Plenária da CMS define programação para a Assembleia Nacional do dia 31 de maio

Posted maio 3rd, 2010 in Movimentos Sociais, Notícias by thalitamartins

Representantes das entidades que compõem a Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS) participaram na manhã desta sexta-feira (30) da 8ª Plenária da CMS, na sede da CUT. Durante a Plenária, foi discutida e definida a sistemática e programação da Assembleia Nacional dos Movimentos Sociais, a ser realizada no dia 31 de maio.

Para o dia 31, a CMS prepara o lançamento da Plataforma dos Movimentos Sociais e Populares para 2010, por um projeto de desenvolvimento soberano, democrático e com distribuição de renda para o Brasil.

Ficou estabelecido que as entidades têm até o dia 21 de maio para enviar as suas contribuições para a Plataforma. Neste mesmo dia será realizada a última reunião operativa da CMS.

Assembleia dos Movimentos Sociais

data: 31 de maio

local:Quadra dos Bancários de São Paulo – Rua Tabatinguera, 192, Sé – São Paulo/SP

Programação

9h: Recepção com café

Abertura e orientações

10h: Mística

11h: Mesa de debate – entidades da Coordenação dos Movimentos Sociais, Assembleia Popular e Fórum das Centrais

12h30: Debates com o Plenário – lançamento da Plataforma dos Movimentos Sociais e Populares para 2010.

Almoço

15h: Considerações sobre a Plataforma

16h: Considerações finais

Informações do site da CUT (www.cut.org.br)

Desafios e Estratégias para uma Reforma no Sistema Político Brasileiro

Posted março 4th, 2010 in Artigos by admin

Thalita Martins*

O ano de 2009 terminou com um fato que acentuou ainda mais a crise e a falta de credibilidade da sociedade para com a política brasileira: o processo de corrupção (ou mensalão) ocorrido no Governo Arruda (ex-DEM), do Distrito Federal. Mas então, como enfrentar o problema da corrupção e da falta de credibilidade do sistema político no nosso país, dada a importância que tem a política e a nossa participação na mesma?

A pergunta é intrigante e gera várias questões que, por vezes, levam a várias ramificações e divergências. Portanto, antes de tentarmos colocar nossa opinião como meio de suscitar o debate, é importante fazermos uma análise de alguns pontos que, a nosso ver, tentam desmascarar a verdadeira questão do problema, que é objeto deste artigo.

Quando, em 2005, ocorreu o “mensalão do PT”, os setores conservadores formularam a argumentação de que “todos os partidos políticos são iguais” ou que “não poderia se esperar outra coisa de um partido inexperiente e sem traquejo político”, além de haver, no pano de fundo, um preconceito de classe com o próprio Partido dos Trabalhadores e sua base aliada. Isso ocasionou uma reação tão forte em nossa sociedade, que uma pesquisa feita neste período demonstrou que dois em cada três brasileiros diziam não ter preferência partidária, um recorde de desinteresse político (fonte O Estado de São Paulo). No atual “mensalão do DEM”, a primeira argumentação ainda permanece por parte de alguns setores, por mais que seja feita de forma tímida, quase imperceptível.

Como dissemos anteriormente, todas essas argumentações servem apenas para afastar o envolvimento dos cidadãos pela política e não resolvem o problema. A crise de representatividade e participação existe porque o sistema político é anti-democrático e conservador. Infelizmente, temos um sistema partidário e eleitoral que gera a proliferação de partidos políticos artificiais e de aluguel e que passa a falsa idéia de igualdade. O resultado disso tem sido o “problema da governabilidade”, que faz com que um partido vitorioso no executivo não tenha maioria parlamentar, gerando alianças artificiais e negociações, visto não haver também uma fronteira bem delineada entre os partidos que são base aliada do governo e quem é oposição. Desta, passa-se à negociata, ou seja, à compra de votos parlamentares.

Além disso, o período eleitoral tornou-se uma indústria que submete a política à mercantilização presente na sociedade, vendendo a imagem do político e reduzindo a participação cidadã a mero consumo do produto. Isso resulta na despolitização e no financiamento privado da campanha. Este último gera outro grave problema: comprometimento com interesses privados, desinformação social e enriquecimento ilícito.

Diante deste quadro, não temos dúvida de que o atual sistema político-eleitoral é um entrave para o desenvolvimento da democracia plena em nosso país. Despolitiza a própria atividade política, leva à privatização do Estado, fragmenta o parlamento e dificulta a governabilidade.

Portanto, faz-se urgente uma reforma política ampla, democrática e participativa que elimine o financiamento privado das campanhas, que trate da fidelidade partidária e do fortalecimento dos partidos políticos, limite o número de mandatos parlamentares, voto em lista fechada nas eleições e que coloque no centro a participação popular nas decisões políticas e econômicas. Uma reforma que fortaleça a democracia direta e participativa, aprimore o sistema representativo e democratize a comunicação, a informação e o poder judiciário, dando transparência a este último também.

Mas essa é uma questão intrigante pelo seguinte fato: existem, na modernidade, dois paradigmas de transformação social, quais sejam, a revolução e a reforma. O primeiro, foi pensado para ser exercido contra o Estado e o segundo, pelo Estado, visto ser a sociedade a entidade problemática. Para o reformismo, que acabou imperando em todo o sistema mundial, o Estado é a solução do problema e o sujeito da reforma. Mas então, quem é o sujeito quando o Estado se torna ele próprio o ente problemático, portanto, o objeto da reforma? Ou o Estado se auto-reforma? E, nesse caso, quem do Estado é sujeito e quem do Estado é objeto? E será essa crise do reformismo o motivo maior da dificuldade de aprovarmos uma reforma política em nosso país?

Bom, não temos dúvida de que só com forte mobilização social conseguiremos fortalecer as democracias representativa, direta e participativa, democratizando, assim, a democracia. Mas não podemos esperar modificações de um sistema por pessoas que são beneficiadas pela própria falha desse sistema.

Ocorre que o movimento de massas está condicionado a um refluxo nos últimos anos, como consequência de uma crise ideológica gerada, principalmente, pelo forte período neoliberal que vivenciamos nos anos 1990. Essa crise não é de utopias, mas de mobilização em torno de valores, idéias, projetos e justiça social. E até não conseguirmos um reascenso social, no máximo alcançaremos transformações superficiais que não resolverão a raiz do problema. Porque, vejam bem, a nossa força não se encontra apenas na justeza das idéias, mas também no contingente de pessoas que conseguimos aglutinar, em prol de mudanças sociais.

Essa questão não se resolve num piscar de olhos, de um momento para outro. Devemos pensar na Reforma Política como um projeto de médio e longo prazo e, no momento atual, fazermos mobilizações e reflexões suficientes para acumularmos forças para construção de novas estratégias e avançarmos dialeticamente no processo de transformação.

Se a esquerda brasileira quiser ser consequente, é preciso que haja unidade em torno desse projeto. É preciso também preparar as pessoas para que façam uma leitura correta do atual momento, sem cair em idealismos ou sectarismos revolucionários. Portanto, a formação política da militância, deve ser fundamental para que consigamos produzir militantes que tenham uma visão correta dos problemas sociais e políticos de nosso país.

Para além disso, é fundamental priorizarmos o trabalho com a juventude, seja esta urbana ou rural, entendendo-a não só como massa de mobilização, mas também como um setor que possui grande potencial transformador. E por fim, é importante que a esquerda volte a priorizar os trabalhos de base nos locais de vivência, seja nas Universidades, nas escolas, nos bairros, nos locais de trabalho, nas Igrejas, etc. O trabalho de base é essencial para compreendermos a dinâmica social e conseguirmos estimular a luta das massas. Porque a militância se forma através dos estudos, dos debates, mas as massas se formam e se conscientizam através das lutas.

E é somente o povo o verdadeiro agente de pressão e de transformação do sistema político, da cultura política, do Estado, do mundo e de suas vidas neste mundo.

*Thalita Martins é Diretora de Assistência Estudantil da UNE e petista.

Twitter: www.twitter.com/thalitamartins

Manifestação do Grito dos Excluídos será na Caximba

Posted setembro 3rd, 2009 in Cultura by admin

Tradicionalmente realizado no feriado da Independência do Brasil [07/09], o Grito dos Excluídos entra em 2009 na sua 15ª edição com o lema “Vida em primeiro lugar – A força da transformação está na organização popular”. Trata-se de uma manifestação popular carregada de simbolismo e de caráter plural. Seu objetivo é denunciar o modelo político e econômico que concentra riqueza e renda, condenando milhões de pessoas à exclusão social. Também visa tornar público o rosto desfigurado dos excluídos, vítimas do desemprego, da miséria e da fome; bem como propor caminhos alternativos ao modelo neoliberal a partir de políticas de inclusão social.

Neste ano, o Grito de Curitiba será realizado na Comunidade Nossa Senhora do Rócio, nas proximidades do Aterro da Caximba, que recebe todos os detritos da capital e de catorze cidades da região metropolitana. A média é de 14.4 mil toneladas de lixo por dia.

A intenção, de acordo com os organizadores da atividade, é chamar a atenção para a ameaça que o lixo representa para o meio ambiente, um problema gerado pelo atual sistema desenfreado de consumo da sociedade capitalista.

Porém, a manifestação não ficará restrita à questão do lixo. Durante a caminhada, serão feitas paradas que também irão abordar as lutas dos povos indígenas, a crise financeira internacional e o extermínio da juventude pela violência e as drogas.

A organização é de responsabilidade da Coordenação dos Movimentos Sociais [CMS] e a concentração será às 08h30, na Caximba [Estrada Delegado Bruno de Almeida].

Confira o roteiro da atividade:

ATO INICIAL
- Acolhida pela comunidade – relato sobre a realidade local
- Saudação dos partidos operários e centrais sindicais
- Memória do Grito
- Hino Nacional e início da caminhada

PRIMEIRA PARADA
- As lutas dos povos indígenas

SEGUNDA PARADA
- O extermínio da juventude (drogas e violência) / Memória da Ditadura Militar

TERCEIRA PARADA
- A ameaça do lixo / a questão ambiental

QUARTA PARADA
- O programa do povo para superar a crise / lutas de Curitiba e Região Metropolitana

ENCERRAMENTO
- Celebração e partilha dos alimentos

COMO CHEGAR
De ônibus: tomar o alimentador Pompéia ou Caximba, no Terminal do Pinheirinho – pedir ao motorista para descer na Capela do Rocio.

De carro: BR 116 – sentido Fazenda Rio Grande – passar pelo Ceasa, pela ferrovia e entrar à direita na Transp. Sul-Norte. Seguir cerca de 200 metros até a Estrada Delegado Bruno de Almeida, entrar à esquerda e seguir até a Capela do Rocio.

Proposta dos trabalhadores para monopólio estatal do petróleo agora é Projeto de Lei

Posted setembro 1st, 2009 in Destaque by admin

http://www.apn.org.br/apn/images/stories/diversas/ato_agosto_contra_crise_02.jpgA proposta defendida pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) e movimentos sociais para restabelecer o monopólio estatal do petróleo e transformar a Petrobrás em empresa 100% estatal e pública já está em tramitação na Câmara dos Deputados, através do Projeto de Lei  5891/2009, apresentado em Plenário nesta quinta-feira, 27, pelo deputado federal Fernando Marroni (PT/RS).  O PL 5891/2009 traz na íntegra todos os pontos do anteprojeto aprovado pelo Conselho Deliberativo da FUP e referendado nas assembléias pelos petroleiros. O PL 5891/2009 foi apresentado ao primeiro vice-presidente da Câmara, às 10 horas de hoje, no Plenário da Casa. O ato foi acompanhado por dirigentes da FUP, CUT, CTB e representantes sindicais de vários estados do país, entre eles o Sindipetro-RJ e a Fenajud (Federação Nacional dos Servidores do Poder Judiciário).

Além do deputado Fernando Marroni, que assina o Projeto de Lei, outros 23 parlamentares subscreveram o PL 5891/2009. São eles Vicentinho (PT/SP), Luís Bassuma (PT/BA), Jô Moraes (PCdoB/MG), Washington Luiz (PT/MA), Brizola Neto (PDT/RJ), José Leonardo Monteiro (PT/MG), Carlos Santana (PT/RJ), Joseph Bandeira (PT/BA), Daniel Almeida (PCdoB/BA), Chico Alencar (PSOL/RJ), Fátima Bezerra (PT/RN), Luís Sérgio (PT/RJ), Paulo Rocha (PT/PA), Reginaldo Lopes (PT/MG), Vanessa Grazziotin (PCdoB/AM), Sérgio Carneiro (PT/BA), Antônio Carlos Biscaia (PT/RJ), Iriny Lopes (PT/ES), Emília Fernandes (PT/RS), Vander Louber (PT/MS), Marcos Maia (PT/RS), João Paulo Cunha (PT/SP) e Francisco Praciano (PT).
Resultado de intensos debates realizados com os movimentos sociais, o PL 5891/2009 garante o restabelecimento do monopólio estatal e a retomada dos blocos exploratórios que foram leiloados. Também prevê a transformação da Petrobrás em uma empresa 100% estatal e pública, assim como a constituição de um Fundo Social Soberano que garanta a destinação dos recursos excedentes do petróleo para políticas públicas que atendam as necessidades do povo brasileiro. O Projeto de Lei será agora distribuído pela Mesa Diretora da Câmara para avaliação das comissões permanentes da Casa.
O coordenador da FUP, João Antônio Moraes, destacou a importância de mais esta etapa na luta dos trabalhadores pela retomada do monopólio estatal do petróleo. “É importantíssimo este apoio dos parlamentares ao nosso Projeto de Lei, mas para que o PL 5891/2009 tramite e seja aprovado na Câmara é fundamental que a categoria petroleira e os movimentos sociais continuem mobilizados. Vamos precisar de muita disposição de luta para garantir que o Brasil retome a soberania sobre o petróleo. Nós da FUP temos a convicção de que os petroleiros são a vanguarda deste movimento”, ressaltou Moraes.

O que defende o PL 5891/2009

O Projeto da Nova Lei do Petróleo, o PL 5891/2009, resgata os principais pontos da Lei 2004/53, que criou a Petrobrás e estabeleceu o monopólio da União sobre o setor, e contempla outras reivindicações históricas dos trabalhadores:

  • Fim das rodadas de licitações e retomada dos blocos petrolíferos que já foram leiloados;
  • Monopólio estatal na exploração, desenvolvimento, produção, refino, pesquisa e transporte do petróleo bruto e seus derivados, tendo a Petrobrás como executora;
  • Fundo Social Soberano (com controle social) para garantir que os recursos gerados pelo petróleo sejam investidos em políticas públicas voltadas para as necessidades do povo brasileiro (previdência, saúde, educação, habitação, reforma agrária, trabalho, etc) e no incremento de fontes alternativas de energia renovável e limpa;
  • Petrobrás 100% estatal e pública, garantindo também a reincorporação da Transpetro e da Refap e a incorporação da Refinaria Riograndense (antiga Ipiranga), da Refinaria de Manguinhos (RJ) e da Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil (TBG);
  • Estabelecimento de quarentena de 12 meses para os diretores e gerentes executivos da Petrobrás que deixarem a empresa;
  • Mudança do papel da ANP, que deixa de ser reguladora do setor e passa a ter a função de fiscalizar as atividades da indústria nacional de petróleo e gás, sobretudo a distribuição;

Leia o Projeto de Lei na íntegra.

com informações da FUP

OS ESTUDANTES TAMBÉM NÃO PAGARÃO PELA CRISE!

Posted agosto 13th, 2009 in Movimentos Sociais by admin

A Jornada Unificada de Lutas de 14 de agosto nos faz perceber a necessidade de nos juntarmos à classe trabalhadora e mostrar a que veio esta crise e como o sistema tenta jogar nas costas do povo o preço pela ganância de um projeto já esgotado. O neoliberalismo está em choque, no entanto sua superação só será definitiva se conseguirmos deslegitimá-lo de vez, criando novas alternativas. Assim como o trabalhador, o estudante começa a perceber os privilégios de uns poucos, que lucram em cima da exploração de muitos. E que quando a crise bate à porta, escancaram-se as regalias de classe, enquanto a tática é explorar ainda mais o povo.

Esta lógica ficou clara no montante de dinheiro público destinado a socorrer as empresas capitalistas, enquanto as mesmas demitiam em massa os trabalhadores ou propunham diminuir os salários já baixos com redução da jornada de trabalho, tentando coagi-los a aceitarem a oferta exploratória ou perderem o emprego. Da mesma forma, temos os estudantes das instituições pagas que há anos sofrem com o aumento abusivo das mensalidades e não tem o retorno disso em investimentos no ensino, pesquisa e extensão, na qualificação do corpo docente e da infra-estrutura, não tendo sequer garantido o direito a continuarem estudando. A nós, só o dever de pagarmos as mensalidades, com muita dificuldade; aliás, condição que tende a aumentar com a crise, uma vez que muitos estudantes são trabalhadores cujo emprego está ameaçado também. Nesse quadro, surge um acordo do MEC e BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) de criar uma linha de crédito em torno de R$ 1 bilhão para essas mesmas instituições, a fim de ajudá-las a conseguirem financiamento em época de dificuldades financeiras. Dificuldades para quem? Desde o “boom” das faculdades privadas na década de 90, os empresários da educação só viram o seu negócio crescer: 75% dos estudantes do ensino superior estão em instituições pagas. Para eles, um mercado livre em que não há regulamentação alguma, no qual a demanda é sempre favorável, uma vez que o sistema público carece de vagas e no total só aproximadamente 10% dos jovens em idade regular está cursando o ensino superior. Para nós, um direito violado e a esperança de uma formação de qualidade (e, para muitos, única forma mudar de realidade) sendo atacada no intuito de garantir a festa daqueles que negociam com os nossos sonhos. É por isso que cabe a nós, estudantes, irmos pras ruas neste 14 de agosto e mostrar que não estamos dispostas a pagar mais uma vez esta conta!

Temos que ter garantido nosso direito de estudar: Pelo congelamento das mensalidades nas IES pagas e pelo direito de matrícula dos estudantes inadimplentes! Um basta às regalias daqueles que exploram o povo, vamos exigir do MEC medidas que atendam aos estudantes e não aos empresários da educação. Vale ressaltar outro ataque ao qual não podemos nos calar: o corte de R$ 1,2 bilhão do Orçamento da Educação vem mostrar que apesar do neoliberalismo ter engendrado esta crise, ainda tem forças de intervir de forma equívoca, mas dominante, nos rumos que o Brasil toma frente à mesma. Os direitos sociais na lógica neoliberal são os primeiros a serem violados, debilitando ainda mais as condições de vida da população brasileira, aumentando as desigualdades econômicas , e enfraquecendo a constituição social do Estado. É por isso que afirmamos que a Educação é um direito e não queremos nenhum direito a menos! Pela recomposição imediata do Orçamento de Educação, Ciência e Tecnologia! E por aplicação de R$400 milhões em Assistência Estudantil, assegurando a permanência do estudante dentro da Universidade, com moradia, alimentação, saúde e mobilidade garantidos!

Vamos às ruas estudantes!

Trabalhadores e trabalhadoras não pagarão pela crise!

Posted março 27th, 2009 in Destaque by thiago

O Brasil vai às ruas na próxima segunda-feira, 30 de março. Os trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade estarão unidos contra a crise e as demissões, por emprego e salário, pela manutenção e ampliação de direitos, pela redução dos juros e da jornada de trabalho sem redução de salários, pela reforma agrária e em defesa dos investimentos em políticas sociais.

A crise da especulação e dos monopólios estourou no centro do sistema capitalista, os Estados Unidos, e atinge as economias menos desenvolvidas. Lá fora – e também no Brasil -, estão sendo torrados trilhões de dólares para cobrir o rombo das multinacionais, em um poço sem fim, mas o desemprego continua se alastrando, podendo atingir mais 50 milhões de pessoas.

No Brasil, a ação nefasta e oportunista das multinacionais do setor automotivo e de empresas como a Vale do Rio Doce, CSN e Embraer, levaram à demissão de mais de 800 mil trabalhadores nos últimos cinco meses.

O povo não é o culpado pela crise. Ela é resultante de um sistema que entra em crise periodicamente e transformou o planeta em um imenso cassino financeiro, com regras ditadas pelo “deus mercado”. Diante do fracasso desta lógica excludente, querem que a classe trabalhadora pague a fatura em forma de demissões, redução de salários e de direitos, injeção de recursos do BNDES nas empresas que estão demitindo e criminalização dos movimentos sociais. Basta!

A precarização, o arrocho salarial e o desemprego enfraquecem o mercado interno, deixando o país vulnerável e à mercê da crise, prejudicando fundamentalmente os mais pobres, nas favelas e periferias. É preciso cortar drasticamente os juros, reduzir a jornada sem reduzir os salários, acelerar a reforma agrária, ampliar as políticas públicas em habitação, saneamento, educação e saúde, e medidas concretas dos governos para impedir as demissões, garantir o emprego e a renda dos trabalhadores.

Manifestamos nosso apoio a todos os que sofreram demissões, em particular aos 4.270 funcionários da Embraer, ressaltando que estamos na luta pela readmissão.

O dia 30 também é simbólico, pois nesta data se lembra a defesa da terra Palestina, a solidariedade contra a política imperialista do Estado de Israel, pela soberania e  auto-determinação dos povos.

Com este espírito de unidade e luta, vamos construir em todo o país grandes mobilizações. O dia 30 de março será o primeiro passo da jornada. Some-se conosco, participe!

NÃO ÀS DEMISSÕES!

REDUÇÃO DOS JUROS!

REDUÇÃO DA JORNADA SEM REDUÇÃO DE SALÁRIOS E DIREITOS!

REFORMA AGRÁRIA, JÁ!

POR SAÚDE, EDUCAÇÃO E MORADIA!

EM DEFESA DOS SERVIÇOS E SERVIDORES PÚBLICOS!

SOLIDARIEDADE AO POVO PALESTINO!

Ato Internacional Unificado Contra a Crise

Organizadores:

ASSEMBLÉIA POPULAR, CEBRAPAZ, CGTB, CMB-FDIM, CMS, CONAM, CONLUTAS, CONLUTE, CTB, CUT, FORÇA SINDICAL, INTERSINDICAL, MARCHA MUNDIAL DE MULHERES, MST, MTL, MTST, NCST, OCLAE, UBES, UBM, UGT, UNE, UNEGRO/COMEN, VIA CAMPESINA

SÃO PAULO

Na capital paulista, o ato unificado, com as centrais e entidades populares, contra a crise será no dia 30 de março, com concentração às 10h, em frente ao prédio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, a FIESP, na Avenida Paulista, n 1313. Depois, os manifestantes seguem em marcha até a Bolsa de Valores, no Centro. Antes, passam em frente ao prédio do Banco Central e da Caixa Econômica Federal, ambos na Paulista.

RIO DE JANEIRO

Ato unitário no centro da cidade do Rio de Janeiro, com concentração a partir das 14h, na Candelária, com passeata pela Av. Rio Branco.
Encerramento do Ato na Cinelândia.

MINAS GERAIS

Em Belo Horizonte haverá um Ato Unificado às 15h, na Praça Sete.
Em Uberlândia, outro Ato unificado, concentração às 15h, na Praça Tubal Villela, no Centro da cidade.

ALAGOAS

Ato em Maceió, no Calçadão do Comércio, às 14h.

CEARÁ

Às 15h, Ato unificado saindo da Pça. da Bandeira, em passeata até Pça. do Ferreira, em Fortaleza.

MARANHÃO

Às 8h, passeata no Centro de São Luís.

PARAÍBA

Ato unificado em João Pessoa.

SERGIPE

Às 8h, Ato unificado  na Pça.Bandeira, em Aracajú.

RIO GRANDE DO NORTE

Ato na Pça. Gentil Ferreira, em Natal, concentração às 14h.

RIO GRANDE DO SUL

Em Porto alegre, concentração às 7h30, em frente à Gerdau (Av. Farrapos, 1811). Após uma manifestação, os trabalhadores seguem em caminhada em direção ao setor financeiro da Capital, localizado na Rua Sete de Setembro, de onde seguirão em marcha até o Palácio Piratini, onde haverá um ato público.

PERNAMBUCO

Passeta em Recife, às 9h, com concentração na FIEPE (Federação das Industrias de Pernambuco).

PIAUÍ

Ato Unificado em Teresina, na Praça da Liberdade, ao lado do CEFET, às 10h, concentração e caminhada pela Avenida Frei Serafim.

PARANÁ

Ato em Curtiba, com concentração na Praça Santos Andrade, às 9h30, com passeata até o Banco Central, Prefeitura e Assembléia Legislativa.

SANTA CATARINA

Ato em Florianópolis, às 17h, em frente da Procuradoria Geral do Estado. Os trabalhadores em Educação farão uma greve de 24hs nesta data e se incorporarão na manifestação unificada.

BRASÍLIA

Ato em frente ao Banco Central, 10h . Passeata em direção a Esplanada dos Ministérios.

MATO GROSSO

A manifestação em Cuiabá será realizada às 10h, na Praça Alencastro, em frente à Prefeitura Municipal.

GOIÁS

Ato às 9h na Praça Bandeirante, em Goiânia.

II Plenária Nacional da Campanha “O petróleo tem que ser nosso”

Posted março 1st, 2009 in Destaque by thiago

Data: 02 de março de 2009
Local: Sindipetro-RJ. Avenida Passos, 34 – Centro do Rio de Janeiro (próximo à Praça Tiradentes)
Horário: 9:30h às 16:30h

Estimados companheiros e companheiras, saudações!

As entidades que assinam este documento convocam todas as forças de esquerda e progressista da sociedade brasileira para a II Plenária Nacional da Campanha “O petróleo tem que ser nosso”, com o objetivo de dar continuidade às lutas em torno do movimento contra a privatização do petróleo e gás.

A programação para esta Plenária é a seguinte:

9:00h Café da manhã

9:30h Credenciamento

9:45h Mesa de abertura de avaliação e perspectivas da campanha “O petróleo tem que ser nosso” com Via Campesina, CUT, Intersindical, Conlutas, Fórum contra a Privatização do Petróleo e Gás – RJ. (Em seguida, abre-se a palavra para outras entidades nacionais presentes. No fechamento da manhã, inscrições serão abertas para os presentes na plenária.)

13:00h Intervalo para o almoço

14:00h Informe sobre os leilões das áreas promissoras de petróleo e gás: o que já foi leiloado, para quem e perspectivas. Informações sobre o andamento dos trabalhos da Comissão Interministerial que discute a questão do pré-sal. O engenheiro Paulo Metri será o responsável pela apresentação desse ponto.

14:30h Debate do calendário de atividades e tarefas prioritárias para dar uma dimensão efetivamente nacional à campanha “O petróleo tem que ser nosso”.

16:15h Apresentação dos encaminhamentos da plenária

Agradecemos às entidades, movimentos e cidadãos que puderem confirmar a presença na plenária antes de segunda-feira nos endereços eletrônicos: campanhapetroleo@gmail.com, agencia@apn.org.br e rafa_doliveira@yahoo.com.br

Essa confirmação ajudará muito no trabalho da equipe de infra-estrutura do espaço.

Contatos pelo telefone:
André Cardoso – Assembléia Popular: (11)3104-6746
Agência Petroleira de Notícias / Sindipetro-RJ:
(21)3852-0148 ou (21)7866-2630 [Rafael Duarte-APN]

Contamos com a presença de todos.
Saudações fraternas e até segunda!

Organizações que assinam a convocatória (dispostas em ordem alfabética):
ABEEF – Associação Brasileira de Estudantes de Engenharia Florestal
AEPET –Associação dos Engenheiros da Petrobras
ASSEMBLÉIA POPULAR – Mutirão por um novo Brasil
CIMI – Conselho Indigenista Missionário
CMP – Central de Movimentos Populares
CMS – Coordenação dos Movimentos Sociais
CONAM – Coordenação Nacional das Associações de Moradores
CONLUTAS – Coordenação Nacional de Lutas
CONSULTA POPULAR
CPT
– Comissão Pastoral da Terra
CTB – Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil
CUT – Central Única dos Trabalhadores
FEAB – Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil
FNP – Federação Nacional dos Petroleiros
Fórum Nacional contra a Privatização das Reservas Estratégicas de Petróleo e Gás
FUP – Federação Única dos Petroleiros
INTERSINDICAL – Instrumento de Luta e Organização da classe Trabalhadora
Jubileu Sul – Brasil
MAB – Movimento dos Atingidos por Barragens
MMC – Movimento das Mulheres Camponesas
MMC – SP – Movimento de Moradia do Centro de São Paulo
MMM – Marcha Mundial de Mulheres
MPA
– Movimento dos Pequenos Agricultores
MST – Movimento dos trabalhadores rurais sem terra
MTD – Movimento dos trabalhadores desempregados
PC do B
PCB
PJR
– Pastoral da Juventude Rural
PSOL
PSTU
PT

SINDIPETRO-LP - Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista
SINDIPETRO-RJ – Sindicato dos Trabalhadores na Indústria do Petróleo no estado do Rio de Janeiro
UNE – União Nacional dos Estudantes VIA CAMPESINA – Brasil

Veja notícias da campanha “O petróleo tem que ser nosso” na Agência Petroleira de Notícias (www.apn.org.br).