de matricula, um deles é pago) e não homologaram nossa chapa. Após isso os estudantes de oposição de revoltaram e ocuparam o DCE e neste momento estaão todos acampados dentro da puc exigindo a democracia.

Boa tarde galera

Não tenho conseguido parar em frente ao computador para poder relatar, mas a importancia do tema me faz vir aqui.

No dia 31 foi aberto o processo de eleições para o Conune na maior universidade privada do RS a PUC, este mesmo que tem em seu DCE uma máfia a mais de 20 anos. Máfia esta que tem um sofisticado sistema de manutenção, inciando (antes da existencia do PROUNI) com a distribução bolsas, ultilização da maquina na eleição de vereadores até suspeita de assassinato. Faz um bom tempo que eles nao faziam nenhum movimento “pró-eleição”, ainda assim sempre foram “reconhecidos pela UJS” tendo sempre suas atas passadas na mesa de credenciamento e a o reconhecimento da “UNE” (pois a UEE livre não reconhece o DCE da PUC).

Depois de muita pressão no dia 2/06 liberaram o edital, neste solicitavam a chapa completa para poder ser inscrita, com 52 pessoas (delegados e suplentes), exigirem um comprovante de matricula e Identidade. Entregamos 71 comprovantes, mas eles alegaram que nossos compronates estavam errados eles queriam um que custa R$7 (pois a puc tem 7 tipos de comprovante de matricula, um deles é pago) e não homologaram nossa chapa. Após isso os estudantes de oposição de revoltaram e ocuparam o DCE e neste momento estaão todos acampados dentro da puc exigindo a democracia.

Direção do Movimento Mudança se reune com parlamentar da Mensagem ao Partido

Posted junho 10th, 2011 in Movimento Estudantil, Política by decko

Direção do Movimento Mudança com o Deputado Paulo Teixeira ao centro

O Movimento Mudança, junto ao Movimento Ação e Identidade Socialista – PT, está em agenda com parlamentares da Mensagem ao Partido. Em uma reunião com o Lider da Bancada do PT, Paulo Teixeira, reafirmamos o programa mudancista para a disputa da União Nacional dos Estudantes como uma plataforma sólida e inovadora para os avanços necessários ao Movimento Estudantil.

A Luta é o Tempero do meu Samba!

Posted junho 7th, 2011 in Artigos, Movimento Estudantil by decko

Estamos a menos de um mês do 52º Congresso da União Nacional dos Estudantes. Fazemos um balanço muito positivo da gestão que passou, em que conseguimos realizar debates e construções importantes para o movimento estudantil, para a UNE e para o Brasil. Realizamos o Iº Seminário de Assistência Estudantil da UNE, construímos a Jornada de Lutas de norte a sul do Brasil, exigindo 10% do PIB para a educação, dissemos “Fora Bolsonaro” em Brasília porque lutamos por uma sociedade livre de preconceito e opressão, participamos em peso do Conselho de Entidades de Base da UNE, fórum que só é realizado por pressão nossa em gestões passadas da UNE, e continuamos com muita vontade de construir um movimento estudantil cada vez mais participativo e democrático para fortalecer a UNE, que deve estar em contato constante com o dia-a-dia presente nas universidades.

Sabemos que o mundo hoje vive grandes transformações. O que era utopia no passado hoje se torna realidade na vida de inúmeros brasileiros e brasileiras. A economia capitalista antes dita tão sólida sofreu abalos, demonstrando que quem antes dizia ter a solução para tudo, na verdade pouco sabe. Ninguém mais acha que o intelectual diplomado governa melhor que o operário. O amor venceu o ódio! Queriam esconder o pobre, esculachar o negro, difamar o índio e subjugar o operário! E a mulher, se dependesse deles, continuaria na frente do fogão.

Muita coisa avançou, mas queremos mais! Queremos o fim de todas as formas de opressão: na política, na economia, na educação, na história, na moda, na cultura, na arte, na ciência e no trabalho. Já chega de aceitar desejos dos conservadores como se fossem mandamentos sagrados. Desde a universidade, a cidade ao país: queremos ser parte de tudo, porque o mundo é melhor quando todas as pessoas participam dele.

Queremos que o brilho dos olhos seja mais importante que a cor da pele, que a roupa que veste, que o formato do corpo, que o título acadêmico e que a forma de dançar! Queremos ver a universidade tomada pelo colorido do povo brasileiro, com todo o conhecimento em suas mãos para fazer melhor pela humanidade. Queremos que o samba invada os palácios, e anuncie com alegria, o fim desse velho mundo de preconceitos!

E foi esse o caminho, que nós decidimos construir: o da solidariedade, da liberdade e da luta. Somos o maior exemplo de alegria, solidariedade e de determinação: somos do Movimento Mudança e não podemos vacilar. Precisamos nos dedicar ao máximo nesses últimos dias que serão decisivos para os próximos dois anos da UNE! Precisamos estar juntos e unidos, porque não queremos esperar mais dois anos para voltar ao centro político do Movimento Estudantil. Esse é o momento fazermos a hora e não esperarmos acontecer, vamos levar aos estudantes um só grito: “A Luta é o Tempero do meu Samba”!

Camila Moreno e Camilo Vanni são militantes do Movimento Estudantil e membros da Direção Nacional do Movimento Mudança.

A metamorfose no Meio, o Ambiente clama não ser o fim

Posted junho 5th, 2011 in Cultura, Meio Ambiente by decko

O meio ambiente agoniza,
Reflete no clima sua inconstante situação.
A natureza suplica socorro, mas no alto do morro,
Há irregular exploração.

O homem importa e exporta,
Mas fecha a porta para atitudes de efetiva preservação
Daquele que é a essência à permanência dos seres, da população.
O globo, reduto de águas, matas, a fonte de vida, de contradição.

Em meio a tanto concreto, cimento, tijolo,
Há carros diversos, ultra-modernos.
E o verde? É a cor do papel hegemônico
Que compra o carro que comprou o homem.

A água muda de estado:
Liquido, gasoso, gelado.
A árvore também muda assim,
Semente, madeira, cadeira de marfim.

O homem apóia-se na Terra que o sustenta,
Mas sustentável deve ser sua ação ao apoiar-se nela.
O que antes foi vantagem, agora parece ser um problema,
A capacidade humana em “criar um novo mundo” tornou-se um dilema.

Lara de Oliveira Cúrcio é Diretora de Meio Ambiente da UBES

Nota do Movimento Mudança/ES contra a Repressão e Criminalização do Governo do Estado em Detrimento de Manifestações Pacíficas dos Estudantes.

Posted junho 4th, 2011 in Movimento Estudantil, Movimentos Sociais, notas by admin

O Movimento Mudança exige retratação pública do Governo do Espírito Santo contra todos os atos abusivos, ilegais, violentos e repressores cometidos por ordem do Governador do Estado, Casagrande, para reprimir uma manifestação pacífica que começou na quinta-feira e terminou na Sexta-feira com mais de 4 mil estudantes, e que prendeu 27 pessoas através da perseguição, da entrada em prédios públicos e privados, da autuação em ônibus do Transcol e perseguição no meio da rua. Duas das quais fazem parte da Mudança.

O Movimento Mudança tem participado desde o início de janeiro das manifestações e sempre garantiu a pacificidade e o direito de ir e vir da população.

Estes dois últimos dias não foi diferente. Quem agiu com baderna, despreparo e desorganização foi o Governo do Estado, o BME e a Polícia Militar que incitou o ódio, a violência e e a agressão, provando que “Violência gera Violência …”

Não é possível culpabilizar os estudantes que no início só queriam se reunir e dizer que o descaso com o transporte público, a alta tarifa, o exorbitante ganho dos empresários do transporte e a direção da CETURB-ES estar na mão de uma aliada dos empresários é algo completamente errado e que exige mudanças.

O governo foi inábil com uma manifestação que poderia ter acabado na quinta-feira a tempo de todos irmos almoçar com nossas famílias e amigos.

Ao optar pela repressão, Casagrande e a turma do PSB preferiu dar proporções descomunais para um movimento e ajudar a dar o tom de guerra civil Schimittiana de Amigo X Inimigo.

Além de condenar a violência e repressão que o governo vem adotando desde a posse dessa nova gestão, o Movimento Mudança entende que é preciso uma medida mais enérgica, queremos:

  • A imediata alteração do Comandante Geral da PM que só ajuda a incitar o ódio;
  • A imediata exoneração do Secretário de Segurança Pública – Henrique Herkenhoff;
  • Que o Governo tire a prerrogativa de organizar a Conferência Estadual de Juventude da Secretaria dos Esportes (que nada tem a ver com PPJ’s) e coloque ou no Secretaria de Governo, ou na de Direitos Humanos.

Por fim, queríamos reafirmar que a UNE e a UBES jamais foram contra o movimento de ontem, quinta-feira e nem de todos os outros feitos durante o ano.

A UNE e a UBES são entidades colegiadas em que várias forças estudantis participam e contribuem com ela. A UNE e a UBES não tem donos. Mesmo a corrente majoritária da entidade, não se negou em apoiar os estudantes.

Pelo contrário, foi feito uma nota e veiculada nos jornais impressos locais, sendo da UNE e da UBES. Entretanto sequer a corrente majoritária nacional da UNE autorizou ou confeccionou esta nota.

A UNE e a UBES estavam presentes em todos os atos desde o início do ano através de seus militantes e dirigentes de forças estudantis, inclusive da própria corrente majoritária da UNE.

Seja quem for que tenha inscrito tal nota ou dado qualquer declaração pra deslegitimar um movimento organizado, pacífico e que tinha instituições sim (a UESES, a UEE, o DCE da UFES e inúmeros grupos do movimento estudantil através de seus militantes – Movimento Mudança, Contraponto, Levante, CST, MTL, Barricadas e a própria UJS), agiu de má-fé ou com o interesse de prejudicar a União Nacional dos Estudantes no seio de sua base.

Não aceitaremos que uma ou outra pessoa, ainda que seja de qualquer organização do movimento estudantil, macule a imagem da UNE que a mais de 80 anos defende os estudantes brasileiros e o BRASIL contra o estado de opressão, a violência e as elites que oprimem os cidadãos brasileiros.

Vimos aqui também para que a UNE e a UBES se manifestem imediatamente afirmando que não autorizou a confecção ou veiculação de nenhuma nota em seu nome nem que seus representantes olvidassem o movimento e deslegitimassem a atuação de mais de 4 mil estudantes que só foram a rua por que o governo decidiu declarar guerra contra quem só quis demonstrar sua insatisfação frente ao modelo de transporte público.

O Movimento Mudança continuará no movimento até que as reivindicações para a melhoria do transporte público e em defesa da JUVENTUDE CAPIXABA sejam atendidas.

Movimento Mudança – ES

Vitória, 04 de Junho 2011

NOTA DO MOVIMENTO MUDANÇA CONTRA A REPRESSÃO E CRIMINALIZAÇÃO DO GOVERNO DO ESTADO EM DETRIMENTO DE MANIFESTAÇÕES PACÍFICAS DOS ESTUDANTES.

O Movimento Mudança exige retratação pública do Governo do Espírito Santo contra todos os atos abusivos, ilegais, violentos e repressores cometidos por ordem do Governador do Estado, Casagrande, para reprimir uma manifestação pacífica que começou na quinta-feira e terminou na Sexta-feira com mais de 4 mil estudantes, e que prendeu 27 pessoas através da perseguição, da entrada em prédios públicos e privados, da autuação em ônibus do Transcol e perseguição no meio da rua. Duas das quais fazem parte da Mudança.

O MOVIMENTO MUDANÇA tem participado desde o início de janeiro das manifestações e sempre garantiu a pacificidade e o direito de ir e vir da população.

Estes dois últimos dias não foi diferente. Quem agiu com baderna, despreparo e desorganização foi o Governo do Estado, o BME e a Polícia Militar que incitou o ódio, a violência e e a agressão, provando que “Violência gera Violência …”

Não é possível culpabilizar os estudantes que no início só queriam se reunir e dizer que o descaso com o transporte público, a alta tarifa, o exorbitante ganho dos empresários do transporte e a direção da CETURB-ES estar na mão de uma aliada dos empresários é algo completamente errado e que exige mudanças.

O governo foi inábil com uma manifestação que poderia ter acabado na quinta-feira a tempo de todos irmos almoçar com nossas famílias e amigos.

Ao optar pela repressão, Casagrande e a turma do PSB preferiu dar proporções descomunais para um movimento e ajudar a dar o tom de guerra civil Schimittiana de AmigoXInimigo.

Além de condenar a violência e repressão que o governo vem adotando desde a posse dessa nova gestão, o Movimento Mudança entende que é preciso uma medida mais enérgica queremos:

  • A imediata alteração do Comandante Geral da PM que só ajuda a incitar o ódio;

  • A imediata exoneração do Secretário de Segurança Pública – Henrique Herkenhoff;

  • Que o Governo tire a prerrogativa de organizar a Conferência Estadual de Juventude da Secretaria dos Esportes (que nada tem a ver com PPJ’s) e coloque ou no Secretaria de Governo, ou na de Direitos Humanos.

Por fim, queríamos reafirmar que a UNE e a UBES jamais foram contra o movimento de ontem, quinta-feira e nem de todos os outros feitos durante o ano.

A UNE e a UBES são entidades colegiadas em que várias forças estudantis participam e contribuem com ela. A UNE e a UBES não tem donos. Mesmo a corrente majoritária da entidade, não se negou em apoiar os estudantes.

Pelo contrário, foi feito uma nota e veiculada nos jornais impressos locais, sendo da UNE e da UBES Entretanto sequer a corrente majoritária nacional da UNE autorizou ou confeccionou esta nota.

A UNE e a UBES estavam presentes em todos os atos desde o início do ano através de seus militantes e dirigentes de forças estudantis, inclusive da própria corrente majoritária da UNE.

Seja quem for que tenha inscrito tal nota ou dado qualquer declaração pra deslegitimar um movimento organizado, pacífico e que tinha instituições sim (a UESES, a UEE, o DCE da UFES e inúmeros grupos do movimento estudantil através de seus militantes – Movimento Mudança, Contraponto, Levante, CST, MTL, Barricadas e a própria UJS), agiu de má-fé ou com o interesse de prejudicar a União Nacional dos Estudantes no seio de sua base.

Não aceitaremos que uma ou outra pessoa, ainda que seja de qualquer organização do movimento estudantil, macule a imagem da UNE que a mais de 80 anos defende os estudantes brasileiros e o BRASIL contra o estado de opressão, a violência e as elites que oprimem os cidadãos brasileiros.

Vimos aqui também para que a UNE e a UBES se manifestem imediatamente afirmando que não autorizou a confecção ou veiculação de nenhuma nota em seu nome nem que seus representantes olvidassem o movimento e deslegitimassem a atuação de mais de 4 mil estudantes que só foram a rua por que o governo decidiu declarar guerra contra quem só quis demonstrar sua insatisfação frente ao modelo de transporte público.

O Movimento Mudança continuará no movimento até que as reivindicações para a melhoria do transporte público e em defesa da JUVENTUDE CAPIXABA sejam atendidas.

Movimento Mudança – ES

Vitória, 04 de Junho 2011

Nota de Esclarecimento do Movimento Mudança sobre o KIT Contra a Homofobia do Governo Federal.

Posted junho 2nd, 2011 in Educação, Manifestos, Movimento Estudantil by debora

O Movimento Mudança, como participante da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, defende a utilização de todo e qualquer meio de política pública que combata o preconceito e a descriminação. Sendo assim, defendemos o Kit homofobia feito pelo Ministério da Educação juntamente com uma ampla parcela da sociedade civil e acadêmicos da educação.

Não aceitaremos que o Governo recue em detrimento de posições conservadoras e que contribua ainda mais para o aumento da homofobia, o ódio e o preconceito para com o diferente.

A União Brasileira dos Estudantes, desde a sua fundação, sempre foi a favor da dignidade da pessoa humana e sempre defendeu posições avançadas frente ao combate a qualquer tipo de preconceito. Entretanto, nos últimos dias, foi emitida uma nota como sendo da UBES, se posicionando contra a distribuição dos Kit’s nas escolas de todo o País.

A UBES nunca emitiu nota contra o Kit Homofobia. Pelo contrário, somos a favor do combate a homofobia dentro das nossas escolas, pois acreditamos em uma educação pautada na formação de atores sociais e jamais norteada pelo ódio.

Acreditamos que esse é um momento onde os nossos grêmios estudantis, entidades que compõe a base da UBES, devem construir um amplo debate em todo o país, apontando por uma escola cada vez mais igualitária e livre de preconceitos. Afirmamos que esta foi mais uma tentativa frustrada de ‘’uma mídia’’ golpista, que a cada dia tenta desmobilizar os movimentos sociais.

Não aceitaremos que um Governo que foi eleito pela soberania popular, e para avançar nas políticas sociais de desenvolvimento, cometa um retrocesso frente à política de combate a homofobia como foi este que proibiu a distribuição dos Kit’s.

Entendemos que a Bancada Evangélica e da Família, não pode jamais impor para a Nação Brasileira, suas opiniões como sendo as únicas em todo o Brasil. É preciso que o Estado garanta espaço para o diferente. Só assim é possível vivermos em um país plural e que respeita o ser humano.

Venha com a gente aprofundar este movimento, Participe com o Movimento Mudança na União Brasileira dos Estudantes secundarista, para defendermos um país mais igual, plural e democrático.

Brasília, 01 de Junho de 2011

NOTA DE REPÚDIO DO MOVIMENTO MUDANÇA CONTRA O ATO TRUCULENTO DO GOVERNO DO ESTADO NA REINTEGRAÇÃO DE POSSE EM QUE CENTENAS DE FAMÍLIAS FORAM RETIRADAS DE BARRA DO RIACHO

Posted maio 30th, 2011 in Notícias by lucasmolinari

O Movimento Mudança sempre repudiou qualquer ato de violência e atentado aos oprimidos e desamparados. Estamos lado a lado na luta contra toda e qualquer forma de opressão, violência e injustiça social.

Desta forma, repudiamos a ação do Governo do Estado do Espírito Santo em Barra do Riacho. Um governo eleito por mais de 80% da população e pregando justiça social e trato com os mais necessitados, não pode sob nenhuma hipótese tratar a situação de desabrigados que lutam por moradia como caso de polícia.

O direito à habitação é garantido por nossa Carta Política no caput de seu inciso 6º como um direito fundamental. É inaceitável como o Governo do Estado e a Prefeitura de Aracruz  tratam o problema dos povos indígenas e de trabalhadores que estão sendo enganados a cada dia pela Aracruz celulose, atual Fibria, que degrada aquela microrregião e incentiva o ódio e a violência.

Apelamos de imediata para o poder público para que seja garantida moradia e dignidade a não só estas famílias como outras tantas que ainda estão acampadas em outras regiões de Aracruz.

Informamos ainda que estamos acompanhando de perto a crise em questão, desde a desocupação do dia 18 de Maio quando estivemos juntamente com o Conselho de Direitos Humanos do Estado e a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia, representada pelo Deputado Genivaldo Lievore (PT) e acompanhado da Senadora da república Ana Rita (PT).

Não aceitaremos essa postura de um governo que se diz social, mas que age com violência e truculência com os mais fracos. Queremos o remanejamento destas famílias para lugares decentes em que elas consigam se desenvolver e trabalhar com dignidade na mesma região onde foram desocupadas.

Vitória, 20 de Maio de 2011

‘O capitalismo não é a única opção para a humanidade’

Posted maio 30th, 2011 in Notícias by lucasmolinari

Em um determinado momento da Primeira Guerra Mundial, em uma trincheira, um soldado alemão envia uma mensagem informando que a situação por lá “era catastrófica, mas não era grave”. Em seguida, recebeu a resposta dos aliados austríacos afirmando que a situação deles era “grave, mas não catastrófica”.

Essa anedota é representada pelo filósofo Slavoj Zizek para explicar a atual falta de equilíbrio nas discussões sobre as crises mundiais e nas possíveis alternativas para solucioná-las. “Uns acham que vivemos uma situação catastrófica, mas que não é grave. Outros que a situação é grave, mas não catastrófica”, expôs o professor nascido na Eslovênia.

Neste fim de semana, Zizek participou da conferência “Revoluções, uma política do sensível”, promovida pelo Instituto de Tecnologia Social, pela Secretaria Nacional de Direitos Humanos da Presidência da República, pelo SESC-SP e pela Boitempo Editorial. Com bom humor e comentários ácidos e perspicazes, ele defendeu a importância de um debate alternativo à imposição do capitalismo como única lógica possível de organização. Também criticou a forma como as mídias e os governos pautam a discussão ambiental.

Durante o encontro, o professor explicou que a importância do trabalho filosófico está na prática de “destruição do pensamento dominante”. Ele alertou que é preciso colocar um fim à predominância da ideologia capitalista, já que a maioria das pessoas age como se não houvesse outra alternativa.

Comunismo como opção

“Os problemas que enfrentamos são comuns a todos nós, por isso o comunismo é uma alternativa. A utopia que temos hoje é acreditar que soluções isoladas é que vão resolver os problemas mundiais”, argumenta Zizek.

Para o filósofo, devemos pensar em uma forma de organização política que “esteja fora da lógica e das regras do mercado”. A República Democrática do Congo, segundo o professor, é um sintoma do capitalismo global. “É um Estado que simplesmente não funciona como Estado. Trata-se de uma série de áreas controladas por generais locais que mantêm contratos com grandes empresas internacionais”.

Ele afirma que, a todo momento, dizem que comunismo é algo impossível. “Cientistas discutem aperfeiçoamentos genéticos que podem nos dar a imortalidade. Outros falam do uso da telepatia para operar aparelhos. Não podemos deixar que nos digam que o queremos é impossível!”, diz.

Zizek cita o exemplo da China onde, segundo ele, foram proibidos livros, filmes, gibis e qualquer outra produção artística e cultural que sugira ou faça referência a realidades alternativas. “No Ocidente, não é preciso que nenhum governo proíba isso, nós encaramos a realidade como se ela só pudesse ser dessa forma”, analisa.

Capitalismo ético-social?

O capitalismo tem um enorme poder de absolver as críticas que recebe e de transformá-las em novas fontes de lucro, explica Zizek. “Hoje há uma espécie de capitalismo ‘ético-social’. Para você ficar com a consciência mais tranqüila, as grandes marcas dizem que 1% do valor do produto vai para crianças que passam fome ou para plantar mudas de árvores”, diz.

Ele esclarece que essa lógica é própria da filosofia norte-americana, que vende a ideia de que, assim, “estamos salvando o mundo”. E nos sentimos bem com isso. 

Os problemas capitalistas estão sendo vistos como problemas morais, esclarece Zizek. Para ele, o problema disso é que, a partir desta visão, as pessoas comecem a acreditar que punições ou soluções morais são suficientes para resolver os problemas provocados pelo capitalismo.

“Vejam como o presidente (dos EUA, Barack) Obama tratou a questão do vazamento de petróleo no México. Um problema ambiental foi transformado em um problema legal. Discutiu-se o se a empresa teria de recompensar e de quanto seria essa multa. É ridículo tratar um caso desses como uma simples questão legal”, exemplifica.

A crise ambiental

Quando a preocupação com a degradação ambiental ganhou força, a mídia dizia que isso era coisa de comunista que estava arrumando uma desculpa para criticar o capitalismo, conta o filósofo. “Agora há um discurso mais ambíguo, os canais de comunicação dizem, por exemplo, que quando as camadas de gelo derreterem, vai ficar mais barato comprar os produtos chineses”, ironiza Zizek.

Para ele, há um “mecanismo de negação” em torno da questão ambiental. “Fala-se tanto da gravidade da natureza, de que o mundo pode acabar em um, dois anos, que isso amortiza a consciências das pessoas. Elas pensam: ‘Se eu falar muito nisso, talvez nada aconteça!’” ilustra o professor.

De acordo com Zizek, a ideia de sustentabilidade é um mito e não há “equilíbrio ideal com a natureza para o qual podemos retornar”. Uma das ideia mais difundidas é que devemos buscar pequenas soluções para o meio ambiente. “Vocês gostam de torcer no futebol, não? Quando vão ao estádio e ficam gritando e pulando, acham que isso faz o seu time vencer. A reciclagem é igual a essa torcida”, brinca Zizek.

Oriente Médio e África

Zizek aponta que as recentes manifestações no Oriente Médio e na África mostram, ao contrário do que o Ocidente afirmava, que eles são capazes de se organizar por questões que vão além do fundamentalismo ou do anti-ceticismo.

Para os padrões ocidentais, a liberdade em um país é medida, principalmente, na existência ou não de mecanismos eleitorais e no respeito aos direitos humanos. “A liberdade, como já dizia Marx, deve ser vista em como se dão as relações sociais. É preciso ver se as pessoas possuem liberdade dentro dos mecanismos sociais”.

Segundo o filósofo, o momento mais importante destas revoluções é o “dia seguinte”. “Estamos muito animados com estes recentes acontecimentos. Mas a verdadeira revolução precisa acontecer agora”.

Garantia Acme

Slavoj Zizek concluiu a palestra com a previsão de que, ainda que demore mais um tempo, o sistema global vai revelar como é frágil, apesar de aparentar ser invencível. “O capitalismo está na mesma situação do Coiote perseguindo o Papa-léguas. Ela já passou a linha do abismo, só falta ele olhar para baixo e ver que não está mais pisando no chão!”.

*colaborou Laís Bellini

Fonte: Operamundi

Marcha LGBT em São João Del Rei, faz prefeito prometer políticas de Direitos Humanos

Posted maio 22nd, 2011 in Movimentos Sociais, Notícias by lucasmolinari

Dia contra a homofobia é marcado por protestos e denúncias de violação de direitos humanos em São João del-Rei. Prefeito e Câmara de vereadores prometem ações
O Movimento Gay da Região das Vertentes (MGRV) realizou no dia 17 de maio em São João del-Rei, Minas Gerais, a 1ª Marcha Municipal Contra a Homofobia. A data é comemorada como o dia Municipal contra a homofobia. Com o movimento nas ruas, prefeito e câmara de vereadores prometeram atender as reivindicações do movimento LGBT, entre elas, a criação de uma secretaria municipal de direitos humanos.

A 1ª marcha Municipal contra a Homofobia foi convocada pelo MGRV para lembrar a existência da Lei N˚ 4.442 aprovada em 2010 pela Câmara Municipal e sancionada pelo atual Prefeito que institui o dia municipal contra a homofobia. A data é comemorada mundialmente por ser o dia em que a Organização Mundial da Saúde retirou a homossexualidade do código internacional de doenças.

Em São João del-Rei a marcha ficou concentrada na Avenida Tancredo Neves, no centro da cidade e partiu em caminhada até a porta da prefeitura e câmara onde o movimento protestou contra a omissão do poder público diante do aumento da violação de direitos humanos. Durante a manifestação o Prefeito compareceu para receber os manifestantes. “Veja Prefeito a quantidade de violação de direitos humanos em nossa cidade. A violência contra a mulher aumentou 70%. A juventude está abandonada, o aumento da infecção pelo HIV está nos jovens das comunidades de São João del-Rei. Nos últimos três anos pelo menos um gay foi assassinado aqui com requintes de crueldade. Chega de discurso político. Queremos ações concretas” protestava Carlos Bem, coordenador da marcha e do movimento LGBT.

O Prefeito não quis discursar para os manifestantes, mas se comprometeu em atender as reivindicações do movimento. “Ele disse que vai atender nossas reivindicações e que vamos agendar uma reunião direto com ele” relata Carlos Bem sobre a conversa rápida que teve com o Prefeito Nivaldo(PMDB) durante a manifestação.

Ocupação da Câmara

Os ativistas do movimento LGBT também ocuparam o plenário da Câmara Municipal de Vereadores. Uma bandeira de 30metros com as cores do arco-íris foi colocada no prédio histórico da casa legislativa. O movimento reivindica que os vereadores abracem a luta pelos direitos humanos na cidade. “Queremos apoio da câmara, mas um apoio de fato, concreto. Há quatro anos lutamos pela instituição de políticas de direitos humanos na cidade, mas até hoje nada saiu do papel” critica Carlos Bem no uso da Tribuna Livre.

O representante do grupo de pais de homossexuais(GPH) de São João del-Rei também fez uso da tribuna livre. Em discurso Dagoberto Arnaut relatou sua experiência como pai de uma mulher lésbica e pediu respeito e compreensão às pessoas LGBT. O discurso do GPH emocionou os presentes.

O presidente da Câmara, vereador Mauro Duarte(PSDB), propôs uma reunião entre o movimento LGBT e a comissão de direitos humanos da casa legislativa “quando retornarem de Brasília, agendem uma reunião com a comissão de direitos humanos. Vamos tirar as reivindicações do movimento do papel. A própria comissão de direitos humanos dessa casa é uma conquista do movimento gay. Estamos a disposição para ajudar no que for preciso” afirmou o presidente da Câmara.

A marcha contra a homofobia contou com apoio do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos da Região, do Grupo de Mulheres da Universidade Federal de São João del-Rei e do Grupo de Pais de Homossexuais.

Por Assessoria de Comunicação MGRV