1º Seminário de Assistência Estudantil da UNE – Localização

Posted março 30th, 2011 in Comunicação, Movimento Estudantil by decko

Você já deve ter lido a nossa convocação para o 1º Seminário de Assistência Estudantil da UNE, não?

Se ainda não, não perca tempo! Agende uma discussão com seu centro academico e DCE e participe da construção. É de suma importancia a participação de todos os estudantes, para uma melhoria real nas politicas de perminencia dos estudantes dentro da universidade.
Se você é um cara antenado e já organizou os debates, prepare-se para participar da etapa nacional do debate, em São Paulo, durante o CONEG, no dia 08 de Abril.
Para saber como chegar lá, clique aqui!

Convocatória do I Seminário de Assistência Estudantil da UNE

Posted fevereiro 10th, 2011 in Artigos, Movimento Estudantil, Notícias by decko

Construindo o Seminário Nacional de assistência estudantil da UNE

Por mais verbas para bolsas, moradia e bandejões!

A questão da assistência estudantil sempre foi muito importante para os estudantes brasileiros e, por isso mesmo, central para a União Nacional dos Estudantes. É uma questão chave para garantir que qualquer estudante tenha condições de permanecer numa universidade e concluir seu curso. Na história do movimento estudantil foram centenas de lutas e mobilizações em defesa de bandejões, moradia estudantil, bolsas e outras reivindicações. Muitas mobilizações que tomaram corpo e extrapolaram os muros da universidade iniciaram em torno de alguma reivindicação concreta diretamente relacionada com a assistência estudantil.

E se no passado recente as lutas por assistência estudantil eram localizadas, e em geral travadas entre estudantes de uma universidade e a reitoria, a UNE ajudou a modificar essa situação, quando começou a exigir do governo federal uma rubrica específica, que enviasse para as universidades uma verba carimbada para ser gasta com assistência estudantil. No inicio defendendo 200 milhões de reais, Depois 400 milhões e agora 600 milhões, o que hoje representaria o mínimo para começar a resolver os problemas dos estudantes nas universidades federais. O resultado parcial desta luta, que é constante e está longe de acabar, é o positivo Plano nacional de assistência estudantil (PNAES), instituído pelo governo federal, que definiu com o que pode ser gasto a verba de assistência estudantil e que destina hoje cerca de 303 milhões para serem divididos entre as diversas Instituições federais de ensino superior. Do mesmo modo que é positivo a recente criação do Programa Nacional de Assistência Estudantil para as instituições de educação superior públicas estaduais (PNAEST), com uma verba direta do governo federal para as universidades estaduais, embora o valor seja muito pequeno e esteja condicionado a adesão ao SISU.

Mas essa luta não pára. Ao contrário toma uma importância ainda maior com a recente expansão de vagas das universidades, com a instituição do REUNI e a criação de novas universidades e novos campi em todo o país. Ainda mais com a generalização do processo de seleção ENEM que combinado com SISU, permite que um estudante de qualquer  lugar do país ingresse em uma universidade bem longe de casa. E muitas universidades ainda estão longe de  oferecerem condições adequadas para os estudantes, de modo que é comum a falta de bandejões, moradia estudantil, livros nas bibliotecas, condições de acessibilidade, saúde e etc.. E ainda precisamos discutir a questão para os estudantes das universidades particulares que representam 75% dos estudantes do país.

Tudo isso exige da União Nacional dos Estudantes, UEEs, DCEs e CA e DAs uma articulação cada vez maior que seja capaz de construir uma mobilização crescente e unitária que possa exigir da nova presidente eleita pela maioria dos trabalhadores e da juventude, Dilma Roussef, e do MEC, mais verbas para assistência estudantil.

É para fortalecer essa luta que a UNE decidiu convocar neste 13° CONEB um seminário nacional de Assistência estudantil para ser realizado durante o próximo CONEG (Conselho Nacional de entidades Gerais), no início de abril. No processo de construção deste seminário, convidamos as entidades estudantis a escreverem relatos da situação da assistência estudantil em suas universidades e faculdades, além de relatos de mobilizações e lutas em torno do tema. Também é importante etapas do Seminário em cada Estado, em cada Universidade, para fortalecermos essa luta, que é de todos nós! Desse modo, formaremos um importante dossiê da situação da assistência estudantil no Brasil, que nos permitirá debater com toda a propriedade a questão. As contribuições podem ser enviadas para a diretoria de assistência estudantil e serão publicadas num blog a ser divulgado.

Rumo ao I seminário de assistência Estudantil da UNE!

Diretoria de Assistência Estudantil da UNE

Thalita Martins é ex-diretora nacional do Movimento Mudança e compõe a Diretoria de Assistência Estudantil da União Nacional dos Estudantes

Carta do Movimento Mudança sobre o 13º CONEB e a 7º Bienal da UNE

Posted fevereiro 8th, 2011 in Artigos, Manifestos, Movimento Estudantil by decko

Entre os dias 15 e 17 de Janeiro de 2010, inúmeros estudantes, representando os seus Centros Acadêmicos de todo o país, participaram do 13º Conselho Nacional de Entidades de Base (CONEB) da UNE que desembocou na convocação de toda a rede do movimento estudantil para a Jornada de Lutas de 2011.

O Movimento Mudança entende o CONEB como um fórum vital para aprofundar o diálogo entre quem constrói o movimento na base e a União Nacional dos Estudantes. Um momento onde estudantes de todos os Centros Acadêmicos do Brasil tem a oportunidade de se manifestar perante os temas educacionais e políticos da Nação, bem como aprofundar o conhecimento e o acúmulo político otimizando sua formação pessoal, a construção coletiva e garantindo muita luta em suas entidades de base.

Entretanto, gostaríamos de externar a toda comunidade estudantil nossa opinião sobre o 13º CONEB, principalmente sobre a sua organização. Infelizmente, o conselho apresentou falhas no seu formato e organização que impossibilitaram a garantia de um profundo debate e aprendizado com a base e pela base. Para nós, o modelo adotado de plenária final não foi o adequado para que todos os delegados e delegadas tivessem conhecimento do que era votado e aprovado. Além disso, a falta de uma sistematização dos Grupos de Discussão foi outro ponto negativo da plenária final, pois nos pareceu que os GD’s não tiveram tanta importância para a estrutura do CONEB.

Entendemos que, para que as próximas atividades sejam mais participativas nas suas resoluções e para que a democracia da entidade se fortaleça, é muito importante garantirmos que os Grupos de Discussões ocorram conforme programado, que sejam sistematizados e votados por todos na plenária final e que o último dia de fórum sejam mais participativo, dialogável e menos excludente com os inúmeros Centros Acadêmicos de todo o país.

Além disso, e diferente de outras forças do movimento estudantil que teimam em colocar a culpa de todos os problemas da entidade na força majoritária, entendemos que também temos responsabilidade nos erros e acertos da entidade (assim como todas as outras forças que compõe a entidade) e que nos colocamos a disposição para pensar num outro modelo de plenária onde cada um e uma se sinta mais participante e consciente do que é aprovado ou não, tendo também maior poder de definição nos rumos da União Nacional dos Estudantes.

Também achamos positiva a organização da 7ª Bienal, mas reafirmamos a necessidade de um evento em que o número de alunos inscritos, seja o mesmo que o da capacidade que a organização tem para receber todos os inscritos nela nos dias de suas atividades, para evitarmos transtornos como o que ocorreu no primeiro dia da Bienal.

Por fim, convidamos a todos e todas a construir em março uma ampla Jornada de Lutas nas Universidades de todo o país que coloque a educação de qualidade e democrática, bem como a disputa do Plano Nacional de Educação, como a bandeira principal do movimento estudantil. Convidamos todos e todas também a construir o movimento estudantil pela base, democrático, ético e propositivo.

Estudantes, uni-vos, a UNE somos nós!

Movimento Mudança

III Congresso Nacional do Movimento Mudança

Rio de Janeiro, 21 de Janeiro de 2011.

Até que ponto vão as reivindicações do DCE?

Posted junho 25th, 2010 in Artigos, Movimento Estudantil by decko
Quando fui perguntado sobre isso, várias coisas passaram na minha cabeça, mas uma palavra em especial me massacrava: Representatividade, Representatividade!
As reivindicações do DCE podem ir muito mais além das demandas estudantis, mais do que garantir boas condições de ensino, da pesquisa, da extensão, lutar por RU, Casa do Estudante, melhorias nos laboratórios, melhores estruturas na Instituição, o DCE pode (e deve) interferir na políticas da sociedade, lutar por passe livre, contra a corrupção, contra as desigualdades, preconceitos e outras tantas coisas que achamos necessário para vivermos num mundo melhor. Porém o DCE nunca pode se afastar do estudante, e é nesse ponto que a entidade precisa estar atenta. É preciso que o DCE crie ferramentas que consigam identificar e trazer para si quais são as reais necessidades e demandas dos estudantes, e junto com eles propor alternativas, soluções.
Para o DCE identificar quais são os temas (ou problemas, necessidades) que afetam diretamente o dia a dia do estudante é preciso que ele esteja em contato direto com sua base, pois um Diretório descolado do estudante (logo descolado da realidade) não tem nenhuma legitimade, e esse ponto é central para a “tal da representatividade”, só vamos garantir avanços no Movimento Estudantil quando o estudante olhar para o DCE (e não somente para o DCE, mas também para o CA/DA, UEE, UNE) e enxergar essa instituição como a verdadeira defensora da sua categoria, como um instrumento que só fortalece a luta estudantil que luta a favor do estudante e não contra seus interesses.
Mas infelizmente as coisas não são fáceis quanto parece, e não existe uma receita de bolo para garantir o sucesso das entidades estudantis, porém algumas dicas devem ser levadas em considerações.
1º antes de mais nada, o estudante precisa saber que existem entidades que lutam pelo direito da categoria, no caso do DCE, ele não representa quem nem sabe o que é ISSO, afinal de contas o que é DCE? pra que(m) serve? se o estudante não souber isso, algo está indo muito mal…
2º faça com que o estudante se interesse pelo DCE e mostre a força que a entidade pode ter, mas lembre-se a maioria do meio acadêmico se interessa se a entidade estiver realmente no dia a dia do estudante, se as aparições forem esporádicas o diretório perde toda a sua credibilidade.
3º Abra as portas do DCE, faça reuniões públicas, passe em sala convidando os estudantes para debates, reuniões, festas, atividades culturais, mostre que o DCE faz parte do dia-a-dia do estudante.
4º Articule o rede do movimento estudantil, promova CEB’s (Conselho de Entidades de Base), entre em contato com os CA’s/DA’s, com a a UEE, procure se interar das movimentações nacionais, procure e participe das atividades da UNE.
5º Instale ferramentas que façam com que o estudante se sinta parte da construção do DCE, convoque assembléias gerais para discutir o aumento de mensalidade, a falta de um RU, o problema de segurança da universidade, a falta de estrutura. Crie um orçamento participativo, deixe os estudantes, os CAs/DAs, dizerem onde o dinheiro do DCE deve ser investido.
Feito isso garanta a transparência da entidade, preste contas, se comunique com estudante, pois quem tem a ganhar é o movimento estudantil, e quando o movimento ganha, toda a sociedade se beneficia, é só ser um pouco saudosista e olhar para o passado e ver quem estava a frente nas maiores movimentações do século XX.
Camilo Vanni
Secretário Geral da UPE

Seminário sobre Movimento Estudantil agita FECILCAM

Posted maio 26th, 2010 in Movimento Estudantil by decko
Na última sexta-feira (21/05), cerca de 100 estudantes da FECILCAM (Faculdade Estadual de Ciências e Letras de Campo Mourão) se reuniram no anfiteatro da Faculdade com o intuito de debater sobre o movimento estudantil e a ditadura militar, o processo de redemocratização do Brasil, traçar um panorama dos anos 90 (fora Collor e o neo-liberalismo do FHC) e as principais ações e conquistas do Movimento Estudantil na última década.

A atividade foi promovida pelo coletivo JLC (Juventude, Luta e Consciência) e contou com a presença de Camilo Vanni da União Paranaense dos Estudantes (UPE) e de Joanna Paroli da União Nacional dos Estudantes (UNE). Além de fazer um resgate sobre o Movimento Estudantil, a atividade tinha como objetivo reorganizar o movimento dentro da FECILCAM, reativando/formando Centros Acadêmicos, bem como discutir a reativação do DCE – Diretório Central dos Estudantes (extinto a 5 anos).

09

Durante o seminário, os estudantes marcaram uma reunião para o dia 27/05, tendo como pauta a reconstrução do DCE da FECILCAM.

Agora é UEL de cara nova!

Posted maio 7th, 2010 in Movimento Estudantil by thalitamartins

Após a 5 horas de apuração, saiu o resultado final da eleição para o DCE da UEL 2010. Foram 1387 votos divididos entre 9 centros de estudos. Dentre eles 981 votos foram para a Chapa 1 “A UEL de Cara Nova” e 386 para a Chapa 2 “Mais vale o que será”.

Na sexta-feira irá acontecer o CD (Concelho Deliberativo) na qual os CA (Centro Academicos) irão referendar o resultado das eleições 2010 do DCE e por fim divulgar a Chapa eleita para o DCE.

É mais um DCE de volta à UNE! É mais um DCE que irá estar ao lado dos estudantes!

Parabens a todos e todas que construiram uma bela campanha na Universidade Estadual de Londrina! O Movimento Mudança do Paraná também está de parabens!

Abaixo, relato do companheiro Camilo Vanni, Secretário Geral da União Paranaense de Estudantes (UPE), que participou de todo o processo eleitoral da UEL:

“Compas, é com muita alegria que informo a Tod@s que a Mudança do Paraná volta a dirigir um DCE no estado mais revolucionário!

Nos dias 4 e 5 aconteceram as eleições para o DCE da UEL (universidade estadual de londrina). Haviam duas chapas disputando, A UEL de Cara Nova (Mudança + UJS + Independentes) Contra, Mais Vale o Que Será (Pstu + Psol (barricadas) + Independentes).

O processo de eleição foi mais calmo do que imaginávamos, reflexo da apatia do ME da UEL. São dois anos de gestão provisória no DCE, e o que se percebeu nas eleições foi um grande esforço das duas chapas para garantir a legitimidade do processo e garantir que ao final do pleito teriamos uma chapa eleita!

Ganhamos com uma Votação expressiva, foram 1387 (há mais de 10 anos não se via uma eleição com uma presença massiva nas urnas, mesmo assim a quantidade de votantes foi muito pequena para a quantidade de estudantes matriculados, são mais de 18 mil academicos na UEL).
desses 1837 votos foram 981 votos para nós e 387 para eles!

Mas a Luta não terminou! amanhã teremos o CD (conselho deliberativo equivalente ao CEB), o qual vai referendar ou não o processo eleitoral, tudo indica que não teremos problemas, mas em se tratando de PSTU não podemos vacilar, já estamos nos articulando para garantir a maioria no CD!

Além disso gostaria de parabenizar toda a galera de Londrina que apavorou no processo! Se não fossem vocês não conquistariamos essa grande vitória!

OBS: mais um DCE de volta a UNE!

Muitas Saudações Mudancistas!”


Notícias tiradas do blog: http://aueldecaranova.blogspot.com/

1° Seminário de Direitos Humanos UNE: 6 e 7 de maio, RJ

Posted maio 4th, 2010 in Movimento Estudantil by thalitamartins

A UNE, como uma das principais entidades do movimento social brasileiro, deve não só defender os Direitos Humanos, como sempre o fez em sua historia, mas também criar espaços de acúmulo e debate dos mesmos. Por isso, em maio de 2010, nos dias 6 e 7, nossa entidade realizará o seu 1° Seminário de Direitos Humanos, abordado sob a ótica do movimento estudantil, tendo como objetivo a construção de um novo papel para a juventude na consolidação dos direitos humanos. Será no Rio de Janeiro, na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

“Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos’’

Assim começa o 1° Artigo da Declaração Universal dos Direitos Humanos. A DUDH, como é conhecida, fará 62 anos de existência em 2010 e está muito longe de ter sido consolidada. Abusos aos Direitos Humanos são corriqueiros mundo afora, sejam em ditaduras ou em guerras.

Aqui no Brasil não é diferente. Tivemos uma ditadura militar sangrenta que perseguiu e matou muitas pessoas. Hoje, apesar dos avanços, ainda sofremos com violações aos direitos humanos, as políticas de segurança pública de diversos estados brasileiros ainda perseguem, torturam e matam. Na quase totalidade dos casos as vítimas são jovens, pobres e negros.

Se não bastassem as violações aos Direitos Humanos, o que não falta também são críticas a sua existência. A mídia brasileira, junto a setores conservadores da sociedade, conseguiu criar um senso comum contra a militância em Direitos Humanos com má argumentação de que quem defende tais direitos e garantias, defende apenas os ‘’bandidos’’. A visão de universalidade de direitos e garantias por parte do Estado é bastante subversiva para setores neoliberais que visam o enfraquecimento do mesmo, por isso os constantes ataques.

A ofensiva aos Direitos Humanos se intensificou nos últimos meses com a assinatura do decreto presidencial que institui o PNDH-3 (3° Programa Nacional de Direitos Humanos).

O mesmo atende a várias demandas dos movimentos sociais, que dentre outras coisas, institui:

1- Criação da Comissão Nacional da Verdade, que visa examinar as Violações de Direitos Humanos praticadas pelo Estado Brasileiro durante o período da Ditadura militar.

2- Apoio à mudança da constituição para prever a expropriação de terras ou imóveis onde se encontre trabalhadores reduzidos a condição de escravos. 3- Promoção de ações voltadas à adoção de crianças por parte de casais homoafetivos, além de apoio a projeto de lei que disponha sobre a união civil entre pessoas do mesmo sexo.

3- Apoio à aprovação de projeto de lei que visa à descriminalização do aborto, considerando a autonomia das mulheres para decidir sobre seus corpos.

4- Combate às execuções extrajudiciais realizadas por agentes do Estado, além de desenvolver ações específicas para investigação e combate à atuação de milícias e grupos de extermínio.

O programa, que é sem dúvida um dos mais avançados e amplos criados pelo governo Lula, vem sofrendo criticas de diversos setores, dentre eles a grande mídia, os ruralistas, as forças armadas e inclusive alguns ministros.

Em virtude da importância dos direitos humanos e agora do PNDH-3, o movimento estudantil não pode se furtar a debatê-los, devendo ser também protagonista de sua concretização, defesa e divulgação, não só no âmbito universitário como em toda a sociedade.

A UNE como uma das principais entidades do movimento social brasileiro deve não só defender os Direitos Humanos, como sempre o fez em sua historia, mas também criar espaços de acúmulo e debate dos mesmos. Por isso, em maio de 2010, nossa entidade realizará o seu 1° Seminário de Direitos Humanos, abordado sob a ótica do movimento estudantil, tendo como objetivo a construção de um novo papel para a juventude na consolidação dos direitos humanos.

Rodrigo Mondego

Diretor de Direitos Humanos

União Nacional dos Estudantes


PROGRAMAÇÃO

6/05/10 – quinta-feira

10:00 às 14:30

Credenciamento e abertura da feira da diversidade

14:30 às 15:00

Mesa de abertura

15:15 às 17:15

Mesa 1: O PNDH-3 e sua importância para a consolidação dos Direitos Humanos no Brasil

17:30 às 20:30

Mesa 2 : Violência, Segurança Pública e Direitos Humanos

07/05/10 – sexta-feira

10:00 às 13:00

Mesa 1 – A Luta pelos Direitos Humanos no Combate as Opressões

15:00 às 18:00

Mesa 2 – O Movimento Estudantil e seu histórico de luta por liberdade no Brasil

18:30 às 20:30

Mesa de encerramento : Comissão Nacional da Verdade: “Só as feridas limpas podem cicatrizar”

A partir das 21:00

Ato Político/Cultural na Concha acústica em apoio ao 3° Programa Nacional dos Direitos Humanos

As inscrições já estão abertas. Participe!

1° Seminário de Direitos Humanos da UNE

UERJ, Campus Maracanã

6 e 7 de maio de 2010

Inscrições: direitoshumanosune@hotmail.com

Informações: http://direitoshumanosune.blogspot.com

58° CONEG da UNE aprova o Projeto Brasil

Posted maio 3rd, 2010 in Movimento Estudantil, Política by thalitamartins

É o documento que atualiza a opinião da UNE sobre temas como Educação, Desenvolvimento Econômico e Social, Cultura, Esportes, Saúde, Comunicação, Meio-Ambiente, Democracia, entre outros, com o objetivo de pautar a sociedade brasileira além de subsidiar o debate de idéias do segundo semestre de 2010, ano de eleições presidenciais.

A proposta aprovada pela maioria dos 300 delegados faz críticas ao discurso neoliberal que ainda sobrevive no país. Esse é um consenso: a luta pelo Estado forte, oposta à política neoliberal imposta em governos até 2003.

Consulte o documento aprovado:

http://www.une.org.br/home3/movimento_estudantil/movimento_estudantil_2007/imgs/projeto_brasil_-_pdf.pdf

Notícia do site da UNE (www.une.org.br)

51º Congresso da UNE – Queremos Movimento!

Posted junho 3rd, 2009 in Destaque by admin

Chegamos a mais um Congresso da União Nacional dos Estudantes. Enquanto a maioria dos grupos organizados no Movimento Estudantil se preocupam em eleger delegados, queremos disputar a idéia política e aproveitar esse período para deflagrar um amplo período de lutas nas universidades. Para nós, é momento de fortalecer o debate sobre o papel da UNE e nos perguntar, francamente, de que forma podemos contribuir para que a entidade cumpra o seu papel de mobilização e organização do movimento estudantil, fortalecendo o projeto popular que amadurece em nosso país e avança na América Latina.

Temos clareza que o CONUNE tem um impacto muito grande dentro das Universidades. As eleições para delegados, a mobilização de centenas de entidades estudantis e dos próprios estudantes, embora que temporariamente, aquecem os debates. Para nós, justamente por isso, o CONUNE é época de fazer despertar os estudantes e garantir, para o período posterior, uma intervenção orgânica e qualificada da UNE como esta deve ser: a maior entidade estudantil da América Latina, que seja capaz de contribuir para transformar a universidade brasileira e coloca-la a serviço de nosso povo.

Em um momento de profunda crise no Movimento Estudantil brasileiro, cujas conseqüências são entidades (CA´s, DCE´s, UEE´s, Federações e Executivas e até a UNE) desmobilizadas, distantes do diálogo com os estudantes, de pouquíssima interferência nos debates locais e nacionais, acreditamos ser preciso sinceridade e ousadia. Sinceridade para não maquiar nossos problemas para nós mesmos. Chega de reivindicar o passado da UNE como seu presente. Chega de utilizar para nós mesmos o discurso de afirmação que precisamos e utilizamos sempre diante de nossos inimigos.

O Movimento Mudança é um Movimento que, apesar de acreditar profundamente na luta de base, defende indiscutivelmente a União Nacional dos Estudantes como a entidade dos estudantes brasileiros. Reivindicamos sua história, seu passado, seu presente e apostamos no seu futuro. Defendemos a UNE contra o divisionismo esquerdista, mas, principalmente, contra a sede cruel capitalista da direita que, jamais, em qualquer momento histórico – inclusive no atual – perde a oportunidade de tentar dividir a UNE.

Esse ódio que tem a direita contra a UNE, hoje tão visível nos ataques dos grandes meios de comunicação, de Miriam Leitão, Arnaldo Jabor, Alexandre Garcia, Folha de São Paulo e cia., é proporcional ao amor que nós temos a essa entidade. E, justamente por isso, precisamos ser sinceros em compreender o momento que passamos. A crise do ME é nacional, mas é principalmente local. Nasce e morre justamente na apatia que encontramos em cada sala de aula das universidades brasileiras. E é daí que precisamos tirar as forças necessárias para o reavivamento da UNE e do Movimento Estudantil brasileiro.

Por isso, nossas soluções são ousadas, são difíceis. Fácil e vazio é apontar como solução para uma crise estrutural uma simples mudança de direção e cargos políticos. Nós queremos apresentar uma mudança de direção e caminhos políticos. Uma mudança de foco, de objeto, de discurso.

Congresso após congresso, as forças políticas apresentam suas teses de como dominar a UNE, de como tal grupo é o culpado de tudo e que derrotá-lo será a revolução.

Nós não defendemos este tipo de tese simplista. Nós somos o “Movimento Mudança” e desde o congresso passado deixamos de apresentar uma tese de como dominar a UNE para apresentar uma estratégia de como reavivar o Movimento Estudantil a partir da luta de base, a partir da reconstrução dos Centros Acadêmicos, a partir do combate a DCE´s que só existem pra votar no CONEG, a partir da construção de pautas do ME como a cultura, a arte, o esporte, a ciência, os gêneros, a sexualidade, as drogas, a pesquisa e a extensão.

A Mudança que queremos fazer é ousada. Porque mexe com as bases e não com os discursos artificiais, iguais em todos os CONUNES. Não estamos aqui para perder tempo ou ocupar cargos. Nós estamos aqui porque defendemos a UNE e queremos o Movimento Estudantil de volta nas ruas, estremecendo os muros da Universidade e fazendo-os desmoronar rumo à interação social e ao poder popular.

Assim, apresentamos, abaixo, três ações que definirão a intervenção do Movimento Mudança nesse processo do 51º CONUNE. Aproveitamos para apresentá-los também como um desafio para o conjunto de forças políticas que tem responsabilidade com a construção da UNE como ferramenta de pressão popular e convocar tantos quantos sinceramente se sensibilizem nesse sentido a dialogar conosco.

Para o Movimento Mudança, o 51º CONUNE deve posicionar e organizar a UNE para:

1. Elaborar e implementar uma concepção de movimento estudantil que busque aproximar a UNE das entidades de base, valorizando o movimento real e democrático nas Universidades, estabelecendo assim uma nova forma de comunicação e diálogo com o conjunto dos estudantes brasileiros. Para nós, o importante tem que ser o Movimento!

2. Aprofundar e qualificar a opinião da entidade sobre nosso projeto de Reforma Universitária, que embora seja uma importante ferramenta de pressão por mudanças na concepção da educação do nosso país, na prática ainda não chegou às mãos da maioria dos estudantes, não sendo, ainda, um instrumento real para o ME brasileiro, nem um documento que nos agregue e prepare para as disputas da Conferência Nacional de Educação. Para nós, a UNE em defesa da Universidade Popular tem que ser a bandeira de cada estudante brasileiro!

3. Fazer da UNE vanguarda na articulação com os Movimentos Sociais em defesa da Reforma Agrária, da Reforma Urbana, da Reforma Política e da Democratização dos Meios de Comunicação. Esses quatro funis impedem que pelo menos se inicie uma democracia real no Brasil e são responsáveis pela sustentação do capitalismo neoliberal mais cruel para o nosso povo. Devemos mobilizar os estudantes para ocupar as Conferências institucionais de Comunicação, Educação, Segurança Pública, Igualdade Racial, mas, principalmente, construir uma agenda alternativa dos Movimentos Sociais que traga à tona e denuncie os latifúndios da terra, da política, da cidade e das comunicações. Para além do debate insuportável e mesquinho de ser contra o Governo, a favor do Governo, meio-termo com o Governo, queremos que a UNE paute na conjuntura o que realmente importa para a alteração da correlação de forças e da superação do sistema econômico atual: Reforma Agrária Já! Reforma Urbana Já! Reforma Política Já! Democratizar os Meios de Comunicação JÁ!

Essas são ações que estarão na ordem do dia, dentro da pauta do Movimento Mudança. Mas, para que tenhamos capacidade de desempenhar os pontos 2 e 3, precisamos, fundamentalmente, investir no ponto 1.

Entendemos que a UNE precisa ter como foco restabelecer uma relação de organização com o conjunto de estudantes brasileiros. Só conseguiremos fazer uma disputa da conjuntura e da educação de nosso país se a rede do movimento estudantil estiver organizada e em sintonia com as lutas que devem ser travadas dia-a-dia nas universidades e na sociedade.

Precisamos entender e saber dialogar com estudantes que diariamente sofrem as duras condições que o sistema capitalista impõe dentro das universidades. Nas particulares, por exemplo, onde está concentrada a grande maioria dos universitários brasileiros, os estudantes são tratados como consumidores e não como estudantes, incluídos em uma lógica mercantil extremamente nociva à qualidade de ensino que a UNE defende. Dentro das universidades públicas, também vivenciamos conceitos mercadológicos, como a concorrência e o individualismo, preparando o estudante exclusivamente para o mercado de trabalho.

Tudo isso evidencia a necessidade de acumularmos força para fazer uma disputa ideológica de qual é o ensino que nós queremos, um ensino emancipador e libertário, e que a universidade cumpra sua função social de contribuir com a apresentação de soluções para os grandes problemas nacionais.

Porém, a falta deste acúmulo de forças se dá por conta de uma cultura política presente nas entidades estudantis que necessita mudar. Dos CA’s à UNE, precisamos estabelecer uma nova prática política de organização, de democratização das entidades e de envolvimento do conjunto dos estudantes. Só dessa forma conseguiremos, por exemplo, fazer uma disputa mais acirrada em relação a nossa concepção de educação e bandeiras aprovadas no 12º CONEB da UNE, apesar de termos críticas importantes à forma como se deu esse Fórum, inclusive por ter ocorrido no mesmo período que a Bienal de Cultura e Arte da UNE.

O projeto de reforma universitária da UNE deve ser encarado como material de instrumentalização da militância nas universidades, devendo a entidade geral orientar as entidades de base a utilizarem o projeto para debates, seminários, atividades, ou seja, protagonizar ações dentro das universidades.

Além disso, este projeto deve ser a base para a participação da UNE na Conferencia Nacional de Educação. Desde as etapas municipais, a entidade deve orientar a participação da militância à luz do projeto.
Além da Conferencia de Educação, a UNE deve mobilizar para intervir de forma qualitativa nas Conferências de Comunicação, Segurança Publica e Igualdade Racial. Conferências que debatem temas de profunda relevância pra sociedade brasileira e uma entidade no porte da UNE não pode deixar de contribuir nestes debates.

Por fim, tudo isso deve ter como objetivo final uma sociedade emancipada, democrática de fato, em que o trabalho não seja explorado e as pessoas possam dirigir suas vidas com seus direitos básicos respeitados. Um mundo de fraternidade e igualdade, que sabemos só será erguido com muita luta coletiva. Assim, juntar gente para dividir a terra, a cidade, as decisões e a fala deve ser o norte estratégico de nossa militância estudantil.

Acreditamos que é necessário reavaliar com sinceridade e ousadia a forma de atuação e condução da UNE e garantir um novo perfil pro movimento estudantil brasileiro. A UNE precisa ser referência política dos estudantes e da juventude brasileira, intervindo de fato nos rumos políticos da educação e do país.

Nossa orientação e diálogo para o 51º Congresso da UNE se dará a partir destes preceitos apresentados, tendo como foco central a reorganização do movimento estudantil em nosso país. Achamos fundamental construir uma forte unidade em torno de uma nova cultura política destacando sempre, que, para nós, o Importante é o Movimento.

Democratizar a UNE, Diretas Já!

O movimento estudantil vivencia uma grande crise, a apatia e desmobilização têm tomado conta das Universidades. Essa realidade se deve ao fato de que os pressupostos neoliberais, como a propagação do individualismo e competitividade, têm contribuído para que os/as estudantes se interessem cada vez menos com projetos coletivos. A desmobilização estudantil se reflete na sua entidade máxima de representação, a União Nacional dos Estudantes, onde observamos que os fóruns de debates propostos pela UNE, como os Congressos e Caravanas, são esvaziados e a entidade se mostra menos presente dentro das IES. Desta forma, como meio de democratizar a UNE e colocá-la cada vez mais como referência de luta dos/as estudantes brasileiros/as, o Movimento Mudança defende eleições diretas para a entidade.

Atualmente, o Congresso da UNE (CONUNE), define os rumos e as orientações políticas da gestão e elege a diretoria da UNE. Neste que é o maior fórum da entidade votam os/as delegados/as da UNE, eleitos/as dentro de suas Universidades. Hoje, o CONUNE se mostra como um espaço com pouca formulação política e muita disputa entre as forças e onde os/as delegados/as pouco representam a opinião de suas bases.

Acreditamos que o CONUNE deve ser um espaço de formulação política e que a eleição da diretoria da UNE deve ser realizada dentro de todas as Universidades, por todos os/as estudantes, fazendo com que todos/as se sintam parte da UNE. Para nós, a política é o mais importante, por isso defendemos Diretas na UNE. Porque achamos que cada estudante tem que debater e definir as pautas da entidade que o representa. Temos convicção que a eleição de delegados/as por urna, dentro de cada Universidade já foi um avanço para a entidade, contando com a participação de mais de 800 mil estudantes. Mas temos a certeza que será muito melhor se a direção da UNE for eleita por mais de 800 mil pessoas.

Nós da Mudança propomos que a eleição para a diretoria da UNE deve ser realizada conjuntamente com a tiragem dos/as delegados/as do CONUNE, apenas em urnas separadas e a mesma comissão que fiscalizará a eleição dos/as delegados/as, viabilizará a eleição da diretoria da entidade.

Para isso propomos:

_ Unidade de ação de todas as forças políticas, grupos locais e estudantes que defendem as Diretas, procurando fortalecer esse debate dentro da UNE, para que consigamos que essa bandeira deixe de ser uma utopia distante.

_ Que seja criado no próximo CONUNE um Grupo de Trabalho especifico sobre formas de eleição da entidade, pois acreditamos que com muito debate podemos chegar todos a uma opinião hegemônica da importância de um novo modelo.

Queremos radicalizar a democracia na União Nacional dos Estudantes e por isso defendemos Diretas Já!!!

Direção Nacional Movimento Mudança

II ENCONTRO NACIONAL DE ESTUDANTES NEGROS E COTISTAS DA UNE

Posted maio 25th, 2009 in Destaque by admin

Políticas Afirmativas para um novo Brasil!
05, 06 e 07 de Junho
Faculdade de Arquitetura UFBA
Salvador – BA

Um espaço privilegiado de debate e convergência sobre os impactos da adoção de Políticas de Ações Afirmativas para a população afrodescendente no ensino superior brasileiro. Assim pode ser definido o Encontro Nacional de Estudantes Negros, Negras e Cotistas da UNE, que reunirá jovens de diversas regiões do país durante os dias 05, 06 e 07 de junho na Faculdade de Arquitetura da UFBA em Salvador.

Programação:

5 de junho

18h
Painel 1 – Abertura do Encontro: Mesa com lideranças negras – Afirmação do povo negro

Edson França (Unegro), Bira Corôa (Presidente da CEPI – Alba), Babalorixá PC (terreiro Oxumaré), Jeférson Conceição (Presidente da UEB), Lúcia Stumpf (Presidente da UNE), Luiza Bairros (SEPROMI), Valmir Assunção (SEDES), Luiz Alberto (Deputado Federal), Mãe Estela, Makota Valdina, SEMUR, Gilmar Santiago (Vereador), Marta Rodrigues (Vereadora), Secretaria Nacional de Juventude, Coletivo de Entidades Negras, MNU

19h

Palestra Magna com os Professores Hélio Santos e Elias Sampaio sobre o tema do Encontro: Políticas Afirmativas para um novo Brasil

22h

Festa Resistência e Luta!Bandas de Kuduro, Samba de Roda, Hip Hop e DJ

06 de Junho

9h
Painel 1 – Educação Brasileira – Política de Cotas, Ações Afirmativas e Assistência Estudantil – Descolonização do ConhecimentoFacilitadores: Valter Altino (Atitude Quilombola), Frei Davi (Rede EDUCAFRO), Vereadora Olívia Santana

14h
Painel 2 – Quebrando os paradigmas da Opressão Racista– Comunicação, Cultura e Religiosidade NegraProfessor Hélio Santos, Makota Valdina, Professor Bira Castro, Bárbara Souza, Conjuve, Fórum Nacional de Juventude Negra

16h
Grupos de DiscussãoConstruindo PPJ para Juventude NegraReforma Universitária e Ações AfirmativasExpressões Juvenis: Hip Hop, GrafiteMulheres NegrasParticipação política da Juventude Negra

18h
OficinasSonoridade com instrumentos alternativos e hibridismosCinema e vídeo – Negros e Negras da MídiaTranças e Penteados AfroRitmos e PercussãoExpressão através da Capoeira

20h
Jantar

22h
Festa com DJ (ritmos africanos e brasileiros)

07 de Junho

9h
Painel 3 – Movimento estudantil e a questão racial – Mesa com todos os Ex-Diretores de Combate ao Racismo da UNEEx-Diretores da UNE, UEB, DCE UFBA, Organizadores do CENUMBA, IIª CONAPIR

12h
Almoço

14h
Rota turística em Salvador

Inscrições e maiores informações no Blog da Diretoria de Combate ao Racismo da UNE