Companheiros e companheiras estudantes, nessa quinta-feira, 30 de setembro, o mundo se viu chocado com a manobra golpista conduzida no Equador contra o governo anti-capitalista e anti-imperialista de Rafael Corrêa. Após os fatos avaliados durante a manhã e tarde do dia 30, podemos ver como os poderes conservadores do Equador, a extrema direita equatoriana, a oligarquia equatoriana e seus “tentáculos”, encontraram sua oportunidade de desatar um golpe de estado, baseado no descontentamento do suposto 1o regimento de policia militar de Quito, quanto as reformas do gorveno Corrêa. A manifestação dos policiais logo se transformou em golpe, paralisando os quartéis, o que desatou uma série de crimes e saques na cidade de Quito, e em seguida tomou o aeroporto e paralisou as bases aéreas. Rafael Corrêa denunciou a intenção de golpe de estado que residia por trás da manifestação dos policiais. Em sua manifestação patriota, Rafael convocou o povo a rechaçarem esse golpe militar organizadamente, com manifestações de apoio pacifico ao presidente, e disse diretamente aos golpistas em um discurso, diretamente aos policiais, que não cederá aos protestos, que rejeita a lei aprovada pelo Congresso, que elimina benefícios aos membros dessa instituição e das Forças Armadas. “Não darei nenhum passo atrás. Se quiserem, tomem os quarteis, se quiserem deixar a cidadania indefesa e se quiserem trair sua missão de policiais”, afirmou Correa frente aos militares que tomaram o principal regimento de Quito.
“Se quiserem matar o presidente, aqui estou, matem-no se tiverem vontade, matem-no se tiverem poder, matem-no se tiverem coragem ao invés de ficar covardemente escondido na multidão”, afirmou ainda. “Se quiserem destruir a pátria, aí está! Mas o presidente não dará nem um passo atrás”. O presidente fez esse pronunciamento e em seguida foi sequestrado no hospital de Quito, onde permanece. Sob vigia dos policiais.
Por todo Equador as pessoas atendem o chamado de Correa, legitimando a democracia equatoriana e defendendo-a. As forças armadas equatorianas se declararam como uma organização de defesa dos direitos do povo do Equador, e que se submetia a Chefia de Rafael Corrêa. Os chefes de estado Latino Americanos declaram seus apoios ao governo de Rafael Correa, e denunciam a intentona golpista de extrema direita que se formou no Equador tem relações diretas com organizações politicas estadunidenses, que oferecem um tremendo perigo para as democracias Latino Americanas.
Golpes constitucionais como esses não são novidade para o povo Latino Americano que passou por décadas de ditaduras militares imperialistas, com apoio dos setores entreguistas dos capitalistas na américa latina. Recentemente, o mundo assistiu com impunidade, o golpe militar em honduras, onde o Presidente Zelaya foi deposto por setores das Forças Armadas, por promover reformas que combatiam a inserção do capital internacional na economia energética hondurense. A impunidade dada aos golpistas em Honduras foi citada na declaração de apoio do governo Cubano como um grande erro, que pode dar inicio a uma nova onda de ditaduras militares de direita na américa latina.
De fato, as derrotas sofridas pela direita na américa latina nos ultimos anos, frente a crise do capital financeiro internacional, coloca em evidência o desespero dessas forças consevadoras, que durante séculos se sustentaram da exploração dos povos, e que agora enfrentam as grandes transformações sociais que as democracias progressistas Latino Americanas conquistaram.
Com a mídia golpista enfraquecida, perante a incapacidade de manipular a opinião publica das massas conscientes, com as forças politicas e economicas entreguistas enfraquecidas pelo avanço do desenvolvimento economico dos estados latino americanos, sobra às forças exploradoras recorrer a violência, pois eles sabem que se enfraquecerem demais, será inevitável que o povo se aproprie dos seus meios de produção, que os estados fortes e democráticos garantam a divisão justa das riquezas da nação, será o início da supremacia democrática popular sobre o capital, na américa latina e no mundo.
Frente a situação apresentada, o Movimento Estudantil Brasileiro deve se posicionar em intransigente defesa e solidariedade ao Presidente Rafael Corrêa, a democracia equatoriana, contra todos os tipos de golpe de estado. A democracia é uma conquista e uma construção constante dos povos livres e soberanos, situações como esta colocam em risco os direitos e liberdades que conquistamos com muita luta. Chamamos os estudantes de todo o Brasil a manifestar sua solidariedade ao Presidente Rafael Corrêa, ao governo equatoriano, rechaçando a atuação dos grupos golpistas organizados na policia de Quito e contra toda a direita golpista instalada na américa latina. Por uma América Latina livre, soberana e socialista!
Saudações e solidariedade a revolução cidadã em curso.
Diego Aguilera
Direção Nacional