Até que ponto vão as reivindicações do DCE?
Seminário sobre Movimento Estudantil agita FECILCAM
A atividade foi promovida pelo coletivo JLC (Juventude, Luta e Consciência) e contou com a presença de Camilo Vanni da União Paranaense dos Estudantes (UPE) e de Joanna Paroli da União Nacional dos Estudantes (UNE). Além de fazer um resgate sobre o Movimento Estudantil, a atividade tinha como objetivo reorganizar o movimento dentro da FECILCAM, reativando/formando Centros Acadêmicos, bem como discutir a reativação do DCE – Diretório Central dos Estudantes (extinto a 5 anos).

Durante o seminário, os estudantes marcaram uma reunião para o dia 27/05, tendo como pauta a reconstrução do DCE da FECILCAM.
Agora é UEL de cara nova!
Após a 5 horas de apuração, saiu o resultado final da eleição para o DCE da UEL 2010. Foram 1387 votos divididos entre 9 centros de estudos. Dentre eles 981 votos foram para a Chapa 1 “A UEL de Cara Nova” e 386 para a Chapa 2 “Mais vale o que será”.
Na sexta-feira irá acontecer o CD (Concelho Deliberativo) na qual os CA (Centro Academicos) irão referendar o resultado das eleições 2010 do DCE e por fim divulgar a Chapa eleita para o DCE.
É mais um DCE de volta à UNE! É mais um DCE que irá estar ao lado dos estudantes!
Parabens a todos e todas que construiram uma bela campanha na Universidade Estadual de Londrina! O Movimento Mudança do Paraná também está de parabens!
Abaixo, relato do companheiro Camilo Vanni, Secretário Geral da União Paranaense de Estudantes (UPE), que participou de todo o processo eleitoral da UEL:
“Compas, é com muita alegria que informo a Tod@s que a Mudança do Paraná volta a dirigir um DCE no estado mais revolucionário!
Nos dias 4 e 5 aconteceram as eleições para o DCE da UEL (universidade estadual de londrina). Haviam duas chapas disputando, A UEL de Cara Nova (Mudança + UJS + Independentes) Contra, Mais Vale o Que Será (Pstu + Psol (barricadas) + Independentes).
O processo de eleição foi mais calmo do que imaginávamos, reflexo da apatia do ME da UEL. São dois anos de gestão provisória no DCE, e o que se percebeu nas eleições foi um grande esforço das duas chapas para garantir a legitimidade do processo e garantir que ao final do pleito teriamos uma chapa eleita!
Ganhamos com uma Votação expressiva, foram 1387 (há mais de 10 anos não se via uma eleição com uma presença massiva nas urnas, mesmo assim a quantidade de votantes foi muito pequena para a quantidade de estudantes matriculados, são mais de 18 mil academicos na UEL).
desses 1837 votos foram 981 votos para nós e 387 para eles!
Mas a Luta não terminou! amanhã teremos o CD (conselho deliberativo equivalente ao CEB), o qual vai referendar ou não o processo eleitoral, tudo indica que não teremos problemas, mas em se tratando de PSTU não podemos vacilar, já estamos nos articulando para garantir a maioria no CD!
Além disso gostaria de parabenizar toda a galera de Londrina que apavorou no processo! Se não fossem vocês não conquistariamos essa grande vitória!
OBS: mais um DCE de volta a UNE!
Muitas Saudações Mudancistas!”
Notícias tiradas do blog: http://aueldecaranova.blogspot.com/
Jovens da região de Curitiba discutem comunicação
Mais de trinta jovens de diversos municípios da Região Metropolitana da capital paranaense participaram da I Conferência Regional Livre de Comunicação, realizada no Casarão da UPE (União Paranaense dos Estudantes). O evento, preparatório para a etapa estadual da Conferência de Comunicação (Confecom), problematizou a comunicação como um direito de todos, como o espaço onde se trava o debate social.
O Petróleo tem que ser nosso! PUCPR
Por Mariana Dutra
O debate que esta sendo pautado na mídia, foi pautado e desmistificado com os estudantes da PUC-Curitiba
No dia 16 de setembro no auditório da biblioteca central da PUCPR, estudantes e também professores souberam mais sobre os desafios do país após a descoberta da nova camada pré-sal, devido sua importância enquanto maior descoberta de petróleo dos últimos 30 anos.
Para orientar o debate, Silvaney Bernardi, do Sindipetro PR/SC – Sindicato dos Petroleiros, nos apresentou a história do petróleo no Brasil, sua evolução institucional, e os novos rumos.
Analisamos a evolução institucional da estatal :
> Lei 2004/53 – Início dos anos 50 após mobilização popular, o país adota uma legislação moderna, imputando ao Estado o monopólio da exploração, desenvolvimento, produção e refino de petróleo em todo o território Nacional, por meio de uma empresa Estatal – Petróleo do Brasil – Petrobrás.
>Fim do monopólio da Petrobrás – 1995 é aprovada a Emenda Constitucional nº 9 que acaba com a exclusividade da Petrobrás.
>Lei 9.478/97 adota o Sistema de Concessões por meio de leilões para exploração, desenvolvimento e produção de petróleo e gás natural no Brasil, entregando nossas reservas para as empresas vencedoras dos leilões.
Mas agora, diante da descoberta que aumenta de 6% a 14% as reservas mundiais do petróleo, que levará o Brasil a ser o 2º ou 5º país em reservas, qual será o modelo de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo e gás natural no Brasil?
Quem vai controlar as gigantescas reservas de petróleo do país?
Como o Estado brasileiro vai utilizar os trilhões de dólares originários da exploração das gigantescas reservas de petróleo e gás natural dos campos do pré-sal?
A resposta para estas perguntas, encaminham a qualidade de educação, saúde, moradia, entre outras necessidades sociais do nosso povo.
Através do hoje, Projeto de Lei 5891/2009, formulado pela Federação Única dos Petroleiros, são propostas para que se tornem leis acerca da camada pré-sal :
Fundo Social Soberano
- Rendimentos do petróleo em favor da população
- Importância da destinação dos rendimentos ser fixada em Lei
- Controle Social
Monopólio Estatal do Petróleo
> A quebra do monopólio foi contra-factual
>Cancelar os leilões do pré-sal
A Petrobrás Pública
> Afirmação da presença do Estado
> Petrobrás sob controle da administração pública
> A ANP e a fiscalização.
Projeto de Lei 5891/2009
Hoje este projeto tramita na câmara dos deputados ao lado de 4 projetos de iniciativa do governo onde não são alterados os quadros atuais do destino dos royalties que ficam concentrados nos municípios e estados produtores.
Só uma pequena parcela vai para a União, positivamente também prevê o destino da renda do petróleo para a criação de um fundo social, mas cria o contrato de partilha não excluindo assim os leilões.
Através dos comentário e questionamentos entendemos a ousadia do projeto dos movimentos sociais, mas é através dele, Petrobras 100% estatal e pública, é que garantiremos a soberania popular!
Saudações Estudantis!
Mariana Dutra é Diretora de Movimentos Sociais da União Paranaense dos Estudantes e militante do Movimento Mudança
Não à cota empresarial; por uma Conferência de Comunicação legítima e democrática
Por considerar a 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) uma conquista histórica do povo brasileiro, que pela primeira vez poderá participar da elaboração das políticas públicas na área da Comunicação, a Comissão Paranaense Pró-Conferência de Comunicação (CPC-PR) vem a público manifestar sua contrariedade à proposta do governo federal em relação à proporcionalidade de delegados para a Confecom. É lamentável que o governo considere que os empresários mereçam o mesmo peso que a sociedade civil dentro de um espaço que deveria ser legitimado pela participação popular na formulação de políticas públicas. A defesa da proporção de 40% dos delegados para os empresários, 40% para a sociedade civil e 20% para o Poder Público contrasta com o compromisso assumido pelo presidente Lula ao convocar a Conferência. A representação dos empresários em tal proporção não condiz com a realidade.
A proposta do governo causa ainda mais indignação ao sugerir um quórum qualificado de 60% para decidir questões consideradas “sensíveis”. Essa proposta, aliada à cota de 40% de delegados empresariais, conferiria o poder de veto aos empresários, o que comprometeria a natureza democrática da Confecom. Não há precedente semelhante nas demais conferências realizadas ao longo da gestão do atual presidente da República. Essas posições tornam-se ainda mais infundadas após a retirada de seis das oito entidades empresariais da Comissão Organizada Nacional (CON) da Confecom.
Reconhecemos a importância da participação dos empresários na Conferência porque acreditamos que este é o momento propício para discutirmos, aberta e democraticamente, as questões da Comunicação no conjunto de toda a sociedade e do Estado brasileiro. Contudo, infelizmente, os donos da mídia mais uma vez demonstraram desrespeito às instâncias democráticas do país.
Neste sentido, a CPC-PR defende que a CON reavalie imediatamente as proporções de delegados e quórum qualificado, para garantir o máximo de representatividade e democracia no âmbito da Confecom. Na esperança de que nossos representantes entendam a comunicação como um direito humano, esperamos que o protagonismo dos movimentos e organizações sociais neste processo seja reconhecido e que não só as demandas dos empresários sejam atendidas.
A CPC-PR acredita que as oito entidades que representam a sociedade civil dentro da CON devem agir rapidamente na construção de um regimento que traduza o anseio de suas bases por um espaço verdadeiramente democrático para debater a comunicação. Estes representantes têm o dever de lutar por uma proposta elaborada legitimamente a partir de debates travados no âmbito das comissões estaduais e referendada pela Comissão Nacional Pró-Conferência, sem perder de vista a urgência na aprovação de um regimento interno que contemple uma participação mais ampla e democrática de todos os setores da sociedade.
Curitiba, 21 de agosto de 2009
Comissão Paranaense Pró-Conferência
APP Sindicato, Assembléia Popular – PR, Associação Cultural de Negritude e Ação Popular, Cáritas – PR, Casa Brasil, Cefuria, Centro Che, Centro Paranaense de Cidadania, Ciranda – Central de Notícias dos Direitos da Infância e Adolescência, Coletivo Soylocoporti, Coordenação dos Movimentos Sociais – PR, Conselho Regional de Psicologia – PR, CUT – PR, DCE UFPR, Fermacom – PR, Fórum Paranaense de Economia Solidária, Fórum Permanente de Educação e Direitos e Humanos, IDDEHA – Instituto de Defesa dos Direitos Humanos, Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social, Instituto Reage Brasil, Marcha Mundial das Muheres – PR, MST – PR, PSL – PR, Sintcom – PR, Sindijor-PR, Sindijus – PR, Terra de Direitos, UPE.
