Estamos a menos de um mês do 52º Congresso da União Nacional dos Estudantes. Fazemos um balanço muito positivo da gestão que passou, em que conseguimos realizar debates e construções importantes para o movimento estudantil, para a UNE e para o Brasil. Realizamos o Iº Seminário de Assistência Estudantil da UNE, construímos a Jornada de Lutas de norte a sul do Brasil, exigindo 10% do PIB para a educação, dissemos “Fora Bolsonaro” em Brasília porque lutamos por uma sociedade livre de preconceito e opressão, participamos em peso do Conselho de Entidades de Base da UNE, fórum que só é realizado por pressão nossa em gestões passadas da UNE, e continuamos com muita vontade de construir um movimento estudantil cada vez mais participativo e democrático para fortalecer a UNE, que deve estar em contato constante com o dia-a-dia presente nas universidades.
Sabemos que o mundo hoje vive grandes transformações. O que era utopia no passado hoje se torna realidade na vida de inúmeros brasileiros e brasileiras. A economia capitalista antes dita tão sólida sofreu abalos, demonstrando que quem antes dizia ter a solução para tudo, na verdade pouco sabe. Ninguém mais acha que o intelectual diplomado governa melhor que o operário. O amor venceu o ódio! Queriam esconder o pobre, esculachar o negro, difamar o índio e subjugar o operário! E a mulher, se dependesse deles, continuaria na frente do fogão.
Muita coisa avançou, mas queremos mais! Queremos o fim de todas as formas de opressão: na política, na economia, na educação, na história, na moda, na cultura, na arte, na ciência e no trabalho. Já chega de aceitar desejos dos conservadores como se fossem mandamentos sagrados. Desde a universidade, a cidade ao país: queremos ser parte de tudo, porque o mundo é melhor quando todas as pessoas participam dele.
Queremos que o brilho dos olhos seja mais importante que a cor da pele, que a roupa que veste, que o formato do corpo, que o título acadêmico e que a forma de dançar! Queremos ver a universidade tomada pelo colorido do povo brasileiro, com todo o conhecimento em suas mãos para fazer melhor pela humanidade. Queremos que o samba invada os palácios, e anuncie com alegria, o fim desse velho mundo de preconceitos!
E foi esse o caminho, que nós decidimos construir: o da solidariedade, da liberdade e da luta. Somos o maior exemplo de alegria, solidariedade e de determinação: somos do Movimento Mudança e não podemos vacilar. Precisamos nos dedicar ao máximo nesses últimos dias que serão decisivos para os próximos dois anos da UNE! Precisamos estar juntos e unidos, porque não queremos esperar mais dois anos para voltar ao centro político do Movimento Estudantil. Esse é o momento fazermos a hora e não esperarmos acontecer, vamos levar aos estudantes um só grito: “A Luta é o Tempero do meu Samba”!
Camila Moreno e Camilo Vanni são militantes do Movimento Estudantil e membros da Direção Nacional do Movimento Mudança.

