Movimento Mudança participará da gestão do DCE do IFET-CE!

Posted maio 7th, 2010 in Movimento Estudantil by thalitamartins

Do dia 23 ao dia 25 de março aconteceu a eleição para o DCE do IFET-CE, que engloba 9 Campis em 8 cidades diferentes. Compusemos a chapa de oposição “ Até quando esperar?”, composta também pela Kizomba, UJS, JPL e Coletivo Marxista. A chapa propunha democratização da representação dos estudantes, mais espaços de construção coletiva, luta pela melhora da estrutura e ainda a pauta feminista, anti-racista e LGBT.

Foi uma campanha alegre, colorida, diversa e descontraída. Ganhamos com uma diferença de 1.057 votos da chapa da situação “Rebele-se”, que dirigia o DCE há três anos.  O IFET/CE é a segunda maior instituição pública do estado e conta com 24 mil estudantes, entre secundaristas e universitários!
Certos de que a luta apenas começou, o Movimento Mudança se empenhará em fazer dessa gestão o retrato do processo eleitoral: dinâmico, diverso, amplo, democrático e representativo!

O ante projeto de reforma universitária da UNE: Por uma universidade popular

Posted julho 23rd, 2008 in Artigos by thiago

por Tales de Castro

Durante o 56º CONEG da UNE aprovamos uma importante resolução: o ante projeto de educação que iremos apresentar para a sociedade brasileira.

Nesta resolução temos alguns eixos centrais a serem debatidos e aprofundados para que de fato o projeto da UNE seja transformador na universidade brasileira. Mais do que um projeto de universidade, queremos contribuir para a transformação da educação em nosso País.

O modelo de ensino hoje é voltado para a lógica de mercado, ou seja, formar indivíduos que reproduzam a lógica consumista e disputa de espaço na sociedade sem pensar na forma como o mundo pode criar uma dinâmica de sustentabilidade e mudança de valores.

Neste sentido, as entidades estudantis precisam voltar seu debate para dentro da universidade colocando como fundamental muito mais a mudança pedagógica do que a luta por mudanças na estrutura física das instituições de ensino.

Temos que ter como objeto de luta a qualidade de ensino, que deve ser apresentado para a transformação da sociedade, formar pessoas para contribuir com uma sociedade justa e igual, uma sociedade para todos e todas serem de fato incluídas e participativas no processo de desenvolvimento social.

Sendo assim o movimento estudantil precisa, em todo o Brasil, se colocar a favor de uma universidade diferente, uma universidade popular. Para isso é fundamental fortalecermos o debate da extensão popular e da assistência estudantil. A extensão universitária de viés popular é central para a mudança de rumos da universidade brasileira. Além disso, precisamos defender a permanência dos estudantes na universidade. Permanência que de fato dê condições para que o estudante tenha possibilidades de produzir extensão e pesquisa, no fortalecimento da produção de conhecimento e tecnologia.

Ou seja, a extensão popular e a assistência estudantil são dois fatores que devem ser motivadores da luta estudantil em nosso país. E estes são dois eixos fundamentais no projeto de educação que a UNE irá apresentar. Só conseguiremos transformar o ensino da universidade e colocá-lo a serviço do desenvolvimento de um projeto nacional de justiça social e igualdade entre as pessoas, caso seja garantida a produção de pesquisa em conjunto com a sociedade através da extensão popular. Outro ponto importante diz respeito a permanência na universidade que deve ser garantida para os estudantes brasileiros poderem se formar e contribuir para um Brasil desenvolvido e comprometido com as classes populares.

É fundamental que também possamos protagonizar o debate de mudança nas grades curriculares, que na maioria das universidades se colocam a ensinar na perspectiva do mercado e da burguesia nacional.

Para isso precisamos aprofundar a nossa intervenção na mudança das grades acadêmicas e curriculares para que, de fato, as disciplinas sociológicas, históricas e antropológicas possam ser alicerce de qualquer profissão na perspectiva de humanizar o conhecimento.

A humanização do conhecimento é conceito a ser pautado por todas as entidades estudantis na luta por um ensino público gratuito e de qualidade. A humanização do conhecimento é a transformação da sociedade. É a universidade como pólo de produção de conhecimento para resolver os problemas sociais. A humanização do conhecimento é inverter a lógica de produzir máquinas para formar humanistas que desenvolvam projetos e se coloquem profissionalmente para contribuir com um mundo melhor.

Neste sentido precisamos pautar diariamente nas universidades a extensão popular e a assistência estudantil na perspectiva de construir uma universidade popular. Uma universidade que esteja de portas abertas para o povo brasileiro.

Por uma Universidade Popular, esta é a nossa luta!!!

“(…) a universidade deve ser flexível… deve se pintar de negro, de índio, operário e camponês. Ou então ficar sem portas; para que o povo possa invadi-la e pintá-la com as cores que ele quiser”. CHE GUEVARA

Tales de Castro é vice Presidente da UNE

A universidade que queremos passa pela humanização do conhecimento

Posted abril 18th, 2008 in Artigos by thiago

por Tales de Castro

O movimento estudantil no ano passado pautou boa parte de seus debates pelo Plano de Reestruturação e Ampliação da Universidades Federais apresentado pelo governo federal.

O Reuni colocou uma nova perspectiva para as universidades brasileiras, debatendo o acesso ao ensino superior e a necessidade que existe de ampliar as estruturas nas instituições federais.

Longe de ser a revolução no modelo de ensino nas universidades, o Reuni se apresentou como alternativa na busca de democratizar o ensino superior de nosso pais, colocando como meta a ampliação de vagas e a criação de novos cursos.

Focado no debate que o governo federal apresentou, o que vimos mais uma vez, foi uma parcela do Movimento estudantil entrando na disputa de quem era mais ou menos governista, deixando de lado o que deveria ser o foco do nosso debate, que é o modelo educação que queremos para o nosso pais.

O debate da qualidade de ensino surgiu em cima de um projeto que não teve como centro discutir o projeto politico pedagógico da universidade, e sim a abertura da estrutura universitaria a mais pessoas que atualmente estão longe de ter acesso a uma formação de ensino superior.

Em meio a esse debate de quem divergiria ou concordaria mais com o governo, a UNE sentiu a necessidade de debater a educação de nosso pais em torno de um projeto formulado pelos próprios estudantes. Projeto este que deve buscar uma perspectiva pedagógica de concepção da universidade que queremos, buscando interferir de fato no modelo de ensino colocado hoje e que a maioria das pessoas reproduzem, que é o do individualismo e da competitividade. A qualidade de ensino nas universidades passa priroritariamente pela formação libertária e emancipadora das pessoas, deve trazer uma perspectiva humanista de ensino onde as pessoas possam ter consciência critica e melhor leitura da realidade, buscando contribuir para o desenvolvimento sócio – econômico e cultural de nossa sociedade.

Neste sentido toda a rede do movimento estudantil precisa compreender e encarar o desafio de transformar o atual modelo de ensino. O que esta em jogo é a mudança ou a reprodução de valores capitalistas que estão entranhados na atual concepção de universidade. A competitividade, a individualidade acima do coletivo, o preconceito às minorias e a lógica tecnicista de formação se soma à reprodução da história prevalecida por uma versão contada pelos detentores do poder econômico.

É este modelo de ensino que devassa e corrompe os seres humanos, que o movimento estudantil e a juventude devem estar com suas atenções focadas. A necessidade de humanizar o conhecimento e mudar a lógica de “tempos modernos” presente em nossa educação é que deve ser pauta do ME.

Se faz urgente o nosso debate sobre educação popular. Uma educação que além de garantir o acesso e a permanência nas universidades, possa deconstruir alguns conceitos presentes em nossa formação. Educação popular é a democratização da universidade em todos os niveis, principalmente na participação massiva e igualitaria da comunidade universitaria na definição dos rumos que a universidade deve tomar. E, mais do que isso, educação popular é fazer com que todo conhecimento produzido na universidade, seja produzido de forma a estabelecer dialogo com as demandas sociais presentes na contradição da nossa sociedade.

As pesquisas devem ser produzidas para e com o povo, fazendo com que de fato a extensão universitaria seja uns dos trípés indispensaveis para a formação universitaria de qualquer individuo. Precisamos fortalecer a extensão popular como instrumento de mudança da lógica capitalista na sociedade, contribuindo para que a população possa exercer influencia na produção do conhecimento, e que este seja produzido para atender e proporcionar alternativas para uma sociedade justa e soberana, com desenvolvimento sustentavel e qualidade de vida.

Este é o debate que a União Nacional dos Estudantes quer proporcionar nas universidades e para a sociedade como um todo. Um debate que vai muito além daquilo que os poderes instituidos podem apresentar, é um debate que de fato nos colocará no patamar de organizar a luta popular na disputa de hegemonia na sociedade, com concepções bem elaboradas de que modelo de sociedade que queremos viver, uma sociedade fraterna e com justiça social, uma sociedade que produza a humanização do conhecimento.

Tales de Castro é vice Presidente da UNE