Até que ponto vão as reivindicações do DCE?

Posted junho 25th, 2010 in Artigos, Movimento Estudantil by decko
Quando fui perguntado sobre isso, várias coisas passaram na minha cabeça, mas uma palavra em especial me massacrava: Representatividade, Representatividade!
As reivindicações do DCE podem ir muito mais além das demandas estudantis, mais do que garantir boas condições de ensino, da pesquisa, da extensão, lutar por RU, Casa do Estudante, melhorias nos laboratórios, melhores estruturas na Instituição, o DCE pode (e deve) interferir na políticas da sociedade, lutar por passe livre, contra a corrupção, contra as desigualdades, preconceitos e outras tantas coisas que achamos necessário para vivermos num mundo melhor. Porém o DCE nunca pode se afastar do estudante, e é nesse ponto que a entidade precisa estar atenta. É preciso que o DCE crie ferramentas que consigam identificar e trazer para si quais são as reais necessidades e demandas dos estudantes, e junto com eles propor alternativas, soluções.
Para o DCE identificar quais são os temas (ou problemas, necessidades) que afetam diretamente o dia a dia do estudante é preciso que ele esteja em contato direto com sua base, pois um Diretório descolado do estudante (logo descolado da realidade) não tem nenhuma legitimade, e esse ponto é central para a “tal da representatividade”, só vamos garantir avanços no Movimento Estudantil quando o estudante olhar para o DCE (e não somente para o DCE, mas também para o CA/DA, UEE, UNE) e enxergar essa instituição como a verdadeira defensora da sua categoria, como um instrumento que só fortalece a luta estudantil que luta a favor do estudante e não contra seus interesses.
Mas infelizmente as coisas não são fáceis quanto parece, e não existe uma receita de bolo para garantir o sucesso das entidades estudantis, porém algumas dicas devem ser levadas em considerações.
1º antes de mais nada, o estudante precisa saber que existem entidades que lutam pelo direito da categoria, no caso do DCE, ele não representa quem nem sabe o que é ISSO, afinal de contas o que é DCE? pra que(m) serve? se o estudante não souber isso, algo está indo muito mal…
2º faça com que o estudante se interesse pelo DCE e mostre a força que a entidade pode ter, mas lembre-se a maioria do meio acadêmico se interessa se a entidade estiver realmente no dia a dia do estudante, se as aparições forem esporádicas o diretório perde toda a sua credibilidade.
3º Abra as portas do DCE, faça reuniões públicas, passe em sala convidando os estudantes para debates, reuniões, festas, atividades culturais, mostre que o DCE faz parte do dia-a-dia do estudante.
4º Articule o rede do movimento estudantil, promova CEB’s (Conselho de Entidades de Base), entre em contato com os CA’s/DA’s, com a a UEE, procure se interar das movimentações nacionais, procure e participe das atividades da UNE.
5º Instale ferramentas que façam com que o estudante se sinta parte da construção do DCE, convoque assembléias gerais para discutir o aumento de mensalidade, a falta de um RU, o problema de segurança da universidade, a falta de estrutura. Crie um orçamento participativo, deixe os estudantes, os CAs/DAs, dizerem onde o dinheiro do DCE deve ser investido.
Feito isso garanta a transparência da entidade, preste contas, se comunique com estudante, pois quem tem a ganhar é o movimento estudantil, e quando o movimento ganha, toda a sociedade se beneficia, é só ser um pouco saudosista e olhar para o passado e ver quem estava a frente nas maiores movimentações do século XX.
Camilo Vanni
Secretário Geral da UPE

Seminário sobre Movimento Estudantil agita FECILCAM

Posted maio 26th, 2010 in Movimento Estudantil by decko
Na última sexta-feira (21/05), cerca de 100 estudantes da FECILCAM (Faculdade Estadual de Ciências e Letras de Campo Mourão) se reuniram no anfiteatro da Faculdade com o intuito de debater sobre o movimento estudantil e a ditadura militar, o processo de redemocratização do Brasil, traçar um panorama dos anos 90 (fora Collor e o neo-liberalismo do FHC) e as principais ações e conquistas do Movimento Estudantil na última década.

A atividade foi promovida pelo coletivo JLC (Juventude, Luta e Consciência) e contou com a presença de Camilo Vanni da União Paranaense dos Estudantes (UPE) e de Joanna Paroli da União Nacional dos Estudantes (UNE). Além de fazer um resgate sobre o Movimento Estudantil, a atividade tinha como objetivo reorganizar o movimento dentro da FECILCAM, reativando/formando Centros Acadêmicos, bem como discutir a reativação do DCE – Diretório Central dos Estudantes (extinto a 5 anos).

09

Durante o seminário, os estudantes marcaram uma reunião para o dia 27/05, tendo como pauta a reconstrução do DCE da FECILCAM.

“Nas ruas, nas praças, quem disse que sumiu? Aqui está presente o Movimento Estudantil!”

Posted abril 16th, 2010 in Comunicação, Movimento Estudantil, Movimentos Sociais, Notícias by decko

Clipping sobre o Ato “Caça-Fantasmas” contra a Corrupção na Assembléia Legislativa do Paraná.

Notícias de 14 de Abril

Manifestantes contra Justus derrubam portão e invadem Assembleia via Gazeta do Povo

Estudantes promovem passeata para pedir a saída de Justus via Gazeta do Povo

Em Nota Oficial, estudantes prometem arrancar Nelson Justus da Assembleia via Esmael Moraes

Manifestantes já desocuparam a Assembleia; ouça via Esmael Moraes

Estudantes pedem apoio à sociedade contra a corrupção via Esmael Moraes

Três mil nas ruas de Curitiba contra a corrupção na Assembleia Legislativa do Paraná via Esmael Moraes

Manifestantes invadem a Assembleia via Jornale.com.br

Notícias de 15 de Abril

Justus e Curi devem ser afastados, defende Dr. Rosinha – Via Esmael Moraes

Há um mês Nelson Justus está “balangando” na Assembleia – Via Esmael Moraes

A charge dia: Fantasmas com medo dos caça-fantasmas via Esmael Moraes

Veja essa. Nelson Justus Veríssimo pergunta: “Onde é que nós erramos?” via Esmael Moraes

Em Nota Oficial, estudantes prometem arrancar Nelson Justus da Assembleia via Esmael Moraes

Além disso, todos podem acompanhar novas informações e o que anda rolando através da hashtag #FantasmAlep, no Twitter, clicando aqui. Participem através de comentários e contribuições de material, sempre utilizando esta tag. Quanto mais informações agregarmos, mais legitimo torna-se o movimento.

Até a vitória, sempre!

decko
Diretor Estadual de Comunicação
Movimento Mudança – PR

Relato do Movimento Mudança – PR, na Marcha Mundial de Mulheres

Posted abril 5th, 2010 in Movimentos Sociais by decko

Nicoly Kulcheski Lachovicz, Movimento Mudança Paraná

A Marcha Mundial das Mulheres teve início no dia 8 de Março e foi até  o dia 18 de Março, no estado de São Paulo, passou pelas cidades de Campinas, Valinhos, Vinhedo, Jundiaí, Osasco, São Paulo, entre outras. A programação incluiu a marcha pela manhã, e atividades de formação pela tarde.

Com o tema Seguiremos em Marcha até que todas Sejamos Livres a ação pretende não encerrar as atividades neste ano, continuando com debates, marchas, entre outras mobilizações que disseminem as lutas contra a opressão machista, patriarcal e capitalista, contra a mercantilização da vida, do corpo e da sexualidade, pelo fim da violência, das privatizações dos recursos naturais, em favor da Reforma Agrária e da soberania alimentar.

E lá estavam as mulheres, lutando, cantando, gritando e caminhando por quem não podia estaŕ. Eram 3 mil mulheres que carregavam nas cores, no brilho dos olhos, no canto, nos gestos e no batuque o sonho de um mundo melhor, baseado na igualdade, na liberdade, na solidariedade, na justiça, na paz e na autonomia, acreditando que mulheres em movimento mudam o mundo.

Olhar a predominância da cor roxa e lilás, que junto aos chapéus e lenços representam a luta das mulheres é lindo, e mais forte e comovente, é ver o vermelho, que não se esconde, e fica evidente nos detalhes, nas bandeiras, no batuque, nos acessórios, nas flores no cabelo. Por onde a marcha passava arrancava sorrisos, lágrimas e indignações.

Ali se tornava explicita a beleza das mulheres, sem um padrão definido, todas Belas. Mulheres de todos os cantos do país, de todas as raças, crenças e estilos, trazendo consigo aquilo que tem de mais especial. As índias trazendo sua cultura muito peculiar, as mulheres do MST, evidenciando a organização do movimento, o poder das palavras de ordem, gritos de guerra que em suas vozes se transformavam em canto sereno e forte, como a essência feminina. Todas unidas, cada uma do seu modo, no ideal de mudar o mundo.

As palavras de ordem colocadas em canção fizeram São Paulo parar nesses 10 dias. Eram mulheres que cantavam sem medo de se dizer socialistas, feministas, revolucionárias. Sem medo do que pensariam, sem medo de estar na rua, sem medo de ser quem são em seus dias comuns, cada qual com suas dores, emoções e alegrias.

No encerramento da marcha, chegando ao Estádio Pacaembu, na praça, todas as mulheres receberam um abraço lilás, um circulo feito com as faixas da luta, onde todas ficaram dentro. Juntas, cantando e encerrando, por aquele dia, o ato. Cansadas, mas já esperando a próxima luta. Os opostos como a alegria e a tristeza, o cansaço e a disposição, estavam presentes no olhar de cada mulher.

Nestes dias, o principal foi revelar a força, e o valor de cada uma, que existe uma postura diante de toda a sociedade cruel, uma postura que confronta, que denuncia. Evidenciar a busca  pelo respeito, solidariedade e igualdade, por um mundo onde as pessoas não sejam trocadas por mercadorias, e elas, mães, filhas, estudantes, trabalhadoras, educadoras e dentre todos os campos, são militantes da Vida.