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	<title>Movimento Mudança &#187; Lula O Filho do Brasil</title>
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		<title>Lula O Filho do Brasil</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Jan 2010 00:34:06 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Glauco Felipe Araújo Garcia]]></category>
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		<description><![CDATA[Por Glauco Felipe Araújo Garcia
Um forte e comovente enredo de cinema?  Uma mera propaganda eleitoral? Um registro histórico? Uma biografia  altamente admirável e, fatidicamente, chocante? O que torna o filme  que conta a vida do então presidente da República algo tão provocante? Críticas advindas de determinados  grupos políticos brasileiros são, evidentemente, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por </strong><span style="font-family: Times New Roman;font-size: small"><strong>Glauco Felipe Araújo Garcia</strong></span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman;font-size: small">Um forte e comovente enredo de cinema?  Uma mera propaganda eleitoral? Um registro histórico? Uma biografia  altamente admirável e, fatidicamente, chocante? O que torna o filme  que conta a vida do então presidente da República algo tão provocante?</span> <span style="font-family: Times New Roman;font-size: small">Críticas advindas de determinados  grupos políticos brasileiros são, evidentemente, evasivas. No final  das contas, não há melhor história de superação, de quebra das  barreiras sociais estruturantes e dogmáticas, de vitória, de luta  e dificuldades do que a biografia de Lula.</span> <span style="font-family: Times New Roman;font-size: small">Talvez, ser filho de uma elite que  condiciona o próprio rebento a oportunidades invejáveis como as de  estudar no exterior; desfrutar do curso superior mais caro e mais cobiçado  por toda a sociedade brasileira na melhor Universidade do Brasil (medicina  – USP); presidir a União Nacional dos Estudantes com um discurso  não menos intelectual e persuasivo, possa não quebrar as expectativas  e não ser tão convidativo como o imbatível histórico de lutas pragmáticas,  cotidianas e não apenas cientificamente, elitistamente políticas.</span> <span style="font-family: Times New Roman;font-size: small">O filme é basicamente a narração  de um sertanejo miserável que passa pela viagem feita por milhares  de outros sertanejos brasileiros: o êxodo rural, com o sonho da grande  São Paulo. Torna-se, como os mesmos milhares, um favelado na nada receptiva  metrópole que dentre tantos problemas sociais e urbanos, propicia,  aos seus mais novos moradores das favelas, noites de enchentes no próprio  lar em tempos de chuva. Um protagonista simples, um qualquer que logra  alfabetizar-se e depois formar-se no SENAI para trabalhar como torneiro  mecânico. Agora, trata-se de um infeliz operário do enorme e monstruoso  ABC paulista que, por acidente, passa a estar filiado no Sindicato e,  também por acidente, tem a infelicidade de perder o próprio dedo numa  máquina de trabalho. Não obstante o sofrimento, perde o emprego, e  afetivamente também obtém a infeliz experiência de perder a esposa  e o filho quando aquela daria a luz a este. E assim, engendra-se uma  história ululante muito comum às camadas populares do Brasil. Mas  com um tremendo diferencial: a prospecção política&#8230;</span> <span style="font-family: Times New Roman;font-size: small">Parecer-se com o povo, confundir-se  com ele, viver as mesmas catástrofes que o povo, advir das catatonias  mais desagradáveis como a experiência de ser alvejado por reivindicar  direitos inatos e puramente procedentes de uma massa trabalhadora&#8230;  tudo isso torna o filme de fato sensibilizante e, no mínimo, atribui  a Lula sua devida respeitabilidade. Do ponto de vista eleitoral, na  verdade, num regime no qual o poder emana do próprio povo e é usado  no nome do mesmo é um verdadeiro grande negócio. Misturar-se com a  massa, confundir-se com ela, parece ser algo realmente único e, para  os paradigmas do perfil dos dirigentes da política nacional, tem que  ser mesmo invejável. Propaganda eleitoral tácita? Tolas são as lideranças  de marketing de outros partidos que não tiveram a sacada mais genial  de tocar as emoções e o âmago mais profundo do eleitor brasileiro.</span> <span style="font-family: Times New Roman;font-size: small">Mas, pensando bem&#8230; por que não o  fazem? Porque sofrimento a dar e vender sucedido de superação, vontade,  perseverança&#8230; batalhas tão diárias e quedas de preconceitos tão  estereotipados são realmente difíceis de serem encontrados. Utilizar  o arquétipo de grande intelectual, professor doutor, poliglota que  aufere discursos políticos na língua local dos mais diversos países!  o grande baluarte da Universidade&#8230; tudo isso são verdadeiras armas  que são usadas para engrandecimento da história de alguém: enaltecem,  identificam, especificam e podem justificar o voto naquele muito mais  hipoteticamente preparado e devidamente responsabilizado a presidir  um país. Mas que não tem tão surpreendente biografia e não dá uma  “historinha de cinema” capaz de relativizar toda a ordem mais “natural”  das coisas. Fica claro que o Lula do PT e/ou o PT de Lula pode se gabar,  se ensoberbecer de ter a mais inédita saga e o mais autêntico representante  democrático: alguém que é do povo e conquistou o povo para si. Nada  mais justo e pertinente ao assistir, dizer, repetir, respeitar, reconhecer  e indago: por que não votar? na indicação de Lula, o verdadeiro filho  do Brasil!</span></p>
<p style="text-align: left"><span style="font-family: Times New Roman;font-size: small"><strong>Glauco Felipe Araújo Garcia</strong> é acadêmico  de Direito no Centro Universitário de Anápolis  – UniEVANGÉLICA e Presidente  do Diretório Acadêmico XXVIII de maio.</span></p>
<p><a name="0.1_graphic02"></a><span style="font-family: Times New Roman;font-size: small"><strong> </strong></span></p>
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