Plenária da CMS define programação para a Assembleia Nacional do dia 31 de maio

Posted maio 3rd, 2010 in Movimentos Sociais, Notícias by thalitamartins

Representantes das entidades que compõem a Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS) participaram na manhã desta sexta-feira (30) da 8ª Plenária da CMS, na sede da CUT. Durante a Plenária, foi discutida e definida a sistemática e programação da Assembleia Nacional dos Movimentos Sociais, a ser realizada no dia 31 de maio.

Para o dia 31, a CMS prepara o lançamento da Plataforma dos Movimentos Sociais e Populares para 2010, por um projeto de desenvolvimento soberano, democrático e com distribuição de renda para o Brasil.

Ficou estabelecido que as entidades têm até o dia 21 de maio para enviar as suas contribuições para a Plataforma. Neste mesmo dia será realizada a última reunião operativa da CMS.

Assembleia dos Movimentos Sociais

data: 31 de maio

local:Quadra dos Bancários de São Paulo – Rua Tabatinguera, 192, Sé – São Paulo/SP

Programação

9h: Recepção com café

Abertura e orientações

10h: Mística

11h: Mesa de debate – entidades da Coordenação dos Movimentos Sociais, Assembleia Popular e Fórum das Centrais

12h30: Debates com o Plenário – lançamento da Plataforma dos Movimentos Sociais e Populares para 2010.

Almoço

15h: Considerações sobre a Plataforma

16h: Considerações finais

Informações do site da CUT (www.cut.org.br)

Proposta dos trabalhadores para monopólio estatal do petróleo agora é Projeto de Lei

Posted setembro 1st, 2009 in Destaque by admin

http://www.apn.org.br/apn/images/stories/diversas/ato_agosto_contra_crise_02.jpgA proposta defendida pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) e movimentos sociais para restabelecer o monopólio estatal do petróleo e transformar a Petrobrás em empresa 100% estatal e pública já está em tramitação na Câmara dos Deputados, através do Projeto de Lei  5891/2009, apresentado em Plenário nesta quinta-feira, 27, pelo deputado federal Fernando Marroni (PT/RS).  O PL 5891/2009 traz na íntegra todos os pontos do anteprojeto aprovado pelo Conselho Deliberativo da FUP e referendado nas assembléias pelos petroleiros. O PL 5891/2009 foi apresentado ao primeiro vice-presidente da Câmara, às 10 horas de hoje, no Plenário da Casa. O ato foi acompanhado por dirigentes da FUP, CUT, CTB e representantes sindicais de vários estados do país, entre eles o Sindipetro-RJ e a Fenajud (Federação Nacional dos Servidores do Poder Judiciário).

Além do deputado Fernando Marroni, que assina o Projeto de Lei, outros 23 parlamentares subscreveram o PL 5891/2009. São eles Vicentinho (PT/SP), Luís Bassuma (PT/BA), Jô Moraes (PCdoB/MG), Washington Luiz (PT/MA), Brizola Neto (PDT/RJ), José Leonardo Monteiro (PT/MG), Carlos Santana (PT/RJ), Joseph Bandeira (PT/BA), Daniel Almeida (PCdoB/BA), Chico Alencar (PSOL/RJ), Fátima Bezerra (PT/RN), Luís Sérgio (PT/RJ), Paulo Rocha (PT/PA), Reginaldo Lopes (PT/MG), Vanessa Grazziotin (PCdoB/AM), Sérgio Carneiro (PT/BA), Antônio Carlos Biscaia (PT/RJ), Iriny Lopes (PT/ES), Emília Fernandes (PT/RS), Vander Louber (PT/MS), Marcos Maia (PT/RS), João Paulo Cunha (PT/SP) e Francisco Praciano (PT).
Resultado de intensos debates realizados com os movimentos sociais, o PL 5891/2009 garante o restabelecimento do monopólio estatal e a retomada dos blocos exploratórios que foram leiloados. Também prevê a transformação da Petrobrás em uma empresa 100% estatal e pública, assim como a constituição de um Fundo Social Soberano que garanta a destinação dos recursos excedentes do petróleo para políticas públicas que atendam as necessidades do povo brasileiro. O Projeto de Lei será agora distribuído pela Mesa Diretora da Câmara para avaliação das comissões permanentes da Casa.
O coordenador da FUP, João Antônio Moraes, destacou a importância de mais esta etapa na luta dos trabalhadores pela retomada do monopólio estatal do petróleo. “É importantíssimo este apoio dos parlamentares ao nosso Projeto de Lei, mas para que o PL 5891/2009 tramite e seja aprovado na Câmara é fundamental que a categoria petroleira e os movimentos sociais continuem mobilizados. Vamos precisar de muita disposição de luta para garantir que o Brasil retome a soberania sobre o petróleo. Nós da FUP temos a convicção de que os petroleiros são a vanguarda deste movimento”, ressaltou Moraes.

O que defende o PL 5891/2009

O Projeto da Nova Lei do Petróleo, o PL 5891/2009, resgata os principais pontos da Lei 2004/53, que criou a Petrobrás e estabeleceu o monopólio da União sobre o setor, e contempla outras reivindicações históricas dos trabalhadores:

  • Fim das rodadas de licitações e retomada dos blocos petrolíferos que já foram leiloados;
  • Monopólio estatal na exploração, desenvolvimento, produção, refino, pesquisa e transporte do petróleo bruto e seus derivados, tendo a Petrobrás como executora;
  • Fundo Social Soberano (com controle social) para garantir que os recursos gerados pelo petróleo sejam investidos em políticas públicas voltadas para as necessidades do povo brasileiro (previdência, saúde, educação, habitação, reforma agrária, trabalho, etc) e no incremento de fontes alternativas de energia renovável e limpa;
  • Petrobrás 100% estatal e pública, garantindo também a reincorporação da Transpetro e da Refap e a incorporação da Refinaria Riograndense (antiga Ipiranga), da Refinaria de Manguinhos (RJ) e da Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil (TBG);
  • Estabelecimento de quarentena de 12 meses para os diretores e gerentes executivos da Petrobrás que deixarem a empresa;
  • Mudança do papel da ANP, que deixa de ser reguladora do setor e passa a ter a função de fiscalizar as atividades da indústria nacional de petróleo e gás, sobretudo a distribuição;

Leia o Projeto de Lei na íntegra.

com informações da FUP