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	<title>Movimento Mudança &#187; Marcha da Maconha</title>
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		<title>Manifestações a favor das drogas configuram liberdade de expressão e de opinião</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Jul 2009 12:00:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Deborah Duprat pediu ao STF que suspenda, cautelarmente, dispositivos que possam ocasionar a criminalização da defesa da legalização das drogas


A procuradora-geral da República, Deborah Duprat, enviou hoje ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma ação de descumprimento de preceito fundamental (ADPF) e uma ação direta de inconstitucionalidade (ADI) para que aquela instituição interprete conforme a Constituição [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="documentDescription" style="text-align: justify"><span style="color: #000000">Deborah Duprat pediu ao STF que suspenda, cautelarmente, dispositivos que possam ocasionar a criminalização da defesa da legalização das drogas</span></p>
<div class="plain" style="text-align: justify">
<div id="mudaFonte">
<p><span style="color: #000000">A procuradora-geral da República, Deborah Duprat, enviou hoje ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma ação de descumprimento de preceito fundamental (<a title="adpf" href="http://mudanca.org.br/noticias-do-site/pdfs/adpf_apologia_legalizacao_entorpecentes.pdf" target="_blank">ADPF</a>) e uma ação direta de inconstitucionalidade (<a title="adi" href="http://mudanca.org.br/noticias-do-site/pdfs/adi_apologia_legalizacao_entorpecentes.pdf" target="_blank">ADI</a>) para que aquela instituição interprete conforme a Constituição Federal o artigo 287 do Código Penal e o artigo 33, parágrafo 2º, da Lei 11.343/06, que instituiu o Sistema Nacional de Políticas sobre Drogas.</span></p>
<p><span style="color: #000000">De acordo com a procuradora-geral, a interpretação dos referidos dispositivos está gerando indevidas restrições aos direitos fundamentais à liberdade de expressão e de reunião. Ela explica que, nos últimos tempos, diversas decisões judiciais têm proibido atos públicos em favor da legalização das drogas, empregando o equivocado argumento de que a defesa dessa ideia constituiria apologia de crime.</span></p>
<p><span style="color: #000000">Debora Duprat quer que o STF conceda medida cautelar, para suspender, até o julgamento final da ação, a possibilidade de que qualquer autoridade judicial ou administrativa dê, ao artigo 287 do Código Penal e do artigo 33, parágrafo 2º, da Lei 11.343, interpretação que possa ensejar a criminalização da defesa da legalização das drogas, ou de qualquer substância entorpecente específica, inclusive por meio de manifestações e eventos públicos.</span></p>
<p><span style="color: #000000">Ela explica que pediu a medida cautelar porque pessoas são submetidas a prisões em flagrante, inquéritos, ações penais e outros constrangimentos apenas por exercitarem seus direitos fundamentais à liberdade de expressão e de reunião. “Essas medidas causam danos morais e lesam bens extrapatrimoniais que não são suscetíveis de reparação ao final do processo”.</span></p>
<p><span style="color: #000000"><span style="font-weight: bold">Censura</span> &#8211; Além disso, complementa a procuradora-geral, a interpretação “pode conduzir – e tem conduzido – à censura de manifestações públicas em defesa da legalização das drogas, não só violando os direitos das pessoas e grupos censurados, como também asfixiando o debate público em tema tão relevante. Os danos aos direitos fundamentais dos envolvidos e à democracia serão também irreparáveis ao final do processo, pela sua própria natureza”.</span></p>
<p><span style="color: #000000">Deborah Duprat cita como exemplo a chamada “Marcha da Maconha”, em que manifestantes defenderiam a legalização da referida substância entorpecente. O evento foi proibido por decisões do Poder Judiciário, em 2008, nas cidades de Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Salvador, João Pessoa e Fortaleza. Já no ano de 2009, a marcha foi vedada por decisões judiciais nas cidades de Curitiba, São Paulo, Americana (SP), Juiz de Fora (MG), Goiânia, Salvador, Fortaleza e João Pessoa.</span></p>
<p><span style="color: #000000">Segundo a procuradora-geral, as decisões são equivocadas, pois têm se assentado na premissa de que, como a comercialização e o uso da maconha são ilícitos penais, defender publicamente a sua legalização equivaleria a fazer apologia das drogas, estimulando o seu consumo.</span></p>
<p><span style="color: #000000">Por outro lado, a procuradora-geral cita que, houve também, “decisões judiciais mais afinadas com a Constituição e com os seus valores democráticos, valendo ressaltar aquela proferida pelo juiz do IV Juizado Especial Criminal da Comarca do Rio de Janeiro, Luis Gustavo Grandinetti Castanho de Carvalho, que deferiu habeas corpus preventivo em favor dos participantes da “Marcha da Maconha” de 2009 no Rio de Janeiro.</span></p>
<p><span style="color: #000000">Deborah Duprat assevera que a liberdade de expressão “representa um pressuposto para o funcionamento da democracia, possibilitando o livre intercâmbio de ideias e o controle social do exercício do poder. De mais a mais, trata-se de direito essencial ao livre desenvolvimento da personalidade humana, uma vez que, como ser social, o homem sente a necessidade de se comunicar, de exprimir seus pensamentos e sentimentos e de tomar contato com os seus semelhantes.</span></p>
<p><span style="color: #000000">A procuradora-geral salienta, ainda: “O fato de uma ideia ser considerada errada ou mesmo perniciosa pelas autoridades públicas de plantão não é fundamento bastante para justificar que a sua veiculação seja proibida. A liberdade de expressão não protege apenas as ideias aceitas pela maioria, mas também &#8211; e sobretudo &#8211; aquelas tidas como absurdas e até perigosas. Trata-se, em suma, de um instituto contramajoritário, que garante o direito daqueles que defendem posições minoritárias, que desagradam ao governo ou contrariam os valores hegemônicos da sociedade, de expressarem suas visões alternativas”.</span></p>
<p><span style="color: #000000"><span style="font-weight: bold">Liberdade de reunião</span> &#8211; Deborah Duprat cita uma ADI julgada pelo STF, que entendeu que a liberdade de reunião é “uma das mais importantes conquistas da civilização, enquanto fundamento das modernas democracias políticas”. Ela completa que o artigo 287 do Código Penal e o artigo 33, parágrafo 2º, da Lei 11.343/2006, violam gravemente esse direito, pois permitem que seja tratada como ilícito penal a realização de reunião pública, pacífica e sem armas, devidamente comunicada às autoridades competentes, só porque voltada à defesa da legalização das drogas.</span></p>
<p><span style="color: #000000">A procuradora-geral destaca: “É perfeitamente lícita a defesa pública da legalização das drogas, na perspectiva do legítimo exercício da liberdade de expressão. Evidentemente, seria ilícita uma reunião em que as pessoas se encontrassem para consumir drogas ilegais ou para instigar terceiros a usá-las. Não é este o caso de reunião voltada à crítica da legislação penal e de políticas públicas em vigor, em que se defenda a legalização das drogas em geral, ou de alguma substância entorpecente em particular.”</span></p>
<p><span style="color: #000000">O pedido de interpretação conforme a Constituição do artigo 287 do Código Penal foi feito por meio de ADPF, e não por uma ADI, porque o Código Penal é de 1940. As ADIs só podem ser ajuízadas para questionar dispositivos editados após a promulgação da atual Constituição, que é de 1988.</span></p>
<p><span style="color: #000000">Além disso, a ADPF é proposta contra atos comissivos ou omissivos dos poderes públicos que importem em lesão ou ameaça de lesão aos princípios e regras mais relevantes da ordem constitucional.</span></p>
<p><span style="color: #000000">Secretaria de Comunicação Social<br />
Procuradoria Geral da República<br />
(61) 3105-6404/6408</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="color: #000000">do <a href="http://noticias.pgr.mpf.gov.br/noticias/noticias-do-site/constitucional/pgr-manifestacoes-a-favor-das-drogas-configuram-liberdade-de-expressao-e-de-opiniao" target="_self">Ministério Público Federal</a></span></p>
</div>
</div>
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		<title>O lugar da esquerda é na Marcha da Maconha</title>
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		<pubDate>Mon, 04 May 2009 14:07:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>thiago</dc:creator>
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		<description><![CDATA[httpv://www.youtube.com/watch?v=9NGsfT37QY0&#38;feature=related
Por Ronaldo Pinto Junior

Entre os dias 02 a 09 de maio 13 capitais brasileiras estarão organizando a marcha da maconha. A marcha da maconha é um coletivo que tem como objetivo aglutinar e organizar fóruns e espaços de debates que além de fomentar a organização conduzam o debate para formulação de políticas públicas sobre a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align: center">httpv://www.youtube.com/watch?v=9NGsfT37QY0&amp;feature=related</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><strong><em><span style="color: #444444">Por Ronaldo Pinto Junior</span></em></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify">
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-weight: normal;color: #444444">Entre os dias 02 a 09 de maio 13 capitais brasileiras estarão organizando a marcha da maconha. A marcha da maconha é um coletivo que tem como objetivo aglutinar e organizar fóruns e espaços de debates que além de fomentar a organização conduzam o debate para formulação de políticas públicas sobre a legalização da maconha e seus usos. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify">
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-weight: normal;color: #444444">No último ano, a exploração da mídia e medidas judiciais repressivas colocou a marcha da maconha em evidência no cenário nacional. Embora a mídia conservadora não aprofunde o debate da legalização da maconha e as medidas judiciais tenham tido o objetivo de reprimir a livre organização da marcha, existe hoje um sentimento que o movimento tem crescido e pautado importantes debates Brasil afora. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify">
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-weight: normal;color: #444444">Recentemente  o Ex-presidente FHC, em conjunto com César Gaviria (Ex-presidente da Colômbia) e Ernesto Zedillo (Ex-presidente do México), através da Comissão Latino-Americana de Drogas e Democracia, publicou um artigo defendendo a legalização da maconha para uso pessoal. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify">
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-weight: normal;color: #444444">Gostaria aqui de levantar algumas questões sobre o posicionamento de FHC. Primeiramente é necessário, mais uma vez criticar o papel que a mídia jogou neste episódio. FHC foi rotulado como um dos pioneiros no debate da legalização da maconha, ignorando toda construção social que a marcha da maconha e outros coletivos do gênero acumularam no ultimo período. Se hoje o debate esta na pauta nacional, quem menos contribuiu para isso foi o Ex-presidente, diferentemente do que a maioria dos meios de comunicação tenta colocar na cabeça dos brasileiros. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-weight: normal;color: #444444">Durante a gestão de oito anos de FHC muito pouco se fez pela causa. O SUS nunca apresentou uma política real de redução de danos e de recuperação de viciados em todos os tipos de drogas. A relação de FHC com os movimentos sociais, hoje pioneiros no debate da legalização da maconha sempre foi péssima, como é o caso da UNE que nunca foi recebida pelo Ex-presidente e ainda sofreu duros golpes como o PL das carteirinhas. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify">
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-weight: normal;color: #444444">Por fim, a política que o partido do Ex-presidente implementa na ultima década vai em total desacordo com a bandeira da legalização da maconha. O Brasil, enquanto dirigido pelo PSDB sempre cumpriu um papel de capacho das potências mundiais, refletindo o debate reacionário imposto pelos EUA e pela ONU, principalmente desencadeando políticas repressivas de controle do tráfico, focando a ação do Estado sobre o usuário. Prova disso é a criação da 1ª Secretaria Municipal Anti-Drogas de Curitiba, uma das principais ”grandes ações da Prefeitura”, defendida durante campanha do tucano Beto Richa a prefeitura da capital paranaense. O governo de Goiás, quando dirigido pelos tucanos, matou mais jovens do que durante toda a ditadura militar através da polícia de elite que tinha como principal tarefa combater o tráfico e promover a segurança social. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify">
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-weight: normal">Mais uma vez, FHC distorce a realidade e resume o debate da legalização da maconha somente sobre o foco da liberdade individual do usuário. Deixa de lado todo acúmulo que comprova que a maconha foi taxada como ilegal em nosso país por conta da pressão econômica imposta pelos EUA no começo do século XX (leia-se indústria do algodão, </span><span style="font-weight: normal;color: #444444">álcool e farmacêutica principalmente) , e pela perseguição a ritos culturais e religiosos onde se fazia o consumo da maconha, por conta da pressão da Igreja Católica. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify">
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-weight: normal;color: #444444">Submeter o debate da legalização da maconha somente sobre a liberdade individual do usuário e deixar de lado debates como a produção e a comecialização da maconha é recuar sobre o que já acumulamos na luta pela legalização da maconha. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify">
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-weight: normal;color: #444444">Diversos Movimentos Sociais e partidos de esquerda aprovaram resoluções sobre a legalização da Maconha, principalmente levando em consideração o acúmulo que movimentos como a marcha mundial da maconha produziu no ultimo período. Chegou à hora de mostrar que a luta se constrói na prática. Confira a agenda de mobilizações da Marcha da Maconha (</span><span style="font-weight: normal;color: #444444"><a href="http://www.marchadamaconha.org/" target="_blank"><span style="text-decoration: underline"><span style="text-decoration: none;color: purple">www.marchadamaconha .org</span></span></a></span><span style="font-weight: normal;color: #444444">), pegue sua bandeira, sua faixa e ocupe as ruas das principais capitais do País para defender a liberdade de expressão e a legalização da maconha. Libertem as plantas! </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify">
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><img class="alignleft" src="http://www.une.org.br/home3/une_on-line/imgs/foto_ronaldo_3_jpg.jpg" alt="http://www.une.org.br/home3/une_on-line/imgs/foto_ronaldo_3_jpg.jpg" /><em><strong>Ronaldo Pinto Junior</strong> </em><em><span style="font-weight: normal">é Diretor de Assistência Estudantil da UNE e da Coordenação Nacional do Movimento Mudança.<br />
</span></em></p>
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