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	<title>Movimento Mudança &#187; Camilo Vanni</title>
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		<title>ENCONTRO NACIONAL DO MOVIMENTO MUDANÇA</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Feb 2012 21:46:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>decko</dc:creator>
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		<description><![CDATA[﻿Nos dias 27, 28 e 29 de janeiro de 2012, durante o Fórum Social Temático, em Porto Alegre, aconteceu o Encontro Nacional o Movimento Mudança, um semestre após termos assumido o desafio de estar na diretoria da União Nacional dos Estudantes (UNE).
Há seis meses acontecia o Congresso da UNE, no qual, além de influenciar na política do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_2198" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://mudanca.org.br/files/encontro-1.jpg"><img class="size-medium wp-image-2198" title="Encontro Nacional do Movimento Mudança" src="http://mudanca.org.br/files/encontro-1-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Encontro Nacional do Movimento Mudança no FST2012</p></div>
<p>﻿Nos dias 27, 28 e 29 de janeiro de 2012, durante o Fórum Social Temático, em Porto Alegre, aconteceu o Encontro Nacional o Movimento Mudança, um semestre após termos assumido o desafio de estar na diretoria da União Nacional dos Estudantes (UNE).</p>
<p>Há seis meses acontecia o Congresso da UNE, no qual, além de influenciar na política do movimento estudantil, pautando a democratização, a transparência, a importância do movimento transformador e presente cotidianamente na universidade, objetivamos voltar para a diretoria executiva da UNE.</p>
<p>A Mudança protagonizou importantes momentos durante a gestão de 2009 a 2011.Realizamos o II Seminário de Assistência Estudantil da UNE, protagonizamos o Fora Bolsonaro, conseguimos mobilizar um grande número de Centros Acadêmicos para o CONEB, demonstrando que a nossa defesa do movimento estudantil de base perpassa pelas nossas teses e formulações, mas também está presente nas nossas práticas, além de termos construído e participado dos grandes espaços da gestão da UNE, como as Jornadas de Luta, as ocupações, os CONEG&#8217;s e as agendas institucionais. Embora fosse visível o nosso crescimento, não conseguimos, voltar para a direção executiva da UNE.<br />
Entendemos que para uma organização que quer de fato influenciar na disputa de hegemonia da sociedade, é necessário disputar a consciência dos estudantes das grandes universidades brasileiras, influenciando cada vez mais estudantes com pautas da esquerda, a consciência de classe, a solidariedade e a construção de um projeto democrático e socialista, participando de grupos de pesquisa, de extensão, dirigindo Centros Acadêmicos e DCE&#8217;s.<br />
Um grande marco dessa nossa prioridade política foi a nossa volta para a disputa de grandes e históricos DCE&#8217;s de todo o Brasil. Ganhamos os DCE&#8217;s da UFRRJ no Rio de Janeiro, da Torriccelli em São Paulo, da UFLA em Minas Gerais, da UFES no Espírito Santo, da UEL e UEPG no Paraná, da FAPA no Rio Grande do Sul, IFPB na Paraíba, IFRN e UNP no Rio Grande do Norte e FIS em Pernambuco e nos organizamos em estados onde não existíamos, como Alagoas e Santa Catarina, onde já disputamos os DCE&#8217;s da UFAL em Alagoas e organizamos um grande ato e uma ocupação na Audiência Pública pela federalização da FURB em Santa Catarina.</p>
<p><a href="http://mudanca.org.br/files/encontro-2.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-2199" title="Encontro Nacional do Movimento Mudança" src="http://mudanca.org.br/files/encontro-2-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p>A realização deste Encontro da Mudança foi um grande passo com o pé esquerdo (e isto é ótimo!) para  o início dos desafios deste ano que começa. Aprovamos um regimento interno para que não tenhamos dúvidas de quais são os nossos papéis, responsabilidades e instâncias de decisão, ficando a Direção Nacional (DN) constituída pelos diretores da UNE e da executiva da UBES e mais um militante que não será diretor das entidades nacionais, que será o responsável pela comunicação. Além da DN teremos uma outra instância deliberativa mais ampla, que se reunirá periodicamente que é o Conselho  da Mudança que será composto pela DN e por um representante de cada estado. Esse conselho será o responsável pelas decisões táticas e estratégicas. Cada estado que realizar o Encontro Estadual da Mudança em 2012 pode indicar o membro do Conselho da Mudança. É uma ferramenta que buscamos para, mesmo com a direção mais enxuta, continuar tomando nossas decisões táticas e estratégicas coletiva e democraticamente, além de incentivar os estados em que estamos organizados a se reunirem, organizarem um Encontro, planejar e mobilizar ações.<br />
Ainda sobre o Encontro construímos boas resoluções, baseadas em qualificados debates sobre movimento estudantil, conjuntura nacional e teoria revolucionária, que devem nortear as nossas ações em todo o Brasil. Por fim, acreditamos que são desafios para 2012 criar organicidade em todos os estados onde temos militância, disputar consciência de cada vez mais estudantes brasileiros para o nosso projeto de sociedade. Que venham cada vez mais desafios, acompanhados de muita luta, muitas conquistas e vitórias!</p>
<div id="attachment_2200" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://mudanca.org.br/files/encontro-3.jpg"><img class="size-medium wp-image-2200" title="Encontro Nacional do Movimento Mudança" src="http://mudanca.org.br/files/encontro-3-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Ato durante o FST2012</p></div>
<p>As resoluções aprovadas no Encontro podem ser acessadas <a title="Encontro Nacional do Movimento Mudança 2012" href="http://mudanca.org.br/resolucoes/encontro-nacional-do-movimento-mudanca-2012/">aqui!</a><br />
Direção Nacional do Movimento Mudança:</p>
<p>Camila Moreno &#8211; Diretora de Assistência Estudantil da UNE<br />
Camilo Vanni &#8211; Diretor de Movimentos Sociais da UNE<br />
Laura Sito &#8211; Diretora de Direitos Humanos da UNE<br />
Luara Ramos &#8211; Diretora de Comunicação<br />
Thaís Carneiro &#8211; 2° Vice-presidente da UBES</p>
<p>Colaboradores nos textos:</p>
<p>Pedro Teixeira – ES<br />
Pedro Perfeito &#8211; RS</p>
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		<title>Direção do Movimento Mudança se reune com parlamentar da Mensagem ao Partido</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Jun 2011 16:25:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>decko</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Movimento Mudança, junto ao Movimento Ação e Identidade Socialista &#8211; PT, está em agenda com parlamentares da Mensagem ao Partido. Em uma reunião com o Lider da Bancada do PT, Paulo Teixeira, reafirmamos o programa mudancista para a disputa da União Nacional dos Estudantes como uma plataforma sólida e inovadora para os avanços necessários [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_2106" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://mudanca.org.br/files/foto-sml.jpg"><img class="size-medium wp-image-2106" title="foto-sml" src="http://mudanca.org.br/files/foto-sml-300x224.jpg" alt="" width="300" height="224" /></a><p class="wp-caption-text">Direção do Movimento Mudança com o Deputado Paulo Teixeira ao centro</p></div>
<p>O Movimento Mudança, junto ao Movimento Ação e Identidade Socialista &#8211; PT, está em agenda com parlamentares da Mensagem ao Partido. Em uma reunião com o Lider da Bancada do PT, Paulo Teixeira, reafirmamos o programa mudancista para a disputa da União Nacional dos Estudantes como uma plataforma sólida e inovadora para os avanços necessários ao Movimento Estudantil.</p>
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		<title>A Luta é o Tempero do meu Samba!</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Jun 2011 20:49:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>decko</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Estamos a menos de um mês do  52º  Congresso  da  União  Nacional  dos  Estudantes. Fazemos um balanço muito positivo da gestão que passou, em que conseguimos realizar debates e construções importantes para o movimento estudantil, para a UNE e para o Brasil. Realizamos o Iº Seminário de Assistência Estudantil da UNE, construímos a Jornada de Lutas de norte a sul do Brasil, exigindo 10% do PIB para a educação, dissemos &#8220;Fora Bolsonaro&#8221; em Brasília porque lutamos por uma sociedade livre de preconceito e opressão, participamos em peso do Conselho de Entidades de Base da UNE, fórum que só é realizado por pressão nossa em gestões passadas da UNE, e continuamos com  muita  vontade de  construir  um  movimento  estudantil  cada  vez  mais  participativo  e  democrático  para fortalecer a UNE, que deve estar em contato constante com o dia-a-dia presente nas universidades.</p>
<p>Sabemos  que o  mundo  hoje  vive  grandes  transformações.  O  que  era  utopia no  passado  hoje  se  torna  realidade  na  vida  de  inúmeros  brasileiros  e  brasileiras.  A economia  capitalista  antes  dita  tão  sólida  sofreu  abalos,  demonstrando  que  quem antes dizia ter a solução para tudo, na verdade pouco sabe. Ninguém mais acha que o intelectual diplomado governa melhor que o operário. O amor venceu o ódio! Queriam esconder o pobre, esculachar o negro, difamar o índio e subjugar o operário! E a mulher, se dependesse deles, continuaria na frente do fogão.</p>
<p>Muita coisa avançou, mas queremos mais! Queremos o fim de todas as formas de opressão: na política, na economia, na educação, na história, na moda, na cultura, na arte,  na  ciência  e  no  trabalho.  Já  chega  de  aceitar  desejos  dos  conservadores  como  se fossem  mandamentos  sagrados.  Desde  a  universidade,  a  cidade  ao  país:  queremos  ser parte de tudo, porque o mundo é melhor quando todas as pessoas participam dele.</p>
<p>Queremos  que  o  brilho  dos  olhos  seja  mais  importante  que  a  cor  da  pele,  que a  roupa  que  veste,  que  o  formato  do  corpo,  que  o  título  acadêmico  e  que  a  forma  de dançar!  Queremos  ver  a  universidade  tomada  pelo  colorido  do  povo  brasileiro,  com todo  o  conhecimento  em  suas  mãos  para  fazer  melhor  pela  humanidade.  Queremos que  o  samba  invada  os  palácios,  e  anuncie  com  alegria,  o  fim  desse  velho  mundo  de preconceitos!</p>
<p>E  foi  esse  o  caminho,  que  nós  decidimos  construir:  o  da  solidariedade,  da liberdade e da luta. Somos o maior exemplo de alegria, solidariedade e de determinação: somos  do  Movimento  Mudança  e  não podemos vacilar. Precisamos nos dedicar ao máximo nesses últimos dias que serão decisivos para os próximos dois anos da UNE! Precisamos estar juntos e unidos, porque não queremos esperar mais dois anos para voltar ao centro político do Movimento Estudantil. Esse é o momento fazermos a hora e não esperarmos acontecer, vamos levar aos estudantes um só grito: &#8220;A Luta é o Tempero do meu Samba&#8221;!</p>
<p><em>Camila Moreno e Camilo Vanni são militantes do Movimento Estudantil e membros da Direção Nacional do Movimento Mudança.</em></p>
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		<title>Um breve relato sobre a história, o Brasil, os Movimentos Sociais e alguns desafios do Movimento Estudantil.</title>
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		<pubDate>Thu, 12 May 2011 01:14:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>decko</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A  história dos Movimentos Sociais no Brasil, inclusive o Movimento  Estudantil, é marcada pelos grandes embates feitos aos governos  autoritários, sobretudo na luta pela liberdade e democracia. A década de  70 e boa parte da década de 80 servem para todos nós como inspiração no  que diz respeito à ideologia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A  história dos Movimentos Sociais no Brasil, inclusive o Movimento  Estudantil, é marcada pelos grandes embates feitos aos governos  autoritários, sobretudo na luta pela liberdade e democracia. A década de  70 e boa parte da década de 80 servem para todos nós como inspiração no  que diz respeito à ideologia que movia mentes e corações. Entender o  significado dos movimentos sociais na história do Brasil, na  consolidação da democracia e na garantia de várias das liberdades que  gozamos hoje é preceito fundamental para compreender os efeitos e  sintomas que vive o movimento nos dias de hoje.</p>
<p>Essa  movimentação pró-liberdades individuais e coletivas que teve uma  característica de resistência fez com que fossemos todos forjados nas  lutas antissistemas que se organizavam a partir dos imperativos  negativos aos governos que se sucediam.</p>
<p>O  Brasil dos anos 90, auge do Neoliberalismo, influenciado diretamente  pela dupla dinâmica Ronald Reagan e Margareth Thatcher foi berço das  lutas contra os governos FHC, os desmandos do senhor Paulo Renato na  educação brasileira, do sucateamento de todos os aparelhos estatais, das  privatarias, do desrespeito aos trabalhadores e as trabalhadoras do  Brasil e de todos os traços básicos de um governo que não dialogava com  os movimentos sociais, pois estava ao lado das elites brasileiras e  internacionais em nome do capital privado, sem levar em consideração o  povo que vivia a margem da “democracia” então vivida.</p>
<p>O  Movimento Social começa a viver um paradoxo de difícil compreensão: A  luta de algumas décadas em nome da democracia e quando ela chega, os  governos “democraticamente” eleitos não são governos que tem em seu DNA a  classe trabalhadora, a integração latino americana e as minorias  organizadas ou não. Ora, passamos tanto tempo lutando contra a ditadura e  quando alcançamos a democracia o povo não está na pauta do dia!  Não  precisaria nenhum exercício de numerologia para saber que  necessariamente o movimento se organizaria mais para que não houvesse  nenhum tipo de retrocesso, pois apesar dos pesares, todas as analises  eram consensuais sobre os avanços de se lutar num regime democrático e  os avanços que o movimento conquistara.</p>
<p>A  luta dos(as) trabalhadores(as) no grande período de massas que houve no  Brasil, fez com que os movimentos avançassem e se organizassem no  acúmulo de suas pautas e nas vitorias que a luta ia impondo ao  capitalismo.</p>
<p>Em  2002 o produto de toda essa equação da luta dos trabalhadores durante  tantos anos é a vitória do primeiro trabalhador operário a Presidência  da República. Luiz Inácio LULA da Silva, após décadas nos movimentos  sociais organizados, chega ao mais alto posto do executivo brasileiro em  um processo eleitoral sangrento, disputado até o último voto.</p>
<p>Com  todas as suas limitações, o Governo LULA foi comparativamente o melhor  governo que os movimentos sociais presenciaram em toda história do  Brasil, sobretudo na negociação com os e no encaminhamento de suas  pautas.</p>
<p>Talvez  a característica que defina melhor o Governo Lula do ponto de vista dos  movimentos sociais seja a constante disputa que ele viveu durante os  oito anos de seu mandato. Essa disputa foi nítida, com um fator  agravante que era a coalisão que compunha o Governo Lula, diversos  partidos de orientações ideológicas diferentes disputando um rumo para o  Brasil. De um lado o Governo era disputado pelo poder econômico, pelo  poder político no judiciário, no executivo e legislativo, pelo PIG  (Partido da Imprensa Golpista) e todas as ferramentas que o centro  clandestino que transita entre o poder no Brasil possui. Do outro lado  os movimentos sociais, que disputaram o governo a partir das ruas  reivindicando suas pautas e suas reformas democráticas e populares.</p>
<p>É  preciso afirmar que o movimento social sofre uma drástica queda a  partir do Governo Lula, mas é preciso analisar o processo todo para não  correr o risco de elencar culpados sem antes saber das causas e reflexos  deste processo.  O Governo Lula é resultado da enorme onda  da luta de massas organizada pelos movimentos sociais no Brasil,  enquanto a onda avançou, o movimento social se organizou, pautou  política e conseguiu fazer grandes mobilizações no Brasil. Com a vitória  de Lula, os movimentos sociais no Brasil passam se organizar a partir  de pautas afirmativas, pois era um novo momento na democracia  brasileira.</p>
<p>A  partir desse giro na movimentação política dos movimentos sociais e do  giro de vários companheiros que assumem pautas estratégicas no Governo,  ocorre um novo momento para os movimentos sociais organizados. Antes,  mesmo com grandes mobilizações em que milhares de trabalhadores iam às  ruas, o Governo não recebia o movimento, não estava no mesmo patamar de  diálogo e tratava as mobilizações com o aparelho repressor do Estado. A  partir do Governo Lula, os movimentos não só estabelecem um novo nível  de diálogo, como também veem suas pautas sendo encaminhadas pelo Governo  Federal.</p>
<p>Um  movimento revolucionário normalmente vem de condições adversas, pois  dos piores períodos é que nasce as grandes mobilizações, fruto da  angústia e da falta de condições básicas para o povo sobreviver. Em  Cuba, Fidel organizou-se contra o ditador Fulgêncio Batista, na URSS  Lênin se organiza contra o Czarismo, o Vietnã há uma organização contra o  Governo que deixava o povo à fome, os Sandinistas contra a ditadura na  Nicarágua e vários outros processos reafirmam que os movimentos  revolucionários de ruptura com o unilateral com o Estado Capitalista, a  priori, vêm de períodos de extrema dificuldade do povo. Dizer isso não é  o mesmo que dizer que o povo apenas se organiza quando lhe é imposto um  momento de duras necessidades, mas compreender que o movimento tem  dinâmicas cíclicas que são orientadas pela conjuntura política de seu  país. Vivemos longe de uma Sociedade Socialista que não traga em seu  âmago disparidades econômicas e que respeite a democracia, o meio  ambiente, os negros, as negras, as mulheres, as LGBTT, o movimento  estudantil e que cumpra todos os outros critérios da sociedade que  acreditamos ser ideal, mas ao mesmo tempo, entendemos a transição do  modelo neoliberal imperialista para o modelo da Democracia Popular  Participativa e de integração latino-americana como um período de grande  avanço na história do Brasil e isso sem dúvida é condição melhor do que  as vividas no Brasil que ficou para trás.</p>
<p>Num  período de transição positiva, onde o Brasil consegue aliar  crescimento, democracia, participação popular e conseguir destaque  mundial na política e na economia, o movimento social passa a agir de  outra forma, qual seja de pautar o Governo a partir de mobilizações  pontuais e da apresentação de propostas agora recebidas. Os grandes  embates vêm dos momentos em que o diálogo é esvaziado, onde há diálogo, o  embate não é a principal ferramenta.</p>
<p>Praticamente  a mesma coalisão que elege e reelege Lula, coloca pela primeira vez na  história do Brasil uma mulher trabalhadora na Presidência da República.  Os desafios desse novo Governo do ponto de vista administrativos são  diferentes, pois Dilma assume a herança de oito anos de governo Lula,  que sem dúvida foram muito melhores do que os oito anos de governo FHC,  mas para os Movimentos Sociais, as tarefas são as mesmas: Disputar o  Governo através das ruas com toda autonomia que o movimento social  precisa para pautar suas lutas, avançar nas pautas e nas reformas  democráticas e populares, garantir que não haja nenhum retrocesso e  estabelecer uma plataforma máxima de avanços para o Brasil.</p>
<p>No  movimento estudantil não é diferente, avançamos muito nas conquistas no  último período, mas não chegamos nem perto dos nossos objetivos de  universalizar o acesso à educação pública, gratuita e de qualidade, além  de garantir condições de permanências à tod@s  @s estudantes nas Instituições de Ensino Superior do Brasil.</p>
<p>Para  isso é necessário que o Movimento Estudantil se fortaleça. Precisamos  que nossas entidades Estaduais de Representação (UEE’s) e principalmente  a UNE (União Nacional dos Estudantes) se consolidem cada vez mais como o  grande palco do debate sobre educação no Brasil. São essas entidades  que irão dar capilaridade para todas as lutas dos Estados e do país, por  isso é preciso entender o caráter estratégico de fortalecê-las.  Qualquer tentativa de rompimento com a UNE significa fortalecer os  setores divisionistas e/ou conservadores da sociedade.</p>
<p>Fortalecer  a UNE é uma tarefa de todo movimento estudantil brasileiro, por isso  ela precisa ter legitimidade perante toda comunidade estudantil, isso  nós só vamos conseguir quando a UNE estiver presente em todas as  universidades. Mas em todas as universidades? Sim. Ter a UNE presente na  sua instituição de ensino significa ter o CA/DA do seu curso  organizado, um DCE verdadeiramente representativo e compromissado com os  estudantes.</p>
<p>Enquanto  as entidades da base não fizerem de fato parte do dia-a-dia dos(as)  estudantes não teremos nem as UEE’s muito menos as UNE com propriedade  para falar em nome dos estudantes de todo Brasil. Construir Centros  Acadêmicos e Diretórios Acadêmicos é fundamental para o fortalecimento  da UNE.</p>
<p>O  modelo organizacional da UNE ainda apresenta algumas arestas que  precisamos sanar. Uma delas é fortalecer cada vez mais os Congressos  Nacionais de Entidades de Base (CONEB’s) e os Congressos Nacionais de  Entidades Gerais (CONEG’s). São esses fóruns que trazem o acúmulo das  lutas travadas em cada Instituição de Ensino Superior. Ademais, esses  fóruns deliberam toda a política da entidade e por isso as decisões que  são deliberadas nestes congressos, precisam ser respeitadas e  implementadas na vida real da entidade. Os fóruns precisam ser  respeitados em sua gênese, pois o movimento estudantil é feito em cada  CA e em todos os DCE’s, se a luta não é organizada a partir do embrião  organizacional, provavelmente ela não será respeitada nos demais  espaços.  Garantir espaços com debates mais qualificados e  comprometidos com o movimento estudantil, sobretudo respeitando cada  deliberação e cada encaminhamento é uma das tarefas fundamentais do  movimento estudantil.</p>
<p>Precisamos  rever o modelo das plenárias finais e dos grupos de discussão. Discutir  nos grupos e não ter uma sistematização de cada discussão é um  desrespeito com os estudantes, a discussão é importante, mas a síntese  das idéias é mais ainda. Parafraseando Marx: “De que valem as boas  ideias sem boas pessoas que as coloquem em prática?”.</p>
<p>Cada  vez mais é importante fortalecer nossas entidades. Práticas como  organizar debates, passar em sala de aula, organizar eventos são  fundamentais para que os estudantes identifiquem essas organizações como  seus verdadeiros representantes!</p>
<p>Entre  as dificuldades organizacionais a serem sanadas está o modelo do  Congresso da UNE, este deve ter como papel central formular a política  da gestão. Fazer o congresso para eleger a diretoria é esvaziar o debate  político e priorizar os acordos entre as direções. Acreditamos que a  partir do momento que os estudantes elegerem com voto direto em cada  universidade eles se sentirão cada vez mais parte da UNE.  Inclusive  a dinâmica das eleições diretas é muito mais simples: quando o  estudante for eleger o delegado ele já vota na chapa da diretoria da  UNE. Ora, se o delegado já é convencido por uma tese no processo de  tiragem de delegados, necessariamente ele é convencido a caminhar  politicamente com uma chapa e se essas afirmações estão corretas,  submeter o voto do delegado para outro processo eleitoral é subverter o  caráter democrático do processo, pois remete a outro momento o debate  que está sendo feito na base do movimento estudantil, no berço de toda  discussão, na sala de aula e no dia a dia da luta real.</p>
<p>Entender  a história do Brasil, onde nos encaixamos individualmente e onde  estamos coletivamente é um exercício complexo, como também é complexo o  movimento de caminhar sempre em frente.</p>
<p>Permanecemos Mudança em Movimento, da história, das mentes e dos corações.</p>
<p><em>*Camilo Vanni é da Direção Nacional do Movimento Mudança e Secretário Geral da União Paranaense dos Estudantes (UPE)</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em> **Vinícius Lima é do Movimento de Ação e Identidade Socialista &#8211; Partido dos Trabalhadores<br />
</em></p>
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		<title>Até que ponto vão as reivindicações do DCE?</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Jun 2010 18:45:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>decko</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quando fui perguntado sobre isso, várias coisas passaram na minha cabeça, mas uma palavra em especial me massacrava: Representatividade, Representatividade!
As reivindicações do DCE podem ir muito mais além das demandas estudantis, mais do que garantir boas condições de ensino, da pesquisa, da extensão, lutar por RU, Casa do Estudante, melhorias nos laboratórios, melhores estruturas na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste">Quando fui perguntado sobre isso, várias coisas passaram na minha cabeça, mas uma palavra em especial me massacrava: Representatividade, Representatividade!</div>
<div id="_mcePaste">As reivindicações do DCE podem ir muito mais além das demandas estudantis, mais do que garantir boas condições de ensino, da pesquisa, da extensão, lutar por RU, Casa do Estudante, melhorias nos laboratórios, melhores estruturas na Instituição, o DCE pode (e deve) interferir na políticas da sociedade, lutar por passe livre, contra a corrupção, contra as desigualdades, preconceitos e outras tantas coisas que achamos necessário para vivermos num mundo melhor. Porém o DCE nunca pode se afastar do estudante, e é nesse ponto que a entidade precisa estar atenta. É preciso que o DCE crie ferramentas que consigam identificar e trazer para si quais são as reais necessidades e demandas dos estudantes, e junto com eles propor alternativas, soluções.</div>
<div id="_mcePaste">Para o DCE identificar quais são os temas (ou problemas, necessidades) que afetam diretamente o dia a dia do estudante é preciso que ele esteja em contato direto com sua base, pois um Diretório descolado do estudante (logo descolado da realidade) não tem nenhuma legitimade, e esse ponto é central para a &#8220;tal da representatividade&#8221;, só vamos garantir avanços no Movimento Estudantil quando o estudante olhar para o DCE (e não somente para o DCE, mas também para o CA/DA, UEE, UNE) e enxergar essa instituição como a verdadeira defensora da sua categoria, como um instrumento que só fortalece a luta estudantil que luta a favor do estudante e não contra seus interesses.</div>
<div id="_mcePaste">Mas infelizmente as coisas não são fáceis quanto parece, e não existe uma receita de bolo para garantir o sucesso das entidades estudantis, porém algumas dicas devem ser levadas em considerações.</div>
<div id="_mcePaste">1º antes de mais nada, o estudante precisa saber que existem entidades que lutam pelo direito da categoria, no caso do DCE, ele não representa quem nem sabe o que é ISSO, afinal de contas o que é DCE? pra que(m) serve? se o estudante não souber isso, algo está indo muito mal&#8230;</div>
<div id="_mcePaste">2º faça com que o estudante se interesse pelo DCE e mostre a força que a entidade pode ter, mas lembre-se a maioria do meio acadêmico se interessa se a entidade estiver realmente no dia a dia do estudante, se as aparições forem esporádicas o diretório perde toda a sua credibilidade.</div>
<div id="_mcePaste">3º Abra as portas do DCE, faça reuniões públicas, passe em sala convidando os estudantes para debates, reuniões, festas, atividades culturais, mostre que o DCE faz parte do dia-a-dia do estudante.</div>
<div id="_mcePaste">4º Articule o rede do movimento estudantil, promova CEB&#8217;s (Conselho de Entidades de Base), entre em contato com os CA&#8217;s/DA&#8217;s, com a a UEE, procure se interar das movimentações nacionais, procure e participe das atividades da UNE.</div>
<div id="_mcePaste">5º Instale ferramentas que façam com que o estudante se sinta parte da construção do DCE, convoque assembléias gerais para discutir o aumento de mensalidade, a falta de um RU, o problema de segurança da universidade, a falta de estrutura. Crie um orçamento participativo, deixe os estudantes, os CAs/DAs, dizerem onde o dinheiro do DCE deve ser investido.</div>
<div id="_mcePaste">Feito isso garanta a transparência da entidade, preste contas, se comunique com estudante, pois quem tem a ganhar é o movimento estudantil, e quando o movimento ganha, toda a sociedade se beneficia, é só ser um pouco saudosista e olhar para o passado e ver quem estava a frente nas maiores movimentações do século XX.</div>
<div><em>Camilo Vanni</em></div>
<div id="_mcePaste"><em>Secretário Geral da UPE</em></div>
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		<title>Seminário sobre Movimento Estudantil agita FECILCAM</title>
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		<pubDate>Wed, 26 May 2010 23:06:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>decko</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Na última sexta-feira (21/05), cerca de 100 estudantes da FECILCAM (Faculdade Estadual de Ciências e Letras de Campo Mourão) se reuniram no anfiteatro da Faculdade com o intuito de debater sobre o movimento estudantil e a ditadura militar, o processo de redemocratização do Brasil, traçar um panorama dos anos 90 (fora Collor e o neo-liberalismo do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>Na última sexta-feira (21/05), cerca de 100 estudantes da FECILCAM (Faculdade Estadual de Ciências e Letras de Campo Mourão) se reuniram no anfiteatro da Faculdade com o intuito de debater sobre o movimento estudantil e a ditadura militar, o processo de redemocratização do Brasil, traçar um panorama dos anos 90 (fora Collor e o neo-liberalismo do FHC) e as principais ações e conquistas do Movimento Estudantil na última década.</div>
<p style="text-align: left"><strong><span style="font-weight: normal;font-size: 13px">A atividade foi promovida pelo coletivo JLC (Juventude, Luta e Consciência) e contou com a presença de Camilo Vanni da União Paranaense dos Estudantes (UPE) e de Joanna Paroli da União Nacional dos Estudantes (UNE). Além de fazer um resgate sobre o Movimento Estudantil, a atividade tinha como objetivo reorganizar o movimento dentro da FECILCAM, reativando/formando Centros Acadêmicos, bem como discutir a reativação do DCE &#8211; Diretório Central dos Estudantes (extinto a 5 anos).</span></strong></p>
<p style="text-align: left"><strong><span style="font-weight: normal;font-size: 13px"><img class="ZenphotoPress_thumb ZenphotoPress_right  aligncenter" title="09" src="http://retrato.mudanca.org.br/zp-core/i.php?a=seminario_campomourao&amp;i=09.jpg&amp;w=395&amp;h=" alt="09" /></span></strong></p>
<p>Durante o seminário, os estudantes marcaram uma reunião para o dia 27/05, tendo como pauta a reconstrução do DCE da FECILCAM.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Jovens da região de Curitiba discutem comunicação</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Oct 2009 13:51:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Mais de trinta jovens de diversos municípios da Região Metropolitana da capital paranaense participaram da I Conferência Regional Livre de Comunicação, realizada no Casarão da UPE (União Paranaense dos Estudantes). O evento, preparatório para a etapa estadual da Conferência de Comunicação (Confecom), problematizou a comunicação como um direito de todos, como o espaço onde se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><a href="http://juventude.ptcuritiba.org.br/files/2009/10/c.jpg"><img class="size-full wp-image-350 alignleft" src="http://juventude.ptcuritiba.org.br/files/2009/10/c.jpg" alt="" width="486" height="181" /></a>Mais de trinta jovens de diversos municípios da Região Metropolitana da capital paranaense participaram da I Conferência Regional Livre de Comunicação, realizada no Casarão da UPE (União Paranaense dos Estudantes). O evento, preparatório para a etapa estadual da Conferência de Comunicação (Confecom), problematizou a comunicação como um direito de todos, como o espaço onde se trava o debate social.</p>
<p><span id="more-629"></span></p>
<p style="text-align: justify">
<p style="text-align: justify">As atividades iniciaram às 14h, com apresentação dos participantes e intervenção do rapper Magoo. Em seguida, Silvana Prestes, do Sindicato dos Professores do Paraná e da Comissão Paranaense Pró-Conferência de Comunicação, fez um histórico da luta pela democratização da comunicação e despertou a reflexão sobre a criminalização dos movimentos sociais na mídia e a disseminação de padrões e preconceitos, sintomas de um sistema de comunicação hegemônico que não representa a diversidade cultural e ideológica da população. “A mídia deveria ter a nossa cara”, apontou Silvana.</p>
<p style="text-align: justify">Após o debate, Lizely Borges, do Instituto de Defesa dos Direitos Humanos, coordenou a separação em Grupos de Trabalho (GTs), nos quais foram debatidos os três eixos da Confecom &#8211; <em>produção de conteúdo</em>, <em>meios de distribuição</em> e <em>cidadania: direitos e deveres</em> &#8211; e encaminhadas propostas. Bruna Bandeira, estudante de Jornalismo da Faculdade de Pato Branco, defendeu no GT de produção de conteúdo que “a mídia que deveria servir a gente, não a gente que deveria servir a mídia”.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>Liberdade de conhecimento</strong></p>
<p style="text-align: justify">À noite, o tema do debate foi “Liberdade de conhecimento”.Compuseram a mesa Silvana Prestes; Mário Messagi Júnior, professor do Departamento de Comunicação da Universidade Federal do Paraná (Decom – UFPR); Diego Aguilera, do Movimento Mudança; e Adriano “Mu”, da UPE e da União Nacional dos Estudantes (UNE). A mediação ficou por conta de Camilo Vanni, da UPE.</p>
<p style="text-align: justify">“O problema não é eles manifestarem a voz deles, mas eles silenciarem a nossa”, declara Messagi, referindo-se à mídia de massa. Segundo o professor, a Indústria Cultural não tem estética, mas tem lógica – a lógica de mercado. Ou seja, a mídia de massa se apropria dos formatos mais variados, desde que atendam às demandas comerciais: hoje é o sertanejo, ontem foi o funk, amanhã será outro estilo. “A questão não é ir para a mídia para aparecer, mas mostrar que a periferia sabe construir alternativas”, defende o rapper Eduardo Henrique, da Cultura Hip-hop.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>Carta da I Conferência Regional Livre de Juventude e Comunicação</strong></p>
<p style="text-align: justify">Curitiba, 14 de outubro de 2009, das 14h00 às 20h.<br />
Local: sede da União dos Estudantes do Paraná. Rua Carlos Cavalcanti, 1157 – São Francisco. Curitiba &#8211; PR.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>Propostas:</strong></p>
<p style="text-align: justify">1. Implementação de mecanismos mais flexíveis na legislação das telecomunicações para abertura de rádios e TVs comunitárias e descriminalização da comunicação comunitária.</p>
<p style="text-align: justify">2. Disponibilização de espaço nos veículos de comunicação para produção regional conforme determina a Constituição, com veiculação das 07h às 23h, permitindo a ampliação do número de vozes nos meios de comunicação social e retratando a diversidade e riqueza cultural da localidade.</p>
<p style="text-align: justify">3. Criação de editais que viabilizem financeiramente e estimulem a produção na área da comunicação pelos diversos públicos, de maneira a democratizar o acesso a essa atividade e garantir a pluralidade e a troca de conhecimento entre culturas regionais.</p>
<p style="text-align: justify">4. Ampliação e implementação de projetos de educomunicação nos bairros e nas escolas desde o ensino básico, fomentando a educomunicação como prática transdisciplinar no ensino formal e não-formal, de modo a promover a educação para a mídia e a produção das mídias por crianças, adolescentes e jovens, garantindo espaço nos meios de comunicação para sua veiculação.</p>
<p style="text-align: justify">5. Criação de programas educativos para crianças e adolescentes em canal aberto que envolvam o público alvo no seu desenvolvimento.</p>
<p style="text-align: justify">6. Criação de conselhos de comunicação deliberativos com participação popular que incluam diversos povos e tradições, assim como os jovens, em âmbito municipal, estadual e federal. Tal medida permitirá a participação da sociedade em geral para opinar e interferir na grade de programação.</p>
<p style="text-align: justify">7. Criação do horário gratuito popular; da mesma maneira que existe o horário eleitoral gratuito, produzido pela sociedade civil organizada e veiculado nos meios de comunicação.</p>
<p style="text-align: justify">8. Incentivo à criação de grêmios nas escolas e de instrumentos que facilitem a comunicação entre grêmio e estudantes (criação de jornais, rádios, blogs etc)</p>
<p style="text-align: justify">9. Democratização do acesso à Internet através da criação e ampliação dos Telecentros e acesso qualificado à rede em todas as escolas da Rede Pública de Ensino, permitindo que essa tecnologia sirva como um instrumento de formação e informação e não de alienação.</p>
<p style="text-align: justify">10. Criação do SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor) da comunicação. Que as denúncias feitas ao SAC sejam apuradas por um conselho com representantes dos três segmentos (sociedade civil, empresariado da comunicação e governo).</p>
<p style="text-align: justify">11. Veiculação de programas comunitários nos transportes públicos municipais.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>Moções</strong></p>
<p style="text-align: justify">1. Questões de importância para o conjunto da nação não devem ser mostradas a partir de apenas um prisma. Os meios de comunicação não devem criminalizar grupos sociais – como movimentos sociais, juventude, moradores de periferia, mas valorizar em sua programação as diversidades culturais, étnico-raciais, de gênero e orientação sexual, respeitando assim a diversidade. Deve ser melhorada a imagem construída dos jovens na mídia – muitas vezes generalizadora e discriminatória.</p>
<p style="text-align: justify">2. Os meios de comunicação devem denunciar a opressão do homem pelo homem em nome do lucro. Os conteúdos dos meios de comunicação devem servir para a autonomia do ser humano, para o reconhecimento dos seus direitos e não para alienação, passividade e competição.</p>
<p style="text-align: justify"><a href="http://proconferenciaparana.com.br/" target="_blank">Comissão Paranaense Pró-Conferência de Comunicação</a></p>
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