Carta-Aberta dos Estudantes à Câmara de Vereadores de Floresta-PE

Posted outubro 1st, 2011 in Movimento Estudantil by zecidao

Neste 29 de Setembro de 2011, os estudantes de Floresta experimentaram sentimentos variados em relação à sua condição de cidadãos, pois ao mesmo tempo que acreditavam observar o fenômeno democrático da efetivação do direito político de organização social, de movimento de estudantes, movimento este legitimado pela legislação brasileira, contraditoriamente estes mesmos estudantes – jovens mulheres em sua maioria – amargaram a decepção e a frustração de assistirem à uma cena típica dos porões das épocas mais retrógradas e mais obscuras da história deste país.

Ainda estamos atônitos e perplexos diante da amplitude da estupidez com a qual estudantes de diversas escolas foram tratados nas dependências da Escola Estadual Deputado Afonso Ferraz, num gesto de nitidez marcadamente conservadora, arbitrária e violenta contra a livre organização estudantil que havia programado e comunicado à referida escola sobre o evento de posse ao Grêmio Estudantil recém eleito e empossado pelos estudantes da Escola Afonso Ferraz.

A solenidade de posse dada ao grupo de estudantes ocorreu de forma harmoniosa e democrática. Após esta cerimônia, todos foram convidados a assistir à apresentação cultural em um dos pátios da escola. Ao instalar os equipamentos para iniciar a apresentação musical, os músicos foram surpreendidos pela gestora da escola que, subitamente, surgiu ao centro do pátio e, enfurecidamente, decidiu expulsar a todos os presentes, sendo estudantes, artistas e funcionários públicos enxotados do espaço acadêmico e, publicamente, humilhados perante outros funcionários, professores e demais alunos da referida escola pública.

Nestes tempos de “aparente saudosismo dos regimes de exceção”, os estudantes de Floresta afirmam sua postura militante contra as práticas conservadoras e violentas das velhas elites locais que, agonizando do fundo de seus sórdidos porões, ainda insistem em violar os direitos dos estudantes e dos jovens trabalhadores que são excluídos e silenciados há décadas nesta cidade. Nestes tempos de “Casas-Grandes e Senzalas”, os estudantes recusam essa prática de opressão e levantam suas bandeiras libertárias da democracia, afirmando que o grêmio da Escola Afonso Ferraz é apenas o primeiro de muitos outros que estão sendo edificados e que oligarquia nenhuma será capaz de cessá-los.

UNIÃO DOS ESTUDANTES SECUNDARISTAS DE FLORESTA – UESF

Articulações pelas emendas ao PNE

Posted maio 5th, 2011 in Educação, Movimento Estudantil by decko
Dep. Arthur Bruno PT/CE e Relações Institucionais do Mov. Mudança, Pedro Teixeira

Dep. Arthur Bruno do PT-CE e Direção de Relações Institucionais do Mov. Mudança, Pedro Teixeira

No último dia 05 de Maio de 2011, A UNE e a UBES foram ao Congresso Nacional cobrar dos parlamentares que as 59 emendas ao Plano Nacional de Educação feitas pelos estudantes, sejam incorporadas ao PNE e construídas no congresso.

Num dado momento, nossa Direção de Relações Institucionais, fez a entrega do cartaz da Campanha de 50% do fundo social do pré-sal e de 10% do PIB pra educação aos Deputados Artur Bruno – PT/CE, Dep. Newton Lima – PT/SP.

De imediato os dois parlamentares se comprometeram a estar junto com os estudantes e o Movimento Mudança nesta luta.

Convocação do 52º Congresso da União Nacional dos Estudantes

Posted abril 14th, 2011 in Educação, Movimento Estudantil by decko

Reunidos na “cidade dos mil povos”, lideranças estudantis de todo o país honram a tradição democrática e combativa da UNE neste 59º Conselho Nacional de Entidades Gerais, ao aprofundar o debate sobre as políticas e estratégias de ação que vão orientar a luta do movimento estudantil brasileiro por uma Educação de qualidade e por um Brasil mais justo e desenvolvido. Nesta ocasião mais de 500 Diretórios Centrais, Uniões Estaduais de Estudantes e Federações ou Executivas de Curso convocam os mais de 6,5 milhões de universitários que estudam no território nacional a construir em todos os cantos de nosso imenso país o 52º Congresso da história de quase 74 anos de luta da União Nacional dos Estudantes, que será realizado na bela cidade de Goiânia.

Este congresso acontece em um momento de efervescência dos povos do mundo em enfrentamento aos impactos da crise em todo planeta. A crise econômica eclodida em 2008 é elemento decisivo para a compreensão dos caminhos que o Brasil e o mundo trilharão nesta década recém aberta e aponta para o esgotamento do projeto neoliberal baseado na supervalorização da especulação financeira e para a afirmação do desenvolvimento sustentável e soberano das nações como melhor receita para garantir os interesses da maioria de suas populações. Ainda, as guerras que a política belicista que os EUA e as principais potências européias patrocinam no Afeganistão, no Iraque, no Paquistão, na Costa do Marfim, e recentemente na Líbia expressam a face mais cruel de um capitalismo decadente que depende de agressões militares e banhos de sangue para conquistar novas fontes de energia e novos mercados.

A América Latina, ao contrário, segue uma proposta mais determinada, altiva e soberana. O Brasil caminha nessa tendência. Nos últimos oito anos o país viu voltou a valorizar o Estado num esforço de articular diversas políticas com o objetivo de democratizar a renda e o acesso à educação, saúde e cidadania. Mas isso ainda é pouco e a juventude brasileira não se intimida com o tamanho do desafio que vê pela frente afirmando em alto e bom som: Queremos MAIS!

Se é verdade que nos últimos oito anos o país melhorou muito as condições de vida de seu povo, devemos ter a lucidez de perceber que o Brasil em que vivemos está muito distante do Brasil com o qual sonhamos. O país ainda convive com uma massa de milhões de analfabetos. Persiste um sistema de ensino básico e médio excludente que a cada ano desperdiça milhares do jovens em seus altos índices de evasão. O déficit estrutural se torna mais claro no Ensino Superior. Apenas 13,9% dos jovens entre 18 a 24 anos frequentam um curso superior no Brasil. Não obstante, apesar do expressivo aumento de vagas públicas criadas no último período, proporcionalmente, a participação pública no total de matrículas no ensino superior não vem melhorando, reduzindo de 30,2% em 2002 para apenas 25,1% em 2008, um sintoma claro do avanço no contexto de desregulamentação do Ensino Superior Privado. Todavia, cabe registrar, que no último período observa-se uma inversão gradual dessa lógica. Isso pode ser observado em iniciativas como a construção de 141 novas escolas técnicas e 11 novas IFES já mencionadas. Observam-se também em outras ações como o piso nacional do magistério, a ampliação nos recursos do FUNDEB e a instituição do Ensino Básico de nove anos. Ainda, iniciativas como ampliação de vagas nas universidades já existentes , bem como a adoção de políticas afirmativas de reparação racial, têm contribuído para a diminuição dos muros que cercam as universidades no país.

Não obstante, esta em curso no Congresso Nacional o novo Plano Nacional de Educação. Fruto do debate da Conferência Nacional de Educação este documento indicará parâmetros e perspectivas para os próximos dez anos de políticas educacionais no país. Portanto consiste em uma oportunidade para construir um projeto estruturante que supere as limitações históricas da Educação brasileira, firmado em uma plataforma de um Sistema Nacional Articulado de Educação. Plataforma esta que tenha a Universidade PÚBLICA no centro da transformação da Educação no Brasil. Nesse processo, a UNE lançou em 2009 o seu Projeto de Reforma Universitária – PL 5175/09, fruto de debate e mobilização de centenas de milhares de estudantes e entidades estudantis. Derivado deste documento, apresentou no inicio deste ano 59 emendas ao projeto de plano em tramitação e foi as ruas em mais de vinte capitais na Jornada de Lutas 2011.

O fez por entender que está na ordem do dia de radicalizar a democratização da Universidade Brasileira. Isso compreende elevar os investimentos a outro patamar com a aplicação dos 10 bilhões adicionados ao orçamento do MEC com o fim da DRU, da destinação de 50% do Fundo Social do Pré-Sal e 10% do PIB ao financiamento da Educação no país. Passa também pela consolidação da participação da comunidade acadêmica nas decisões na Universidade através de eleição direta pra reitor, co-gestão com participação paritária dos segmentos (estudantes, professores e servidores) nas diversas esferas e garantia de livre organização estudantil e sindical. Compreende radicalizar o acesso e à universidade e permanência nesta através do alcance da meta de 50% de oferta de vagas públicas no ensino superior até 2020 e do fim do vestibular com a instituição de um novo método de seleção nacional mais democrático superando a lógica da falsa meritocracia. Compreende na reestruturação acadêmica que rompa com o regime de departamentos da reforma MEC/USAID e possibilite maior interação e interdisciplinaridade, possibilite uma universidade mais científica e critica, com o aperfeiçoamento do sistema de pesquisa na graduação e pós-graduação associado ao desenvolvimento produtivo e tecnológico de cada região, enfrentando a fuga de cérebros. Passou o tempo em que os jovens brasileiros eram enviados a se formar no estrangeiro, o Brasil tem potencial para produzir conhecimento soberano vinculado aos interesses de seu desenvolvimento. Uma reestruturação acadêmica que engaje a universidade no processo de superação das profundas contradições de nossa sociedade e resgate o caráter de espaço de promoção da cultura e das artes. Compreende o controle público sobre o ensino privado, materializado na regulamentação desse setor, no acompanhamento dos reajustes de mensalidades, no combate a mercantilização e desnacionalização, com o veto de participação do capital estrangeiro nas IES, a fiscalização da qualidade do ensino nas instituições privadas e na garantia da sua democracia interna.

É nesse contexto que se insere o 52º Congresso da UNE. O movimento estudantil brasileiro tem a tarefa de mobilizar milhões de estudantes no país para a disputa do novo Plano Nacional de Educação. Ou seja, levar a cada sala de aula o debate de uma universidade antenada com os desafios do nosso tempo. É hora de arregaçar as mangas, construir grandes debates mobilizações por todo o país, iniciando a década com os pés firmes na luta e os olhos vislumbrando o grandioso futuro que nos aguarda.

Encontro de Formação Política da Mudança – ES

Posted novembro 4th, 2010 in Destaque, Movimento Estudantil by decko

O curso de Formação Política do Movimento Estudantil Mudança foi realizado no dia 23/10, na UFES, em Vitória-ES. Palestraram neste dia a suplente ao senado Ana Rita Esgário e o vereador do município de Vila Velha, João Batista Babá além do ex secretário de direitos humanos do gov. federal e ex torturado político, Perly Cipriano.

Estiveram presentes cerca de 40 pessoas discutindo política, uma nova alternativa ao capitalismo e um movimento estudantil que realmente atenda aos anseios da sociedade.

Veja mais fotos em http://www.flickr.com/photos/dilmaes/sets/72157625304644190/with/5142705443/

Movimento da Mudança Contra a Tentativa de Golpe de Estado no Equador

Posted setembro 30th, 2010 in Artigos, Política by decko

Companheiros e companheiras estudantes, nessa quinta-feira, 30 de setembro, o mundo se viu chocado com a manobra golpista conduzida no Equador contra o governo anti-capitalista e anti-imperialista de Rafael Corrêa. Após os fatos avaliados durante a manhã e tarde do dia 30, podemos ver como os poderes conservadores do Equador, a extrema direita equatoriana, a oligarquia equatoriana e seus “tentáculos”, encontraram sua oportunidade de desatar um golpe de estado, baseado no descontentamento do suposto 1o regimento de policia militar de Quito, quanto as reformas do gorveno Corrêa. A manifestação dos policiais logo se transformou em golpe, paralisando os quartéis, o que desatou uma série de crimes e saques na cidade de Quito, e em seguida tomou o aeroporto e paralisou as bases aéreas. Rafael Corrêa denunciou a intenção de golpe de estado que residia por trás da manifestação dos policiais. Em sua manifestação patriota, Rafael convocou o povo a rechaçarem esse golpe militar organizadamente, com manifestações de apoio pacifico ao presidente, e disse diretamente aos golpistas em um discurso, diretamente aos policiais, que não cederá aos protestos, que rejeita a lei aprovada pelo Congresso, que elimina benefícios aos membros dessa instituição e das Forças Armadas. “Não darei nenhum passo atrás. Se quiserem, tomem os quarteis, se quiserem deixar a cidadania indefesa e se quiserem trair sua missão de policiais”, afirmou Correa frente aos militares que tomaram o principal regimento de Quito.

“Se quiserem matar o presidente, aqui estou, matem-no se tiverem vontade, matem-no se tiverem poder, matem-no se tiverem coragem ao invés de ficar covardemente escondido na multidão”, afirmou ainda. “Se quiserem destruir a pátria, aí está! Mas o presidente não dará nem um passo atrás”. O presidente fez esse pronunciamento e em seguida foi sequestrado no hospital de Quito, onde permanece. Sob vigia dos policiais.

Por todo Equador as pessoas atendem o chamado de Correa, legitimando a democracia equatoriana e defendendo-a. As forças armadas equatorianas se declararam como uma organização de defesa dos direitos do povo do Equador, e que se submetia a Chefia de Rafael Corrêa. Os chefes de estado Latino Americanos declaram seus apoios ao governo de Rafael Correa, e denunciam a intentona golpista de extrema direita que se formou no Equador tem relações diretas com organizações politicas estadunidenses, que oferecem um tremendo perigo para as democracias Latino Americanas.

Golpes constitucionais como esses não são novidade para o povo Latino Americano que passou por décadas de ditaduras militares imperialistas, com apoio dos setores entreguistas dos capitalistas na américa latina. Recentemente, o mundo assistiu com impunidade, o golpe militar em honduras, onde o Presidente Zelaya foi deposto por setores das Forças Armadas, por promover reformas que combatiam a inserção do capital internacional na economia energética hondurense. A impunidade dada aos golpistas em Honduras foi citada na declaração de apoio do governo Cubano como um grande erro, que pode dar inicio a uma nova onda de ditaduras militares de direita na américa latina.

De fato, as derrotas sofridas pela direita na américa latina nos ultimos anos, frente a crise do capital financeiro internacional, coloca em evidência o desespero dessas forças consevadoras, que durante séculos se sustentaram da exploração dos povos, e que agora enfrentam as grandes transformações sociais que as democracias progressistas Latino Americanas conquistaram.

Com a mídia golpista enfraquecida, perante a incapacidade de manipular a opinião publica das massas conscientes, com as forças politicas e economicas entreguistas enfraquecidas pelo avanço do desenvolvimento economico dos estados latino americanos, sobra às forças exploradoras recorrer a violência, pois eles sabem que se enfraquecerem demais, será inevitável que o povo se aproprie dos seus meios de produção, que os estados fortes e democráticos garantam a divisão justa das riquezas da nação, será o início da supremacia democrática popular sobre o capital, na américa latina e no mundo.

Frente a situação apresentada, o Movimento Estudantil Brasileiro deve se posicionar em intransigente defesa e solidariedade ao Presidente Rafael Corrêa, a democracia equatoriana, contra todos os tipos de golpe de estado. A democracia é uma conquista e uma construção constante dos povos livres e soberanos, situações como esta colocam em risco os direitos e liberdades que conquistamos com muita luta. Chamamos os estudantes de todo o Brasil a manifestar sua solidariedade ao Presidente Rafael Corrêa, ao governo equatoriano, rechaçando a atuação dos grupos golpistas organizados na policia de Quito e contra toda a direita golpista instalada na américa latina. Por uma América Latina livre, soberana e socialista!

Saudações e solidariedade a revolução cidadã em curso.

Diego Aguilera
Direção Nacional

Movimento Mudança do Acre

Posted maio 7th, 2010 in Movimento Estudantil by thalitamartins

Vem com a gente ser diferente

De estudante para estudante! De jovens para jovens!

O movimento estudantil sempre esteve à frente dos grandes embates da sociedade, lutou por uma educação de qualidade, foi as ruas erguendo a bandeira da democracia, derrubou a ditadura reconduzindo o pais para a liberdade, gritou “o petróleo e nosso” contra as privatizações, tirou um presidente pintando sua cara e exigindo justiça no pais, e sempre protagonizou todos os grandes processos da sociedade brasileira, hoje amarga a inatividade, a apatia, e o conformismo frente ao cenário de problemas e dificuldade da educação, da sociedade, da nação brasileira.

O movimento estudantil frente de batalha da sociedade é hoje utilizado para crescimento pessoal de ilegítimas lideranças que aportados nele o conduzem a vergonha, ao invés de ser um mecanismo para dar voz ao estudante da voz à juventude, ele perdeu a sua finalidade, o movimento que libertava, teve suas mãos atadas, presas nas algemas da burocracia, nas cadeias da politicagem.

Nós jovens não nos prendemos, mesmo o movimento estando preso encontramos outros espaços para expressar nossas indignações, para sonharmos, para sermos o que somos “revolucionários” foi na musica, nos movimentos culturais, através das mídias, internet, MSN, orkut’s e twitter’s que lutamos e continuamos lutando pela liberdade, pela justiça, por uma sociedade com a nossa cara, mas o movimento estudantil não perdeu sua importância, ele somente parou, parou no tempo, e nós seguimos.

Assim nós jovens temos pela frente um novo desafio, como reconstruir esse movimento que tem a cara dos anos 80 e precisa da resposta a problemas do século 21? Temos de dá um novo formato a esse movimento ele tem de ser ousado não pode seguir uma dinâmica burocrática, tem de ser alternativo, dinâmico, não pode se prender ele tem de ser livre e acima de tudo dos estudantes, olhando desde a luta por uma melhora na merenda de nossas escolas ate uma disputa por políticas de âmbito nacional.

Você deve esta se perguntando, “Como Faremos isso?” A resposta é simples, juntos, não existem receitas de como fazer, existe quem deve fazer os estudantes, temos de fazer acontecer, temos de modernizar esse movimento, nós estudante temos de ser parte disso, pois somos o movimento, somos o futuro e o presente, o estudante é quem sente no dia a dia é quem sabe o que está acontecendo de errado, somos a base onde se constrói essa nação chamada Brasil.

As escolas, os municípios, o estado o pais, não são pequenos reinados onde os governos mandam e dizem como devem ser as coisas, não somos estudantes da escola fulano de tal, somos estudantes do Brasil, jovens do Brasil, revolucionários do planeta, sozinhos não podemos resolver nada, mas juntos nada pode nós para, somos invencíveis, temos a força em nossas mãos e ninguém pode mudar isso!

Vem com a gente e “juntos” faremos diferente!
MOVIMENTO MUDANÇA ACRE !

Vitória dos Estudantes pelo Passe Livre no Distrito Federal

Posted junho 24th, 2009 in Destaque by admin
Câmara aprova passe livre para os estudantesEstudantes acompanham votação do passe livre das galerias (Foto: Carlos Gandra/CLDF)

Os estudantes do Distrito Federal conquistaram o direito ao passe livre. Por unanimidade dos 21 deputados distritais que compareceram hoje (23) à sessão extraordinária, a Câmara Legislativa aprovou, com emendas, o projeto de lei 1.245/09, do GDF, que estende o benefício. Para entrar em vigência, o projeto deverá ser sancionado pelo governador.

Estudantes que lotaram as galerias aplaudiram a aprovação do projeto, que foi aprovado com a inclusão de 12 emendas apresentadas por vários parlamentares, que aumentaram o alcance do passe livre.

Entre as mudanças aprovadas que modificaram o projeto original, por exemplo, estão a extensão do passe livre para alunos de todos os níveis, como alunos em estágios, de pós-graduação e de pré-vestibulares, como também a inclusão do sistemas do metrô e de microônibus.

Uma emenda que foi aprovada com a diferença de um voto garante a concessão de 16 passes extras para os estudantes utilizarem livremente, mesmo nos dias não-úteis.

Conforme foi aprovado ainda, por emenda de vários distritais, o passe livre dará direito também ao estudante ter acesso a meia-entrada em salas de espetáculos.

Outra emenda determinou a criação do passe livre estudantil, com competências consultivas e fiscalizadores, para fiscalizar a correta utilização do benefício. Ficou determinado que o uso indeterminado do passe livre sujeitará o infrator à perda do benefício e também a processo administrativo.

“Foi o mais importante projeto aprovado na Câmara Legislativa neste ano e um dos mais relevantes de toda a sua história, por atender a uma luta histórica do movimento estudantil”, destacou o deputado Paulo Tadeu (PT), um dos principais defensores da proposta.

O deputado Rogério Ulysses (PSB) também disse que o seu voto em favor do passe livre foi o que mais lhe proporcionava “orgulho” até o momento. O distrital enfatizou que a aprovação do passe livre deve ser creditada à Câmara Legislativa, que apoiou a proposta e convenceu o governo a aceitar a sua concessão.

O presidente da Câmara Legislativa, deputado Leonardo Prudente, parabenizou os estudantes ao final da votação, pela organização na mobilização em favor do passe livre.

A líder do PT, Erika Kokay, destacou que os estudantes do DF “tiveram que ocupar as ruas e enfrentar a polícia” para garantir a conquista do direito ao passe livre.

Zildenor Ferreira Dourado – Coordenadoria de Comunicação Social