Jovens da região de Curitiba discutem comunicação

Posted October 21st, 2009 in Cultura by admin

Mais de trinta jovens de diversos municípios da Região Metropolitana da capital paranaense participaram da I Conferência Regional Livre de Comunicação, realizada no Casarão da UPE (União Paranaense dos Estudantes). O evento, preparatório para a etapa estadual da Conferência de Comunicação (Confecom), problematizou a comunicação como um direito de todos, como o espaço onde se trava o debate social.

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O Petróleo tem que ser nosso! PUCPR

Posted September 23rd, 2009 in Destaque by admin

Por Mariana Dutra

O debate que esta sendo pautado na mídia, foi pautado e desmistificado com os estudantes da PUC-CuritibapetroleoNo dia 16 de setembro no auditório da biblioteca central da PUCPR, estudantes e também professores souberam mais sobre os desafios do país após a descoberta da nova camada pré-sal, devido sua importância enquanto maior descoberta de petróleo dos últimos 30 anos.

Para orientar o debate, Silvaney Bernardi, do Sindipetro PR/SC – Sindicato dos Petroleiros, nos apresentou a história do petróleo no Brasil, sua evolução institucional, e os novos rumos.

Analisamos a evolução institucional da estatal :

> Lei 2004/53 – Início dos anos 50 após mobilização popular, o país adota uma legislação moderna, imputando ao Estado o monopólio da exploração, desenvolvimento, produção e refino de petróleo em todo o território Nacional, por meio de uma empresa Estatal – Petróleo do Brasil – Petrobrás.

>Fim do monopólio da Petrobrás – 1995 é aprovada a Emenda Constitucional nº 9 que acaba com a exclusividade da Petrobrás.

>Lei 9.478/97 adota o Sistema de Concessões por meio de leilões para exploração, desenvolvimento e produção de petróleo e gás natural no Brasil, entregando nossas reservas para as empresas vencedoras dos leilões.

Mas agora, diante da descoberta que aumenta de 6% a 14% as reservas mundiais do petróleo, que levará o Brasil a ser o 2º ou 5º país em reservas, qual será o modelo de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo e gás natural no Brasil?

Quem vai controlar as gigantescas reservas de petróleo do país?

Como o Estado brasileiro vai utilizar os trilhões de dólares originários da exploração das gigantescas reservas de petróleo e gás natural dos campos do pré-sal?petroleo 2A resposta para estas perguntas, encaminham a qualidade de educação, saúde, moradia, entre outras necessidades sociais do nosso povo.

Através do hoje, Projeto de Lei 5891/2009, formulado pela Federação Única dos Petroleiros, são propostas para que se tornem leis acerca da camada pré-sal :

Fundo Social Soberano

  • Rendimentos do petróleo em favor da população
  • Importância da destinação dos rendimentos ser fixada em Lei
  • Controle Social

Monopólio Estatal do Petróleo

> A quebra do monopólio foi contra-factual

>Cancelar os leilões do pré-sal

A Petrobrás Pública

> Afirmação da presença do Estado

> Petrobrás sob controle da administração pública

> A ANP e a fiscalização.

Projeto de Lei 5891/2009

Hoje este projeto tramita na câmara dos deputados ao lado de 4 projetos de iniciativa do governo onde não são alterados os quadros atuais do destino dos royalties que ficam concentrados nos municípios e estados produtores.

Só uma pequena parcela vai para a União, positivamente também prevê o destino da renda do petróleo para a criação de um fundo social, mas cria o contrato de partilha não excluindo assim os leilões.

Através dos comentário e questionamentos entendemos a ousadia do projeto dos movimentos sociais, mas é através dele, Petrobras 100% estatal e pública, é que garantiremos a soberania popular!

Saudações Estudantis!

Mariana Dutra é Diretora de Movimentos Sociais da União Paranaense dos Estudantes e militante do Movimento Mudança

Greve dos Servidores mineiros

Posted August 20th, 2009 in Movimentos Sociais by admin

A imagem “http://www.cut.org.br/images/stories/thumbs/capa_cutmg_manifestacao.png” contém erros e não pode ser exibida.

Hoje estivemos em greve e promovemos um ato público reunindo centrais sindicais (CUT, CONLUTAS e CTB), síndicatos dos servidores (SIND-UTE – educação, SINDIPOL – Polícia Civil, SIND-Públicas - setores administrativos do estado, FUNED e ASPH – Saúde).
Os estudantes estavam representados pelos secundaristas da AMES-BH e eu falando em nome da UEE/MG e da Mudança.
O governo Aécio Neves desde seu primeiro mandato vêm implementando um governo de ataque ao funcionalismo público com pracarização de setores básicos da sociedade. Seu governo midiático controla os principais meios de comunicação fazendo um verdadeiro marketing político além de criminalizar os movimentos sociais e calar oposição.
A política economica do governo estadual marcado pelo “Choque de Gestão” – enxugamento de gastos e investimentos em setores estratégicos – se revele um ataque a direitos fundamentais da população e retirada maciça de verbas da saúde pública, segurança e educação. Enquanto não paga o piso nacional dos professores, sucateia o sistema de saúde pública além de manter o salário da segurança pública (Agentes carcerários e Polícia civil com o 27° e 16° menores salários do país respectivamente).
O Governo de Aécio é mantido com índices de popularidade devido a mídia corporativista
Aécio Neves e seu vice Anastasia mentem em relação a situação do sistema educacional colocando o estado como tendo excelentes índices de avaliação quando o INEP diz exatamente o contrário. No ambito da segurança, afirma que a segurança aumento com o aumento do armamento, ou seja, comprou armas para a polícia prometendo aumentar o salário, o que não aconteceu.
Além disso, criou uma política de governo de avaliação de desempenho dos servidores (que paga bonificação para quem atingir as metas) criando competição entre setores e dirvirtuando as noções de democracia e república.
Por isso, os servidores estaduais dão nota 0 ao governo Aécio!
Chega de Mentiras!
Chega de sucateamento!
Fora Aécio Neves!
Contra o choque de gestão, nossa resposta é a UNIÃO!
“Aécio Neves, seu fanfarrão! A saúde é melhor que o Mineirão!”
Por Daniel Buzz Braga militante do Movimento Mudança Minas Gerais

OS ESTUDANTES TAMBÉM NÃO PAGARÃO PELA CRISE!

Posted August 13th, 2009 in Movimentos Sociais by admin

A Jornada Unificada de Lutas de 14 de agosto nos faz perceber a necessidade de nos juntarmos à classe trabalhadora e mostrar a que veio esta crise e como o sistema tenta jogar nas costas do povo o preço pela ganância de um projeto já esgotado. O neoliberalismo está em choque, no entanto sua superação só será definitiva se conseguirmos deslegitimá-lo de vez, criando novas alternativas. Assim como o trabalhador, o estudante começa a perceber os privilégios de uns poucos, que lucram em cima da exploração de muitos. E que quando a crise bate à porta, escancaram-se as regalias de classe, enquanto a tática é explorar ainda mais o povo.

Esta lógica ficou clara no montante de dinheiro público destinado a socorrer as empresas capitalistas, enquanto as mesmas demitiam em massa os trabalhadores ou propunham diminuir os salários já baixos com redução da jornada de trabalho, tentando coagi-los a aceitarem a oferta exploratória ou perderem o emprego. Da mesma forma, temos os estudantes das instituições pagas que há anos sofrem com o aumento abusivo das mensalidades e não tem o retorno disso em investimentos no ensino, pesquisa e extensão, na qualificação do corpo docente e da infra-estrutura, não tendo sequer garantido o direito a continuarem estudando. A nós, só o dever de pagarmos as mensalidades, com muita dificuldade; aliás, condição que tende a aumentar com a crise, uma vez que muitos estudantes são trabalhadores cujo emprego está ameaçado também. Nesse quadro, surge um acordo do MEC e BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) de criar uma linha de crédito em torno de R$ 1 bilhão para essas mesmas instituições, a fim de ajudá-las a conseguirem financiamento em época de dificuldades financeiras. Dificuldades para quem? Desde o “boom” das faculdades privadas na década de 90, os empresários da educação só viram o seu negócio crescer: 75% dos estudantes do ensino superior estão em instituições pagas. Para eles, um mercado livre em que não há regulamentação alguma, no qual a demanda é sempre favorável, uma vez que o sistema público carece de vagas e no total só aproximadamente 10% dos jovens em idade regular está cursando o ensino superior. Para nós, um direito violado e a esperança de uma formação de qualidade (e, para muitos, única forma mudar de realidade) sendo atacada no intuito de garantir a festa daqueles que negociam com os nossos sonhos. É por isso que cabe a nós, estudantes, irmos pras ruas neste 14 de agosto e mostrar que não estamos dispostas a pagar mais uma vez esta conta!

Temos que ter garantido nosso direito de estudar: Pelo congelamento das mensalidades nas IES pagas e pelo direito de matrícula dos estudantes inadimplentes! Um basta às regalias daqueles que exploram o povo, vamos exigir do MEC medidas que atendam aos estudantes e não aos empresários da educação. Vale ressaltar outro ataque ao qual não podemos nos calar: o corte de R$ 1,2 bilhão do Orçamento da Educação vem mostrar que apesar do neoliberalismo ter engendrado esta crise, ainda tem forças de intervir de forma equívoca, mas dominante, nos rumos que o Brasil toma frente à mesma. Os direitos sociais na lógica neoliberal são os primeiros a serem violados, debilitando ainda mais as condições de vida da população brasileira, aumentando as desigualdades econômicas , e enfraquecendo a constituição social do Estado. É por isso que afirmamos que a Educação é um direito e não queremos nenhum direito a menos! Pela recomposição imediata do Orçamento de Educação, Ciência e Tecnologia! E por aplicação de R$400 milhões em Assistência Estudantil, assegurando a permanência do estudante dentro da Universidade, com moradia, alimentação, saúde e mobilidade garantidos!

Vamos às ruas estudantes!