DCE da PUC RS Ocupado!!!

Posted junho 10th, 2011 in Movimento Estudantil, Notícias, Política by decko
Estudantes de oposição ao DCE da PUC RS, a maior universidade privada do RS, estão agora acampados na universidade exigindo democracia e a revisão do processo de credenciamento de chapas para o Congresso da UNE. O edital exigia 52 nomes entre delegados e suplentes, e dentre a documentação necessária, um determinado comprovante de matricula ao custo de R$7,00 inviabilizando a homologação de outras chapas.
O Movimento Mudança repudia qualquer tentativa de inviabilizar os processos democráticos de participação politica dos estudantes nos seus fóruns.
Estudantes, uni-vos. A UNE somos nós!
Boa tarde galera
Não tenho conseguido parar em frente ao computador para poder relatar, mas a importancia do tema me faz vir aqui.
No dia 31 foi aberto o processo de eleições para o Conune na maior universidade privada do RS a PUC, este mesmo que tem em seu DCE uma máfia a mais de 20 anos. Máfia esta que tem um sofisticado sistema de manutenção, inciando (antes da existencia do PROUNI) com a distribução bolsas, ultilização da maquina na eleição de vereadores até suspeita de assassinato. Faz um bom tempo que eles nao faziam nenhum movimento “pró-eleição”, ainda assim sempre foram “reconhecidos pela UJS” tendo sempre suas atas passadas na mesa de credenciamento e a o reconhecimento da “UNE” (pois a UEE livre não reconhece o DCE da PUC).
Depois de muita pressão no dia 2/06 liberaram o edital, neste solicitavam a chapa completa para poder ser inscrita, com 52 pessoas (delegados e suplentes), exigirem um comprovante de matricula  e Identidade. Entregamos 71 comprovantes, mas eles alegaram que nossos compronates estavam errados eles queriam um que custa R$7 (pois a puc tem 7 tipos de comprovante de matricula, um deles é pago) e não homologaram nossa chapa. Após isso os estudantes de oposição de revoltaram e ocuparam o DCE e neste momento estaão todos acampados dentro da puc exigindo a democracia.

Boa tarde galera

Não tenho conseguido parar em frente ao computador para poder relatar, mas a importancia do tema me faz vir aqui.

No dia 31 foi aberto o processo de eleições para o Conune na maior universidade privada do RS a PUC, este mesmo que tem em seu DCE uma máfia a mais de 20 anos. Máfia esta que tem um sofisticado sistema de manutenção, inciando (antes da existencia do PROUNI) com a distribução bolsas, ultilização da maquina na eleição de vereadores até suspeita de assassinato. Faz um bom tempo que eles nao faziam nenhum movimento “pró-eleição”, ainda assim sempre foram “reconhecidos pela UJS” tendo sempre suas atas passadas na mesa de credenciamento e a o reconhecimento da “UNE” (pois a UEE livre não reconhece o DCE da PUC).

Depois de muita pressão no dia 2/06 liberaram o edital, neste solicitavam a chapa completa para poder ser inscrita, com 52 pessoas (delegados e suplentes), exigirem um comprovante de matricula e Identidade. Entregamos 71 comprovantes, mas eles alegaram que nossos compronates estavam errados eles queriam um que custa R$7 (pois a puc tem 7 tipos de comprovante de matricula, um deles é pago) e não homologaram nossa chapa. Após isso os estudantes de oposição de revoltaram e ocuparam o DCE e neste momento estaão todos acampados dentro da puc exigindo a democracia.

A Luta é o Tempero do meu Samba!

Posted junho 7th, 2011 in Artigos, Movimento Estudantil by decko

Estamos a menos de um mês do 52º Congresso da União Nacional dos Estudantes. Fazemos um balanço muito positivo da gestão que passou, em que conseguimos realizar debates e construções importantes para o movimento estudantil, para a UNE e para o Brasil. Realizamos o Iº Seminário de Assistência Estudantil da UNE, construímos a Jornada de Lutas de norte a sul do Brasil, exigindo 10% do PIB para a educação, dissemos “Fora Bolsonaro” em Brasília porque lutamos por uma sociedade livre de preconceito e opressão, participamos em peso do Conselho de Entidades de Base da UNE, fórum que só é realizado por pressão nossa em gestões passadas da UNE, e continuamos com muita vontade de construir um movimento estudantil cada vez mais participativo e democrático para fortalecer a UNE, que deve estar em contato constante com o dia-a-dia presente nas universidades.

Sabemos que o mundo hoje vive grandes transformações. O que era utopia no passado hoje se torna realidade na vida de inúmeros brasileiros e brasileiras. A economia capitalista antes dita tão sólida sofreu abalos, demonstrando que quem antes dizia ter a solução para tudo, na verdade pouco sabe. Ninguém mais acha que o intelectual diplomado governa melhor que o operário. O amor venceu o ódio! Queriam esconder o pobre, esculachar o negro, difamar o índio e subjugar o operário! E a mulher, se dependesse deles, continuaria na frente do fogão.

Muita coisa avançou, mas queremos mais! Queremos o fim de todas as formas de opressão: na política, na economia, na educação, na história, na moda, na cultura, na arte, na ciência e no trabalho. Já chega de aceitar desejos dos conservadores como se fossem mandamentos sagrados. Desde a universidade, a cidade ao país: queremos ser parte de tudo, porque o mundo é melhor quando todas as pessoas participam dele.

Queremos que o brilho dos olhos seja mais importante que a cor da pele, que a roupa que veste, que o formato do corpo, que o título acadêmico e que a forma de dançar! Queremos ver a universidade tomada pelo colorido do povo brasileiro, com todo o conhecimento em suas mãos para fazer melhor pela humanidade. Queremos que o samba invada os palácios, e anuncie com alegria, o fim desse velho mundo de preconceitos!

E foi esse o caminho, que nós decidimos construir: o da solidariedade, da liberdade e da luta. Somos o maior exemplo de alegria, solidariedade e de determinação: somos do Movimento Mudança e não podemos vacilar. Precisamos nos dedicar ao máximo nesses últimos dias que serão decisivos para os próximos dois anos da UNE! Precisamos estar juntos e unidos, porque não queremos esperar mais dois anos para voltar ao centro político do Movimento Estudantil. Esse é o momento fazermos a hora e não esperarmos acontecer, vamos levar aos estudantes um só grito: “A Luta é o Tempero do meu Samba”!

Camila Moreno e Camilo Vanni são militantes do Movimento Estudantil e membros da Direção Nacional do Movimento Mudança.

Convocação do 52º Congresso da União Nacional dos Estudantes

Posted abril 14th, 2011 in Educação, Movimento Estudantil by decko

Reunidos na “cidade dos mil povos”, lideranças estudantis de todo o país honram a tradição democrática e combativa da UNE neste 59º Conselho Nacional de Entidades Gerais, ao aprofundar o debate sobre as políticas e estratégias de ação que vão orientar a luta do movimento estudantil brasileiro por uma Educação de qualidade e por um Brasil mais justo e desenvolvido. Nesta ocasião mais de 500 Diretórios Centrais, Uniões Estaduais de Estudantes e Federações ou Executivas de Curso convocam os mais de 6,5 milhões de universitários que estudam no território nacional a construir em todos os cantos de nosso imenso país o 52º Congresso da história de quase 74 anos de luta da União Nacional dos Estudantes, que será realizado na bela cidade de Goiânia.

Este congresso acontece em um momento de efervescência dos povos do mundo em enfrentamento aos impactos da crise em todo planeta. A crise econômica eclodida em 2008 é elemento decisivo para a compreensão dos caminhos que o Brasil e o mundo trilharão nesta década recém aberta e aponta para o esgotamento do projeto neoliberal baseado na supervalorização da especulação financeira e para a afirmação do desenvolvimento sustentável e soberano das nações como melhor receita para garantir os interesses da maioria de suas populações. Ainda, as guerras que a política belicista que os EUA e as principais potências européias patrocinam no Afeganistão, no Iraque, no Paquistão, na Costa do Marfim, e recentemente na Líbia expressam a face mais cruel de um capitalismo decadente que depende de agressões militares e banhos de sangue para conquistar novas fontes de energia e novos mercados.

A América Latina, ao contrário, segue uma proposta mais determinada, altiva e soberana. O Brasil caminha nessa tendência. Nos últimos oito anos o país viu voltou a valorizar o Estado num esforço de articular diversas políticas com o objetivo de democratizar a renda e o acesso à educação, saúde e cidadania. Mas isso ainda é pouco e a juventude brasileira não se intimida com o tamanho do desafio que vê pela frente afirmando em alto e bom som: Queremos MAIS!

Se é verdade que nos últimos oito anos o país melhorou muito as condições de vida de seu povo, devemos ter a lucidez de perceber que o Brasil em que vivemos está muito distante do Brasil com o qual sonhamos. O país ainda convive com uma massa de milhões de analfabetos. Persiste um sistema de ensino básico e médio excludente que a cada ano desperdiça milhares do jovens em seus altos índices de evasão. O déficit estrutural se torna mais claro no Ensino Superior. Apenas 13,9% dos jovens entre 18 a 24 anos frequentam um curso superior no Brasil. Não obstante, apesar do expressivo aumento de vagas públicas criadas no último período, proporcionalmente, a participação pública no total de matrículas no ensino superior não vem melhorando, reduzindo de 30,2% em 2002 para apenas 25,1% em 2008, um sintoma claro do avanço no contexto de desregulamentação do Ensino Superior Privado. Todavia, cabe registrar, que no último período observa-se uma inversão gradual dessa lógica. Isso pode ser observado em iniciativas como a construção de 141 novas escolas técnicas e 11 novas IFES já mencionadas. Observam-se também em outras ações como o piso nacional do magistério, a ampliação nos recursos do FUNDEB e a instituição do Ensino Básico de nove anos. Ainda, iniciativas como ampliação de vagas nas universidades já existentes , bem como a adoção de políticas afirmativas de reparação racial, têm contribuído para a diminuição dos muros que cercam as universidades no país.

Não obstante, esta em curso no Congresso Nacional o novo Plano Nacional de Educação. Fruto do debate da Conferência Nacional de Educação este documento indicará parâmetros e perspectivas para os próximos dez anos de políticas educacionais no país. Portanto consiste em uma oportunidade para construir um projeto estruturante que supere as limitações históricas da Educação brasileira, firmado em uma plataforma de um Sistema Nacional Articulado de Educação. Plataforma esta que tenha a Universidade PÚBLICA no centro da transformação da Educação no Brasil. Nesse processo, a UNE lançou em 2009 o seu Projeto de Reforma Universitária – PL 5175/09, fruto de debate e mobilização de centenas de milhares de estudantes e entidades estudantis. Derivado deste documento, apresentou no inicio deste ano 59 emendas ao projeto de plano em tramitação e foi as ruas em mais de vinte capitais na Jornada de Lutas 2011.

O fez por entender que está na ordem do dia de radicalizar a democratização da Universidade Brasileira. Isso compreende elevar os investimentos a outro patamar com a aplicação dos 10 bilhões adicionados ao orçamento do MEC com o fim da DRU, da destinação de 50% do Fundo Social do Pré-Sal e 10% do PIB ao financiamento da Educação no país. Passa também pela consolidação da participação da comunidade acadêmica nas decisões na Universidade através de eleição direta pra reitor, co-gestão com participação paritária dos segmentos (estudantes, professores e servidores) nas diversas esferas e garantia de livre organização estudantil e sindical. Compreende radicalizar o acesso e à universidade e permanência nesta através do alcance da meta de 50% de oferta de vagas públicas no ensino superior até 2020 e do fim do vestibular com a instituição de um novo método de seleção nacional mais democrático superando a lógica da falsa meritocracia. Compreende na reestruturação acadêmica que rompa com o regime de departamentos da reforma MEC/USAID e possibilite maior interação e interdisciplinaridade, possibilite uma universidade mais científica e critica, com o aperfeiçoamento do sistema de pesquisa na graduação e pós-graduação associado ao desenvolvimento produtivo e tecnológico de cada região, enfrentando a fuga de cérebros. Passou o tempo em que os jovens brasileiros eram enviados a se formar no estrangeiro, o Brasil tem potencial para produzir conhecimento soberano vinculado aos interesses de seu desenvolvimento. Uma reestruturação acadêmica que engaje a universidade no processo de superação das profundas contradições de nossa sociedade e resgate o caráter de espaço de promoção da cultura e das artes. Compreende o controle público sobre o ensino privado, materializado na regulamentação desse setor, no acompanhamento dos reajustes de mensalidades, no combate a mercantilização e desnacionalização, com o veto de participação do capital estrangeiro nas IES, a fiscalização da qualidade do ensino nas instituições privadas e na garantia da sua democracia interna.

É nesse contexto que se insere o 52º Congresso da UNE. O movimento estudantil brasileiro tem a tarefa de mobilizar milhões de estudantes no país para a disputa do novo Plano Nacional de Educação. Ou seja, levar a cada sala de aula o debate de uma universidade antenada com os desafios do nosso tempo. É hora de arregaçar as mangas, construir grandes debates mobilizações por todo o país, iniciando a década com os pés firmes na luta e os olhos vislumbrando o grandioso futuro que nos aguarda.

Nota de repúdio ao DCE UEG

Posted maio 7th, 2009 in Destaque by thiago

Nós acadêmicos da Universidade Estadual de Goiás (UEG) – Unidade Universitária (UnU) de Luziânia, viemos por meio deste ato, expor nossa indignação quanto ao descaso que recebemos por parte do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UEG. Acreditamos nos nossos potenciais como acadêmicos e não temos medo de proceder de maneira certa, ainda que isto nos custe à cabeça.

Estamos recebendo uma represália por parte do DCE por acreditarmos em novos rumos, em uma movimentação que nos leve a mudança, pois queremos reconquistar aquilo que é nosso. Represália esta, em relação às eleições para delegados e suplentes dos Congressos da União Nacional dos Estudantes (CONUNE) e União Estadual dos Estudantes (CONUEE-GO). Há algum tempo solicitamos aos devidos representantes do DCE, Frank Boniek, Thiago Bonde e Valnides Pereira, que comparecessem a Unidade para auxiliarem no processo, ao qual os mesmos eram responsáveis, mas estes não compareceram. No dia 05 de maio de 2009 no período noturno se realizariam as eleições na qual a UnU Luziânia estaria representada pela chapa “UEG de Todos Nós” composta pelos acadêmicos: Jessica Cardoso, Karla Ramalho e Lukas Cardoso, porém esta eleição não pode ser concretizada devido a falta de comprometimento do DCE, que após insistentes contatos não compareceram em nenhuma oportunidade em nossa instituição, deixando-nos completamente desamparados no que se refere ao âmbito legal das eleições.

Portanto, somos forçados a repugnar tais atos, posto que não mais aceitaremos que se façam presentes meios duvidosos de se escolherem os representantes dos acadêmicos de nossa instituição, através, por exemplo, de listagens onde se colham assinaturas. Exigimos mais respeito conosco, somos universitários e não marionetes. Repudiamos também a atitude vergonhosa do DCE que distancia cada vez mais a nossa unidade das decisões da UEG, ao contrário do que pensam somos seres críticos, capazes de termos ideias próprias. Já sabemos escovar nossos dentes, portanto exigimos escolher nossos representantes. A mudança começa por nós, e estamos dispostos a encarar as consequências de nos levantar em meio a um conflito para fazermos valer o que nos é de direito.

Chapa “UEG de todos nós”

Luziânia – GO / 05 de maio de 2009.