Tão distantes e tão próximos: O Eixo das ditaduras na UNIR e na USP

Posted novembro 7th, 2011 in Artigos, Manifestos, Movimento Estudantil by bozoh

João Jales*

Tão distantes e tão próximos.
Acreditar que estamos vivendo num momento em que cada vez mais se tem direitos humanos e civis sendo garantidos, observar duas situações tão distantes geograficamente (Tratemos de Rondônia e São Paulo) e tão próximas da vergonha pela qual foi o cenário repressivo que vivemos em anos de chumbo é algo um tanto quanto preocupante.
Os episódios que ocorrem na USP e na UNIR, soam como uma afronta a toda a história de lutas para que fossem garantidos direitos como a livre manifestação de pensamento e o direito de ir e vir.
A greve na UNIR dura há dois meses e, de acordo com as redes sociais, não há perspectiva para que acabe este ano, visto que existe uma serie de denúncias envolvendo o Reitor e as negociações por decisões drásticas, que vem influenciar diretamente nas estruturas administrativas da Reitoria, derrubando o Reitor e o suposto esquema em que se envolvem ele, professores de departamentos e cursos favorecidos politicamente por ele e aliados dele.
A Ocupação na USP mostra hoje um reflexo de anos de governos tucanos, sendo administrada por uma política de intervenção direta do Governador: O Reitor da USP não tem sequer vencido a eleição que disputou para o cargo já mostra o descontentamento da comunidade uspiana e a incapacidade de gerência que se mostra na figura de Rodas e por conseguinte, do governo de SP.
Ambas as instituições têm sofrido graves violações de direitos humanos por parte das polícias (Federal em Rondônia e a PM em São Paulo) e ainda [pasmem!] por capangas e jagunços contratados com a finalidade de ameaçar e praticar a pistolagem. Pistoleiros em Rondônia e um convênio com a PM em São Paulo mostram a falta de tato para o debate com ambientes importantes à produção e diálogo com os conhecimentos na sociedade: as universidades.
Vir a público denunciar, apoiar e construir essas lutas é fundamental ao movimento estudantil. Encontrar momentos em que vemos um retrocesso. Caímos em um túnel do tempo, e que nos vemos vislumbrando ditaduras, com policiais e pistoleiros à procura de professores, estudantes e funcionários de universidades. Isso é um absurdo! Pelo fato de não aguentarem as condições em que trabalham e estudam, denunciar injustiças e exigir transparência do uso do dinheiro público e compromisso com a educação e com a sociedade? Digam onde está o crime!
O movimento estudantil brasileiro deve repudiar essas atitudes na UNIR e na USP e relembrar noss@s estudantes, mort@s para que alcançássemos a democracia em que vivemos. Relembrar para que não se esqueça, e para que jamais volte a acontecer. Todo apoio às manifestações da USP e da UNIR!

*João Jales é Diretor de Direitos Humanos da UNE e militante do Movimento Mudança.

Realize a sua conferência livre!

Posted julho 25th, 2011 in Educação, Movimento Estudantil, Movimentos Sociais, Notícias by lucasmolinari

Este ano é o ano da  II Conferência Nacional de Juventude, todos os jovens do Brasil podem ajudar a construir conferências livres nos espaços em que participam.

Para fazer uma é fácil: organize um debate temático da forma mais democrática e plural possível, junto no mínimo 10 pessoas, tire fotos, preencha um formulário disponível no http://www.juventude.gov.br/ e mande para conferencia.livre@presidencia.gov.br . Com isso tudo que você debater será discutido no segundo encontro nacional de juventude, em Brasilia no final do ano!

Estas conferências são de extrema importância para o desenvolvimento da nossa juventude, como sociedade civil organizada para contribuir com os rumos de nosso país.

Nota de Esclarecimento do Movimento Mudança sobre o KIT Contra a Homofobia do Governo Federal.

Posted junho 2nd, 2011 in Educação, Manifestos, Movimento Estudantil by debora

O Movimento Mudança, como participante da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, defende a utilização de todo e qualquer meio de política pública que combata o preconceito e a descriminação. Sendo assim, defendemos o Kit homofobia feito pelo Ministério da Educação juntamente com uma ampla parcela da sociedade civil e acadêmicos da educação.

Não aceitaremos que o Governo recue em detrimento de posições conservadoras e que contribua ainda mais para o aumento da homofobia, o ódio e o preconceito para com o diferente.

A União Brasileira dos Estudantes, desde a sua fundação, sempre foi a favor da dignidade da pessoa humana e sempre defendeu posições avançadas frente ao combate a qualquer tipo de preconceito. Entretanto, nos últimos dias, foi emitida uma nota como sendo da UBES, se posicionando contra a distribuição dos Kit’s nas escolas de todo o País.

A UBES nunca emitiu nota contra o Kit Homofobia. Pelo contrário, somos a favor do combate a homofobia dentro das nossas escolas, pois acreditamos em uma educação pautada na formação de atores sociais e jamais norteada pelo ódio.

Acreditamos que esse é um momento onde os nossos grêmios estudantis, entidades que compõe a base da UBES, devem construir um amplo debate em todo o país, apontando por uma escola cada vez mais igualitária e livre de preconceitos. Afirmamos que esta foi mais uma tentativa frustrada de ‘’uma mídia’’ golpista, que a cada dia tenta desmobilizar os movimentos sociais.

Não aceitaremos que um Governo que foi eleito pela soberania popular, e para avançar nas políticas sociais de desenvolvimento, cometa um retrocesso frente à política de combate a homofobia como foi este que proibiu a distribuição dos Kit’s.

Entendemos que a Bancada Evangélica e da Família, não pode jamais impor para a Nação Brasileira, suas opiniões como sendo as únicas em todo o Brasil. É preciso que o Estado garanta espaço para o diferente. Só assim é possível vivermos em um país plural e que respeita o ser humano.

Venha com a gente aprofundar este movimento, Participe com o Movimento Mudança na União Brasileira dos Estudantes secundarista, para defendermos um país mais igual, plural e democrático.

Brasília, 01 de Junho de 2011

Um breve relato sobre a história, o Brasil, os Movimentos Sociais e alguns desafios do Movimento Estudantil.

Posted maio 11th, 2011 in Artigos, Educação, Movimento Estudantil by decko

A história dos Movimentos Sociais no Brasil, inclusive o Movimento Estudantil, é marcada pelos grandes embates feitos aos governos autoritários, sobretudo na luta pela liberdade e democracia. A década de 70 e boa parte da década de 80 servem para todos nós como inspiração no que diz respeito à ideologia que movia mentes e corações. Entender o significado dos movimentos sociais na história do Brasil, na consolidação da democracia e na garantia de várias das liberdades que gozamos hoje é preceito fundamental para compreender os efeitos e sintomas que vive o movimento nos dias de hoje.

Essa movimentação pró-liberdades individuais e coletivas que teve uma característica de resistência fez com que fossemos todos forjados nas lutas antissistemas que se organizavam a partir dos imperativos negativos aos governos que se sucediam.

O Brasil dos anos 90, auge do Neoliberalismo, influenciado diretamente pela dupla dinâmica Ronald Reagan e Margareth Thatcher foi berço das lutas contra os governos FHC, os desmandos do senhor Paulo Renato na educação brasileira, do sucateamento de todos os aparelhos estatais, das privatarias, do desrespeito aos trabalhadores e as trabalhadoras do Brasil e de todos os traços básicos de um governo que não dialogava com os movimentos sociais, pois estava ao lado das elites brasileiras e internacionais em nome do capital privado, sem levar em consideração o povo que vivia a margem da “democracia” então vivida.

O Movimento Social começa a viver um paradoxo de difícil compreensão: A luta de algumas décadas em nome da democracia e quando ela chega, os governos “democraticamente” eleitos não são governos que tem em seu DNA a classe trabalhadora, a integração latino americana e as minorias organizadas ou não. Ora, passamos tanto tempo lutando contra a ditadura e quando alcançamos a democracia o povo não está na pauta do dia!  Não precisaria nenhum exercício de numerologia para saber que necessariamente o movimento se organizaria mais para que não houvesse nenhum tipo de retrocesso, pois apesar dos pesares, todas as analises eram consensuais sobre os avanços de se lutar num regime democrático e os avanços que o movimento conquistara.

A luta dos(as) trabalhadores(as) no grande período de massas que houve no Brasil, fez com que os movimentos avançassem e se organizassem no acúmulo de suas pautas e nas vitorias que a luta ia impondo ao capitalismo.

Em 2002 o produto de toda essa equação da luta dos trabalhadores durante tantos anos é a vitória do primeiro trabalhador operário a Presidência da República. Luiz Inácio LULA da Silva, após décadas nos movimentos sociais organizados, chega ao mais alto posto do executivo brasileiro em um processo eleitoral sangrento, disputado até o último voto.

Com todas as suas limitações, o Governo LULA foi comparativamente o melhor governo que os movimentos sociais presenciaram em toda história do Brasil, sobretudo na negociação com os e no encaminhamento de suas pautas.

Talvez a característica que defina melhor o Governo Lula do ponto de vista dos movimentos sociais seja a constante disputa que ele viveu durante os oito anos de seu mandato. Essa disputa foi nítida, com um fator agravante que era a coalisão que compunha o Governo Lula, diversos partidos de orientações ideológicas diferentes disputando um rumo para o Brasil. De um lado o Governo era disputado pelo poder econômico, pelo poder político no judiciário, no executivo e legislativo, pelo PIG (Partido da Imprensa Golpista) e todas as ferramentas que o centro clandestino que transita entre o poder no Brasil possui. Do outro lado os movimentos sociais, que disputaram o governo a partir das ruas reivindicando suas pautas e suas reformas democráticas e populares.

É preciso afirmar que o movimento social sofre uma drástica queda a partir do Governo Lula, mas é preciso analisar o processo todo para não correr o risco de elencar culpados sem antes saber das causas e reflexos deste processo.  O Governo Lula é resultado da enorme onda da luta de massas organizada pelos movimentos sociais no Brasil, enquanto a onda avançou, o movimento social se organizou, pautou política e conseguiu fazer grandes mobilizações no Brasil. Com a vitória de Lula, os movimentos sociais no Brasil passam se organizar a partir de pautas afirmativas, pois era um novo momento na democracia brasileira.

A partir desse giro na movimentação política dos movimentos sociais e do giro de vários companheiros que assumem pautas estratégicas no Governo, ocorre um novo momento para os movimentos sociais organizados. Antes, mesmo com grandes mobilizações em que milhares de trabalhadores iam às ruas, o Governo não recebia o movimento, não estava no mesmo patamar de diálogo e tratava as mobilizações com o aparelho repressor do Estado. A partir do Governo Lula, os movimentos não só estabelecem um novo nível de diálogo, como também veem suas pautas sendo encaminhadas pelo Governo Federal.

Um movimento revolucionário normalmente vem de condições adversas, pois dos piores períodos é que nasce as grandes mobilizações, fruto da angústia e da falta de condições básicas para o povo sobreviver. Em Cuba, Fidel organizou-se contra o ditador Fulgêncio Batista, na URSS Lênin se organiza contra o Czarismo, o Vietnã há uma organização contra o Governo que deixava o povo à fome, os Sandinistas contra a ditadura na Nicarágua e vários outros processos reafirmam que os movimentos revolucionários de ruptura com o unilateral com o Estado Capitalista, a priori, vêm de períodos de extrema dificuldade do povo. Dizer isso não é o mesmo que dizer que o povo apenas se organiza quando lhe é imposto um momento de duras necessidades, mas compreender que o movimento tem dinâmicas cíclicas que são orientadas pela conjuntura política de seu país. Vivemos longe de uma Sociedade Socialista que não traga em seu âmago disparidades econômicas e que respeite a democracia, o meio ambiente, os negros, as negras, as mulheres, as LGBTT, o movimento estudantil e que cumpra todos os outros critérios da sociedade que acreditamos ser ideal, mas ao mesmo tempo, entendemos a transição do modelo neoliberal imperialista para o modelo da Democracia Popular Participativa e de integração latino-americana como um período de grande avanço na história do Brasil e isso sem dúvida é condição melhor do que as vividas no Brasil que ficou para trás.

Num período de transição positiva, onde o Brasil consegue aliar crescimento, democracia, participação popular e conseguir destaque mundial na política e na economia, o movimento social passa a agir de outra forma, qual seja de pautar o Governo a partir de mobilizações pontuais e da apresentação de propostas agora recebidas. Os grandes embates vêm dos momentos em que o diálogo é esvaziado, onde há diálogo, o embate não é a principal ferramenta.

Praticamente a mesma coalisão que elege e reelege Lula, coloca pela primeira vez na história do Brasil uma mulher trabalhadora na Presidência da República. Os desafios desse novo Governo do ponto de vista administrativos são diferentes, pois Dilma assume a herança de oito anos de governo Lula, que sem dúvida foram muito melhores do que os oito anos de governo FHC, mas para os Movimentos Sociais, as tarefas são as mesmas: Disputar o Governo através das ruas com toda autonomia que o movimento social precisa para pautar suas lutas, avançar nas pautas e nas reformas democráticas e populares, garantir que não haja nenhum retrocesso e estabelecer uma plataforma máxima de avanços para o Brasil.

No movimento estudantil não é diferente, avançamos muito nas conquistas no último período, mas não chegamos nem perto dos nossos objetivos de universalizar o acesso à educação pública, gratuita e de qualidade, além de garantir condições de permanências à tod@s  @s estudantes nas Instituições de Ensino Superior do Brasil.

Para isso é necessário que o Movimento Estudantil se fortaleça. Precisamos que nossas entidades Estaduais de Representação (UEE’s) e principalmente a UNE (União Nacional dos Estudantes) se consolidem cada vez mais como o grande palco do debate sobre educação no Brasil. São essas entidades que irão dar capilaridade para todas as lutas dos Estados e do país, por isso é preciso entender o caráter estratégico de fortalecê-las. Qualquer tentativa de rompimento com a UNE significa fortalecer os setores divisionistas e/ou conservadores da sociedade.

Fortalecer a UNE é uma tarefa de todo movimento estudantil brasileiro, por isso ela precisa ter legitimidade perante toda comunidade estudantil, isso nós só vamos conseguir quando a UNE estiver presente em todas as universidades. Mas em todas as universidades? Sim. Ter a UNE presente na sua instituição de ensino significa ter o CA/DA do seu curso organizado, um DCE verdadeiramente representativo e compromissado com os estudantes.

Enquanto as entidades da base não fizerem de fato parte do dia-a-dia dos(as) estudantes não teremos nem as UEE’s muito menos as UNE com propriedade para falar em nome dos estudantes de todo Brasil. Construir Centros Acadêmicos e Diretórios Acadêmicos é fundamental para o fortalecimento da UNE.

O modelo organizacional da UNE ainda apresenta algumas arestas que precisamos sanar. Uma delas é fortalecer cada vez mais os Congressos Nacionais de Entidades de Base (CONEB’s) e os Congressos Nacionais de Entidades Gerais (CONEG’s). São esses fóruns que trazem o acúmulo das lutas travadas em cada Instituição de Ensino Superior. Ademais, esses fóruns deliberam toda a política da entidade e por isso as decisões que são deliberadas nestes congressos, precisam ser respeitadas e implementadas na vida real da entidade. Os fóruns precisam ser respeitados em sua gênese, pois o movimento estudantil é feito em cada CA e em todos os DCE’s, se a luta não é organizada a partir do embrião organizacional, provavelmente ela não será respeitada nos demais espaços.  Garantir espaços com debates mais qualificados e comprometidos com o movimento estudantil, sobretudo respeitando cada deliberação e cada encaminhamento é uma das tarefas fundamentais do movimento estudantil.

Precisamos rever o modelo das plenárias finais e dos grupos de discussão. Discutir nos grupos e não ter uma sistematização de cada discussão é um desrespeito com os estudantes, a discussão é importante, mas a síntese das idéias é mais ainda. Parafraseando Marx: “De que valem as boas ideias sem boas pessoas que as coloquem em prática?”.

Cada vez mais é importante fortalecer nossas entidades. Práticas como organizar debates, passar em sala de aula, organizar eventos são fundamentais para que os estudantes identifiquem essas organizações como seus verdadeiros representantes!

Entre as dificuldades organizacionais a serem sanadas está o modelo do Congresso da UNE, este deve ter como papel central formular a política da gestão. Fazer o congresso para eleger a diretoria é esvaziar o debate político e priorizar os acordos entre as direções. Acreditamos que a partir do momento que os estudantes elegerem com voto direto em cada universidade eles se sentirão cada vez mais parte da UNE.  Inclusive a dinâmica das eleições diretas é muito mais simples: quando o estudante for eleger o delegado ele já vota na chapa da diretoria da UNE. Ora, se o delegado já é convencido por uma tese no processo de tiragem de delegados, necessariamente ele é convencido a caminhar politicamente com uma chapa e se essas afirmações estão corretas, submeter o voto do delegado para outro processo eleitoral é subverter o caráter democrático do processo, pois remete a outro momento o debate que está sendo feito na base do movimento estudantil, no berço de toda discussão, na sala de aula e no dia a dia da luta real.

Entender a história do Brasil, onde nos encaixamos individualmente e onde estamos coletivamente é um exercício complexo, como também é complexo o movimento de caminhar sempre em frente.

Permanecemos Mudança em Movimento, da história, das mentes e dos corações.

*Camilo Vanni é da Direção Nacional do Movimento Mudança e Secretário Geral da União Paranaense dos Estudantes (UPE)

**Vinícius Lima é do Movimento de Ação e Identidade Socialista – Partido dos Trabalhadores

Etapa Estadual do Seminário de Assistência Estudantil abre jornada de Lutas da UNE e UBES na PB

Posted abril 1st, 2011 in Educação, Movimento Estudantil, Notícias by bozoh

No ultimo dia 22 de março, estudantes paraiban@s se reuniram em João Pessoa para o lançamento da jornada de Lutas da UNE e UBES de 2011 na PB. Tratava-se da etapa estadual do I Seminário de Assistência Estudantil da UNE, que reunia entre seus participantes mais de uma dúzia de cursos; cinco instituições de Ensino Superior (três públicas e duas privadas); AESP Coordenações da Casa do Estudante, da Residência Universitária Masculina e Feminina da UFPB, da Residência Feminina do Centro de João Pessoa, da UFPB; DCEs da UFPB, UEPB, IFPB e CAs/ DAs da FCM e FMNassau, além da UNE e da UBES.

Toda essa turma se reuniu com o intuito de discutir uma proposta de intervenção unificada no estado para a pauta de lutas que envolve a Assistência Estudantil na Paraíba. Antes de um acordo, foi uma troca de experiências entre as realidades existentes no estado. Desde o problemas com a Pró-reitoria de Assistência Estudantil da UFPB, que só existe no decreto e na pessoa desse pró-reitor, passando pelas experiências positivas que a UEPB conseguiu com seu seminário interno sobre a pauta, fruto esse de deliberação de seu congresso interno, até os avanços na política do PNAES no que diz respeito aos/às estudantes prounistas, agora também beneficiados pela assistência no universo das privadas.

Para além das etapas estaduais e nacional, fica uma vontade de lutar. Por isso é consenso a necessidade de um Comitê de Lutas pela Assistência Estudantil na Paraíba, encarregado de se articular através de um documento para ser enviado à etapa nacional do Seminário de Assistência Estudantil da UNE, e traçar um plano de ações para as intervenções nas IES paraibanas.

Essa vontade se traduz naquilo que o comitê tem a falar pelo estado: A gente não quer só entrar, a gente quer entrar e ter como ficar! Queremos garantias de permanência, para além dos avanços que já temos com o acesso a universidade!

*João  Jales é estudante Ciências Sociais, membro do DCE-UFPB e militante do Movimento Mudança na PB.

1º Seminário de Assistência Estudantil da UNE – Localização

Posted março 30th, 2011 in Comunicação, Movimento Estudantil by decko

Você já deve ter lido a nossa convocação para o 1º Seminário de Assistência Estudantil da UNE, não?

Se ainda não, não perca tempo! Agende uma discussão com seu centro academico e DCE e participe da construção. É de suma importancia a participação de todos os estudantes, para uma melhoria real nas politicas de perminencia dos estudantes dentro da universidade.
Se você é um cara antenado e já organizou os debates, prepare-se para participar da etapa nacional do debate, em São Paulo, durante o CONEG, no dia 08 de Abril.
Para saber como chegar lá, clique aqui!

O Comunismo, Lênin e a Democracia.*

Posted janeiro 3rd, 2011 in Artigos, Política by decko

Durante séculos, a democracia foi tema de disputa de poder para a busca de uma sociedade mais justa e cidadã. Atenas, Cidade-Estado grega, criadora de tal artimanha política, não conseguiu perpetuar em sua plena acepção a palavra democracia. A palavra democracia origina-se do grego “demos” que significa povo, e “cratos”, forças, poder, e, por extensão, governo. Democracia é, assim, etimologicamente, “o governo do povo”.

Em Atenas, havia uma diferença substancial no significado de povo quando relacionamos este “povo” ao conceito moderno. Ainda hoje, povo é uma palavra ambígua e usada constantemente com sentidos torpes para alavancar carreiras políticas ou fortalecer os detentores do poder estatal.

Povo pode ser muitas coisas, possui vários conceitos, em várias áreas do conhecimento. Para a Grécia clássica só era Povo os que possuíam título de cidadão grego. No Império Romano, o conceito se alargou e já abarcava homens de terras conquistadas, não nascidos em Roma mas adquiriam seu título romano. Também haviam alguns ex-escravos, camponeses que conquistavam riquezas e militares heróis de batalhas que na Grécia jamais seriam considerados cidadãos. Com o passar do tempo, apesar de algumas retrações, como no medievo que rebaixou este conceito e criou os estamentos em que o “Povo” era subordinado a Nobreza e ao Clero e por conseguinte não possuíam o mínimo de direitos, a Palavra povo foi cada vez mais caminhando para a noção de participação política na polis, e alargando o conceito de cidadão.

Durante os séculos recentes, também serviu para ser usada como arma política na mão de populistas que viam no “Povo” a maneira moderna de legitimar suas ações. Há ainda o significado usado por celebre juristas como Dalmo de Abreu Dalari onde “povo é todo individuo com direitos políticos, isto é aqueles que podem participar das decisões políticas.” ou Frederic Muller que vai em confronto a este conceito e indica em povo palavra de legitimidade das ações do grupo de poder perante seus súditos constituídos. Por fim, há ainda o conceito jurídico onde povo é todo cidadão nascido em determinado Estado ou sob seu regime jurídico, sendo súdito de tal Nação.

Eu, contudo prefiro ir mais além. Pretendo desmistificar a ideologia positivista empreendida na frase de Dallari e tantos outros, com a subjetividade da teoria crítica de Muller para aprender tal máxima:

“Povo é todo cidadão nascido em determinado Estado, sendo, portanto em sua ampla plenitude política, súdito desta nação.”

Se povo é todo cidadão capaz de tomar decisões políticas sob o regime jurídico de tal Estado, por que o povo é súdito deste, quem é o Senhor? O leitor afirmaria: O Estado e ficaríamos nesta retórica eterna. Portanto, não basta descobrirmos quem é povo, é preciso termos em nossa mente a quem este “povo” está servindo e a quem ele quer continuar a servir. Só assim é possível caminharmos para arevolução da emancipação social necessária ao século XXI – o Comunismo. Não é possível tratarmos de identificar quem é povo e não conseguirmos empreender a façanha de identificar quem é o Estado.

Povo e Estado são dois seres antagônicos. Um é súdito, o outro é senhor. Um é palpável, são as pessoas subordinadas ao regime daquela nação. O outro é mistificado e transformado em fetiche para se imaterializar e amortecer o choque de classes.

É preciso termos em mente, e ai Lênin desenvolve uma teoria cientifica fantástica sobre tal empreendimento, quem é o Estado.

O Estado é o aparato criado para manter o povo como súdito e a “classe superior” como senhor através do Estado. Seu fetichismo tem como único objetivo evitar a percepção dos súditos, o povo, para que estes não consigam tomar o Estado e suprimi-lo ao ponto de o conceito de povo mudar novamente, quando não mais haverá Estado e súditos, apenas cidadãos.

O comunismo então seria a supressão do Estado como aparato burguês de mantenedor da ordem em classes, da divisão social do trabalho, do controle privado dos meios de produção e do favorecimento em favor da riqueza e não da necessidade.

O comunismo seria a verdadeira noção de democracia. Entendida sem desvios de sua origem etimológica, sem fetichismos de linguagem. Seria o verdadeiro governo do povo, uma vez que povo agora seria “todos os cidadãos com plenos direitos políticos de igualdade econômica e social de uma Nação, tendo a palavra nação como a organização de um povo em comunidade”.

A democracia seria usada por todos que agora, no comunismo, seriam de fato iguais materialmente, tendo como diferente apenas suas necessidades reais. O acúmulo de riqueza improdutiva, exploração do homem pelo homem não existiria por que o trabalho agora seria uma forma de dignificação do ser onde cada um faria aquilo que lhe faz bem. Sua compensação não ocorreria em grau maio ou menor de acordo com a necessidade do Estado ou do mercado em te-la; mas de acordo com a necessidade daquele homem e família em viver bem. É claro que a máxima de Marx “Quem trabalha não come” ainda seria mantida, haja vista que esta será uma sociedade de cooperação de todos entre todos para o avanço de toda a nação e não apenas de um pequeno grupo. Ter em mente esta concepção de democracia é muito mais urgente e necessária do que pensar em modelos de democracia para manter o Estado – direta, semi-direta, participação real ou passiva.

Pensar numa democracia em que verdadeiramente o homem possa viver em comunidade, em nação, é muito mais urgente para que possamos atravessar o século XXI e não sermos conhecidos por nossos irmãos do futuro como a civilização mais cruel, mesquinha, individualista, avarenta, nefasta e destruidora de toda a história da humanidade.

Pensar na desmistificação do Estado e na necessidade da busca do comunismo no mais estrito senso marxiano, é sem dúvida a solução para nosso progresso e emancipação do homem para um outro plano, o plano da cooperação mútua, do trabalho como prazer, resgatando o princípio grego de έργο (trabalho) que outrora era restrito ao pequeno grupo de “cidadãos” alargando-o, fazendo cidadão toda a humanidade, para que o trabalhar não seja mais uma forma de produzir riqueza material, mas uma forma de ajudar a produzir o progresso social do homem. Assim, a pirâmide econômica não mais estaria relacionada ao TER, o consumo não mais seria para o acúmulo, mas estaria condicionada ao SER e o consumo à necessidade.

*Pedro Luiz Teixeira é formado em Planejamento Urbano pelo IFES, Cursa a Faculdade de Direito na UFES, militante da Mudança, Petista e Criador do Cursinho Popular de Pré-vestibular Rosa Luxemburgo.

www.dialetourbano.blogspot.com

Seminário sobre Movimento Estudantil agita FECILCAM

Posted maio 26th, 2010 in Movimento Estudantil by decko
Na última sexta-feira (21/05), cerca de 100 estudantes da FECILCAM (Faculdade Estadual de Ciências e Letras de Campo Mourão) se reuniram no anfiteatro da Faculdade com o intuito de debater sobre o movimento estudantil e a ditadura militar, o processo de redemocratização do Brasil, traçar um panorama dos anos 90 (fora Collor e o neo-liberalismo do FHC) e as principais ações e conquistas do Movimento Estudantil na última década.

A atividade foi promovida pelo coletivo JLC (Juventude, Luta e Consciência) e contou com a presença de Camilo Vanni da União Paranaense dos Estudantes (UPE) e de Joanna Paroli da União Nacional dos Estudantes (UNE). Além de fazer um resgate sobre o Movimento Estudantil, a atividade tinha como objetivo reorganizar o movimento dentro da FECILCAM, reativando/formando Centros Acadêmicos, bem como discutir a reativação do DCE – Diretório Central dos Estudantes (extinto a 5 anos).

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Durante o seminário, os estudantes marcaram uma reunião para o dia 27/05, tendo como pauta a reconstrução do DCE da FECILCAM.

Contribuições ao 58º Coneg da UNE

Posted abril 24th, 2010 in Artigos, Movimento Estudantil by decko

Acontece até amanhã, 25, o 58º Conselho de Entidades Gerais da UNE, onde os DCEs(Diretórios Centrais de Estudantes), UEEs(Uniões Estaduais de Estudantes), Federações e Executivas de curso, de todo o Brasil debatem sobre o projeto de país dos estudantes brasileiros. O Movimento Mudança apresentou ao conjunto das forçar do movimento estudantil uma carta programa contendo em suas linhas gerais seu debate assimilado a cerca de conjuntura e educação. A carta destaca a ênfase que o movimento quer dar à pautas como Reforma Política e Movimento Estudantil. Você pode ler a carta clicando aqui.